B- As Causas das Divisões. 1:18-4;5
Em primeiro lugar, eles não entenderam a natureza e o caráter da mensagem cristã, a verdadeira sabedoria (1:18-3:4).
Em segundo lugar, seu espirito sectário (parcial, intolerante, intransigente, partidário,) indica que eles não tinham compreensão real do ministério cristão, sua participação com Deus na propagação da verdade (3:5-4:5).
1)- Causa primeira: Falsa Interpretação da Mensagem. 1:18-3:4).
Primeiro, o apóstolo mostra que o Evangelho não é uma mensagem para o intelectual (1:18-25. essa verdade foi amplamente demonstrada pelo fato de que a igreja em Corinto continha poucas pessoas sábias segundo o mundo (1:26-31), e que Paulo não pregara uma mensagem assim quando estivera em Corinto (2:1-5).
Em seguida, o apóstolo expõe a verdadeira sabedoria de Deus, destacando seu caráter espiritual (2:13-16); e seu alcance espiritual (2:13-116); e conclui com uma declaração franca dizendo que a carnalidade é o motivo das divisões (3:1-4).
Vs.18- Porque, introduz o motivo porque ele não veio em sabedoria do mundo, a palavra da cruz é loucura para os que perdem. Para os que perecem, a cruz deve sempre parecer uma loucura. Paulo considera mensagem da cruz como instrumento salvador de Deus. Perdem e salvos, descreve a corrente de perdidos caindo na eternidade sem Cristo, e o número menor, mas ainda constante, da corrente dos salvos entrando pela porta da comunhão eterna com Cristo.
Vs.-19;20. Pois está escrito. Um apelo às Escrituras para apoio. Boa prática paulina (Is.29:14; 19:12;33:18). As palavras são uma denúncia divina da política dos "sábios" em Judá, que procuram uma aliança com o Egito quando foram ameaçados por Senaqueribe.
Vs.-21. Aprouve é mais do que uma declaração de boa-vontade; refere-se ao alegre propósito e plano divino (Ef.1:5).
Pregação – refere-se ao conteúdo da proclamação, não ao método de livramento (1Co.2:4); ela é a mensagem (pregação) que salva, a mensagem destinada àqueles que simplesmente crêem (crentes).
Vs- 22-25. Paradoxalmente Paulo proclama que os chamados (v.2) obtiveram o que os judeus, que buscavam sinais e os gregos, que amavam a sabedoria (v.22) ou os gentios (v.23, gregos) procuravam , o poder de Deus, sabedoria de Deus. Cristo crucificado é o segredo. Judeus e gregos não reconhecem o seu pecado. O Cristo crucificado o expõe; portanto Ele é o poder e a sabedoria de Deus. O uso da palavra crucificado sem o artigo, enfatiza fortemente o caráter no qual Paulo9 pregou Cristo, como crucificado (2:2; Gl.3:1). Um Cristo sem uma cruz não salvaria ninguém.
V.-26. Irmãos , reparai. Um lançar de olhos para a sua própria igreja comprovaria o ponto defendido por Paulo, pois ali não eram muitos os sábios e os poderosos.
Vocação, continua enfatizando a iniciativa de Deus na salvação do homem. Na tradição paulina encaixam-se as últimas palavras de John Allen, eu mereço o inferno; eu devia estar no inferno; mas Deus interferiu!
Vs. 27,28 O triplo Deus escolheu continua com a ênfase.
V.29 O propósito da metodologia divina foi negativamente apresentada aqui e positivamente no ultimo versículo. ( Não se glorie diante dEle, mas nEle.).
V.30- Mas introduz o bendito contraste. Dele e não da sabedoria eram os coríntios, em Cristo Jesus. Eis aí o único alicerce sólido para se gloriar. Devido à construção da sentença grega, está claro que sabedoria é a palavra dominante, e que as palavras justiça, santificação, e redenção ampliam o significado de sabedoria. A sabedoria, aqui, não é a sabedoria prática , mas a sabedoria posicional, o plano de Deus para nossa completa salvação.
A justiça é argumentativa, a justiça que nos foi dada na justificação, ou aquela que Paulo expõe em Rm.1:1-5:21.
A santificação foi usada em seu sentido imediato e completo (cons. 1Co.1:2).
A justiça capacita-nos a comparecermos diante de Deus no tribunal da justiça divina, enquanto a santificação equipa-nos a servi-Lo no templo do serviço divino. É o que Paulo esboça em Rm.6:1-8:17.
A redenção, à vista da ordem das palavras , é provavelmente a redenção final do corpo (cons. Rm.8:23, aquela, que se ocupou o apóstolo em Rm. 8:18-39).
V.31- O alvo desta obra de Deus é o de glorificá-lo na graça, um propósito que foi gloriosamente alcançado. Pois os que são sábios de conformidade com este mundo foram reduzidos a nada, e os chamados que creram. desfrutam agora de uma salvação soberanamente concedida suficiente para todas as exigências do tempo e da eternidade.