SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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sábado, 26 de outubro de 2013

ÊXODO – Capitulo 5

CAPITULO 5

A Difícil Missão de Moisés diante de Faraó.

5: 1-7: 7.

“Moisés e Arão compareceram diante de Faraó para revelar a vontade de Deus, seu pedido foi asperamente recusado, e a tribulação dos hebreus foi aumentada por ordem do rei. Assim os hebreus chegaram ao seu mais baixo nível de desespero, impotência e sofrimento, para que a graça e o poder de Deus, sozinhos pudessem se manifestar em sua redenção.”

A genealogia de Moisés e Arão foram inseridas nesta passagem para que se tornasse claro o seu relacionamento com Israel na qualidade de lideres credenciados.

V. 1- Celebre uma festa. Ficaria melhor traduzido para faça uma peregrinação. O hebraico hag, “festa” era sempre acompanhado de uma peregrinação (cons. 23: 14-17).

(O pedido apresentado a Faraó da parte de Deus dos hebreus...parecia tão natural e razoável que Faraó não poderia tê-lo recusado se no seu coração houvesse um traço do temor de Deus (KD)).

V. 2- Quem é o Senhor? A pergunta de Faraó cheia de zombaria logo seria inteiramente respondida e de maneira terrível.

V. 4-...Porque interrompeis o povo de seu trabalho? Faraó considerava Moisés simplesmente um líder astucioso tentando obter melhores condições de trabalho para os hebreus.

Ide às vossas tarefas. (Cuidem de sua vida, American Trans.)

V. 5- O povo da terra. Isto é os operários.

V. 6- Superintendentes... capatazes. Os superintendentes egípcios tratavam com os capatazes hebreus, shot’rim talvez escribas ou cronometristas.

V. 7-... não torneis dar palha ao povo.... O uso de palha picada aumentava três vezes a durabilidade dos tijolos, e os tijolos egípcios costumavam ser feitos assim.

V. 12- Então o povo se espalhou por toda a terra do Egito a ajuntar restolho em lugar de palha.

Restolho- Parte inferior da palha que fica enraizada, depois da ceifa do trigo, do milho e arroz. (Talvez por que a palha estivesse nas mãos dos agricultores egípcios).

V. 14- E foram açoitados os capatazes... Quando a tarefa impossível não foi cumprida, o castigo recaiu com maior severidade sobre os capatazes hebreus.

V. 16- O teu próprio povo é que tem a culpa. “Pecaste contra o teu próprio povo” (LXX). A tradução e o significado exato deste texto são incertos, mas os hebreus sem duvida estavam se defendendo colocando a culpa do fracasso a quem de direito.

V. 19- Em aperto. A missão dos oficiais foi um fracasso em obter alivio para o povo.

V. 20- Odiosos. “Invocaram a Deus como juiz, enquanto por suas próprias queixas demonstravam que não tinham confiança em Deus e no seu poder para salvar” (KD).

V. 22- Por que. Deve ter sido incompreensível para Moisés o fato de Deus, que o enviara para libertar Israel, tê-lo levado, pelo contrario, a ser a causa de maiores sofrimentos.

A dureza de Faraó

“Prontamente Moisés e Arão se apresentaram na sala de audiências de Faraó e lhe comunicaram a exigência do Senhor.

Por que Deus exigiu de Faraó somente a permissão de seu povo fosse ao deserto para celebrar festa por três dias, quando pensava em efetuar sua saída permanente? Deus provou o rei; com uma petição pequena, ficou claro o que havia no coração de Faraó.

Faraó respondeu com arrogância: “quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Os faraós eram vistos como filhos de rá, o deus solar do Egito, de maneira que Faraó se considerava a si mesmo um deus. Não tardou em comunicar a Moisés e Arão que nem eles nem Deus lhe inspiravam respeito algum. Escarneceu deles dizendo que a única razão pela qual desejavam celebrar a festa era estar demasiadamente ociosos, e tornou mais pesado o trabalho dos hebreus negando-lhes a palha necessária para produzir tijolos.

A atitude de Faraó não somente deixou os hebreus mais desejos de sair do Egito, mas também os ajudou a perceber que somente o poder de Deus poderia livrá-los. Com frequência, quando Deus começa a emancipar o homem do pecado, o efeito imediato é o aumento de dificuldades. Assim os primeiros feitos de Moisés só pioraram a situação, pois Satanás não se dá por vencido sem lutar tenazmente.

Os hebreus culparam amargamente a Moisés e este, por sua vez, protestou perante o Senhor. Foi Faraó quem disse: “Quem é o Senhor?”. Contudo, Faraó e os egípcios não eram os únicos que necessitavam ver a natureza de Deus. Israel o necessitava, e Moisés também.

Deus respondeu a seu desanimado servo, reiterando-lhe as promessas feitas aos patriarcas e de novo prometeu livrar o seu povo.”

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sábado, 19 de outubro de 2013

ÊXODO CAPÍTULO 4 (5ª parte)

CAPITULO 4

V. 1- Eis que não crerão. A terceira dificuldade de Moisés, como as outras centralizava-se em si mesmo. Os sinais de Deus não só seriam um testemunho aos hebreus e ao Egito, da presença de Deus com o seu mensageiro, mas também tinha a finalidade de infundir confiança e fortalecer a fé de Moisés.

V.2-4- ...Que é isso que tens na mão? O primeiro sinal. A vara de pastor, entregue a Deus, tornou-se um sinal de poder e vitória sobre o inimigo.

V. 6,7- O segundo sinal. A mão de Moisés manchada de lepra simboliza o estado de aflição do próprio povo hebreu, sua necessidade do poder purificador de Deus.

V. 9- Rio. Literalmente, o Nilo. Como o Nilo a fonte de vida para o Egito, estava no poder dos mensageiros de Deus, bem como, o próprio Faraó e tudo o seu povo.

“Cada sinal era significativo:

A serpente fazia parte da coroa de Faraó e era símbolo de poder no Egito;

A lepra era considerada pelos hebreus como sinal do juízo divino, (Nm. 12: 10,11; 2Cr. 26: 19); e

A água representava o rio Nilo, deus do Egito, fonte de sua vida e poderio.”

V. 10- ... Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua. A ultima dificuldade de Moisés. Deus não comete erros. Ele formara Moisés sabia da sua capacidade.

V. 12- Eu serei com a tua boca. Deus fez Moisés entender que alegava impotência ante um Deus onipotente. O gaguejar de Moisés na qualidade de servo fiel de Deus seria o suficiente.

V. 13- Envia... menos a mim. Esta ultima declaração de Moisés mostra o que estava por trás de todas as outras objeções. Na fraqueza da carne Moisés não queria retornar ao Egito.

Deus condescendeu diante dessa fraqueza e enviou Arão como “profeta de Moisés”. Mas no desenrolar da história, Moisés com coragem crescente foi tomando o seu lugar de líder.

 

A volta de Moisés ao Egito

4: 18-31

V. 18- Moisés morando e trabalhando para o sogro tinha que lhe pedir permissão para partir. Guardou para si a revelação e a incumbência que Deus tinha lhe dado. (Muitas vezes passamos por dificuldades por não sabermos ficar de boca fechada).

V. 20- Na mão a vara de Deus. A sua aparência podia ser muito pobre, mas levava na mão algo muito valioso o símbolo da autoridade de Deus. Tudo o orgulho e poder de Faraó tiveram que se curvar.

Vs. 21-23- Mas eu lhe endurecerei o coração para que não deixe ir o povo. Esta é a essência e o ponto culminante das negociações de Deus com Faraó.

O endurecimento do coração de Faraó foi o juízo divino sobre alguém que já endurecera o seu próprio coração contra o Senhor.

Dez vezes Faraó endureceu o coração: 7: 13,14,22; 8: 15,19,32; 9: 7,34,35; 13: 15.

Outras dez vezes Deus endureceu o coração de Faraó: 4: 21; 7: 3; 9: 12; 10: 1,20,27; 11: 10; 14: 4,5,17.Depois de Faraó ter endurecido o coração sete vezes, Deus endureceu-lhe o coração pela primeira vez.

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(“Muitos tropeçam no fato de haver Deus endurecido o coração de Faraó, castigando-o em seguida. Deve notar-se que Faraó também endureceu o seu próprio coração (8: 15,32). Deus endureceu o coração de Faraó do mesmo modo em que o Evangelho, endurece o coração dos homens quando o rejeitam. Para alguns, o Evangelho resulta em salvação, para outros em morte (veja 2Coríntios 2: 15,16). Em Atos 19:9 lemos que “alguns deles se mostravam empedernidos” após a pregação de Paulo. Foi Paulo o responsável pelo endurecimento de seus corações? Não, a culpa estava com aqueles que repeliram a mensagem. O mesmo sucedeu no caso de Faraó. A mensagem de Deus foi simplesmente a ocasião do endurecimento do seu coração; sua recusa em obedecer à mensagem foi a causa.”).

 

Livre Arbítrio

Deus não implantou o mal no coração de Faraó, mas entregou-o à sua má inclinação, sem qualquer restrição. Rm. 1: 24,26,28; Dt. 2:30; 30: 15-20.

“Que, diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!

Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.

Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.

Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.

Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e, também endurece a quem lhe apraz.” Rm. 9: 14-18.

O julgamento de Deus contra Faraó resultava em misericórdia para com Israel; o Egito e as demais nações testemunharam o poder divino para salvar.

Testemunho das nações através dos tempos: Js. 2: 9-11; 1Sm. 4: 7,8; 6: 6.

 

V. 24-26- “Esta passagem, ignorada pelos comentaristas modernos como curiosa relíquia do folclore e da superstição, é na realidade uma ilustração da lei espiritual que flui através das Escrituras e da história: -Aquele que proclama a vontade de Deus para os outros, deve ele mesmo ser obediente à expressa vontade de Deus. O sinal da circuncisão decretado por Deus (Gn. 17: 9-14) fora negligenciado por Moisés até que Deus o lembrou da obrigação por meio deste golpe.”

Deus não faz acepção de pessoas e os grandes servos de Deus devem obedecer-lhe tanto como os demais.

A Palavra de Deus é uma espada de dois gumes, corta pra lá e pra cá; mas primeiro tem que cortar na vida do pregador.

O pregador tem que aplicar a Palavra de Deus na sua vida para ter autoridade, seu modo de viver tem que ser uma pregação constante. (Mt.6: 21-27).

A circuncisão era o sinal externo da aliança de Deus, quem não era circuncidado não fazia parte dessa aliança. E, se Moisés, se tivesse apresentado perante o povo israelita sem haver circuncidado o seu filho, sem haver cumprido o concerto de Deus, ter-se-ia anulado sua influencia junto deles.

V.25 - Tu és para mim esposo sanguinário. Este ato de Zípora, evidentemente repugnante para ela e adiado até que quase custou a vida do seu marido, pode ter feito Moisés tomar a decisão de deixa-la em Midiã com seus filhos. Nada devia impedir o serviço para o Senhor.

Faz-me lembrar, de, quando o crente contrai matrimónio com uma pessoa que não é do rebanho, só trás problemas por não entender as coisas espirituais. Na maioria das vezes é um atraso na vida do obreiro. Não é a toa que a Palavra condena esses casamentos.

V. 27- Vai ao deserto... encontrando-o no monte de Deus. Arão encontrou Moisés no monte Sinai, também chamado de monte Moriá.

V. 30,31- Arão falou todas as palavras que o SENHOR tinha dito a Moisés, e este fez os sinais à vista do povo. E o povo creu; e, tendo ouvido que o SENHOR havia visitado os filhos de Israel e lhes vira a aflição, inclinaram-se e o adoraram.

Com as palavras e os sinais de Moisés e Arão perante os anciãos, acendeu-se a fé e a esperança nos hebreus e muito em breve outras pessoas de Israel receberam as noticias (possivelmente em reuniões secretas) e se inclinaram perante Deus em louvor e adoração.

 

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Quero agradecer as vossas orações por mim e que continuem orando.

Muito Obrigado.

sábado, 12 de outubro de 2013

ÊXODO CAPÍTULO 3 (4ª parte)

 

 

A escravidão dos Hebreus.

Foi profetizada a escravidão do povo Hebreu? Gênesis 15: 7-16.

Qual foi o efeito dessa escravidão no povo? Êx. 2: 23.

Em que resultaria isso? Rm. 10: 13.

Moisés alguma vez se esqueceu do seu povo e do seu Deus enquanto recebia educação no Egito? Hb. 11: 24-26.

Por que não? Êx. 2: 7-9.

O que supôs ele ao matar o egípcio? At. 7: 25.

Foi essa a hora determinada por Deus? Que ensinaram a Moisés os 40 anos de peregrinação no deserto? At. 7: 25 e Êx. 3: 11.

 

 

Capitulo 3

3:1-12

V. 1- Horebe também chamado de Sinai, é impossível saber com certeza qual dos muitos picos, nesta cadeia de montanhas, onde o mais alto atinge 2.461 metros é o lugar que Moisés se encontrou com Deus.

A tradição, de cerca de 1800 anos pelo menos, que localiza o sítio em Jebel musa, (monte de Moisés) deve ter algum tipo de fundamento. O mosteiro de S. Catarina supõe-se esteja no exato lugar da sarça ardente.

V.2 – ...e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não consumia. O fogo na sarça simbolizava a presença e santidade purificadora de Deus (Gn. 15: 17; Dt. 4: 24), e a sarça talvez representa-se a Israel na sua baixa condição.

Assim como Israel não foi consumido, na fornalha da aflição, também a sarça ardia e não se consumia. Pois Deus estava com eles.

Anjo do Senhor – não era simplesmente um anjo, mas a manifestação do próprio Jeová. Gn. 16:7: 22: 11: 31: 11-13: 48: 15,16.

Estas aparições são chamadas de Teofanias.

 

V. 7,8 – Desci a fim de livrá-lo – não Moisés, mas Deus seria o redentor.

Leite e mel - uma expressão proverbial para grande abundância e fertilidade.

O lugar do Cananeu – Deus aguardou mais de quatrocentos anos por um sinal de arrependimento. Agora a iniquidade chegou ao ponto máximo Gn 15:16.

V. 9 – Porque Deus deixou o povo sofrer?

Para nascer neles a vontade de sair. É provável que os israelitas estivessem tão contentes em Gósen que tivessem esquecido o concerto abrâmico pelo qual Deus lhes havia prometido a terra de Canaã. Além disso, alguns dos israelitas, apesar de viverem em Gósen separados dos egípcios, começaram a praticar a idolatria (Josué 24: 14; Ezequiel 20: 7,8). Tão grande foi a sua decadência espiritual que o Egito se converteu em símbolo do mundo e os israelitas chegaram a representar o homem não regenerado. Era preciso algo drástico para sacudi-los a fim de que desejassem sair para a terra prometida.

V. 10 – Vem, pois, agora e eu te enviarei – Agora sim, Deus estava comissionando Moisés.

V. 11,12- Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?

Moisés conhecia muito bem o orgulho de Faraó e o poderio do Egito, lembrava-se também de sua primeira tentativa e fracasso. O Moisés confiante e impulsivo aprendera a humildade; agora tinha de aprender a ter fé (segunda lição “ter fé em Deus, confiar em Deus e não em si mesmo”).

Cada uma das objeções de Moisés foi resolvida com palavras de afirmação de Deus. Quem sou eu não era importante, mas, sim, Eu serei contigo.

Agora era diferente “Certamente eu serei contigo” disse o Senhor. Não seria uma luta de Moisés versus Faraó, mas de Moisés apoiado pelo Senhor versus Faraó.

Se antes Moisés teve de aprender a não confiar em si mesmo; agora tinha de aprender a confiar em Deus.

(É bom que o obreiro cristão compreenda suas limitações, para reconhecer ao mesmo tempo, o poder ilimitado de Deus que o sustenta. Porém, não deve ocultar-se atrás de sentimentos de indignidade, como escusa, para não fazer a obra para a qual o Senhor o tem chamado.)

 

V.13,14- Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? ... Eu sou o que sou.

Talvez Moisés sentisse que se não tivesse o apoio da autoridade do nome de Deus, não seria aceito pelos israelitas, ou talvez desejasse ter uma nova revelação do caráter divino. Deus revelou-se como “EU SOU O QUE SOU”. O nome indica que Deus tem existência em si mesmo e não depende de outros. Tem existência sem restrições. É como o fogo na sarça que ardia, mas a sarça não se consumia. Seus recursos são inesgotáveis e seu poder é incansável. Ele dá, mas não se empobrece, trabalha, mas não se cansa. Sustenta sempre o que faz com o que é, de maneira que seu povo pode depender dele e Ele é suficiente para suprir todas as necessidades deles.

 

“Outras traduções, desta difícil frase incluem: Eu sou quem sou; Eu serei o que serei (Moffat; Lutero); Eu Sou aquele que existe (catholic commentary); Eu faço acontecer aquilo que vai acontecer (Meek, op. Cit. Pag. 107). O nome expressa “não existência abstrata, mas manifestação ativa da existência... não o que Deus será em Si mesmo... mas o que Ele demonstrará de Si mesmo aos outros... Ele será para Moisés e Seu povo o que será – algo indefinido, mas completamente o todo de Sua natureza, pelas lições de história e ensinamentos dos profetas, provará ser mais do que as palavras podem expressar” (Cambridge Bible). Um pensamento semelhante está expresso por Keil e Delitzsch: á pergunta (v. 13)... pressupunha que o nome expressava a natureza e as operações de Deus e que Deus manifestaria em feitos a natureza expressa no nome... (Ele) designou-se por este nome como o Deus absoluto... agindo com capacidade desagrilhoada e com auto independência”. Comentando o nome de Jeová em Gn. 2: 4, os mesmos mestres dizem: “Ele é o Deus pessoal em Sua manifestação histórica na qual a plenitude do Ser Divino revela-se ao mundo... o Deus da história da salvação. Isto, não se mostra na etimologia do nome, mas na expansão histórica”. Deus, então, revelou-se a Moisés não como o Deus Criador de poder – Elohim mas como o Deus pessoal da Salvação, e tudo o que “Eu sou” contém, será manifesto através dos séculos vindouros, culminando naquele em cujo “Eu sou” ilumina as paginas do N.T..”

 

Expressões de Jesus o Cristo que o identificam com o grande Eu Sou:

Eu Sou o Messias, Jo. 4: 25,26.

Eu Sou o pão da vida, Jo. 6: 35,38.

Eu Sou a luz do mundo, Jo. 8: 12.

Eu Sou a porta, Jo. 10: 9.

Eu Sou o bom pastor, Jo. 10: 11.

Eu Sou a ressurreição, Jo. 11: 25.

Eu Sou a verdade, Jo. 14: 6.

Eu Sou o caminho, (para Deus), Jo. 14: 6.

Eu Sou a vida, Jo. 11: 25; 14: 6.

Antes que Abraão existisse Eu Sou, Jo. 8: 58. “É uma admirável declaração, além do alcance da concepção finita; elimina o passar do tempo e resolve o passado e o futuro num eterno agora”.

(A tradução destes versículos do grego para o português perde um pouco da ideia expressa no original grego.)

 

V. 15- E assim serei lembrado, v.16,17 Em verdade vos tenho visitado. O tempo do cumprimento da promessa feita a José chegara (Gn. 50: 25).

V.18- Nos encontrou. Literalmente, encontrou-nos por acaso, súbita e inesperadamente.

...Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao SENHOR, nosso Deus.

Caminho de três dias. Provavelmente uma expressão comum para uma considerável distancia. “Deus conhecia o duro coração de Faraó, e por isso orientou que não se pedisse mais do que o necessário, para Ele comprovar ou demonstrar a dureza do seu coração...Foi um ato de misericórdia para com Faraó, portanto, que não se exigisse a partida na primeira audiência de Moisés...pois, se isto fosse exigido, teria sido muito mais difícil para ele inclinar o coração em obediência à vontade divina, do que quando o pedido apresentado foi tão insignificante quanto razoável.”

...afim de que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus. O sacrifício de animais devia ser repulsivo para os Egípcios, visto certos animais serem seus deuses, os quais tinham seus próprios templos. Daí o pedido para ir a caminho de três dias sacrificar, era assim um pedido razoável para Faraó.

 

A religião do Egito.

“Sir Flinders Petrie, famoso arqueólogo egípcio, diz que a religião original do Egito foi monoteísta”. Contudo, antes do alvorecer do período histórico, a religião desenvolveu-se ao ponto de cada tribo ter seu próprio deus, representado por um animal.

Ptá (Apis), foi divindade de Mênfis, representada por um touro.

Amom, deus de Tebas, era representado por um carneiro.

Hator, deusa da alegria, era representada por uma vaca.

Mut, esposa de Amom, por um abutre.

Hórus, deus do céu, por um falcão.

Ra, deus sol, por um gavião.

Set, deus da fronteira oriental, por um crocodilo.

Osíris, deus dos mortos, por um bode.

Isis, esposa de Osíris, por uma vaca.

Tote, deus da inteligência, por um macaco.

A deusa Hequite, por uma rã.

Nechebt, deusa do Sul por uma serpente.

A deusa Bast por um gato.

Havia muitos outros deuses, os Faraós eram endeusados. O Rio Nilo era sagrado.”

“Estes deuses-animais, nos seus templos eram alimentados e tratados da maneira mais luxuosa possível, por grandes colégios de sacerdotes. De todos os animais, o touro era o mais sagrado. Incenso e sacrifícios se ofereciam perante o touro sagrado. Quando morria, era embalsamado e com pompa e cerimonial próprios dos reis era sepultado em magnifico sarcófago. O crocodilo também recebia muitas honras. Era assistido em seu templo, em Tebas, por 50 ou mais sacerdotes.”

 

V. 19- Se não for obrigado por mão forte. Ver comentário dos v. 18 (caminho de três dias). As 10 pragas foi a mão forte; foi o meio usado por Deus para obrigar o Faraó a deixar sair o povo.

V. 22- Pedirá. A ordem não foi para pedir emprestado, mas apenas pedir, um pedido que, sob as circunstancias era uma exigência. Assim os hebreus foram recompensados pelos anos de escravidão.

 

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sábado, 5 de outubro de 2013

ÊXODO FINAL DO CAPÍTULO 2 (3ª parte)

 

 

A seguir Deus fez mais do que os pais esperavam, pois lhes devolveu o filho para que o criassem e a mãe foi paga por seu trabalho.

Deus preparou a Moisés para ser líder e libertador de seu povo. A mão divina evidencia-se passo a passo:

a) Moisés foi criado em um lar piedoso, pelo menos durante os primeiros cinco ou sete anos de sua vida, e assim aprendeu a ter não somente fé em Deus mas também simpatia e amor por seu o povo oprimido.

b) Foi educado no palácio do Egito. Põe-se em relevo a providência divina em que por meio do decreto de matança Moisés foi conduzido ao palácio. Ali recebeu a melhor educação que o maior e mais culto império daquele tempo oferecia. A permanência no palácio não somente contribuiu para fazê-lo “poderoso em suas palavras e obras” At. 7:22, pois, foi educado em todas as ciências do seu tempo, tais como: matemática, geografia, astronomia e ciências ocultas, mas, também o livrou do espírito covarde e servil de um escravo.

c) Adquiriu experiência no deserto. Aos 40 anos de idade, Moisés identificou-se com o povo israelita e procurou libertá-lo por suas próprias forças. Mas, nem Moisés estava preparado para libertá-lo, nem o povo para ser libertado. Parece que Moisés dava mostras de arrogância, provocando a pergunta: “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?” Como, pastor, Moisés aprendeu muitas lições que o ajudariam a governar com paciência e humildade os hebreus, pois, como as ovelhas, eram embrutecidos, indefesos e não sabiam cuidar de si mesmos. Conheceu também o deserto através do qual guiaria a Israel em sua peregrinação de quarenta anos. Além disso, teve comunhão com Deus e chegou a conhecê-lo pessoalmente.

 

Ali aprendeu a confiar nEle e não em sua própria força.

 

1ª Lição da parte de Deus > Humildade

Moisés saiu da opulência, deixou de ser príncipe, para ser pastor. Saiu da faculdade do Egito para entrar na faculdade de Deus.

Como príncipe, ele se apoiava no braço da carne, 2:12

Como pastor, ele não se sentia mais capacitado para tão grande obra

O Que Nos Chama atenção da sua Humildade.

A- Não falou de seus familiares 2:1

B- Não falou de si mesmo, 3:1.

 

Moisés em Midiã.

A fuga de Moisés deve ser vista a luz do capítulo 11 de Hb. Pois só um homem de grande fé poderia renunciar às glórias do Egito. A sua permanência no deserto e sua real ocupação ainda são objeto de especulações, embora já se acredite que foi durante estes 40 anos que ele inventou o alfabeto.

A terra de Midiã deriva do nome de Midiã, o filho de Quetura, outra mulher de Abrão Gn. 25:1 O nome mais conhecido da região é Edom, que se origina do nome de Esaú e significa vermelho ao se separar de seu irmão, Jacó, procurou esta terra por ser também muito rico Gn. 36:6. Era também a terra de Ismael filho de Agar com Abraão.

Moisés era um homem altamente educado, era um sábio, segundo os conceitos de nossos dias. De acordo com esta idéia, devemos admitir que ele se ocupou não só em pastorear mas, também de outras atividades.

 

No Sinai

O Sinai era a terra dos mineiros egípcios, de onde o Egito se abastecia não só de pedras para as suas construções, mas também de pedras preciosas, que se encontravam na região.

Se, aparentou com Jetro que era sacerdote em Midiã com o nome de Reuel, um nome composto de “Reu” e “el” que quer dizer amigo de Deus. Havia no Sinai um templo chamado Sarabite. Onde foram encontrados vestígios de sacrifícios de animais, e até se encontraram calhas, por onde escorria o sangue das vítimas. Montes de cinzas ocorriam aqui e ali, como resultado dos sacrifícios de animais, um sistema bem parecido ao culto ensinado em Levitico.

Foram descobertos no templo, uns sinais, que, nada tinham em comum quer com a escrita cuneiforme, quer com a hieroglífica egípcia. Que seria? As pesquisas continuadas por Alen Gardner deixaram claro que uma escrita alfabética estava em uso no Sinai ao tempo de Moisés. Esta escrita foi datada ao redor de 1500. Esta escrita foi depois levada ao Seminário de Ras-Shamra, na Síria, e dali levada à Fenícia, de onde, foi levada a outros pontos do globo pelos marinheiros fenícios, dando-lhes a glória de haverem inventado o alfabeto. Esta escrita arcaica representa o hebraico antigo. Atualmente existe uma corrente bem forte atribuindo o invento do alfabeto a Moisés.

O livro de Jó, Atribuído a Moisés pode ter sido produzido nesta região, e há muitas passagens, no livro que bem demonstram a familiaridade mineira do autor, Jó 28: 1-12.

 

V. 11 – Viu. Contemplou com simpatia

V. 12- por este ato Moisés se posicionou ao lado de seus irmãos. Hb. 11:24-26

V. 14 – Moisés apresentou-se ao seu povo como o seu paladino, mas os israelitas ainda não estavam prontos para a redenção, nem ele mesmo. Seria por meio do cajado e não da espada – pela brandura e não pela ira de Moisés que Deus realizaria a Sua grande obra de libertação

At. 7: 25 Expressa este patético pensamento, Ele cuidava que seus irmãos entenderiam.

V. – 15 Desse caso. Não foi tanto o homicídio, mas a rebelião implícita nele que despertou a ira de Faraó.

Midiã. Os midianitas eram um grupo de tribos que descendiam de Quetura e Abraão Gn. 25: 1-4. Eram um povo nômade que peregrinavam pela Palestina, Neguebe e Península do Sinai.

V. 16 – O sacerdote de Midiã. Não é bem claro a que deus ele servia. Podia ser realmente a Jeová.

V. 17 – Compaixão pelos oprimidos fazia parte do caráter de Moisés (v 11,13)

V. 18 – Reuel o nome significa amigo de Deus, Nm. 10:29.

V. 22 Gerson significa um estrangeiro aqui

V. 23 – Decorridos muitos dias. De acordo com At. 7:30 foram quarenta anos, ou uma geração inteira

V. 24,25 - Deus estava demorando e estava calado, mas Ele nunca abandonou nem esqueceu o seu povo

Ouvido Deus o seu gemido lembrou-se de sua aliança, não foi pelos gemidos, mas a palavra de Deus estava empenhada.

Existe aqui uma grande verdade implícita. Deus não atende nossas orações por muito ou pouco sacrifício mas porque a sua Palavra está empenhada.

 

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