SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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domingo, 31 de março de 2013

MATEUS Final do cap.1.

Para um melhor aproveitamento do estudo, leia com atenção todas as referências biblicas.

Profecias de Cristo no A.T., citadas nos Evangelhos

Visto que Mateus emprega abundantes citações do A.T. mostrando assim seu gosto por enquadrar os incidentes e aspectos da vida de Cristo nas previsões proféticas, é convincente fornecer agora uma lista das profecias do A.T. citadas nos quatro Evangelhos, particularmente Mateus, como referentes a Cristo. A maioria delas refere-se bem claramente ao Messias. Algumas não diríamos que a Ele se referem senão porque escritores inspirados o dizem. Quanto a nós, entretanto, estamos inteiramente satisfeitos com as interpretações que o N.T. apresenta de passagens do A.T. Registram elas o que Deus quis dar a entender nessas passagens.

 

Cristo seria da família de Davi, Mt 22:44; Mc 12:36; Lc 1:69,70; 20:42-44; Jo 7:42; 2Sm 7:12-16; Sl 89:3,4; 110:1; 132:11; Is 9:6,7; 11:1.

Nasceria de uma virgem, Mt 1:23; Is 7:14.

Nasceria em Belém, Mt. 2:6; Jo 7:42; Mq 5:2.

Peregrinaria no Egito, Mt 2:15; Os 11:1.

Viveria na Galiléia, Mt 4:15; Is 9:1,2.

Viveria em Nazaré, Mt 2:23; Is 11:1.

Sua vinda seria anunciada por um mensageiro semelhante a Elias, Mt 3:3; 11:10-14; Mc 1:2,3; Lc. 3:4-6; 7:27; Jo 1:23; Is 40:3-5; Ml 3:1; 4:5.

Sua vinda daria ocasião a um massacre de meninos em Belém, Mt 2:18; Gn 35:19,20; 48:7; Jr 31:15.

Proclamaria um jubileu ao mundo, Lc 4:18,19; Is 58:6; 61:1.

Seria enviado aos gentios, Mt 12:18-21; Is 42:1-4.

Seu ministério seria de cura, Mt 8:17; Is 53:4.

Ensinaria por parábolas, Mt 13:14,15,35; Is 6:9,10; Sl 78:2.

Seria desacreditado, odiado e rejeitado pelos governantes, Mt 15:8,9; 21:42; Mc 7:6,7; 12:10,11; Lc. 20:17; Jo 12:38-40; 15:25; Sl 69:4; 118:22; Is 6:10; 29:13; 53:1.

Entraria triunfalmente em Jerusalém, Mt 21:5; Jo 12:13-15; Is. 62:11; Zc 9:9; Sl 118:26.

Seria como um pastor ferido, Mt 26:31; Mc 14:27; Zc 13:7.

Seria traído por um amigo e por 30 moedas de prata, Mt 27:9-10; Jo 13:18; 17:12; Zc 11:12,13; Sl 41:9.

Morreria com malfeitores, Lc 22:37; Is 53:12.

Seria sepultado por um rico, Is 53:9; Mt 27:57-60.

Dar-lhe-iam a beber vinagre e fel, Mt 27:34; Jo 19:29; Sl 69:21.

Lançariam sortes sobre as Suas vestes, Jo 19:24; Sl 22:18.

Até Suas palavras ao morrer foram preditas, Mt 27:46; Mc 15:34; Lc 23:46; Sl 22:1; 31:5.

Nem um osso Lhe seria quebrado, Jo 19:36; Êx 12:46; Nm 9:12; Sl 34:20.

Seu lado seria traspassado, Jo 19:37; Zc 12:10; Sl 22:16.

Ressurgiria ao terceiro dia, Mt 12:40; Lc 24:46; nenhuma passagem específica é citada sobre isto. Que Ele ressurgiria dos mortos lê-se em At. 2:25-32; 13:33-35; citado definidamente do Sl 16;10,11. Jesus disse estar escrito que Ele ressurgiria “ao terceiro dia”, Lc. 24:46. Devia ter em mente estas passagens: Os 6:2; Jonas 1:17. E possivelmente o quadro de Isaque sendo livre da morte ao terceiro dia, Gn 22:4. Os dez mandamentos foram dados ao terceiro dia Êx 19:16.

Sua rejeição seria seguida da destruição de Jerusalém, (cumprida no ano 70); e da grande tribulação (ainda por vir). Mt 24:15; Mc 13:14; Lc. 21:20; Dn 9:27;11:31; 12:1,11.

O próprio Jesus reconheceu que em Sua morte cumpriria a Escritura, Mt 26:54,56.

Eis aqui um fato admirável: a história completa da vida de Jesus, seus principais aspectos, acontecimentos e os incidentes que a acompanharam, até os menores detalhes foi claramente predito nas Escrituras do Antigo Testamento.

NÃO ESQUEÇA: ANTES DE SAIR DA PAGINA, ORE POR MIM. 

                                 MUITO OBRIGADO

                                                          Cont.. com cap. 2

domingo, 24 de março de 2013

MATEUS Cap. 1 v. 18. Continuação

V. 18 – desposada; comprometida; noiva. A palavra hebraica/aramaica para noivado, é “kiddushin”, que significa “santificação, separação” ou seja, a separação de uma mulher em particular para um homem em particular. Sendo o adultério durante o noivado um pecado mais grave do que depois do casamento; havia três tipos de pena de morte: Apedrejamento, ateamento de fogo, decapitação ou estrangulamento. (Sanhedrin7:1).

...sem que tivessem antes coabitado. Sem haver relações sexuais entre eles.

...Achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mais cedo ou mais tarde todos descobriram que Maria estava grávida. Mas nem todos sabiam que ela tinha engravidado como resultado não de relações sexuais, mas da atividade sobrenatural do Espírito Santo. “o nascimento virginal” foi um evento sobrenatural. O Deus que fez os céus e a terra é bastante capaz de levar uma mulher a engravidar de um modo que não é possível na natureza. Mateus informa a seus leitores a concepção sobrenatural de Jesus para refutar a inferência óbvia e natural de que Maria tenha se comportado de forma errada.

V.19 - José seu esposo. O noivado judaico era um compromisso tão real (sagrado) que o noivo José se considerava marido, e não poderia desfazer o noivado senão por um “repúdio”, carta de divórcio. (Dt.22:23-30).

...sendo justo. A justiça de José consistia em que não entendendo como a sua noiva tinha engravidado, não a queria denunciar publicamente, recusando entregar Maria ao processo rigoroso da lei, (Dt. 22:20-22).

...secretamente (em segredo). (para não infamar) Em contraste com o ordário prescrito em Nm. 5:11-31.

V.21 - “...e chamarás o seu nome Jesus porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Em português salvar pessoas de seus pecados não é uma razão para chamar alguém de Jesus mais do que chamar de William ou Francisco. Em grego não é diferente; apenas em hebraico ou aramaico de fato é válida essa explicação. Somente em Hebraico é que se tem o verdadeiro sentido deste versículo, a palavra hebraica para “ele salvará” é “yoshia”, que tem a mesma raiz hebraica (yud-shin-ayin) do nome Yeshua (yud-shin-vav-ayin). Assim, o nome do Messias é explicado com base naquilo que ele vai fazer. Etimologicamente, o nome yeshua é uma contração do nome hebraico Y’hosha (em português, “Josué”), que significa “Jeová salva”. Também é a forma masculina da palavra hebraica “yeshu’ah”, que significa “salvação”.

V.22 - Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor disse por meio do profeta. O objetivo é mostrar que Jesus deveria ser reconhecido pelos Judeus como sendo o Messias, porque cumpriu aquilo que o Senhor disse sobre o Messias por intermédio dos profetas. Mateus especialmente se preocupa em apontar esses cumprimentos (2:5,15,17,23; 3:3; 4:14; 8:17; 11:10; 12:17; 13:14,35; 21:4; 22:43; 26:31; 27:9). Por outro lado Mateus não é o único a pensar que as Escrituras se cumprem em Jesus. Mais tarde o próprio Jesus declara que é dele que as Escrituras testificam, (Mt. 11:4-6; Lc. 4:21; 18:31; 24;4; Jo 5:39; 8:56; 17:12).

V.23 - ...a virgem. Não devemos confundir o termo “nascimento virginal” com “concepção imaculada”. O nascimento virginal de Jesus – Ele sendo concebido pelo poder do Espírito santo de Deus em Maria antes dela ter contato sexual – é aceito por todos os cristãos. A “concepção imaculada”, é a doutrina católico-romana, que diz: que a própria Maria foi concebida sem pecado, não é aceita pelos evangélicos por que o Novo Testamento não o diz.

...“Emanuel”. Por que Jesus não foi realmente chamado de “Emanuel”? De acordo com o uso Hebraico do nome ele não representa um titulo mas uma caracterização, como em Is. 1:26 e 9:6. O nome “Emanuel” mostra que Ele realmente era “Deus conosco”. Assim, a Divindade de Cristo fica destacada logo no começo de Mateus. Ver. Mt. 28:20.

V.24 - ...e recebeu sua mulher. O comportamento de José mostra que ele recebeu Jesus como seu filho.

V.25 - ...não a conheceu, não coabitou. Não teve relações com ela.

 

 

José

Muito pouco se diz de José. Foi com Maria a Belém e estava com ela quando Jesus nasceu, Lc. 2:4,16. Também estava presente quando Jesus foi apresentado no Templo, Lc 2:33. Guiou-os na fuga para o Egito e na volta para Nazaré, Mt. 2:13,19-23. Levou Jesus a Jerusalém quando Este tenha 12 anos, Lc. 2:43,51. Depois disso o que mais se sabe dele é que era carpinteiro e chefe de família de pelo menos sete filhos, Mt. 13:55,56. Com certeza devia se um homem exemplarmente bom, para que Deus assim o acolhesse a fim de servir de pai adotivo do Seu Filho. Comumente se pensa que ele faleceu antes de Jesus entrar em seu ministério público, embora a linguagem de Mt. 13:55 e João 6:42 possa implicar que ainda vivia por essa época. Seja como for, já devia ter morrido antes que Jesus fosse crucificado, de outro modo não haveria razão para Jesus entregar sua mãe aos cuidados de João, Jo. 19:26,27.

 

 

Maria

Depois da história do Nascimento de Jesus e de sua visita a Jerusalém aos 12 anos, pouquíssimo se diz de Maria. De acordo com a interpretação corrente de Mt. 13:55,56, ela foi mãe de pelo menos mais seis filhos, além de Jesus. Por sugestão sua, Jesus converteu água em vinho, em Caná da Galiléia, seu primeiro milagre, Jo. 2:1-11. Depois se menciona que ela procurou entrar em contacto com Ele, no meio de uma multidão, Mt. 12:46; Mc. 3:31; Lc. 8:19; quando Jesus indicou claramente que as relações de família entre Ele e Sua mãe não ofereciam a esta nenhuma vantagem espiritual particular. (Bem diferente de certos pastores que colocam a sua familia “leia-se esposa” acima do ministério da igreja). Ela esteve presente à crucificação e foi entregue por Jesus aos cuidados de João, Jo. 19:25-27. Não há notícia de Jesus haver aparecido a ela após a ressurreição, embora aparecesse a Maria Madalena. A última menção que dela se faz é em At. 1:14, quando esteve com os discípulos a orar. Eis tudo quando a Escritura diz de Maria. Das mulheres que acompanharam Jesus na sua vida pública, Maria Madalena parece ter desempenhado papel mais preponderante do que a mãe de Jesus, Mt. 27:56-61; 28:1; Mc. 15:40,47; 16:9; Lc. 8:2; 24:10; Jo. 19:25; 20:2-28.

 

 

                                                      Cont..

domingo, 17 de março de 2013

MATEUS CAP. 1 Continuação.

Finalidade e Propósito.

Mateus começa o seu livro com a genealogia de Jesus para mostrar (ao povo judeu para quem foi escrito), que Ele cumpre todas as exigências estabelecidas pelo A.T.com relação ao Messias – um descendente de Abraão (Gn. 22:18), Jacó (Nm.24:17), Judá (Gn. 49:10), Jessé (Is.11:1), Davi (2Sm. 7:13). As primeiras palavras do livro “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” sugerem imediatamente ao judeu os dois pactos que contêm promessas do Messias - o davídico e o abraâmico (2Sm 7:8-16; Gn 12:1-3).

V.1- Jesus, Cristo. Não é nome e sobrenome, como dá a entender. Mas Jesus (Yeshua significa Iahweh salva) é o seu nome em hebraico e aramaico, os idiomas que Ele falava. (A palavra Jesus representa o esforço das pessoas que falam português ao tentar pronunciar o nome do Messias como aparece nos manuscritos gregos do N.T., “Iêsous”). (O grego substituiu o aramaico no Oriente Próximo depois da conquista de Alexandre (331-323 a.C., por isso o N.T. foi escrito em grego)).

Cristo (Messias). A palavra grega aqui é “Cristos”, que tem o mesmo significado que a hebraica “mashiach”, a saber, “ungido” ou “aquele sobre o qual foi derramado”. O significado de ser conhecido como “O Ungido” é que tanto os reis quanto os sacerdotes eram investidos de sua autoridade numa cerimônia de unção com óleo de oliva (Ex.29:7; 1Sm. 16:13; 1Rs. 19:16). Assim, inerente ao conceito de “Messias” é a idéia de receber autoridade sacerdotal e real da parte de Deus. O Antigo Testamento promete a vinda do justo Servo do Senhor (IS. 42:1-9), que será um profeta como Moisés (Dt.18:18,19) um sacerdote como Melquisedeque (Sl.110:4) e um rei como Davi, o ungido do Senhor (Is. 55:3-5; Jr. 30:9; Ez. 34:24; Os. 3:5; Zc; 12:8). Mateus revela então que Jesus Cristo é o prometido Rei e Libertador.

Filho de. A palavra hebraica “ben” (“filho”, “filho de”) é comumente usada em três diferentes modos na Bíblia e no Judaísmo:

1- Tanto na Bíblia quanto no judaísmo, um homem é normalmente identificado como um filho de seu pai. Por exemplo, se José Silva filho de Samuel, é chamado para ler um rolo da Tora na sinagoga, ele será anunciado não pelo seu nome mas como José filho de Samuel.

2- “Ben” também pode significar não o filho de fato, mas um descendente mais distante, como era o caso neste versículo: Davi e Abraão eram ancestrais distantes de Jesus.

3- Em terceiro lugar, “ben” pode ser utilizado mais amplamente para significar “tendo as características de”, e isso também se aplica aqui: Jesus tinha as qualidades encontradas tanto em Abraão quanto no rei Davi.

Filho de Davi. Abraão e Davi, são destacados porque têm uma importância única na linhagem do Messias. O termo “filho de Davi” é na verdade, um dos títulos do Messias, tendo como base as profecias do V.T., de que o Messias seria um descente de Davi e se sentaria no trono de Davi para sempre, (At. 13:23).

Filho de Abraão. Este termo é significativo em pelo menos quatro maneiras:

1- Tanto o rei Davi quanto o rei Jesus seguem seus ancestrais até o individuo escolhido por Deus como pai do povo judeu (Gn. 12:1-3).

2- Jesus é a prometida “semente de Abraão” (Gn.22:17,18), explicado por Gl. 3:16).

3- A identidade mística do Messias com o povo judeu, aqui sugerida (2:15), uma vez que todo judeu é um filho de Abraão (3:9).

4- Jesus também tem uma identidade mística com todos aqueles que acreditam nele, sejam judeus ou gentios (Rm 4:1,11,17-20; Gl.3:29).

Vs.3,5,6- Tamar, Raabe, Rute, a esposa de Urias (Bat-sheva) e Maria. Foram mulheres gentias a quem Deus honrou incluindo-as entre os ancestrais registrados de Jesus o Messias – por meio de quem os gentios, teriam também a salvação. Jesus Também honrou as mulheres que o serviam com os seus bens, inserindo no evangelho os seus nomes para serem lembradas (Lc. 8:2,3). Tamar lembra-nos o fracasso de Judá (Gn.38:6-30); Raabe, era uma prostituta (Js c.2); Rute era uma moabita (Rt. 1:4) e por isso sujeita a uma maldição especial (Dt. 23:3-5); Bate-seba, mulher de Urias foi a derrocada de Davi (2Sm. 11 ) Maria cumpre Is. 7:14 (v.23), a mais importante promessa de Gn. 3:15; (Gl. 4:4). Estas cinco mulheres nomeadas na genealogia de Jesus nos lembram que Deus, com freqüência, realiza o inesperado e escolhe o improvável.

V. 16 - José. É Apenas o pai legal de Jesus, mas mesmo assim Jesus tinha o direito ao trono de Davi , por que aos olhos dos antigos, a paternidade legal (por adoção ou levirato, etc.), bastava para conferir todos os direitos hereditários, aqui os da linhagem de Davi.

...da qual... A mudança de linguagem é significativa, enfatiza que Jesus não foi concebido do modo usual. Mas pelo Espírito Santo, (vs 18,20: Lc. 1:27,31,34-38).

...da qual.. no grego é feminino singular, não deixa dúvidas de que Jesus nasceu apenas de Maria, e não de Maria e José. (Esta é a evidência mais forte para o nascimento virginal de Jesus.).

...Cristo. (Cristos significa ungido), é a forma grega do hebraico Messias (Dn. 9:25,26), é o nome oficial de nosso Senhor, como “Jesus” é o Seu nome humano (Lc. 1:31; 2:21). O nome, ou título “Cristo”, liga-o com todas as predições do V.T. (Zc. 12:8 nota) de um Profeta que viria (Dt. 18:15-19), de um Rei (IISm. 7:12,13). Como estes eram tipicamente ungidos com azeite (IRs. 19:15: comp. Ex. 29:7; ISm. 16:13, respectivamente), Jesus foi ungido com o Espírito Santo (Mt. 3:16; Mc. 1:10,11; Lc. 3:21,22; Jo 1:32,33; At 4:24-27; 10:37-40), identificando-o assim oficialmente como o Cristo.

V17- Dez gerações mais tarde... Pode haver significados nessas genealogias que não são notados à primeira vista. Por exemplo:

Vemos que entre Adão e Cristo existem exatamente sessenta gerações. Essas sessenta parecem divididas em seis grupos de dez, cada décimo homem sendo de grande importância.

A partir de Adão o primeiro décimo homem é Noé. Nos dias dele, Deus enviou juízo destruidor sobre toda a raça humana e aparentemente Satanás conseguira abortar a linha messiânica; mas essa linhagem é preservada no justo Noé, demonstrando a indestrutibilidade do propósito divino.

O décimo homem seguinte é Abraão, com quem Deus entrou em aliança incondicional, para que de sua descendência viesse o Messias e em quem todas as famílias da terra seriam abençoadas.

O próximo décimo homem é Boaz, que se casou com a formosa moabita Rute; e através de Rute uma gentia, todos os povos gentios são incorporados representativamente na esperança messiânica.

Uzias é o décimo homem seguinte – pois a linha messiânica tornou-se agora a linhagem real de Judá, e o Cristo que virá será o Rei dos Reis. Na verdade, foi “o ano da morte do rei Uzias” que Isaías, o maior dos profetas de Israel e Messiânico “viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono”, o Messias (Is.6), sentado no trono que está acima de todos os tronos (Jo. 12:41nos diz que Isaías viu Cristo.).

O décimo homem depois dele é Zorobabel, um dos personagens monumentais do Velho Testamento; o príncipe judeu que levou o remanescente judeu de volta à Judéia depois do exílio na Babilônia; Zorobabel é um tipo de Cristo, como mostra Ageu (2:20-23), sendo o Líder supremo de Israel, levando-o do longo exílio à bênção Milenar.

Dez gerações, mais tarde, lemos: “José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o CRISTO”. Cada décimo homem é típico, profético, uma antecipação: Cristo completa todos.

Não devemos “ler” nisto mais do que existe realmente no conteúdo em questão, embora sejamos naturalmente tentados a refletir que dez é o número da inteireza, e seis o número do homem pecador. Seis ciclos completos de dez: vindo então Cristo, que é o centro de todas as gerações e o Salvador dos pecadores. A linha termina nele. Está de perfeitamente de acordo, que Ele que é o grande SETE de Deus se seguisse imediatamente a esses seis grupos de dez completados, introduzindo a nova geração espiritual, e o reino que, embora presentemente retido, irá coroar os seis mil anos precedentes da história humana, com um sétimo grande dia de mil anos, o Milênio do império mundial do Messias, com seu ciclo exato de tempo de cem vezes (dez vezes dez) dez anos de paz e glória.

V. 17- Como nas genealogias do V. T. (Gn. 5; 1Cr. 1-9), certas gerações são omitidas aqui a fim de fazer um arranjo uniforme. Comp. 1Cr 3:11,12; Esdras 7:1-5. A lista talvez fosse colocada nesta forma com propósitos de memorização. A memorização é facilitada pelo fato de que cara tríade de nomes termina numa era importante da história de Israel, isto é, o reinado de Davi, o cativeiro da Babilônia e o advento do Messias prometido.

Vs. 18-25 – Sobre a concepção e o nascimento de Jesus compare com Lc. 1:26-38, 2:1-7; Jo. 1: 1-2:14.

 

 

                                                              Cont..

domingo, 10 de março de 2013

ESTUDO NO LIVRO DE MATEUS  Cap. 1

Vista Comparativa dos Quatro Evangelhos

                                                                                Mateus    Marcos    Lucas     João

A existência de Jesus antes da Encarnação                                                           1:1-3

O nascimento e Infância de Jesus                       1,2                                  1,2

João Batista                                                         3:1-12       1:1-8           3:1-20     1:6-42

O batismo de Jesus                                            3:13-17      1:9-11         3:21-22            

A Tentação                                                          4:1-11      1:12,13          4:1-13

O Milagre Preliminar                                                                                                  2:1-11

Ministério na Judéia (uns 8 meses)                                                                         2:13-4:3   

Visita a Samaria                                                                                                        4:4-42

Ministério da Galiléia (uns 2 anos)                  4:12-19:1     1:14-10:1    4:14-9:51     4:43-7:1

Visita a Jerusalém                                                                                                        5:1-47

Minist. da Peréia e fim do da Judéia             19,20             10             9:51-19:28     7:2-11:57

(uns 4 meses)

A Última Semana                                        21-27            11-15         19:29-24:1         12-19            

Minist. de Após-Ressurreição                    28                    16               24                    20-21

                                                             Mateus           Marcos         Lucas                 João

O Autor

Mateus também chamado Levi, foi o escritor do primeiro Evangelho. O seu nome geralmente aparece no sétimo ou oitavo lugar nas listas dos apóstolos no N.T. (Mt. 10:3: Mc. 3: 18: Lc: 6:15). Mateus era um publicano, um judeu que cobrava impostos para o governo romano. Era por isso desprezado pelos judeus tido como traidor.

Escrito originalmente para os judeus, o Evangelho de Mateus apresenta Cristo (Messias) como o Filho de Davi e o Filho de Abraão. Sendo Ele descrito como Rei, a Sua genealogia é traçada desde o Rei Davi; e o lugar do Seu Nascimento, Belém, o lar de Davi, é enfatizado. Sete vezes neste Evangelho Cristo é chamado de “o filho de Davi” (1:1; 9:27; 12:23; 15:22; 20:30; 21:9; 22:42). Mateus, mais do que qualquer dos escritores dos Evangelhos, identifica acontecimentos e pronunciamentos na vida do nosso Senhor com predições do V.T., como, por exemplo 1:22; 2:15; 17:23; 4:14; 12:17; 13:14; 26:54,56; 27:9,35.

Características e Temas

Mateus faz uso intenso, das referências de ‘Cumprimento” ao A.T., suas citações não são apresentadas como predições e cumprimento isolados, mas como prova do cumprimento de todas as promessas do antigo Testamento. Ele mostra a ilegalidade das ações do Sinédrio durante o julgamento de Jesus (26: 57-68), a distorção da mensagem do A.T pelos escribas e fariseus (15:1-9), e a natureza pactual do procedimento de Deus para com seu povo. Algo distinto que também encontramos, é a sua apresentação dos ensinos de Jesus, divididos em cinco discursos principais: ética, discipulado e missão, o reino dos céus, a igreja , e o fim dos tempos. Essas cinco divisões podem ter sido baseadas nos cinco livros de Moisés, com o intuito de apresentar Jesus como sendo o Profeta, assim com Moisés em Dt. 18:18. A maioria dos estudiosos hoje reconhece as cinco divisões de ensino como sendo a chave para a estrutura de Mateus, especialmente devido a fato de cada discurso terminar com uma expressão como: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras” (7:28).

 

 

 

CAPITULO 1 (Mt)

A Genealogia de Jesus.

Está também escrita em Lc. 3: 23-38. A vinda de Cristo fora prevista, não somente desde a eternidade, no céu, mas também desde os primórdios da história do mundo.

No passado obscuro, Deus escolhera uma família, a de Abraão, e, mais adiante, outra família dentro da família abraâmica, a de Davi, para ser o veículo pelo qual Seu Filho desse entrada no mundo. A nação judaica foi fundada e protegida por Deus, através dos séculos, para salvaguardar a linhagem dessa família.

A genealogia como está em Mateus, é abreviada. Omitem-se alguns nomes. 42 gerações cobrem 2.000 anos. Dividem-se em três partes, de 14 gerações cada, talvez para ajudar a memorização: a 1ª, cobrindo 1.000 anos; a 2ª, 400 anos; a 3ª, 600 anos temos então 3 grupos de 14.

No 3º grupo, entretanto, nomeiam-se só 13 gerações, dando-se a entender evidentemente que Maria seria a 14ª geração.

A genealogia em Lucas é algo diferente. Mateus começa com Abraão; Lucas vai até Adão. Uma é descendente, “gerou”; a outra é ascendente, “filho de”.

A Partir de Davi separam-se em linhas divergentes, que se tocam em Selatiel e Zorobabel.

A opinião comumente aceita, é que Mateus dá a linhagem de José, mostrando que Jesus é o herdeiro legal das promessas feitas a Abrão e a Davi; e Lucas dá a linhagem de Maria, mostrando a descendência física de Jesus, “filho de Davi segundo a carne”, Rm. 1:3. A genealogia de Maria, de acordo com a praxe judaica, dependia do esposo. José era “filho de Heli”, Lc. 3:23, isto é, “genro dele”, Heli foi o pai de Maria. Jacó o pai de José.

Estas genealogias, registradas mais detalhadamente em 1Cr. 1-9 formam a espinha dorsal dos anais do A.T. Guardadas cuidadosamente através de longos séculos de vicissitudes históricas, contêm “uma linhagem de família, pela qual se transmitiu uma promessa por 4.000 anos, fato este sem exemplo na história”.

domingo, 3 de março de 2013

ESTUDO NO LIVRO DE MATEUS

 

 

Pano de fundo histórico

Quando Jesus nasceu, Herodes, o Grande, era o monarca da Judéia e Samaria.

Herodes morreu no ano 4 d. C., e seu reinado, passou para o seu filho Arquelau, (Mt. 2: 19-22). Arquelau foi acusado de mau governo e, por isso, foi banido no ano 6 d.C. como resultado, a Judéia e Samaria ficaram diretamente sob a administração romana através de uma série de governantes e prefeitos, que mais tarde ficaram conhecidos como procuradores. Pôncio Pilatos era o procurador da Judéia durante o ministério de Jesus.

A província da Galileia, onde Jesus vivia, havia sido dada por Herodes, o Grande, para outro de seus filhos Herodes Antipas, (Mt. 14:1-12; Lc. 23:6-15). No ano 39 d.C., a Galileia passou para as mãos de Herodes Agripa; neto de Herodes, o Grande.

Um amigo de infância, de Agripa, era agora imperador de Roma, Cláudio. Este declarou Agripa rei tanto da Judéia como de Samaria. A popularidade de Agripa entre os judeus era muito grande, mas o seu reinado foi curto. Perseguiu os apóstolos, e, por não ter se recusado a ser adorado como se fosse um deus, foi castigado com uma doença morrendo em (44 d.C., At. 12: 1-4; 19-23).

O território de Agripa voltou às mãos dos governantes romanos, embora uma pequena porção de terra tenha sido dada a Agripa II (At. 25:13-26,32). A tensão entre judeus e romanos aumentou durante esse período o que levou a uma revolta no ano 66 d.C.. O resultado da guerra foi desastroso para a nação judaica. Culminando com a destruição de Jerusalém no ano 70 d. C., depois de terríveis sofrimentos.

 

O Caráter da Narrativa do Novo Testamento

Assim como os escritos Históricos do A.T., os Evangelhos e o livro de Atos, não nos fornecem todos os detalhes históricos que poderiam nos interessar. Os acontecimentos incluídos foram cuidadosamente selecionados para apresentar clara e poderosamente, a mensagem do Evangelho.

Há muito tempo já se tem notado que os Evangelhos não são apenas biografias comuns. Dois deles não mencionam nenhuma vez o nascimento de Jesus, e foi registrado somente um acontecimento da juventude de Jesus (Lc. 2:41-52). Diferente do que alguém poderia esperar de uma biografia, uma grande porção de cada Ev. é dedicado à última semana do ministério de Jesus. No livro de Atos somente dois Apóstolos, Pedro e Paulo, ocupam um lugar de destaque. Além disso, o autor dedica quase o mesmo espaço, tanto para os dois anos “improdutivos” da prisão de Paulo, quanto às três viagens missionárias do apostolo, que duraram, pelo menos, sete anos. Claramente estes livros não foram escritos para satisfazer nossa curiosidade, mas para proclamar a mensagem, (O Evangelho, as boas Novas).

 

O Problema Sinótico

Mesmo uma lida rápida nos quatro Evangelhos, nos revela que três deles (Mateus, Marcos e Lucas) são parecidos, especialmente quando contrastados com o Evangelho de João. Com poucas exceções importantes os acontecimentos e ensinos incluídos no Evangelho de João (p. ex. caps. 3:9;11;14;) não são encontrados nos primeiros três Evangelhos, enquanto que estes três possuem muito material em comum e compartilham de uma perspectiva semelhante . Por essas razões, os primeiros três Evangelhos são chamados de “Sinóticos”.

Uma comparação mais detalhada entretanto, revela uma grande variedade de diferenças tanto quanto de semelhanças. Algumas vezes, o material registrado é exatamente igual, enquanto que, outras vezes, há pequenas diferenças verbais. Em alguns casos a ordem dos eventos é a mesma, mas freqüentemente isto não ocorre. Do ponto de vista literário, estes fatos levantam perguntas difíceis. Como é que os Evangelhos se originaram? Teriam seus autores se utilizados dos escritos uns dos outros? Poderiam ter eles outros materiais disponíveis?

A resposta mais aceita é de que Marcos foi o primeiro Evangelho e que Mateus e Lucas seguiram o seu esboço (Mc. 2:1-22; cf. Mt. 9:2-17; Lc. 5:18-38). Mas Mateus e Lucas têm alguns materiais importantes em comum que não são encontrados em Marcos (p. ex. Mt. 7:24-27; Lc. 6:47-49). Controvérsias à parte, o importante, é que Deus estava na direção, através da inspiração sendo o fator controlador. Deus usou acontecimentos históricos e a pesquisa pessoal dos escritores dos Evangelhos para cumprir seus propósitos (cf. Lc. 1:1-4).

 

Os Quatro Evangelhos Comparados

Os quatro Evangelhos são quatro narrativas acerca do mesmo Homem, expondo em grande parte os mesmos fatos, porém com algumas diferenças.

Somente Mateus e Lucas contam o nascimento e a infância de Jesus. Mateus e Marcos detêm-se no ministério da Galiléia, Lucas no da Peréia. João, no da Judéia, João omite a maior parte do ministério da Galiléia e registra visitas a Jerusalém que os outros omitem. Os outros omitem o ministério da Judéia, exceto a última semana, que todos os quatro apresentam na íntegra. A última semana ocupa 1/3 de Mateus, 1/3 de Marcos, ¼ de Lucas e a metade de João. Este dedica 7 capítulos , cerca de 1/3 do seu livro, ao dia crucificação,. De um pôr do sol ao outro.

Mateus tem 28 capítulos, Marcos 16, Lucas 24 e João 21. Lucas tem maior número de páginas e é o mais longo, Marcos é o mais breve.

 

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