SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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domingo, 26 de maio de 2013

MATEUS CAPITULO CINCO (5)

Cristo Versus “foi Dito”

Está na moda hoje em dia, entre os que querem depreciar o Velho Testamento, citar as palavras do Senhor no Sermão do Monte, quando Ele repetiu várias vezes: “Foi dito aos antigos... eu, porém vos digo...” Jesus repudiou assim ou pelo menos corrigiu a ética do Velho Testamento, é o que afirmam. Mas os que defendem esse ponto de vista deixam de reconhecer a diferença entre a Lei Escrita do Velho Testamento, e a Lei Oral que se desenvolvera durante os quatro séculos do período intertestamentário.

A maneira usual de o Senhor citar o Velho Testamento é “Está escrito” (4:4,6,7,10; 11:10; 21:13: 26:24,31), enquanto é usado no Sermão do Monte o “Foi dito”, indicando referência à Lei Oral. Ela ocorre seis vezes em Mateus 5, (21,22; 27,28; 31,32; 33,34; 38,39; 43,44).

Talvez seja objetado que alguns dos itens citados acham-se no Velho Testamento. Não obstante, o Senhor os menciona como foram transmitidos pela Lei Oral. Por exemplo, o primeiro “Não matarás; e quem matar estará sujeito a julgamento”. É o sexto mandamento do Decálogo acrescido do comentário da Lei Oral. Até esse ponto suas citações na verdade concordam com os princípios do Velho Testamento; o Senhor, em lugar de repudiá-los, os intensifica, insistindo numa obediência interior e espiritual, assim como exterior e formal.

A própria existência da Lei Oral era um opressivo monumento ao literalismo e legalismo judaico. Os comentários de Jesus em cada caso tinham como propósito elevar os pensamentos dos ouvintes da simples letra para o espírito da Lei. A sua atitude para com o Velho Testamento e seu endosso total ao mesmo, são enfaticamente anunciados desde o início (v. 17-19).

 

SERMÃO DO MONTE

V. 5.1-Subiu ao monte”.

Os caps. 5-7 contêm o conhecido Sermão do Monte. È um dos cinco longos discursos de Cristo, registrados em Mateus, os outros estão em (9:35-10:42; 13:1-52; 17:24-18:35; e 23:1-25-46).

O Sermão do Monte não apresenta o caminho da salvação, mas o caminho da vida justa para os que fazem parte da família de Deus.

Este novo caminho contrasta com o caminho “antigo” dos escribas e fariseus. Para os judeus do tempo de Cristo o sermão foi uma explicação detalhada do que significa a exortação “Arrependei-vos” (3:2; 4:17). Era também uma elaboração do espírito da lei (5:17, 21,22,27,28).

Para todos nós é uma revelação detalhada da Justiça de Deus, e seus princípios são aplicáveis hoje para os filhos de Deus, através do Espírito Santo.

Tendo anunciado o reino dos céus que estava “próximo” o Rei agora, no Sermão do Monte (Mt. 5-7), declara a seus discípulos 5:1 os princípios desse reino.

1. Neste sermão nosso Senhor reafirma a lei mosaica do reino teocrático do VT e como código governante em seu futuro reino na terra (5:17) e declara que as atitudes dos homens, para com esta lei, vai determinar o seu lugar no reino (5:19).

2. Cristo aqui também declara que Ele veio cumprir a lei (5:17) que Ele apresenta, em parte, no Sermão do Monte:

A) Mostrando que a lei divina trata dos pensamentos e motivações, além dos atos manifestos (5:27,28; 6:1-6);

B) Revogando certas concessões feitas por causa da dureza dos corações dos homens (5:31-38; comp. 19:8)

C) No Sermão do Monte, Cristo estabelece o padrão perfeito da Justiça exigida pela lei (5:48) demonstrando que todos os homens são pecadores, habitualmente destituídos do padrão divino, e que, portanto, a salvação pelas obras da lei é uma impossibilidade.

D) Embora a lei, conforme expressa no Sermão do Monte não possa salvar pecadores (Rm. 3:20) e os remidos desta dispensação não estejam sob a lei (Rm. 6:14), no entanto ambos a lei e o Sermão do Monte fazem parte das Sagradas Escrituras, inspiradas por Deus, e, portanto “útil para o ensino para repreensão, para correção e para educação na Justiça” (IITm. 3:16).

As Bem-aventuranças.

Bem –aventurado – significa, ditoso, feliz, ou digno de ser felicitado.

Esta forma literária chamada “bem aventurança” é freqüente nos Salmos e em outros livros do AT (Dt 33:29; Sl. 1:1, 32:1,2; Pv. 3:13; 8:32,34; Is. 56:2).

Várias bem-aventuranças nesta passagem são paradoxais, isto é, afirmações que parecem contradizer o sentido comum; porém aqui expressam os verdadeiros valores do reino, descrevem a condição interior de um seguidor de Cristo e lhe propõem ter bênçãos no futuro.

O caráter beatífico e a atitude descrita por nosso Senhor nos vs. 3-12 são inatingíveis pelo auto-esforço, mas são criados no cristão, pela operação da habitação do Espírito Santo. (ICo. 3:16; Gl. 5:22,23).

Além de Lc. 6:20-23, notam-se outras bem-aventuranças em Mt. 11:6; Lc. 11:28; 12:37; Jo. 20:29; Rm. 4:7,8; 14:22; Tg 1;12 e sete delas em Ap. 1:3; 14:13; 16:15; 19:9; 20:6; 22:7,14.

Comparando o Sermão de Lucas 6:20-49, em que muitos dos mesmos tópicos são tratados, de certo modo, diferentes. Por exemplo, onde Lc. 6:20 simplesmente diz “Bem--aventurados vós, os pobres” (compare com Lc. 6:24), o v. 4 diz a mesma coisa dos pobres em espírito, aqueles que têm a atitude humilde, dependente, vulnerável das pessoas pobres, mesmo se acontecer de elas serem ricas.

(Bem-aventurados = Quão abençoados. A palavra grega makarios corresponde à hebraica asher, que significa “abençoados”, “felizes” e “afortunados” em um mesmo termo, assim nenhuma palavra em português seria adequada para “explicar”. Para um exemplo em hebraico, compare com Salmo 144:15: “Bem-aventurado/abençoado/feliz/afortunado é o povo cujo Deus é o Senhor”).

Nota - Os versículos 3-12 (Mt) são conhecidos como as beatitudes porque a palavra “beatos” foi usada na mais conhecida versão latina, a “Vulgata” de Jerônimo (c. 410 d.C.), para traduzir “makarios”.

 

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Dica para memorizar sua Bíblia: Aproveite e leia cada capitulo da Bíblia no minimo 5 vezes. “Se tu uma benção”.

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Muito obrigado

domingo, 19 de maio de 2013

MATEUS CAPITULO 4  continuação.

Jesus volta para a Galiléia, Mc 1:12,13; Lc 4:1-13

V.12- Lc. 3: 19,20. Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia e Peréia, mandou prender e matar João Batista. Mt 14: 3; Mc 6:17,18.

V.13- Cafarnaum, Importante centro urbano e de comércio, com uma população mista de judeus e gentios. Jo 2:12. Era também a cidade de Pedro, Lc 4:31,38

Vs. 13,15,16- Zebulom e Naftali. Duas antigas tribos de Israel que colonizaram o norte de Canaã. Cf. de Is 9:1,2 os territórios de Zebulom e Naftali, que tenham sofrido nas guerras contra a Assíria, receberiam novamente as bênçãos de Deus. Mt 1:22.

V. 15- Galiléia dos gentios. Mateus realça o enfoque de Jesus sobre a nação de Israel, durante o ministério terreno (10:5,6). Contudo, sua observação de que o ministério de Jesus cumpre Is 9:2 mostra que o mandato de ir aos gentios, em Mt 28:19, não é uma reflexão posterior; o propósito último sempre incluiu as nações.

A Vocação dos Discípulos, Mc 1:16-20; Lc 5:1-11

V.18- Redes. Usavam principalmente duas espécies de redes naquela época: a tarrafa ou rede cônica, que se lançava à água com a força dos braços, e a rede varredoura, que era arrastada entre dois barcos.

V.19- Vinde após mim. Esta foi sua chamada ao serviço, pois Pedro e João já eram discípulos de Jesus (Jo 1:35-42). Ilustra a objetividade, a profundidade e o poder das ordens de Cristo (“‘ide...” 28:19; “amai-vos uns aos outros” Jo 13:34).

V.21- Tiago filho de Zebedeu. Quatro pessoas no NT são chamadas por este nome:

1)- Tiago, o filho de Zebedeu, um apostolo (Mt 10:2) e irmão do Apostolo João, sem o qual ele nunca foi mencionado e com o qual, junto com Pedro, foi admitido à intimidade especial de nosso Senhor (Mt 17:1; Mc 5:37; 9:2; 14:33). Ele foi martirizado por Herodes (At 12:2).

2)- Tiago, o filho de Alfeu, que foi um dos doze apóstolos (Mt 10:3). Ele é chamado Tiago, “o menor” (Mc 15:40; isto é, mais baixo do que Tiago, o filho de Zebedeu).

3)- Tiago, o irmão do Senhor (Mt 13:55: Mc 6:3: Gl 1:19). Os filhos mais moços de Maria não creram em Jesus durante a Sua vida na terra (Jo 7:5), mas juntaram-se aos Seus discípulos depois da ressurreição (At 1:14). Tiago veio a ser o líder da igreja em Jerusalém (At 12:17; 15:13; 21:18; Gl 1:19; 2:9, 12) e escreveu a Epistola de Tiago. E

4)- Tiago, o pai do Apostolo Judas (Lc 6:16; At 1:13).

V.17- “... reino dos céus.” O conceito do reino de Deus não se refere a um lugar nem a uma época, mas a uma condição na qual as promessas de Deus de um universo restaurado, livre do pecado e da morte, são, ou começam a ser cumpridas.

O Novo Testamento ensina duas coisas aparentemente contraditórias sobre o reino de Deus: que ele está próximo ou presente (4:17; 12:34; Lc 17:21), e que ele está por vir (24:1; Jo 18:36; At 1:6,7).

Hoje o reino de Deus vem imediata e verdadeiramente – mas de forma parcial – para todos aqueles que depositam sua confiança em Jesus e sua mensagem, comprometendo-se assim a viver a vida santa que o governo de Deus demanda. Como um exemplo da “parcialidade”, eles têm paz em seu coração, muito embora não exista paz no mundo. Entretanto, no futuro, no final da história da era presente, quando Jesus retornar, Ele vai inaugurar o reino verdadeiro e completamente (Ap 19:6); J Então Deus cumprirá o resto das suas promessas sobre o Reino.

- A realeza de Deus sobre o povo eleito, e por meio dele sobre o mundo, ocupa o centro da pregação de Jesus, como o ocupava no ideal teocrático do AT. Ela admite um Reino de “santos”, dos quais Deus será realmente o Rei, porque o seu reinado será reconhecido por eles no conhecimento e no amor. Essa realeza, comprometida em virtude da revolta do pecado, deve ser restabelecida por uma intervenção soberana de Deus e do seu Messias (Dn 2:28; 7:13,14). É essa intervenção que Jesus, depois de João Batista (3:2), comunica como iminente (4:17,23; Lc 4:43). Antes da sua realização escatológica definitiva, na qual os eleitos viverão junto do pai na alegria do banquete celeste (8:11; 13:43;26,29), o reino aparece com inicio humilde (13:31-33), misterioso (13:11), e contraditório (13:24-30), como uma realidade já começada (12:28; Lc17:20,21), em relação com a Igreja (Mt 16:18).

Pregado no universo pela missão apostólica (Mt 10:7; 24:14; At 1:3, será definitivamente estabelecido e entregue ao Pai (1Co 15:24), pelo retorno glorioso de Cristo (Mt 16:27; 25:31), por ocasião do julgamento final (13:37-42; 47-50; 25:31-46). Esperado torna-se presente como grande graça (20:1-16; 22:9,10Lc 12:32), aceita (graça) pelos humildes (Mt 5:3; 18:3,4; 19:14, 23,24), e pelos desapegados (13:44-46; 19:12; Mc 9:47; Lc 9:62; 18: 29), Rejeitada pelos soberbos e pelos egoístas (21:31,32,43; 22:2-8; 23:13). Só se entra nele com a veste nupcial (22:11-13), da vida nova (Jo 3:3,5); há excluídos (Mt 8:12; 1Co 6:9,10; Gl 5:21). É preciso vigiar para esta pronto quanto ele chegar de improviso (Mt 25:1-13).

V.23- Sinagogas. Mt 9:35; Mc 1:39. Cada comunidade judaica tinha a sua sinagoga ou casa de reunião. Durante as reuniões, o dirigente podia convidar algum dos presentes para comentar as Escrituras. (cf. Lc 4:16-21; At 13:14,15.).

Ensinando... Pregando.. curando. Ensinar envolvia a comunicação da natureza e propósito do reino de Deus, como é visto no Sermão do Monte (caps. 5-7) e nas parábolas do reino (cap. 13). Pregar era anunciar as boas novas de que o reino de Deus estava próximo, e que seus soberanos propósitos na história estavam sendo finalmente realizados. Curar, bem como ensinar e pregar, era sinal de que o reino já tinha vindo (11:5).

Lunáticos. (Epiléticos). O único outro lugar em que esta palavra aparece, no NT é em Mt 17:15, onde ela é aplicada a um menino endemoninhado que exibe sintomas de ataque epilético.

V.24- Síria. Pode se referir, em geral, a toda a província romana, que incluía a Palestina e as outras regiões vizinhas ou, em especial à região situada ao norte da Galiléia. No uso romano, Síria aplicava-se a toda Palestina com exceção da Galiléia (cf. Lc 2:2).

V.25- Decápolis. Nome que significa dez cidades. Era uma confederação composta originalmente de dez povoados grego-romanos, nove das quais estavam situadas a leste do rio Jordão.

 

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domingo, 12 de maio de 2013

MATEUS CAPITULO 4

Cap. 4

A Tentação no Deserto ou o triunfo sobre Satanás

Vs. 1-11- Qual o motivo dessa tentação no deserto?

Cristo, como o novo Ser humano representativo, devia ser testado e provado. O próprio Espírito que descera sobre Ele com suavidade de pomba, o “leva” agora para o deserto, onde Satanás lhe preparou uma emboscada quando Ele sentia-se enfraquecido pelo jejum.

É essencial compreender que o Senhor achava-se ali como Homem. Como Deus Ele não poderia ser tentado (Tg 1:13). A sua humanidade foi visada. Com engenhosidade aparentemente piedosa, Satanás imediatamente procurou obscurecer seu objetivo. “Se és Filho de Deus” – uma alusão à voz do céu no Jordão – “manda que estas pedras se transformem em pães”. Mas Jesus na mesma hora colocou o assunto em foco, com a sua reposta: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.

Da mesma forma que a natureza humana, tem três aspectos – corpo, alma e espírito – as três abordagens de Satanás foram sucessivamente dirigidas às três áreas da natureza humana do Senhor.

A primeira tentação referia-se ao corpo (“Manda que estas pedras se transformem em pães”).

A segunda à alma (“Atira-te daqui abaixo”, exiba-se).

A terceira era dirigida diretamente ao espírito (“Se prostado, me adorares”).

A primeira sugeriu algo razoável (normal do ser humano).

A segunda algo discutível.

A terceira era definitivamente errada.

Quão freqüentemente essa é a técnica da tentação de Satanás! – física, psíquica, espiritual do que é razoável para o discutível, do discutível para o condenável.

Na primeira, vemos o disfarce da simpatia.

Na segunda, o verniz da admiração.

Na terceira, a máscara foi retirada, toda pretensão desapareceu, e o motivo real fica exposto – “Adore-me”.

Por três vezes a espada brilha na mão do Senhor, enquanto Ele repele o tentador com as palavras “Está escrito”. Três vezes vemos o segredo da vitóriasubmissão à Palavra de Deus. A vitória é tão completa que na repulsa final Jesus afasta o arqui-inimigo, dizendo: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele darás culto” (Dt 6:13; 10:20).

Logo após “vieram anjos, e o serviam”. Sua fome foi assim satisfeita sem necessidade de transformar pedras em pães; a Escritura também se cumpriu, “Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem”, sem precisar atirar-se do pináculo do templo!

Deus sempre faz com que seus anjos atendam aos que vencem pela fidelidade à sua PALAVRA.

(Cristo veio como representante da humanidade, e sendo sua missão a de destruir as obras do diabo, era conveniente que começasse o seu ministério com uma vitória sobre o grande adversário da raça. O capitulo 4, registra o seu grande triunfo sobre Satanás).

V.1- Tentado. Ainda que Deus mesmo não tente ninguém (Tg.1:3), as tentações que sofremos estão incluídas no soberano plano de Deus para o nosso bem. Se vencermos, seremos fortalecidos, se sucumbirmos, reconhecemos mais claramente a necessidade que temos de mais santificação e graça.

A tentação de Jesus forma um paralelo com a provação de Israel no deserto. Os quarenta dias correspondem aos quarenta anos de caminhada do povo, (cf. Nm 14:34). Este evento recorda Dt 8: 1-5, usado por Jesus em resposta a uma das tentações. A experiência de Israel no deserto foi o tipo ou a sombra da tentação de Jesus no “deserto”, após o batismo.

As tentações apelam para motivações comuns: impulsos físicos, orgulho e desejo de possessões (1Jo 2:16). Cada uma delas é apontada especialmente ao Messias. Satanás apela para Jesus em termos do seu direito divino: “Se és o filho de Deus” (vs. 3,6; cf. 27,40). A terceira tentação oferece para Jesus um caminho para a realeza que evita a cruz. Jesus foi tentado em tudo aquilo em que nós também somos tentados (Hb 4:15), mas não pecou. Ele nos representa diante de Deus como o “misericordioso e fiel sumo sacerdote” (Hb2:17), porque conhece, por meio de sua natureza humana, o que é resistir às tentações.

 

Diabo. A palavra grega diabolos é traduzida do hebraico satan, “adversário, oponente, rebelde”.

Em Isaias 14: 11-15, nas entrelinhas de uma referencia ao rei da Babilônia, pode-se ler sobre a queda de uma criatura que certa vez foi poderosa e bela, mas que em seu orgulho se rebelou contra Deus e tornou-se o oposto dele; Ezequiel 28:11-19 é similar.

Por outro lado Jó 1-2 é claro ao apresentar Satanás como o oponente tanto de Deus quanto do homem.

Em Gênesis 3, como serpente, ele tenta Adão e Eva a desobedecerem a Deus; a equivalência entre o Adversário e a serpente fica clara em Ap 12:9, que diz “o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo mundo”.

Satanás é uma criatura, de modo algum é igual a seu Criador; ainda assim ele é a fonte original de todo o pecado, mal e oposição a Deus.

O livro de Jó ensina que a razão pela qual um Deus bom e onipotente permite essa oposição é um mistério, mas que Deus permanece no controle perfeito e sem comparação. Isso nós vemos muito claramente em Jó 40-41, em que “Beemote” e “Leviatã” são vistos como figuras do Adversário, pois quando Deus desafia Jó para lidar com elas, ele reponde: “Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:6).

Tanto o V.T. quanto o Novo Testamento assumem a existência de uma ação sobrenatural de anjos bons e obedientes, que servem a Deus, e de anjos (demônios) maus e rebeldes, que servem ao Adversário.

Satanás é considerado como responsável por tudo aquilo que se opõe à obra de Deus e de Cristo (13:39; Jo 8:44; 13:2; At 10:38: Ef 6:11; 1Jo 3:8). A sua derrota assinalará a vitória final de Deus (Mt 25:41; Hb 2:14: Ap 12:9,12: 20:2,10).

V.2- “quarenta dias e quarenta noites”. A permanência de Jesus no deserto durante quarenta dias sem comer e as provas às quais foi submetido recordam as experiências do povo de Israel no deserto quando saiu do Egito. As citações bíblicas dos vs. 4-10 referem-se àquela experiência histórica. Israel fracassou na prova, porém Jesus se manteve fiel à sua missão. Cf. Hb 2:18; 4:15.

Cf. Dt 8:2-4. O número quarenta pode ser um parâmetro com a história de Moisés e do povo de Israel. (Ex 24:18; 34:28: Nm 14:33,34; 32:13; 1Rs 19:8 etc.).

V.3- Se você é o Filho de Deus. Satanás apresenta a Jesus cada uma das três categorias de tentações especificadas por João (1Jo 2:15-17):

“a concupiscência da carne” (Rm 7:5) – “Se você é filho ordene que essas pedras se transformem em pães”;

a concupiscência dos olhos” – “...mostrou-lhe todos os reinos do mundo...”

“e a soberba da vida” – o diabo o transportou à cidade santa Jerusalém, o colocou sobre o pináculo do Templo, e disse-lhe: “Se você é o Filho de Deus, pule”.

Satanás usou a mesma formula no Jardim do Éden:

“E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer” (concupiscência da carne),

“e agradável aos olhos” (concupiscência dos olhos),

“e árvore desejável para dar entendimento” (soberba da vida), “tomou do seu fruto e comeu” (Gn 3:6). E continua usando-a contra cada um de nós.

Jesus usou a Palavra para resistir a Satanás. Demonstrando assim o poder da Palavra de Deus ao resistir ao Tentador, citou: Deuteronômio 8:3 no v.4, Deuteronômio 6:16 no v. 7 e Deuteronômio 6:13 no v. 10.

Satanás “o pai da mentira” (Jo 8:44) ousou deturpar as Escrituras para enganar, Salmo 91:11,12; no v.6.

Satanás usa o Sl 91: 11,12 de um modo exatamente oposto ao do sentido original. O Sl 91 é uma exortação para se confiar em Deus; Satanás tenta substituir a confiança por um teste, lançando dúvida sobre a fidelidade de Deus. Não há lugar par a presunção em uma grande fé. Fé e presunção são incompatíveis

V.4- O Tanakh. O Antigo Testamento – mencionado como “Escrituras” ou “está escrito” na maioria das traduções. A palavra “Tanakh” é um acrônimo formado a partir das primeiras letras das três partes da Bíblia Hebraica:

1- Torá (“Ensinamento”) – os cinco livros de Moisés, ou Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).

2- N’vi’im (“Profetas”) – os livros históricos (Josué, Juízes, Samuel e Reis), os três Profetas Maiores (Isaias, Jeremias e Ezequiel) e os 12 Profetas Menores

1- K’tuvim (“Escritos”) – Salmos, Provérbios, Jó, os “cinco rolos” (Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester), Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas).

V.4- Mas de toda palavra. Em Dt 8:3, isto se refere à Palavra de Deus de orientação no deserto e sua provisão de maná. Jesus não abandonará sua confiança em Deus, sabendo que ele proverá. Jesus respondeu a cada tentação de Satanás reportando-se às Escrituras. A “espada do Espírito” é a Palavra de Deus (Ef 6:17)), e Jesus confiou nas Escrituras para obter a vitória em sua luta espiritual.

V.10- Retira-te Satanás. Jesus rejeita a idolatria como o total zelo do verdadeiro culto. Ele ordena a Satanás que se retire, porque venceu “o valente” (Mt 12:29). Está pronto para desfazer todas as obras do inimigo. E esta autoridade também nos foi dada por Jesus. – Em o nome de Jesus. Glória a Deus.

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domingo, 5 de maio de 2013

Vs13-17- O. batismo de Jesus.

Narra-se também em Mc 1:9-11; Lc 3:21-22 e Jo 1:31-34. Em todas as três narrativas e em Jo 1:31-34, os fatos que se especificam são a descida do Espírito Santo e a voz do céu. Parece, de Jo 1:31-33, que João não conhecia Jesus, porém Mt 3:14 implica que ele já O conhecia, mesmo por que eles eram parentes Lc 1:36; 39-56.

V.14- João estava relutante em batizar Jesus por reconhecer que ele não necessitava de arrependimento. Para que se cumprisse “toda a justiça”, Jesus tinha de identificar-se com o seu povo, como o que levava os seus pecados (2Co 5:21). Essencialmente, o batismo de João apontava para Jesus, porque só a morte de Jesus sobre a cruz – que Jesus chamou de “batismo” (Lc 12:50) – poderia tirar os pecados. A identificação de Jesus com seu povo incluía seu batismo e morte, sua unção com o Espírito e sua vitória sobre a tentação.

V.15- Toda a Justiça, Em Mateus esta frase se refere basicamente ao cumprimento da vontade de Deus, cf. Mt 5: 6,10,20; 6:33; 21:32.

Justiça. O reino de Deus (seu soberano governo na salvação e julgamento) é definido por sua justiça. Jesus ensina a perfeita justiça que Deus exige (5:20,48). Ele assegura também a justiça de Deus para os pecadores. Seu batismo aponta para a sua morte como um “resgate por muitos” (20:28) e mostra a perfeita obediência na qual ele cumpre toda justiça (Jr 23:5,6). A remissão de pecados e o dom da justiça são recebidos através da fé em Jesus (8:10; 23:23; cf. 21:32). Aqueles a quem falta a justiça de Deus, mas têm fome e sede dessa justiça, serão fartos (5:6; 6:33) Jesus chama os sobrecarregados com o peso da justiça própria para que busquem nele seu descanso (11:28-12:8).

V.16- O Espírito que pairava sobre as águas da primeira criação (Gn 1:2) aparece aqui no prelúdio da nova criação. Ungindo a Jesus para a sua missão messiânica (At 10:38), que de ora em diante há de dirigir (Mt 4:1; Lc 4:14,18; 10:21; Mt 12:18,28).

V.17- O meu Filho amado. Também pode ser entendido como: meu único filho. Em quem me comprazo, ou a quem prefiro. Cf. Gn 22: 2; Sl 2:7; Is. 42:1. O Salmo 2 onde o rei de Israel é qualificado como “filho de Deus”, foi interpretado pelos primeiros cristãos como profecia sobre o Messias na sua qualidade de Rei (cf. também 2Sm 7:14). A passagem de Is. 42 (que faz pensar em Is. 52:13-53:12) fala do servo sofredor do Senhor e também foi interpretada pelos escritores do NT como uma referência ao Messias. Cf. Mt 12:18; 17:5; Mc 9:7; Lc 9:35; 2Pd 1:17.

 

O Batismo do Senhor

Por que o Senhor foi batizado por João no rio Jordão? Se o batismo de João era “para arrependimento”.

O Jesus sem pecado, não precisava então de submeter-se a ele. Mesmo quando Ele se aproximou do rio, João teve de dizer; “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (3:14). Todavia, haviam razões para essa imersão em público, que devemos apreciar devidamente.

Primeiro, o Senhor demonstrou desse modo, desde o início de seu ministério público, sua associação com o chamado de João ao povo; e a partir também dessa ocasião, ele repetiu o clamor de João: “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (3:2; 5:17).

Segundo, Ele coroou assim o ministério de João, dando ao fiel precursor a honra de batizar publicamente o Messias-Rei a quem anunciara com tanta emoção (Jo 1:33,34). Logo depois a voz de João foi silenciada quando ele foi preso (Mt 4:12).

Terceiro, ao submeter-se ao batismo de João Ele mostrou sua humildade ao identificar-se com o remanescente santo de Israel, que vivia piedosamente à espera da chegada do reino. Era “apropriado” que fizesse isso, sendo agora membro da nação que necessitava muito atender ao chamado para o arrependimento; daí seu comentário para João: “porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (3:15).

Quarto, e muito mais profundo, Ele foi batizado numa capacidade representativa, por aqueles a quem viera remir. A partir do momento em que iniciou seu ministério público, Jesus passou a ser o novo Homem representativo, o “Segundo Adão”, o novo Campeão da raça decaída. No mesmo instante, portanto, Ele identificou-se conosco como pecadores, e seu primeiro ato foi significativamente submeter-se, em capacidade vicária, ao batismo “para arrependimento”. Da mesma forma que na genealogia inicial é a pessoa humana de Jesus que está ligada com a descendência messiânica, no batismo e na tentação é novamente a sua humanidade que é ungida e depois tentada. Essa humanidade tem um aspecto representativo e vicário através de todos os atos e experiências do Senhor.

( A igreja nascente depressa se convenceu de que Jesus era sem pecado (Jo 8:46; Hb 4:15). Queria no entanto explicar por quê Jesus havia se submetido ao batismo de João (em que Jesus reconhece uma etapa requerida por Deus, cf. Lc 7:29,30, preparação última da era messiânica, cf. Mt 3:6). De forma concisa Mt 3:15 diz:

a) que, por seu batismo, Jesus satisfazia a justiça salvívica de Deus que preside o plano da salvação,

b) que Ele mesmo era justo agindo assim,

c) que era preciso que Ele se identificasse com os pecadores, (cf. 2 Co 5:21),

d) que Ele preparasse assim o futuro batismo dos cristãos (28:19), apresentando-se como modelo deles (notar o plural nós)).

Vale a pena mencionar também que a voz confirmatória do céu “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo,” coloca o selo de Deus sobre os trinta anos silenciosos e irrepreensíveis que precederam o batismo.

Além disso, no batismo do Jordão a trindade divina é pela primeira vez manifesta objetivamente. O Filho acha-se no Jordão. O Pai fala do céu. O Espírito desce como pomba.

O Local do Batismo de Jesus

O local escolhido por Deus para apresentar o Messias à nação foi o baixo Jordão, no mesmo ponto, ou perto, onde as águas se dividiram para a travessia de Josué, quando da entrada de Israel em Canaã. Aí João Batista se fixou e começou a obra de levar o povo à expectação. Logo todos os olhares convergiram nele (João), indagando se não seria o Messias. Depois, apoiado por uma demonstração lá do céu, declarou que Jesus era o Messias. Aí, logo após, nessa mesma região seguiu-se o primeiro ministério de Jesus. Exerceu também seu último ministério.

 

Este local nos traz muitas lembranças:

Na direção Leste, nos limites do Vale do Jordão, erguesse o Monte Nebo, onde Moisés tivera um vislumbre da Terra Prometida e ali o Senhor o sepultou. Também, em alguma parte entre o Jordão e o Nebo, carros celestes transportaram Elias para se juntar a Moisés na glória. Oito km ao Oeste, nos limites do vale, ficava Jericó, cujos muros caíram ao som da trombeta de Josué. Logo acima de Jericó nos contrafortes do ribeiro de Querite, os corvos alimentaram Elias. Um pouco acima, no cume da cadeia de montanhas, ficava Betel, onde Abraão erigira um altar a Deus e onde Jacó, vira a escada celeste por onde os anjos subiam e desciam (à qual se reportou Jesus, conversando com Natanael, logo depois da tentação naqueles arredores). Próximo, para o Sul na mesma cadeira montanhosa, fica Jerusalém, a Cidade Santa, cidade de Melquisedeque e Davi. Para o Sul, além do Mar Morto, era a planície onde jaziam as ruínas de Sodoma e Gomorra..

 

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