SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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sábado, 30 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULO 12 PARTE 1

 

 

A Pascoa e a saída de Israel 12: 1- 15:21

 

“A libertação de Israel da escravidão do Egito estava para se realizar; também a sua adoção como nação por Jeová (6: 6,7). Mas para tanto era necessário uma consagração divina de modo que a sua ruptura externa com a nação do Egito fosse acompanhada de uma separação interna de tudo aquilo que viesse do Egito ou do paganismo. Esta consagração devia ser conferida pela Páscoa” (KD).

“O último juízo sobre o Egito e a provisão do sacrifício pascal possibilitaram o livramento da escravidão e a peregrinação do povo para a terra prometida. A páscoa é, segundo o Novo Testamento, um símbolo profético da morte de Cristo, da salvação e do andar pela fé a partir da redenção (1Co. 5: 6-8). Além do livramento do Egito, a páscoa se constituiu no primeiro dia do ano religioso dos hebreus e o começo de sua vida nacional. Ocorreu no mês de Abibe (chamado Nisã na história posterior), que corresponde aos nossos meses de março e abril.

A palavra páscoa significa “passar de largo”, pois o anjo destruidor passou de largo das casas onde havia sido aplicado o sangue nas ombreiras e na verga da porta. Os detalhes do sacrifício e as ordenanças que o acompanhavam são muito significativos.

a) O animal para o sacrifício devia ser um cordeiro macho de um ano, isto é, um carneiro plenamente desenvolvido e na plenitude de sua vida. Assim Jesus morreu quando tinha 33 anos aproximadamente. O cordeiro tinha de ser sem mácula. Para assegurar que assim fosse, os israelitas o guardavam em casa durante quatro dias. De igual maneira Jesus era impecável e foi provado durante quarenta dias no deserto.

b) O cordeiro foi sacrificado pela tarde como substituto do primogênito. Por isso morreram os primogênitos das casas egípcias que não creram. Aprendemos que “o salário do pecado é a morte”, porém Deus nos deu um substituto que “foi ferido pelas nossas transgreções”.

c) Os israelitas tinham de aplicar o sangue nas ombreiras e na verga das portas, indicando sua fé pessoal. No cristianismo não basta crer que Cristo morreu pelos pecados do mundo; somente quando pela fé o sangue de Jesus é aplicado ao coração da pessoa está ela salva da ira de Deus. O anjo exterminador representa a sua ira.

d) As pessoas tinham de permanecer dentro de casa, protegidas pelo sangue. “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?” Hb. 2: 3).

e) Tinham de assar a carne do cordeiro e comê-la com pão sem fermento e ervas amargas.O fato de assar em vez de cozer o cordeiro exemplifica a perfeição do sacrifício de Cristo e o fato de que deve ser recebido por completo (João 19: 33,36). Assim como os hebreus comeram a carne que lhes daria força para a peregrinação, por meio da comunhão com Cristo o crente recebe força espiritual para segui-lo. O pão sem fermento simboliza a sinceridade e a verdade (1Co. 5: 6-8) e as ervas amargas provavelmente representam as dificuldades e as provações que acompanham a redenção.

f) Os israelitas deviam comê-lo em pé e vestidos como viajantes a fim de que estivessem preparados para o momento de partida (12: 11). “Assim o crente deve estar pronto para o grande êxodo final quando Jesus vier (Lucas 12: 35)”.

Deus desejando que seu povo se lembrasse sempre, da noite do seu livramento, instituiu a festa da páscoa como comemoração perpétua. A importância desta festa é demonstrada pelo fato de que na época de Cristo era a festa por excelência, a grande festa dos judeus. O rito não só olhava retrospectivamente para aquela noite no Egito mas também antecipadamente para o dia da crucificação.

A Santa Ceia é algo parecido com a páscoa e a substituiu no Cristianismo. De igual maneira, esta olha em duas direções: atrás, para a cruz; e para frente, para a segunda vida de Jesus (1Co. 11: 26).

Dali para a frente os israelitas deviam consagrar ao Senhor, (para serem ministros), os primogênitos dentre seus filhos, e também os de seus animais, pois pela provisão da páscoa os havia comprado com sangue e pertenciam a Ele. Os que nasciam primeiro dentre os animais se ofereciam em sacrifico, exceto o jumento, que era resgatado e degolado, e assim também os animais impuros em geral (13: 13; Lv. 27: 26,27).

Os primogênitos do homem eram sempre resgatados; depois os levitas foram consagrados a Deus em substituição deles (Nm 3: 12, 40-51; 8: 16-18). A aplicação espiritual ensina que Deus nos redime para que o sirvamos: “Ou não sabeis... que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co. 6: 19,20,” (O Pentateuco Paul Hoff).

 

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sábado, 23 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULOS 9,10 e 11

CAPITULO 9

A QUINTA PRAGA

Peste. 9: 1-7

V. 3- Camelos. Esta menção de camelos tem sido considerada anacrônica; mas havia caravanas de camelos que vinham constantemente ao Egito e certamente alguns egípcios deveriam ter feito algum investimento.

Pestilência. Praga severa; peste mortal (Moffat). Que doença especifica teria sido, não sabemos, mas deve ter sido uma epidemia severa e mortal que atacou todo o tipo de gado.

V. 6- Todo o rebanho. Com muita frequência o termo todo no hebraico indica um grande número. Dizemos que “todo mundo” está doente, mas queremos dizer que pessoas doentes são encontradas por toda a parte. Esta praga recaiu sobre os animais que estavam nos campos (V.3).

 

A SEXTA PRAGA

Úlceras 9: 8-12

Como a terceira praga, esta não foi anunciada, mas simplesmente veio conforme Moisés agiu.

V. 8- Cinza. Literalmente, fuligem do forno.

O forno era um símbolo da riqueza comercial e artística do Egito. Assim como os problemas surgiram vindos dos recursos naturais do rio e da terra, agora a indústria forneceu a fonte para a nova perturbação.

V. 9- Tumores que se arrebentem em úlceras.

Um doloroso tumor inflamado ou abcesso, resultando em uma ferida supurada, excessivamente dolorosa e deprimente, mas não fatal.

V.10- Diante de Faraó.

Ele tomou posição diante do rei para que não houvesse dúvidas quanto à fonte desta nova praga.

V. 11- Além dos magos não serem capazes de imitar a praga, eles mesmos também foram miseravelmente atacados.

V. 12- Quando a última tríade de juízos estava para vir, Deus endureceu o coração de Faraó para que ele não se submetesse apenas por causa de mera fraqueza humana antes que Deus realizasse toda a Sua vontade.

 

A SÉTIMA PRAGA

Chuva de Pedras. 9: 13-35

V. 14- Todas as minhas pragas sobre o teu coração.

Estas últimas pragas não seriam somente advertências e sofrimentos, como as outras. Elas “não atacariam simplesmente a cabeça e os braços, Mas penetrariam no próprio coração e infligiriam no próprio coração um ferida mortal” (Calvino).

V. 15- Cortado da terra. Nunca mais o Egito alcançou as alturas do poder e da glória que teve nesta dinastia.

V. 16- Para isso te hei mantido. Faraó tinha de experimentar o poder e a força de Jeová, e de suas experiências o mundo inteiro aprenderia sobre o Senhor. “Como ambos, a rebeldia do homem natural contra a palavra e a vontade de Deus e a hostilidade do poder temporal contra o Senhor e o Seu povo estavam concentrados em Faraó... (isto) tipificaria para todos os tempos e circunstâncias o reino de Deus em conflito com o mundo” (KD).

V. 17- Ainda te levantas. “Uma palavra peculiar só encontrada aqui... te levantas como uma barragem ou um obstáculo contra o meu povo” (Cambridge Bible).

V. 19- Agora se oferecia uma oportunidade àqueles egípcios que vieram a crer na palavra de Jeová para se diferenciarem daqueles que não criam.

V. 23- Chuvas de pedras, trovões e relâmpagos não eram desconhecidos ao Egito, mas a fúria terrível de uma tempestade como esta nunca houve antes em toda a longa história do Egito.

V. 27- Com que frequência uma catástrofe natural leva o mais incrédulo dos homens a gritar de medo e desamparo! Tais confissões não são o resultado de verdadeira convicção íntima de pecado, mas brotam apenas por causa do terror das circunstancias.

V. 29,30- Moisés manifestaria novamente o supremo controle de Jeová, mas ele não tinha ilusões quanto à constância do arrependimento de Faraó. Faraó temia a terrível tempestade, não a Jeová.

V. 31- O linho e a cevada. Uma vez que estes amadurecem em fevereiro, sabemos qual a estação do ano fixada para esta praga.

V. 32- O trigo e o centeio. Espelta, uma qualidade inferior de trigo. Estes cereais amadurecem cerca de um mês depois do linho e da cevada.

 

CAPITULO 10

OITAVA PRAGA

Gafanhotos. 10: 1-20

V. 2- As coisas que eu fiz. Como zombei dos egípcios. Como brinquei. Deus não estava se divertindo, mas havia uma ironia divina no fato de que o antagonismo de Faraó estava simplesmente levado a uma manifestação ainda maior da glória de Jeová.

Vs. 4-6- O fato dos gafanhotos serem conhecidos e temidos por causa da devastação que causavam só tornou esta advertência terrível. As pragas dos gafanhotos sofridas antes pelos egípcios nada seriam comparadas com esta.

V. 7- Acaso não sabeis ainda que o Egito está arruinado? Só Faraó parecia inconsciente da extenção dos prejuízos, ou talvez insensível.

V. 8- Quais são (lit., quem e quem). Quem, exatamente irá?

V. 10- A resposta de Faraó diante da exigência de que toda a nação devia partir foi a principio cínica: “Seja o Senhor convosco, caso eu vos deixe ir”. Depois os acusou, “Tendes conosco más intenções”.

V. 11- Vão, então, vocês , os homens, pois é o que na verdade me pediram. Se vocês são honestos, então sabem que para sacrificar só há necessidade de homens.

Expulsaram. A prolongada entrevista terminou com esta explosão da ira de Faraó.

V.  13- “O fato do vento ter soprado um dia e uma noite antes de trazer os gafanhotos, mostra que vieram de muito longe, e, portanto provaram aos egípcios que a onipotência de Jeová ia mito além das fronteiras do Egito e regia todas as terras” (KD).

V. 16- O choque desta visitação tornou a pôr Faraó de joelhos, confessando seus pecados e implorando a remoção da praga.

V. 17- Esta morte. Os gafanhotos quase destruíram completamente o que fora deixado da vegetação do Egito.

 

A NONA PRAGA

Trevas 10: 21-29.

A nona praga seguiu-se à oitava sem introdução, pedido ou advertência.

V. 21- Trevas que se possam apalpar. Esta praga conluiu a série de milagres divinos e foi um prelúdio amedrontador para o ato final do juízo.

V. 23- Luz nas suas habitações. Milagrosa e instrutiva foi a pronunciada demarcação entre Israel e o Egito.

V. 24- Faraó quase permitiu a saída de Israel. Fiquem somente os vossos rebanhos e o vosso gado. Guardados como garantia do retorno deles.

V. 25- Também tu nos tens de dar... sacrifícios. Isto é, tu tens de nos dar os meios para sacrificarmos, e portanto (v. 26), temos de levar todo o nosso gado.

V. 28- Deixar toda a nação sair, sem a certeza de que voltaria, era demais para Faraó. Ele não só declarou encerrada aquela entrevista, como também negou toda e qualquer entrevista futura com Moisés sob ameaça de morte.

V. 29- Deus já informara a Moisés (11: 1) de que este seria o último apelo a Faraó, por isso Moisés respondeu,

Bem disseste. Antes que o profeta partisse, entretanto, havia uma última mensagem a transmitir (11: 4-8).

 

CAPITULO 11

Aviso da Última Praga. 11: 1-10.

Os críticos tem feito uma confusão desnecessária na determinação da sequência neste ponto. Parece-nos claro que 11: 1-3 refere-se a instruções previamente transmitidas a Moisés, enquanto 11: 4-8 é a advertência de despedida feita a Faraó seguindo-se a 10:29.

V. 1- É certo que vos expulsará totalmente. Os egípcios estariam tão ansiosos pela saída dos israelitas que, longe de impedi-los insistiriam a que saíssem.

V. 2- Peça. Cons. 3: 22.

V. 4- cerca da meia noite. Não à meia noite no qual estava falando, mas à meia noite do dia designado por Deus (cons. 12: 6).

V. 5- Todo primogênito. O primogênito representava toda a raça, da qual era a força e vigor! (HD).

V. 7- Nem mesmo o latir de um cão hostil impediria a partida de Israel.

V. 8- Sai tu. A certeza de Moisés se baseava na promessa de deus (v.1).

V. 9- Faraó não nos ouvirá. Se Faraó o atendesse, mesmo tendo chegado a este ponto extremo, ainda teria encontrado uma porta de esperança aberta; mas ele não ouviu (cons. Mt. 23; 37).

 

 

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sábado, 9 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULOS 7 - 8



CAPITULO 7.

Agora o Senhor dá orientação especifica a Moisés quanto à sua missão.
V. 1- Te constitui como Deus.Fiz de ti um deus. Moisés recebeu autoridade divina e poder sobre Faraó, enquanto Arão foi comissionado a servir como profeta e porta-voz de Moisés. Este não seria uma repetição do primeiro encontro, mas, seria bem diferente.
V. 3- Endurecerei.Tornarei obstinado (American); ou tornarei teimoso (Moffat). Esta não é a palavra geralmente usada para endurecer; também se encontra em Sl. 95: 8.
V. 4- minhas hostes o meu povo.Melhor, meu povo em suas hostes (Moffat).
V. 5- Saberão os egípcios. O segundo grande motivo para Deus exibir Seu grande poder. Israel devia saber (6:7) pela redenção; o Egito pelo juízo, que Eu sou o Senhor.

V. 6- Este versículo resume e introduz a próxima seção mais extensa.





As Pragas.

Maravilhas de Deus na terra do Egito. 7: 8 – 11-10.

As pragas pelas quais, Deus se manifestou a Israel e ao Egito são chamadas de diversas maneiras na Bíblia:
Maggepa, “um golpe severo” 9: 14 usado em 1Sm. 4: 17 em relação a uma grande derrota na guerra.
Nega’ “um toque ou golpe pesado”, Êx. 11: 1, usado em Levitico, capítulos 13,14, falando-se do ataque de lepra.
Negep, Êx. 12: 13, cognata de maggepa, usado apenas em relação à decima praga, e geralmente se tratando de uma calamidade imposta por Deus em julgamento Jr. 22: 17.
Por meio destes golpes que inspiravam temor, e aplicados pela mão divina, o povo deveria tomar consciência de que “Eu sou o Senhor”.
As nove primeiras pragas claramente se encaixam em três grupos de três cada.
As de números um (primeira), dois (segunda), quatro (quarta), cinco (quinta), sete (sétima) e oito (oitava) foram anunciadas a Faraó, de antemão, mas as de numero três (terceira), seis (sexta) e nove (nona) vieram sem advertências.
As três primeiras atingiram ambos Israel e Egito, pois ambas as nações tinham o que aprender. O s dois últimos grupos só atingiram o Egito, para que soubessem que o Deus que estava cuidando de Israel era também Deus do Egito, Êx. 8: 22, e maior que todos os outros deuses 9: 14.
As pragas eram progressivamente mais severas, as últimas quase destruíram a terra do Egito, 10: 7.
A decima praga se destaca das demais não só porque é o ponto culminante do julgamento e a base da redenção, mas também por ser uma visitação direta de Deus, e, não um juízo, através de causas secundarias.
As nove primeiras pragas foram milagres naturais, no sentido, de que foram intensificações de catástrofes já conhecidas no curso normal da história. Sua severidade, e, mais do que isso, seu aparecimento pela palavra de Moisés, foi o que as marcou como milagres. Fizeram efeito sobre os egípcios não apenas física e mentalmente, mas também espiritualmente.
Cada praga foi dirigida contra algum fenômeno da natureza adorada pelos egípcios, de alguma forma, relacionado com os seus deuses.

Leitura
(“As Pragas: Capítulos 7: 8 – 11: 10. Uma das palavras hebraicas, que se traduzem por “praga” no Êxodo significa dar golpes ou ferir. Outras duas palavras descrevem as pragas como “sinais” e “juízos”. De modo que as pragas foram tanto sinais divinos que demonstraram que o Senhor é o Deus supremo, como atos divinos pelos quais Deus julgou os egípcios e libertou o seu povo.
Existem pessoas que procuram demonstrar, que as pragas foram somente açoites naturais bem conhecidos no Egito, e, que o ministério de Moisés carecia de elemento milagroso. Reconhecemos que muitas das pragas foram fenômenos da natureza como a saraiva e os gafanhotos, porém estes golpes sobrevieram pela intervenção sobrenatural de Deus. Ocorreram na hora predita por Moisés, tinham uma intensidade extraordinária e só foram removidas pela intervenção de Moisés. Além disso, Deus fez distinção entre os egípcios e os israelitas não castigando os hebreus com as últimas sete pragas. Fenômenos naturais sem nenhum elemento sobrenatural jamais teriam convencido os escravos hebreus e muito menos a Faraó.
As pragas foram a resposta de Deus à pergunta de Faraó: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” (veja7: 17). Cada praga foi, por outro lado, um desafio aos deuses egípcios e uma censura à idolatria. Os egípcios prestavam culto às forças da natureza tais como o rio Nilo, o Sol, a lua, a Terra, o touro e muitos outros animais. Agora as divindades egípcias ficaram em evidente demonstração de sua impotência perante o Senhor, não podendo proteger aos egípcios nem intervir a favor de ninguém.

A ordem das pragas é o seguinte:
1)- A água do Nilo converte-se em sangue (7: 14-25). Foi um golpe contra hapi, o deus das inundações do Nilo.
2)- A terra ficou enfestada de rãs (8: 1-15). Os egípcios relacionavam as rãs com os deuses Hapi e Ecte.
3)- A praga dos piolhos (talvez mosquitos) (8: 16-19),. O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos muito importunadores.
4)- Enormes enxames de moscas encheram o Egito (8: 16-19). Deve ter sido um tormento para os egípcios.
5)- Morreu o gado (9: 1-7). Amom, o deus adorado em todo o Egito, era um carneiro, animal sagrado. No Baixo Egito eram adoradas diversas divindades cujas formas eram de carneiro, de bode ou de touro.
6)- As cinzas que os sacerdotes egípcios espalhavam como sinal de benção causaram úlceras dolorosas, e até mesmo nos próprios sacerdotes (9: 8-12).
7)- A tempestade de trovões, raios e saraiva devastou a vegetação, destruiu as colheitas de cevada e de linho e matou os animais do Egito (9: 13-35). Este tipo de tempestade era quase desconhecida no Egito. O termo trovão no hebraico significa “vozes de Deus” e aqui se insinua que Deus falava em juízo. Os egípcios que escutaram a advertência misericordiosa de Deus salvaram seu gado (9: 20).
8)- A praga dos gafanhotos trazida por um vento oriental consumiu a vegetação que havia sobrado da tempestade de saraiva (10: 1-20). Os deuses Isis e Safáris foram impotentes. Eles que supostamente protegiam o Egito dos gafanhotos.
9)- As trevas que caíram sobre o país foram o grande golpe contra todos os deuses, especialmente contra Rá, o deus solar (10: 21-29). Os luminares celestes, objetos de culto, eram incapazes de penetrar a densa escuridão. Foi um golpe direto contra o próprio Faraó, suposto filho do sol.
10)- A morte dos primogênitos (capítulos 11 e 12: 29-36). O Egito havia oprimido o primogênito do Senhor e agora eles próprios sofriam a perda de todos os seus primogênitos.
Classificação das Pragas
1ª- Repugnante - água suja de sangue, rãs e piolhos.
2ª- Dolorosas – moscas que picavam, a praga nos animais e úlceras.
3ª- Apavorantes – chuvas de pedras, gafanhotos e trevas.
4ª – Esmagadora – a morte dos primogênitos.
As pragas dos capítulos 7-11 serviram como base para descrição de algumas catástrofes no livro de Apocalipse, Ap. 8: 2-11; 19.

Observações sobre as pragas: Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano. As primeiras três pragas: sangue, rãs e piolhos caíram tanto sobre Israel como na terra do Egito, pois Deus quis ensinar a ambos os povos quem era o Senhor. Mas os sete seguintes açoites castigaram somente aos egípcios para que soubessem que Deus que cuidava de Israel era também o soberano do e Egito e mais forte do que seus deuses (8: 22; 9: 14). As pragas foram progressivamente mais severas até que quase destruíram o Egito (10: 7).
As nove primeiras pragas podem ser divididas em três grupos de três pragas cada um. O primeiro grupo: água convertida em sangue, rãs e piolhos causavam asco e repugnância. O segundo grupo: as moscas que picavam, a peste sobre o gado e as úlceras sobre os egípcios caracterizavam-se por serem muito doloridas. O último grupo: a saraiva, os gafanhotos e as trevas foram dirigidas contra a natureza; estas últimas produziram grande consternação. A morte dos primogênitos foi o golpe esmagador.
Os feiticeiros egípcios imitaram os dois primeiros açoites, mas quando o Egito foi ferido de piolhos, confessaram que o poder de Deus era superior ao deles e que esta praga era realmente sobrenatural (8: 18,19). Os magos não tiveram de reproduzir a praga de úlceras porque eles próprios estavam cheios delas desde os pés até à cabeça. Não puderam livrar-se a si mesmos dos terríveis juízos nem muito menos a todo o Egito.

Em resumo as pragas cumpriram os seguintes propósitos:
a)- Demonstraram que o Senhor é o Deus supremo e soberano. Tanto os israelitas como os egípcios souberam quem era o Senhor.
b)- Derrocaram as divindades do Egito.
c)- Castigaram os egípcios por haverem oprimido aos israelitas e por lhes haverem amargado tanto a vida.
d)- Efetuaram o livramento de Israel e o prepararam para conduzir-se em obediência e fé.
Observação sobre o endurecimento do coração de Faraó: As imitações dos primeiros milagres de Arão e Moisés por parte dos feiticeiros desacreditaram o poder do Senhor aos olhos de Faraó. Mas a vara de Aarão devorou as dos feiticeiros e isto constituiu indício da vitória final. O apóstolo Paulo usa este fato para ilustrar o florescimento do poder oculto nos últimos dias (2Tm.3: 8).
Faraó destaca-se por sua teimosia ao enfrentar os juízos de deus. Seu arrependimento foi superficial, transitório e motivado apenas pelo medo e não pelo reconhecimento da necessidade que tinha de Deus. Embora se mantivesse obstinado, quebrando sua promessa toda vez que uma praga era suspensa, ia cedendo mais e mais às exigências de Moisés. Primeiro permitiu que os israelitas oferecessem sacrifícios dentro dos limites do Egito (8: 25); depois, fora do Egito mas não muito longe (8: 28); mais tarde no deserto, longe, porém com a condição de que fossem somente os homens (10: 11), e por fim permitiu que todos pudessem ir longe para sacrificar, mas deixando seu gado no Egito (10: 24).
O texto bíblico mostra claramente que o Senhor ia endurecer o coração de Faraó (4: 21), mas é evidente que o coração do rei já estava obcecado e cheio de orgulho quando Moisés se apresentou perante ele pela primeira vez (5; 2). As três palavras empregadas para indicar a atitude de Faraó (7: 13; 13: 15) denotam a intensificação de um sentimento que já existia. Deus endureceu o coração de Faraó pela primeira vez após a sexta praga (9: 12). O Senhor fez de Faraó o que este queria ser: opositor de Deus (ver Romanos 1: 21; 2Tessalonicenses 2: 10-12). Apesar de tudo, o endurecimento do coração de Faraó deu a Deus a oportunidade de manifestar seu poder cada vez mais até que causasse uma impressão profunda e duradoura não somente nos egípcios e israelitas, mas também nas nações distantes tais como os filisteus (1Sm. 4: 7: 8; 6:6”). (Paul Hoff O Pentateuco).

Deus Comprova o Comissionamento de Moisés e Arão. 7: 8-13.
V. 9- Fazei milagres que vos acreditem. Ou “Apresentai um prodígio em vosso favor”.
As nove primeiras pragas são “prodígios” ou “sinais”, como os “sinais e “prodígios” de Êx. 4: 1-9; 30: 7,9. Do mesmo modo que estes “prodígios” eram destinados a dar crédito a Moisés diante de Faraó, como “pragas” são destinadas a dar credito a Jeová, isto é, a fazerem Faraó reconhecer o poder de Deus.

V. 11- Os sábios e encantadores. Não eram simples mágicos, mas altamente educados lideres sacerdotais do Egito, homens de vasta influência e capacidade.
Se eles realizaram sua façanha por meio de algum truque com répteis treinados, ou por meio de “milagres mentirosos” com o poder de Satanás, não pode ser determinado.
Em qualquer um dos casos a supremacia de Jeová ficou demonstrada quando suas serpentes foram devoradas.
V. 13- Endureceu.Tornou forte, firme.
Três palavras foram usadas para o endurecimento do coração de Faraó;
Heizaq, “ser ou tornar forte”, 7: 13,22; 8: 19.
Keibed, “ser ou tornar pesado, lento”, 7: 14; 8: 15,32, e
Queisha, “endurecer” só em 7: 3.

A PRIMEIRA PRAGA.
O Nilo transformado em Sangue. 7: 14-25.

V. 15- Ele sairá às águas.Um ato devocional? Se o proposito da visita de Faraó era adoração, ele iria descobrir que justamente o seu deus tornou-se abominável através de um poder maior.

V. 17- Nisto saberá. Agora Faraó teria resposta à sua afronta, “Quem é o Senhor”. 5: 2.
E se tornarão em sangue. Todos os anos, lá pelos fins de junho, quando as águas do Nilo começavam a subir, elas ficavam de um vermelho escuro por causa de sedimentos que desciam das cabeceiras do rio. Isto continuava assim durante três meses, até que as águas começassem a descer, mas a água continuava potável.
Depois que construíram a represa de Assuam as enchentes do Nilo terminaram.
O milagre envolve três elementos que o diferenciam do fenômeno costumeiro: as águas foram transformadas pelo golpe da vara de Moisés; as águas não podiam ser bebidas; e a condição durou sete dias (v.25).
V. 19- Rios. O Nilo e seus afluentes (lit., seus Nilos). Os canais do Nilo, valas de irrigação.
Lagoas. Águas paradas formadas pelos canais.
Reservatórios (lit., qualquer ajuntamento de água). Cisternas.
Vasos. Nenhuma gota seria tirada desses vasos sem que estivesse contaminada.
A lista de todas as fontes de águas torna evidente até que ponto o Egito foi abatido pela praga.

V. 22,23- Os magos... fizeram também o mesmo. Por algum tempo os magos mudaram a aparência de alguma água fazendo-a parecer sangue, e o coração de Faraó, continuou endurecido.

V. 25- Sete dias. Tem-se pensado que a primeira praga aconteceu perto do período da inundação do Nilo em junho. Uma vez que a praga final aconteceu na primavera, parece-nos que os juízos sobre o Egito estenderam-se por todo um ano.


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 CAPITULO 8

 3) A Segunda Praga - Rãs.  8: 1-15.

Sempre existiram rãs  enchendo os brejos á´ beira do Nilo. No entanto sob a ordem de Moisés, elas apareceram aos milhares e invadiram de tal maneira todos os lugares, que tornaram-se uma pertubação insuportavel.

V. 7 - Então os magos fizeram o mesmo. Embora de algum modo fizessem aparecer mais rãs, foram completamente incapazes de as remover.

V. 8 - Faraó ficou tão transtornado com esta situação repulsiva que estava pronto a prometer qualquer coisa. Ele fora forçado a reconhecer o Deus que desdenhara.

V. 9 - Digna-te dizer-me. Tenha a honra de dizer (Moffatt).

V. 15 - Alívio  (lit., espaço livre). 'Logo que ele pode respirar aliviado, endureceu o seu coração' (KD).


A QUARTA PRAGA - Piolhos. 8: 16-19.

Piolhos (E.R.A.), piuns (Moffatt), bicho-de-pé´ (E.R.V.) e mosquitos (Moffatt), todos têm sido sugeridos como instrumentos desta praga. Embora o significado exato da palavra hebraica não seja conhecidos, os mosquitos, que são muito comuns no Egito, paecem ser mais apopriados. deve-se notar que esta foi a intensificação de uma experiência natural.
As pragas estavam tambem se intensificando de uma inconveniência para uma aflição dolorosa.

V. 17 - O pó´  da terra. "Exatamente como as fertilizadoras águas do Egito tornaram-se uma praga duas vezes, assim, por meio do poder de Jeová´, o solo tão ricamente abençoado tornou-se uma praga parao rei e seu povo'' (KD).

V. 19- O dedo de Deus. Os mágicos derrotados reconheceram que isto era um acontecimento sobrenatural. Não o atribuiram a Jeová´´  mas confessaram que estava aléḿ´ de seus poderes. O fato de terem imitado de algum modo as pragas anteriores, torna a sua capitulação mais extraordinária.
Uma vez que não há´ limite de tempo expresso para esta praga, podemos deduzir que prolongou-se por algum tempo.


A QUARTA PRAGA - Enxames de Moscas. 8: 20-32.

A segunda tríade de pragas fez distinção entre Israel e os egípcios. A confissão dos mágicos de qe "um deus" causara essas pertubações, tinha agora de ser reforçada e era preciso esclarecer o fato de que fora o Deus Jeová que as causara.

V. 21- Moscas. A palavra indica algum tipo de inseto particularmente irritante, moscas ou mosquitos.
A palavra hebraica para "enxames" significa "uma mistura" e pode ser que indique o desenvolvimento de todo o tipo de parasitas.

V. 22- Separei. Porei de lado. Por causa de Israel ser protegido de todas as futuras pragas, ficaria claro qual Deus estava no poder.

V. 23- Distinção (lit., redenção). A separação era uma libertação para Israel.

V. 24- Corrompida. Destruida, arruinada. As pragas continuavam aumentando em gravidade; já não eram um simples contra-tempo, mas um perigo.
O povo sofria, o trabalho era prejudicado e toda a economia estava transtornada.

V. 26- Abomin´aveis aos egípcios. Quer Moisés tenha se referido àˋ maneira do sacrifício ou àˋ vitima, que os egipcios consideravam sagradas´, o povo do Egito consideraria o ato "como uma maifestação de desrepeito contra eles e seus deuses" (Calvin's Commentaries).

V. 28- Pela segunda vez Faraó´ deu a sua permissão para os israelitas partirem; mas removida a praga, apesar da advertência de Moisés (v. 29), e banido o medo, ele tornou a negar o pedido.


Cont.

sábado, 2 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULO 6

CAPITULO 6

6: 1-13

A promessa Renovada e a Ordem de Jeová.

V. 1- Por mão poderosa. Ele será obrigado, (Moffatt), obrigado pelo grande poder de Deus.

V. 3- Deus Todo-poderoso. No hebraico ‘El Shadday. A derivação e o significado de Shadday são incertos. Provavelmente a tradução Deus Todo-poderoso está mais próximo possível do pensamento contido no nome.

Mas pelo meu nome, O SENHOR, (Jeová ou Javé) não lhes fui conhecido. (ou, não me deu a conhecer).

É possível que o nome Jeová não fosse conhecido dos patriarcas, mas este não é necessariamente o significado da declaração aqui. Deus não se revelara no seu caráter de Jeová a Abraão como agora ia fazê-lo a Israel. Na qualidade de Jeová, Deus ia agora redimir o povo de Israel (v.6), adota-lo como seu povo (v.7), e introduzi-lo na Terra Prometida (v.8). Por meio disto eles conheceram a natureza do Deus que disse, Eu sou o Senhor (v.2).

(“Em êxodo 6:3 lemos que Deus havia aparecido aos patriarcas como o Deus “Todo-poderoso” (El Shadday) mas que não se havia dado a conhecer com o nome de SENHOR (Jeová). Quer dizer que não se havia revelado com o nome de Senhor e que aqui o deu pela primeira vez? Parece que não. Refere-se antes, ao fato de que os patriarcas, embora conhecendo o nome Senhor, não sabiam o pleno significado deste titulo. Deus dá a conhecer este nome para revelar seu próprio caráter ao povo. Nesta ocasião ele repetiu uma e outra vez “Eu, o SENHOR”, como nova afirmação de que o ser e a natureza de Deus sustentavam suas promessas. “Eu vos livrarei de vossa escravidão.. vos resgatarei... vos levarei à terra”. Em breve Israel saberia quem e que tipo de Deus é o Senhor. Abraão sabia por experiência que Deus é Deus Onipotente, porém não havia experimentado o significado do nome do Senhor como aquele que cumpre seu concerto. Recebeu a promessa de herdar Canaã mas não se assenhorou dela. Somente podia contemplar de longe o futuro e crer que Deus cumpriria suas promessas. A Moisés foi revelado o significado pleno do nome SENHOR, o Deus que cumpre o seu pacto (ver 3: 14,15) pois o pacto começou a cumprir-se neste período” (Paul Hoff o Pentateuco)

É significativo que Jesus como Deus tenha o nome de Senhor. O Deus que redimiu o povo de Israel é o mesmo que morreu na cruz para completar a obra de redenção dos crentes do Velho e do Novo Testamento. (Hb. 10: 3-18; 9: 11-15.

(v.15. Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob (de baixo) a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.)

V. 4,5- Terra em que habitaram como peregrinos. A terra na qual eles se estabeleceram como imigrantes

V. 6- Resgatarei. A palavra hebraica significa “reclamar, reivindicar os direitos”.

V. 7- Sabereis. Um dos grandes motivos para o Senhor fazer esta extraordinária demonstração do Seu poder, que viria a seguir, era imprimir vivamente na mente e na consciência de Israel o fato de que Ele, Jeová, era Deus.

V. 9- Ânsia de espírito. Seu sofrimento era grande demais para ser aliviado por meras palavras.

V. 10-13- Moisés foi novamente incumbido a apresentar a Faraó o pedido do Deus de Israel.

Antes, porém, temos a descrição da genealogia de Moisés e Arão.

E não sei falar bem (v.12). Dá a entender: lábios cobertos com uma película, de modo que se abrem e fecham com dificuldade (cons.4: 10; 6: 30).

Genealogia de Moisés e Arão 6: 14-27.

V. 14- Chefes das famílias. As “casas” ou “famílias” descendiam de um só ancestral. “Casa” pode indicar toda uma tribo, mas geralmente indica a principal subdivisão ou clã. Assim Enoque, Palu, Ezrom e Carmi são os ancestrais, chefes, das quatro clãs da tribo de Rúben.

V. 18. Anrão o filho de coate foi um ancestral de Anrão, pai de Moisés (v. 20).

V. 27. Moisés e Arão. Como irmão mais velho (com. 7: 7), Arão aparece em primeiro lugar na genealogia (v. 26), mas como líder nomeado, Moisés tem precedência quando a narrativa recomeça.

 

CONHEÇA O EGITO DA ÉPOCA DE MOISÉS

Antes de entrarmos no estudo das pragas que arruinaram o Egito, devemos conhecê-lo para melhor avaliarmos a extensão do prejuízo sobre a economia do Egito.

Não devemos pensar sequer por um momento que o Egito era muito atrasado no tempo de Moisés. Moisés teve contato com uma das mais altas culturas intelectuais do mundo. Os egípcios eram um povo prático. Bem antes de Moisés, eles já haviam aprendido os princípios da engenharia que os capacitou a construir grandes estruturas como as pirâmides. Eles não tinham roldanas, mas moviam grandes blocos nas posições necessárias utilizando marretas, cilindros e rampas. Preservavam os corpos dos mortos como múmias. O exame e o preparo dos corpos para embalsamar, levaram os egípcios a se tornarem hábeis doutores, com bom conhecimento de anatomia.

Deixaram instituições que são aceitas ainda hoje: vida em família, educação, leis, a escrita, o começo da ciência e a engenharia.

Eles nos deram cadeiras e mesas, ferramentas e armas de metal, uma arte formal. Descobertas arqueológicas nos permitem espreitar deliciosamente os corações e as mentes dos dias de Moisés. Por exemplo, os mestres daquele tempo sempre louvavam a vida de um escritor: “Observe, não há profissão livre de um patrão. A não ser o escritor – ele é o patrão”. As palavras para ensinar e castigar eram idênticas, e o professor afirmava severamente que “a orelha do menino está nas suas costas, e ele ouve quando apanha”.

Como era diferente a vida do jovem Moisés da vida daquele capitão asiático, que ele encontrou nos negócios de Faraó na Palestina. O asiático usava barba, tinha bastante cabelo, vestia um traje longo de lã amarrado na cintura. Ele morava num rude abrigo de pedra, provavelmente comia e sentava no chão. Em contraste, o nobre egípcio se barbeava, tomava banho frequentemente, e algumas vezes usava uma peruca cerimonial, saia de linho branco e sandálias. Com colares de pedras preciosas, enfeites nas orelhas, e leques, ele e sua esposa expressavam sofisticada elegância.

A mansão senhorial deles recebia muita luz e ar. Sentavam-se em cadeiras e comiam na mesa. Suas horas de laser podiam ser passadas em um recanto do jardim, ouvindo um harpista cego cantar ou contar uma velha lenda. Compareciam a jantares de gala, onde cada convidado era designado um servo. Eram servidos de comida e bebida até não aguentar mais.

A fertilidade da terra dependia das cheias do Nilo. Além disso, o Nilo também fornecia a melhor e mais nutritiva água para beber, e alguns médicos tem-lhe atribuído virtudes curadoras. É quase desnecessário acrescentar que o rio era cheio de peixes. Luxuriosamente ricas e verdes em meio à desolação que as cercava, as margens do Nilo e seus numerosos canais eram como um jardim bem regado sob céu tropical. Onde o clima e o solo são os melhores que se possa conceber, a fertilidade é sem dúvida incomparável. Os antigos egípcios pareciam ter também dispensado uma grande atenção aos seus pomares e jardins, os quais, como os nossos eram ligados a suas casas. Nos monumentos, vemos jardineiros apresentando simpáticos buquês; jardins atravessados por alamedas, e adornados com caramanchões e colunatas; pomares repletos de palmas, figos, romãs, cidras, laranjas, ameixas, amoras, abricós, etc. enquanto que nas vinhas, como na Itália, as videiras eram colocadas de maneira a se encontrarem através de varas de madeira, e penderem em ricos festões.

Eles dependiam do Nilo e tiravam dele todas as riquezas. Sua fonte natural os capacitou a construir um paraíso, em meio ao deserto seco, para eles, para seus filhos e para seus netos. Não precisavam olhar para outra fonte senão o Nilo. Eles e apoiavam sobre nos seus próprios pés, para eles tudo era autossuficiente. Nem precisavam olhar para o céu em busca de chuva porque as cheias do Nilo eram tudo para eles. O que mais iriam querer? Por que se preocupar em levantar os olhos para o céu quando ondas de bênçãos já haviam inundado as suas margens!

Tão logo um nobre obtinha dinheiro e autoridade ele passava a tratar de seu tumulo e acessórios. Pedreiros construíam as edificações nas montanhas ocidentais de Tebas e alisavam as paredes; artistas decoravam-nas com cenas dos campos do proprietário e de seus servos, de modo que seu agradável modo de viver pudesse continuar no após-vida.

Em 26 de novembro de 1922, o tumulo de Tutancâmon, um frágil rei-menino da XVIII dinastia, foi encontrado por Lord Carnavon e seu hábil escavador, Howard Carter. Uma porta mais baixa foi finalmente violada e Carter observou atentamente através de um pequeno orifício. Suas palavras descrevem perfeitamente a cena: “à medida que meus olhos se acostumavam à luz, detalhes do recinto emergiam lentamente da névoa: animais estranhos, estátuas e ouro. Em todo lugar o resplendor do ouro. Naquele momento... fiquei boquiaberto de espanto, e Lord Carnavon não suportando mais o suspense, perguntou ansiosamente: ‘Pode ver alguma coisa? ’ só consegui responder: “Sim, coisas maravilhosas”!” Cada aposento da pequena sepultura estava abarrotado até o teto com tesouros: móveis, jarras, estatuas, bengalas, carruagens, camafeus, arcos e flechas, fragrâncias e roupas.

 

MATEMATICA

Descobertas arqueológicas nos proporcionam uma oportunidade interessante para dar uma espiada no “livro-texto” de matemática, que Moisés poderia ter usado em seus estudos.

Os primeiros escritos matemáticos que existem hoje, se é que existem, estão gravados na cabeça de pedra do cetro cerimonial do rei egípcio Menes, fundador da primeira dinastia faraônica. Ele viveu cerca de 1500 anos antes de Moisés. Os hieróglifos no bastão registram uma pilhagem de 4.000.000 bois, 1.422.000 cabras e 120.000 prisioneiros. O número referente às cabras e bois é provavelmente um voo poético da imaginação do conquistador, pois mesmo hoje, ao “experts” do Brasilien Census Bureau teriam de esforçar-se para enumerar tantos animais no breve intervalo de tempo entre a vitória e a celebração.

Mas o exagero da escrita mostra pelo menos que os egípcios de 1500 anos antes de Moisés haviam superado corajosamente em termos de números antes da invenção da escrita.

É valido mencionar que os gregos geralmente supunham que a matemática teve origem no Egito. As habilidades matemáticas dos egípcios foram altamente louvadas pelos gregos. Aristóteles, por exemplo, escreveu: “Portanto, a ciência matemática teve origem nas vizinhanças do Egito, porque lá era permitido o lazer à classe sacerdotal”, Heródoto, que conhecia melhor o Egito, viu o lado mais pratico do assunto. Quando o Nilo inundava uma área de agricultura, se tornava necessário, por causa dos impostos, determinar qual a quantidade de terra que se havia perdido; “por isso, no modo de pensar, os egípcios aprenderam a arte de medira a terra”.

A numeração egípcia seguia o sistema decimal. A aritmética de aproximadamente um ou dois séculos antes de Moisés podia somar, subtrair, multiplicar e dividir, e era aplicada a numerosos problemas extremamente simples, envolvendo todas estas operações.

 

O CALENDÁRIO

O calendário egípcio é realmente o único inteligente que jamais existiu na história da humanidade. Um ano se compõe de 12 meses de trinta dias cada e 5 dias adicionais no final de cada ano. O que faziam nos últimos cinco dias? Os egípcios celebravam o seu carnaval. Apesar deste calendário ter sido originado em bases puramente práticas, o seu valor para os cálculos astronômicos foi plenamente reconhecido pelos astrônomos helenistas. O calendário estritamente lunar dos babilônicos, com sua dependência de toda a complicada variação lunar, assim como os caóticos calendários gregos, que dependiam não apenas da lua, mas também da politica local para os seus cálculos, eram evidentemente muito inferiores ao invariável calendário egípcio. Outra importante contribuição egípcia para a astronomia foi a divisão do dia em 24 horas, apesar dessas “horas” não terem todas a mesma duração no inicio, pois dependiam das estações. Tais horas, segundo as estações, consistem de doze para o dia e doze para a noite. Até mesmo a nossa presente divisão de 24 horas de 60 minutos cada, é resultado de uma modificação helenista da prática egípcia combinada com os procedimentos numéricos babilônicos.

 

“CIÊNCIA”

Não esqueçamos que Moisés foi instruído em toda a ciência e cultura do Egito.

Qual era a Ciência daquele tempo? Qual a ideia que tinham a respeito da origem das coisas, do mundo? De acordo com a ciência da época no principio havia o ovo, este ovo estava voando; e, um dia, esta terra surgiu deste ovo. Esta era a “Ciência” daquele tempo (e que Moisés aprendeu). Além disso, ficamos sabendo que os egípcios eram “evolucionistas”. Eles acreditavam que o homem se originara de uma minhoca branca que havia na terra às margens do Nilo após as enchentes. Esta ideia se baseava provavelmente no fato de terem observado algumas lagartas na praia que depois se transformaram em borboletas. Pensavam assim que sofríamos o mesmo tipo de transformação. Esta era a “antropologia” da época de Moisés. E não somente isso eles que a luz do sol vinha da Terra, sendo o reflexo da luz desta terra.

O RELÓGIO

O primeiro relógio de sol na história foi feito pelo Rei Thutmosis do Egito, que reinou em 1.500 A.C. Este foi o primeiro registro da contagem do tempo. Era na forma de uma placa lisa, estreita, de cerca de sete pés de comprimento e seis polegadas de largura. Uma travessa de um pé de altura ficava presa em uma das extremidades. Como a travessa vertical apontava para o sol, a sombra feita por ela caía na placa inferior. Quando o sol surgia pela manhã, projetando uma marca na placa, era feito um sinal onde a sombra batia. Mantendo a placa voltada para o sol, eram feitas outras marcas na placa a fim de mostrar a sombra mudava de posição durante o dia. Desta maneira os primeiros egípcios contavam as horas do dia. Os egípcios aprenderam a marcar encontros dizendo que estariam num determinado lugar quando a sombra do sol alcançasse ou passasse da metade de certa marca na parte inferior da placa. Mais tarde, eles dividiram o dia em 12 marcas. Dividiram também a noite, medindo o que parecia ser o movimento de certas estrelas. Assim sendo, o numero total de marcas para o dia e a noite foi de 24. Nosso dia de 24 horas nos tempos modernos foi baseado na medida do tempo dos antigos egípcios.

Foi à sombra desta magnificência do Egito que Moisés nasceu se e criou (Moisés “foi instruído em toda a ciência dos egípcios... “ At. 7: 22). Um jovem da corte como Moisés, teria participado das caçadas no deserto e no pântano, ouvido os harpistas nos jantares, praticado arco e flecha e guiado carruagens. Preferiu abandonar todo o luxo e riqueza, para se identificar com seus irmãos escravos.

 

Moisés torna a ser enviado a Faraó 6: 28 - 7: 7.

 

                                               Cont..

 

 

 

Agradeço as orações de cada um de vocês e peço que continueis orando por mim. Muito obrigado e que Deus continue abençoando-os.

 

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