A seguir Deus fez mais do que os pais esperavam, pois lhes devolveu o filho para que o criassem e a mãe foi paga por seu trabalho.
Deus preparou a Moisés para ser líder e libertador de seu povo. A mão divina evidencia-se passo a passo:
a) Moisés foi criado em um lar piedoso, pelo menos durante os primeiros cinco ou sete anos de sua vida, e assim aprendeu a ter não somente fé em Deus mas também simpatia e amor por seu o povo oprimido.
b) Foi educado no palácio do Egito. Põe-se em relevo a providência divina em que por meio do decreto de matança Moisés foi conduzido ao palácio. Ali recebeu a melhor educação que o maior e mais culto império daquele tempo oferecia. A permanência no palácio não somente contribuiu para fazê-lo “poderoso em suas palavras e obras” At. 7:22, pois, foi educado em todas as ciências do seu tempo, tais como: matemática, geografia, astronomia e ciências ocultas, mas, também o livrou do espírito covarde e servil de um escravo.
c) Adquiriu experiência no deserto. Aos 40 anos de idade, Moisés identificou-se com o povo israelita e procurou libertá-lo por suas próprias forças. Mas, nem Moisés estava preparado para libertá-lo, nem o povo para ser libertado. Parece que Moisés dava mostras de arrogância, provocando a pergunta: “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?” Como, pastor, Moisés aprendeu muitas lições que o ajudariam a governar com paciência e humildade os hebreus, pois, como as ovelhas, eram embrutecidos, indefesos e não sabiam cuidar de si mesmos. Conheceu também o deserto através do qual guiaria a Israel em sua peregrinação de quarenta anos. Além disso, teve comunhão com Deus e chegou a conhecê-lo pessoalmente.
Ali aprendeu a confiar nEle e não em sua própria força.
1ª Lição da parte de Deus > Humildade
Moisés saiu da opulência, deixou de ser príncipe, para ser pastor. Saiu da faculdade do Egito para entrar na faculdade de Deus.
Como príncipe, ele se apoiava no braço da carne, 2:12
Como pastor, ele não se sentia mais capacitado para tão grande obra
O Que Nos Chama atenção da sua Humildade.
A- Não falou de seus familiares 2:1
B- Não falou de si mesmo, 3:1.
Moisés em Midiã.
A fuga de Moisés deve ser vista a luz do capítulo 11 de Hb. Pois só um homem de grande fé poderia renunciar às glórias do Egito. A sua permanência no deserto e sua real ocupação ainda são objeto de especulações, embora já se acredite que foi durante estes 40 anos que ele inventou o alfabeto.
A terra de Midiã deriva do nome de Midiã, o filho de Quetura, outra mulher de Abrão Gn. 25:1 O nome mais conhecido da região é Edom, que se origina do nome de Esaú e significa vermelho ao se separar de seu irmão, Jacó, procurou esta terra por ser também muito rico Gn. 36:6. Era também a terra de Ismael filho de Agar com Abraão.
Moisés era um homem altamente educado, era um sábio, segundo os conceitos de nossos dias. De acordo com esta idéia, devemos admitir que ele se ocupou não só em pastorear mas, também de outras atividades.
No Sinai
O Sinai era a terra dos mineiros egípcios, de onde o Egito se abastecia não só de pedras para as suas construções, mas também de pedras preciosas, que se encontravam na região.
Se, aparentou com Jetro que era sacerdote em Midiã com o nome de Reuel, um nome composto de “Reu” e “el” que quer dizer amigo de Deus. Havia no Sinai um templo chamado Sarabite. Onde foram encontrados vestígios de sacrifícios de animais, e até se encontraram calhas, por onde escorria o sangue das vítimas. Montes de cinzas ocorriam aqui e ali, como resultado dos sacrifícios de animais, um sistema bem parecido ao culto ensinado em Levitico.
Foram descobertos no templo, uns sinais, que, nada tinham em comum quer com a escrita cuneiforme, quer com a hieroglífica egípcia. Que seria? As pesquisas continuadas por Alen Gardner deixaram claro que uma escrita alfabética estava em uso no Sinai ao tempo de Moisés. Esta escrita foi datada ao redor de 1500. Esta escrita foi depois levada ao Seminário de Ras-Shamra, na Síria, e dali levada à Fenícia, de onde, foi levada a outros pontos do globo pelos marinheiros fenícios, dando-lhes a glória de haverem inventado o alfabeto. Esta escrita arcaica representa o hebraico antigo. Atualmente existe uma corrente bem forte atribuindo o invento do alfabeto a Moisés.
O livro de Jó, Atribuído a Moisés pode ter sido produzido nesta região, e há muitas passagens, no livro que bem demonstram a familiaridade mineira do autor, Jó 28: 1-12.
V. 11 – Viu. Contemplou com simpatia
V. 12- por este ato Moisés se posicionou ao lado de seus irmãos. Hb. 11:24-26
V. 14 – Moisés apresentou-se ao seu povo como o seu paladino, mas os israelitas ainda não estavam prontos para a redenção, nem ele mesmo. Seria por meio do cajado e não da espada – pela brandura e não pela ira de Moisés que Deus realizaria a Sua grande obra de libertação
At. 7: 25 Expressa este patético pensamento, Ele cuidava que seus irmãos entenderiam.
V. – 15 Desse caso. Não foi tanto o homicídio, mas a rebelião implícita nele que despertou a ira de Faraó.
Midiã. Os midianitas eram um grupo de tribos que descendiam de Quetura e Abraão Gn. 25: 1-4. Eram um povo nômade que peregrinavam pela Palestina, Neguebe e Península do Sinai.
V. 16 – O sacerdote de Midiã. Não é bem claro a que deus ele servia. Podia ser realmente a Jeová.
V. 17 – Compaixão pelos oprimidos fazia parte do caráter de Moisés (v 11,13)
V. 18 – Reuel o nome significa amigo de Deus, Nm. 10:29.
V. 22 Gerson significa um estrangeiro aqui
V. 23 – Decorridos muitos dias. De acordo com At. 7:30 foram quarenta anos, ou uma geração inteira
V. 24,25 - Deus estava demorando e estava calado, mas Ele nunca abandonou nem esqueceu o seu povo
Ouvido Deus o seu gemido lembrou-se de sua aliança, não foi pelos gemidos, mas a palavra de Deus estava empenhada.
Existe aqui uma grande verdade implícita. Deus não atende nossas orações por muito ou pouco sacrifício mas porque a sua Palavra está empenhada.
Cont..
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