SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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sábado, 14 de dezembro de 2013

ÊXODO Capitulo 12 Final



Regulamentos para a Festa dos Pães Asmos 15-20.
Embora estas intruções possam ter sido ddas após o Êxodo (cons. v. 17, “tirei”), a íntima relação de significado e tempo entre esta festa e a Páscoa explica a inclusão dos regulamentos aqui.
“Os pães asmos eram símbolo de uma vida nova purificada do fermento da natureza pecadora... Por causa disso os isrsaelitas deviam abandonar todo o fermento da natureza egípcia , o fermento da malicia e da maldade, e comer o pão puro e santo, reunindo-se para a adoração a Deus a fim de demonstrar que estavam andando em novidade de vida... Comer pão levedado nesta festa, seria uma negação do ato divino, pelo qual Israel foi introduzido na vida nova de comunhão com Jeová” (KD).
V- 15. Ao primeiro dia. Quinze de Abib.
Essa pessoa será eliminada, isto é, proscrita ou exilada da comunidade.
V-16. Assembléia; santa convocação, o trabalho necessário seria feito; o dia não seria guardado tão severamente como no sábado.
V- 17. Hostes. (Exércitos).
V- 18. Desde o dia catorze. O pão asmo devia ser comido na Páscoa no dia catorze; a Festa dos pães Asmos começava no dia quinze.
V- 19. Peregrino, estrangeiro, estrangeiro permanente (Moffat). Uma pessoa pode habitar no meio do povo de Deus toda a vida e nunca chegar a ser parte integral do grupo (cons. v.43).
Instruções dadas aos anciãos. 21-28.
Os regulamentos da Páscoa, dados por Deus a Moisés, deviam ser transmitidios aos representantes do povo.
V- 21. Escolhei, isto é, no rebanho.
V- 22. Hissopo. Embora a identidade desta planta seja discutida, a opinião geral é que seja uma espécie de orégano, talvez manjerona ou tomilho silvestre.
Bacia. O vaso no qual o sangue seria recolhido quando o animal fosse morto. Uma vez que os galhos folhudos do hissopo eram usados para a aspersão do sangue do sacrifício para a purificação, veio a ser usado figurativamente para a própria purificação (Sm. 51: 7).
V- 23. O destruidor. Anjo destruidor (Moffat).
V- 28. Por este ato de obediência e fé, o povo de Israel manifestava que confiava em Jeová; e assim o ato em si tornava-se a sua redenção.

A Decima Praga
O Juízo de Deus sobre o Egito 12: 29-36.
Esta praga foi como as outras, uma epidemia natural aumentada e sobrenaturalmente orientada, ou foi mais do que isto?
A repetida ênfase na declaração de que foi a operação do Senhor (12:12, 13, 23, 27, 29) parece indicar que foi um ato direto de próprio Deus.

V- 29. Os primogênitos. Costuma-se concordar que isto significa o filho mais velho que ainda não era pai. Caso contrário, o primogênito de cada geração teria morrido, inclusive, provavelmente, o próprio Faraó.
V- 31. Chamou a Moisés. Aterrorizado e sofrendo, Faraó ignorou suas próprias ameaças (10: 28).
V- 32- A capitulação foi completa.
Abençoai-me. Ao sair, orem por mim e por este povo ferido.
V- 34. Antes que levedasse. Isto nos dá a explicação natural para o significado espiritual da Festa dos Pães Asmos.
Amassadeiras.Literalmente. Tabuleiros, isto é, cumbucas rasas de madeira. Neste caso cada família levava a sua amassadeira enrolada no simla, uma parte da vestimenta constítuída de um grande pedaço de pano quadrado, muitas vezes usado como sacola para carregar coisas (cons. Rute 3: 15).
V- 36. Estes lhes davam. A palavra hebraica para emprestar siginifica “concediam, deixavam que levasse”. Não significa “emprestar” no sentido comum mais do que a palavra hebraica em 12: 35 (cons. 3: 22; 11: 2).

O Êxodo do Egito 12: 37-15: 21.
A Saida. 12: 37-42
O lugar exato da partida do Egito ainda é uma controvérsia, mas a maioria das autoridades bíblicas concorda com as identificações feitas nos versículos abaixo. Tendo reunido o povo em Sucote, Moisés e Arão tiveram de fazê-los atravessr a barreira de brejos, lagos e o mar que atualmente é o canal de Suez. O caminho foi mais determindado pelo fato de Deus pretender desferir um golpe final no orgulho e no poder egipcío.
V- 37- Sucote. Foi identificado como Tell el-Maskhutah, 16 km ao leste de Pitom. Isto significa que depois de Moisés despedir-se de Faraó em Ramessés, foi para o sul na direção do centro de Gósen, para ali reunir o povo para a marcha.
Seiscentos mil. Como determinar o número exato dos que estavam envolvidos no Êxodo, há muito que se constiui um problema. Mas de uma coisa temos certeza: Deus libertou uma grande multidão do Egito, milagrosamente cuidou dela durante quarenta anos no deserto e a introduziu na Terra Prometida. O fato de desconhecermos o número exato daqueles que foram envolvidos não diminui o milagre.
V- 38. Um misto de gente. Egípcios e provavelmente pessoas de outras nacionalidades que se casaram com Hebreus, queriam fugir à escravidão ou foram persuadidos de que havia alguma vantagem a ser obtida, se ficassem do lado de uma divindade tão poderosa como Jeová.
    Esta multidão mista, é parecida com os membros da igreja não convertidos na dispensação atual, era uma parte fraca e de divisão exatamente como atualmente (comp. Nm. 11: 4-6). Houve uma manifestação do poder divino e os homens foram atraídos por ela sem mudança de coração. Comp. Lc. 14: 25-27.
V- 40. Quatrocentos e trinta anos. Gênises 15: 13 e Atos 7: 6 dão um numero redondo, quatrocentos anos. Este período de tempo provavelmente começou com a descida de Abraão ao Egito. Comp. Gn. 12: 10; também 1Rs. 6: 1.
Uma vez que não sabemos a data exata da entrada de Israel no Egito, só podemos fazer conjecturas quanto à data de saída, mas parece-nos razoavel uma data perto de 1300 A.C.. Alguns chegaram à conclusam de que a data foi em cerca de 1440 com base em 1Rs. 6: 1.
V- 41. Nesse mesmo dia. Cons 12: 17. Esse foi o Dia de Israel para ser lembrado pelas gerações futuras até que um Dia maior e Uma Salvação maior viesse.
V- 42. Esta noite se observará ao Senhor. Diversas traduções desta frase tem sido feitas: uma noite da preservação do Senhor para tira-los (KD); uma noite de vigilia por Jeová tê-los tirado (Cambridge Bible); esta mesma noite é uma noite de vigilia observada ao Senhor por todo o povo de Israel através das gerações (RSV). Talvez ambas as ideias expressas nas diversas traduções estão implicitas: a noite na qual Jeová vigiou os Seus, deveria ser uma noite de vigília para o povo de Israel através das gerações, como um memorial.

Outros Regulamentos para a Páscoa. 12: 43-51.
Uma passagem como esta, dizem os críticos, está inteiramente fora de lugar aqui, mas, na verdade, parece-nos muito apropriada. Ela define, no momento exato da ação, as exigências rigorosas que tornariam a ordenança espiritualmente significativa, como também fiel à realidade nas gerações futuras.
Vs- 43-45. Estrangeiro... assalariado. Só aquele que estivesse identificado com o povo de Deus participaria desta ordenança. Isto foi planejado não para repelir o estrangeiro mas, sim, o incrédulo. Se o estrangeiro quisesse se identificar pela fé com Israel, seria bem recebido como alguém que fosse “natural da terra” (v. 48).
V- 46. “Nesta refeição Israel preservaria e celebraria sua unidade e comunhão com o Senhor” (KD). Por este motivo a unidade cerimonial não devia ser interrompida nem pela inclusão de estranhos nem pela divisão do próprio alimento. Assim também a unidade de Cristo deve ser zeloamente guardada (cons 1Co. 1-3).
V- 49. A mesma lei. Não bastava a descendência natural nem a associação.
Nenhum incircunciso comerá dela (v. 48). O mesmo princípio deve ser aplicado á Santa Ceia do Senhor, nenhum incrédulo deve participar dela.


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sábado, 7 de dezembro de 2013

ÊXODO CAPITULO 12 Parte2

    V- 1. Na terra do Egito. A primeira ordenança dada no Egito seria repetida no Sinai (Lv. 23) e nas planícies de Moabe (Dt.16).

    V- 2. Este mês. O nome hebraico do mês de Abib, que significa “espigas verdes”. Corresponde a Março-Abril do nosso calendário. Durante o Exílio foi substituído pelo nome Nisan que significa “começo, abertura”.

    O primeiro mês. O começo de Israel como povo de Jeová devia ser assim anotado no seu calendário. O ano civil começa, ainda hoje, no outono com a festa das Trombetas (Lv. 23: 24; Nm. 29: 1), hoje chamada Rosh Hashanah, Ponta do ano, ou Ano Novo. O ano religioso começa com o mês da Páscoa, o primeiro mês da nova vida de Israel na qualidade de povo redimido.

    V- 3. Cordeiro. Um animal, cordeiro ou cabrito (cons. v. 5).

    V- 4. Esta seria uma cerimônia familiar, a menos que a família fosse pequena demais. De acordo com a exegese rabínica, pequena demais significa com menos de dez pessoas. (Targum Jonathan).

    Conforme o que cada um puder comer. Deviam calcular quanto cada um poderia comer e assim determinar se deviam reunir-se com outra família.

    V- 5. De um ano. Hebraico, filho de um ano. Os rabis tem interpretado isto como significando “como do primeiro ano”, isto é, de oito dias de idade. Os comentaristas modernos geralmente aceitam como significando um ano de idade.

    Um cordeiro ou um cabrito. Mais tarde o costume restringiu a Páscoa aos cordeiros.

    V- 6. Todo o o ajuntamento da congregação, isto é, todos ao mesmo tempo.

    No crepúsculo. Hebraico, entre as tardes. Desde a antiguidade que as opiniões tem divergido quanto ao tempo exato do sacrifício. Abn Ezra, os samaritanos e os caraitas explicaram-no como o período compreendido entre o pôr-do-sol e a escuridão total. Os fariseus mantinham-se apegados à explicação tradicional de que era entre o começo da tarde até o por-do-sol, aproximadamente das 3 às 5 hs., da tarde, e o Talmude concorda com isto (Pesahim 61a). Esta era a prática geral, de acordo com Josefo. Deuteronômio 16: 6 diz simplesmente, “ao pôr do sol”.

V- 7. O sangue devia ser aspargido “em ambas as ombreiras, e na verga, onde pudesse ser visto, e não na soleira para ser pesado” (Jamieson, Fauset e Brown). Por meio deste ato todos, a casa e seus habitantes, seriam expiados (pelo uso do sangue e do hissopo; cons. Lv. 14: 4-7; Nm. 19; 1 e segs.) e consagrados a Deus.

V- 8. Assada. O animal inteiro tinha de ser espetado e assado sobre o fogo.

“Por meio da unidade e integridade do cordeiro que lhes era dado a comer, os participantes seriam reunidos em uma unidade indivisível e uma comunhão com o Senhor que lhes fornecia o alimento”.

Pães asmos. Um memorial à pressa com a qual deviam partir (v.34), mas também um símbolo de sua purificação e libertação do fermento do mundo.

Ervas amargas. O Mishnah (Pesahim 2: 6) menciona alface, escarola, chicória, serpentário, hortelã e dente-de-leão como sendo as ervas amargas. Isto serviria para “chamar a atenção para a amargura da vida experimentada por Israel no Egito, e esta amargura devia ser sobrepujada pela doçura da carne do cordeiro”.

V- 9. A fressura, as partes internas, as vísceras (coração, fígado etc.).

V- 11. À pressa. Com temor, unindo a pressa ao sinal de perigo.

Lombos cingidos. Suas longas vestes flutuantes deviam ser amarradas para não lhes impedir os movimentos.

A páscoa do Senhor. Uma páscoa (Hb. Pesah, LXX pascha, e assim “páscoa” no português) a Jeová; Ordenada por Ele e comemorada para Ele. A etimologia da palavra é incerta, mas o significado ficou esclarecido com 12: 13. Deus “passaria por cima”, em juízo, daqueles que tivessem evidências de sua fé nEle e se refugiassem sob o sangue.

    “V- 11- A Páscoa, um tipo de Cristo, nosso Redentor (Êx. 12: 1-28; Jo. 1: 29; 1Co. 5: 6,7; 1Pd. 1: 18,19:

  1. O cordeiro tinha de ser sem mácula, e para verificação era mantido separado durante quatro dias (Êx. 12: 5,6). Da mesma maneira a vida pública do Senhor, sob escrutínio hostil, foi o teste da sua santidade (Lc. 11: 53,54; Jo. 8: 46; 18: 38).

  2. O cordeiro assim testado devia ser morto (Êx. 12: 6; Jo. 12: 24; Hb. 9: 22).

  3. O sangue tinha de ser aplicado (Êx. 12: 7). Isto fala da apropriação pela fé e refuta o universalismo (Jo. 3: 36).

  4. O sangue assim aplicado, sem mais nada, constituía uma proteção perfeita do juízo (Êx. 12: 13; Hb. 10: 10,14; 1 Jo. 1: 7). E

  5. a festa era um tipo de Cristo, o Pão da Vida, falando da ceia memorial (Mt. 26: 26-28; 1 Co. 11: 23-26).

Guardar a festa era um dever e privilégio mas não uma condição de segurança. O crente em Cristo é salvo pelo sangue do “Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo” (Ap. 13: 8), e é fortalecido pela apropriação diária da Palavra – a Palavra viva, Cristo, e a Palavra viva, as Escrituras. (B. Scofield)”.

V- 12. Sobre todos os deuses. Os deuses egípcios deviam ser denunciados como impotentes para defender e indignos de respeito. Mais ainda, os deuses eram adorados na forma de muitos dos animais e na forma do próprio Faraó, e nesses representantes os deuses seriam golpeados.

 

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sábado, 30 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULO 12 PARTE 1

 

 

A Pascoa e a saída de Israel 12: 1- 15:21

 

“A libertação de Israel da escravidão do Egito estava para se realizar; também a sua adoção como nação por Jeová (6: 6,7). Mas para tanto era necessário uma consagração divina de modo que a sua ruptura externa com a nação do Egito fosse acompanhada de uma separação interna de tudo aquilo que viesse do Egito ou do paganismo. Esta consagração devia ser conferida pela Páscoa” (KD).

“O último juízo sobre o Egito e a provisão do sacrifício pascal possibilitaram o livramento da escravidão e a peregrinação do povo para a terra prometida. A páscoa é, segundo o Novo Testamento, um símbolo profético da morte de Cristo, da salvação e do andar pela fé a partir da redenção (1Co. 5: 6-8). Além do livramento do Egito, a páscoa se constituiu no primeiro dia do ano religioso dos hebreus e o começo de sua vida nacional. Ocorreu no mês de Abibe (chamado Nisã na história posterior), que corresponde aos nossos meses de março e abril.

A palavra páscoa significa “passar de largo”, pois o anjo destruidor passou de largo das casas onde havia sido aplicado o sangue nas ombreiras e na verga da porta. Os detalhes do sacrifício e as ordenanças que o acompanhavam são muito significativos.

a) O animal para o sacrifício devia ser um cordeiro macho de um ano, isto é, um carneiro plenamente desenvolvido e na plenitude de sua vida. Assim Jesus morreu quando tinha 33 anos aproximadamente. O cordeiro tinha de ser sem mácula. Para assegurar que assim fosse, os israelitas o guardavam em casa durante quatro dias. De igual maneira Jesus era impecável e foi provado durante quarenta dias no deserto.

b) O cordeiro foi sacrificado pela tarde como substituto do primogênito. Por isso morreram os primogênitos das casas egípcias que não creram. Aprendemos que “o salário do pecado é a morte”, porém Deus nos deu um substituto que “foi ferido pelas nossas transgreções”.

c) Os israelitas tinham de aplicar o sangue nas ombreiras e na verga das portas, indicando sua fé pessoal. No cristianismo não basta crer que Cristo morreu pelos pecados do mundo; somente quando pela fé o sangue de Jesus é aplicado ao coração da pessoa está ela salva da ira de Deus. O anjo exterminador representa a sua ira.

d) As pessoas tinham de permanecer dentro de casa, protegidas pelo sangue. “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?” Hb. 2: 3).

e) Tinham de assar a carne do cordeiro e comê-la com pão sem fermento e ervas amargas.O fato de assar em vez de cozer o cordeiro exemplifica a perfeição do sacrifício de Cristo e o fato de que deve ser recebido por completo (João 19: 33,36). Assim como os hebreus comeram a carne que lhes daria força para a peregrinação, por meio da comunhão com Cristo o crente recebe força espiritual para segui-lo. O pão sem fermento simboliza a sinceridade e a verdade (1Co. 5: 6-8) e as ervas amargas provavelmente representam as dificuldades e as provações que acompanham a redenção.

f) Os israelitas deviam comê-lo em pé e vestidos como viajantes a fim de que estivessem preparados para o momento de partida (12: 11). “Assim o crente deve estar pronto para o grande êxodo final quando Jesus vier (Lucas 12: 35)”.

Deus desejando que seu povo se lembrasse sempre, da noite do seu livramento, instituiu a festa da páscoa como comemoração perpétua. A importância desta festa é demonstrada pelo fato de que na época de Cristo era a festa por excelência, a grande festa dos judeus. O rito não só olhava retrospectivamente para aquela noite no Egito mas também antecipadamente para o dia da crucificação.

A Santa Ceia é algo parecido com a páscoa e a substituiu no Cristianismo. De igual maneira, esta olha em duas direções: atrás, para a cruz; e para frente, para a segunda vida de Jesus (1Co. 11: 26).

Dali para a frente os israelitas deviam consagrar ao Senhor, (para serem ministros), os primogênitos dentre seus filhos, e também os de seus animais, pois pela provisão da páscoa os havia comprado com sangue e pertenciam a Ele. Os que nasciam primeiro dentre os animais se ofereciam em sacrifico, exceto o jumento, que era resgatado e degolado, e assim também os animais impuros em geral (13: 13; Lv. 27: 26,27).

Os primogênitos do homem eram sempre resgatados; depois os levitas foram consagrados a Deus em substituição deles (Nm 3: 12, 40-51; 8: 16-18). A aplicação espiritual ensina que Deus nos redime para que o sirvamos: “Ou não sabeis... que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co. 6: 19,20,” (O Pentateuco Paul Hoff).

 

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sábado, 23 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULOS 9,10 e 11

CAPITULO 9

A QUINTA PRAGA

Peste. 9: 1-7

V. 3- Camelos. Esta menção de camelos tem sido considerada anacrônica; mas havia caravanas de camelos que vinham constantemente ao Egito e certamente alguns egípcios deveriam ter feito algum investimento.

Pestilência. Praga severa; peste mortal (Moffat). Que doença especifica teria sido, não sabemos, mas deve ter sido uma epidemia severa e mortal que atacou todo o tipo de gado.

V. 6- Todo o rebanho. Com muita frequência o termo todo no hebraico indica um grande número. Dizemos que “todo mundo” está doente, mas queremos dizer que pessoas doentes são encontradas por toda a parte. Esta praga recaiu sobre os animais que estavam nos campos (V.3).

 

A SEXTA PRAGA

Úlceras 9: 8-12

Como a terceira praga, esta não foi anunciada, mas simplesmente veio conforme Moisés agiu.

V. 8- Cinza. Literalmente, fuligem do forno.

O forno era um símbolo da riqueza comercial e artística do Egito. Assim como os problemas surgiram vindos dos recursos naturais do rio e da terra, agora a indústria forneceu a fonte para a nova perturbação.

V. 9- Tumores que se arrebentem em úlceras.

Um doloroso tumor inflamado ou abcesso, resultando em uma ferida supurada, excessivamente dolorosa e deprimente, mas não fatal.

V.10- Diante de Faraó.

Ele tomou posição diante do rei para que não houvesse dúvidas quanto à fonte desta nova praga.

V. 11- Além dos magos não serem capazes de imitar a praga, eles mesmos também foram miseravelmente atacados.

V. 12- Quando a última tríade de juízos estava para vir, Deus endureceu o coração de Faraó para que ele não se submetesse apenas por causa de mera fraqueza humana antes que Deus realizasse toda a Sua vontade.

 

A SÉTIMA PRAGA

Chuva de Pedras. 9: 13-35

V. 14- Todas as minhas pragas sobre o teu coração.

Estas últimas pragas não seriam somente advertências e sofrimentos, como as outras. Elas “não atacariam simplesmente a cabeça e os braços, Mas penetrariam no próprio coração e infligiriam no próprio coração um ferida mortal” (Calvino).

V. 15- Cortado da terra. Nunca mais o Egito alcançou as alturas do poder e da glória que teve nesta dinastia.

V. 16- Para isso te hei mantido. Faraó tinha de experimentar o poder e a força de Jeová, e de suas experiências o mundo inteiro aprenderia sobre o Senhor. “Como ambos, a rebeldia do homem natural contra a palavra e a vontade de Deus e a hostilidade do poder temporal contra o Senhor e o Seu povo estavam concentrados em Faraó... (isto) tipificaria para todos os tempos e circunstâncias o reino de Deus em conflito com o mundo” (KD).

V. 17- Ainda te levantas. “Uma palavra peculiar só encontrada aqui... te levantas como uma barragem ou um obstáculo contra o meu povo” (Cambridge Bible).

V. 19- Agora se oferecia uma oportunidade àqueles egípcios que vieram a crer na palavra de Jeová para se diferenciarem daqueles que não criam.

V. 23- Chuvas de pedras, trovões e relâmpagos não eram desconhecidos ao Egito, mas a fúria terrível de uma tempestade como esta nunca houve antes em toda a longa história do Egito.

V. 27- Com que frequência uma catástrofe natural leva o mais incrédulo dos homens a gritar de medo e desamparo! Tais confissões não são o resultado de verdadeira convicção íntima de pecado, mas brotam apenas por causa do terror das circunstancias.

V. 29,30- Moisés manifestaria novamente o supremo controle de Jeová, mas ele não tinha ilusões quanto à constância do arrependimento de Faraó. Faraó temia a terrível tempestade, não a Jeová.

V. 31- O linho e a cevada. Uma vez que estes amadurecem em fevereiro, sabemos qual a estação do ano fixada para esta praga.

V. 32- O trigo e o centeio. Espelta, uma qualidade inferior de trigo. Estes cereais amadurecem cerca de um mês depois do linho e da cevada.

 

CAPITULO 10

OITAVA PRAGA

Gafanhotos. 10: 1-20

V. 2- As coisas que eu fiz. Como zombei dos egípcios. Como brinquei. Deus não estava se divertindo, mas havia uma ironia divina no fato de que o antagonismo de Faraó estava simplesmente levado a uma manifestação ainda maior da glória de Jeová.

Vs. 4-6- O fato dos gafanhotos serem conhecidos e temidos por causa da devastação que causavam só tornou esta advertência terrível. As pragas dos gafanhotos sofridas antes pelos egípcios nada seriam comparadas com esta.

V. 7- Acaso não sabeis ainda que o Egito está arruinado? Só Faraó parecia inconsciente da extenção dos prejuízos, ou talvez insensível.

V. 8- Quais são (lit., quem e quem). Quem, exatamente irá?

V. 10- A resposta de Faraó diante da exigência de que toda a nação devia partir foi a principio cínica: “Seja o Senhor convosco, caso eu vos deixe ir”. Depois os acusou, “Tendes conosco más intenções”.

V. 11- Vão, então, vocês , os homens, pois é o que na verdade me pediram. Se vocês são honestos, então sabem que para sacrificar só há necessidade de homens.

Expulsaram. A prolongada entrevista terminou com esta explosão da ira de Faraó.

V.  13- “O fato do vento ter soprado um dia e uma noite antes de trazer os gafanhotos, mostra que vieram de muito longe, e, portanto provaram aos egípcios que a onipotência de Jeová ia mito além das fronteiras do Egito e regia todas as terras” (KD).

V. 16- O choque desta visitação tornou a pôr Faraó de joelhos, confessando seus pecados e implorando a remoção da praga.

V. 17- Esta morte. Os gafanhotos quase destruíram completamente o que fora deixado da vegetação do Egito.

 

A NONA PRAGA

Trevas 10: 21-29.

A nona praga seguiu-se à oitava sem introdução, pedido ou advertência.

V. 21- Trevas que se possam apalpar. Esta praga conluiu a série de milagres divinos e foi um prelúdio amedrontador para o ato final do juízo.

V. 23- Luz nas suas habitações. Milagrosa e instrutiva foi a pronunciada demarcação entre Israel e o Egito.

V. 24- Faraó quase permitiu a saída de Israel. Fiquem somente os vossos rebanhos e o vosso gado. Guardados como garantia do retorno deles.

V. 25- Também tu nos tens de dar... sacrifícios. Isto é, tu tens de nos dar os meios para sacrificarmos, e portanto (v. 26), temos de levar todo o nosso gado.

V. 28- Deixar toda a nação sair, sem a certeza de que voltaria, era demais para Faraó. Ele não só declarou encerrada aquela entrevista, como também negou toda e qualquer entrevista futura com Moisés sob ameaça de morte.

V. 29- Deus já informara a Moisés (11: 1) de que este seria o último apelo a Faraó, por isso Moisés respondeu,

Bem disseste. Antes que o profeta partisse, entretanto, havia uma última mensagem a transmitir (11: 4-8).

 

CAPITULO 11

Aviso da Última Praga. 11: 1-10.

Os críticos tem feito uma confusão desnecessária na determinação da sequência neste ponto. Parece-nos claro que 11: 1-3 refere-se a instruções previamente transmitidas a Moisés, enquanto 11: 4-8 é a advertência de despedida feita a Faraó seguindo-se a 10:29.

V. 1- É certo que vos expulsará totalmente. Os egípcios estariam tão ansiosos pela saída dos israelitas que, longe de impedi-los insistiriam a que saíssem.

V. 2- Peça. Cons. 3: 22.

V. 4- cerca da meia noite. Não à meia noite no qual estava falando, mas à meia noite do dia designado por Deus (cons. 12: 6).

V. 5- Todo primogênito. O primogênito representava toda a raça, da qual era a força e vigor! (HD).

V. 7- Nem mesmo o latir de um cão hostil impediria a partida de Israel.

V. 8- Sai tu. A certeza de Moisés se baseava na promessa de deus (v.1).

V. 9- Faraó não nos ouvirá. Se Faraó o atendesse, mesmo tendo chegado a este ponto extremo, ainda teria encontrado uma porta de esperança aberta; mas ele não ouviu (cons. Mt. 23; 37).

 

 

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sábado, 9 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULOS 7 - 8



CAPITULO 7.

Agora o Senhor dá orientação especifica a Moisés quanto à sua missão.
V. 1- Te constitui como Deus.Fiz de ti um deus. Moisés recebeu autoridade divina e poder sobre Faraó, enquanto Arão foi comissionado a servir como profeta e porta-voz de Moisés. Este não seria uma repetição do primeiro encontro, mas, seria bem diferente.
V. 3- Endurecerei.Tornarei obstinado (American); ou tornarei teimoso (Moffat). Esta não é a palavra geralmente usada para endurecer; também se encontra em Sl. 95: 8.
V. 4- minhas hostes o meu povo.Melhor, meu povo em suas hostes (Moffat).
V. 5- Saberão os egípcios. O segundo grande motivo para Deus exibir Seu grande poder. Israel devia saber (6:7) pela redenção; o Egito pelo juízo, que Eu sou o Senhor.

V. 6- Este versículo resume e introduz a próxima seção mais extensa.





As Pragas.

Maravilhas de Deus na terra do Egito. 7: 8 – 11-10.

As pragas pelas quais, Deus se manifestou a Israel e ao Egito são chamadas de diversas maneiras na Bíblia:
Maggepa, “um golpe severo” 9: 14 usado em 1Sm. 4: 17 em relação a uma grande derrota na guerra.
Nega’ “um toque ou golpe pesado”, Êx. 11: 1, usado em Levitico, capítulos 13,14, falando-se do ataque de lepra.
Negep, Êx. 12: 13, cognata de maggepa, usado apenas em relação à decima praga, e geralmente se tratando de uma calamidade imposta por Deus em julgamento Jr. 22: 17.
Por meio destes golpes que inspiravam temor, e aplicados pela mão divina, o povo deveria tomar consciência de que “Eu sou o Senhor”.
As nove primeiras pragas claramente se encaixam em três grupos de três cada.
As de números um (primeira), dois (segunda), quatro (quarta), cinco (quinta), sete (sétima) e oito (oitava) foram anunciadas a Faraó, de antemão, mas as de numero três (terceira), seis (sexta) e nove (nona) vieram sem advertências.
As três primeiras atingiram ambos Israel e Egito, pois ambas as nações tinham o que aprender. O s dois últimos grupos só atingiram o Egito, para que soubessem que o Deus que estava cuidando de Israel era também Deus do Egito, Êx. 8: 22, e maior que todos os outros deuses 9: 14.
As pragas eram progressivamente mais severas, as últimas quase destruíram a terra do Egito, 10: 7.
A decima praga se destaca das demais não só porque é o ponto culminante do julgamento e a base da redenção, mas também por ser uma visitação direta de Deus, e, não um juízo, através de causas secundarias.
As nove primeiras pragas foram milagres naturais, no sentido, de que foram intensificações de catástrofes já conhecidas no curso normal da história. Sua severidade, e, mais do que isso, seu aparecimento pela palavra de Moisés, foi o que as marcou como milagres. Fizeram efeito sobre os egípcios não apenas física e mentalmente, mas também espiritualmente.
Cada praga foi dirigida contra algum fenômeno da natureza adorada pelos egípcios, de alguma forma, relacionado com os seus deuses.

Leitura
(“As Pragas: Capítulos 7: 8 – 11: 10. Uma das palavras hebraicas, que se traduzem por “praga” no Êxodo significa dar golpes ou ferir. Outras duas palavras descrevem as pragas como “sinais” e “juízos”. De modo que as pragas foram tanto sinais divinos que demonstraram que o Senhor é o Deus supremo, como atos divinos pelos quais Deus julgou os egípcios e libertou o seu povo.
Existem pessoas que procuram demonstrar, que as pragas foram somente açoites naturais bem conhecidos no Egito, e, que o ministério de Moisés carecia de elemento milagroso. Reconhecemos que muitas das pragas foram fenômenos da natureza como a saraiva e os gafanhotos, porém estes golpes sobrevieram pela intervenção sobrenatural de Deus. Ocorreram na hora predita por Moisés, tinham uma intensidade extraordinária e só foram removidas pela intervenção de Moisés. Além disso, Deus fez distinção entre os egípcios e os israelitas não castigando os hebreus com as últimas sete pragas. Fenômenos naturais sem nenhum elemento sobrenatural jamais teriam convencido os escravos hebreus e muito menos a Faraó.
As pragas foram a resposta de Deus à pergunta de Faraó: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” (veja7: 17). Cada praga foi, por outro lado, um desafio aos deuses egípcios e uma censura à idolatria. Os egípcios prestavam culto às forças da natureza tais como o rio Nilo, o Sol, a lua, a Terra, o touro e muitos outros animais. Agora as divindades egípcias ficaram em evidente demonstração de sua impotência perante o Senhor, não podendo proteger aos egípcios nem intervir a favor de ninguém.

A ordem das pragas é o seguinte:
1)- A água do Nilo converte-se em sangue (7: 14-25). Foi um golpe contra hapi, o deus das inundações do Nilo.
2)- A terra ficou enfestada de rãs (8: 1-15). Os egípcios relacionavam as rãs com os deuses Hapi e Ecte.
3)- A praga dos piolhos (talvez mosquitos) (8: 16-19),. O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos muito importunadores.
4)- Enormes enxames de moscas encheram o Egito (8: 16-19). Deve ter sido um tormento para os egípcios.
5)- Morreu o gado (9: 1-7). Amom, o deus adorado em todo o Egito, era um carneiro, animal sagrado. No Baixo Egito eram adoradas diversas divindades cujas formas eram de carneiro, de bode ou de touro.
6)- As cinzas que os sacerdotes egípcios espalhavam como sinal de benção causaram úlceras dolorosas, e até mesmo nos próprios sacerdotes (9: 8-12).
7)- A tempestade de trovões, raios e saraiva devastou a vegetação, destruiu as colheitas de cevada e de linho e matou os animais do Egito (9: 13-35). Este tipo de tempestade era quase desconhecida no Egito. O termo trovão no hebraico significa “vozes de Deus” e aqui se insinua que Deus falava em juízo. Os egípcios que escutaram a advertência misericordiosa de Deus salvaram seu gado (9: 20).
8)- A praga dos gafanhotos trazida por um vento oriental consumiu a vegetação que havia sobrado da tempestade de saraiva (10: 1-20). Os deuses Isis e Safáris foram impotentes. Eles que supostamente protegiam o Egito dos gafanhotos.
9)- As trevas que caíram sobre o país foram o grande golpe contra todos os deuses, especialmente contra Rá, o deus solar (10: 21-29). Os luminares celestes, objetos de culto, eram incapazes de penetrar a densa escuridão. Foi um golpe direto contra o próprio Faraó, suposto filho do sol.
10)- A morte dos primogênitos (capítulos 11 e 12: 29-36). O Egito havia oprimido o primogênito do Senhor e agora eles próprios sofriam a perda de todos os seus primogênitos.
Classificação das Pragas
1ª- Repugnante - água suja de sangue, rãs e piolhos.
2ª- Dolorosas – moscas que picavam, a praga nos animais e úlceras.
3ª- Apavorantes – chuvas de pedras, gafanhotos e trevas.
4ª – Esmagadora – a morte dos primogênitos.
As pragas dos capítulos 7-11 serviram como base para descrição de algumas catástrofes no livro de Apocalipse, Ap. 8: 2-11; 19.

Observações sobre as pragas: Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano. As primeiras três pragas: sangue, rãs e piolhos caíram tanto sobre Israel como na terra do Egito, pois Deus quis ensinar a ambos os povos quem era o Senhor. Mas os sete seguintes açoites castigaram somente aos egípcios para que soubessem que Deus que cuidava de Israel era também o soberano do e Egito e mais forte do que seus deuses (8: 22; 9: 14). As pragas foram progressivamente mais severas até que quase destruíram o Egito (10: 7).
As nove primeiras pragas podem ser divididas em três grupos de três pragas cada um. O primeiro grupo: água convertida em sangue, rãs e piolhos causavam asco e repugnância. O segundo grupo: as moscas que picavam, a peste sobre o gado e as úlceras sobre os egípcios caracterizavam-se por serem muito doloridas. O último grupo: a saraiva, os gafanhotos e as trevas foram dirigidas contra a natureza; estas últimas produziram grande consternação. A morte dos primogênitos foi o golpe esmagador.
Os feiticeiros egípcios imitaram os dois primeiros açoites, mas quando o Egito foi ferido de piolhos, confessaram que o poder de Deus era superior ao deles e que esta praga era realmente sobrenatural (8: 18,19). Os magos não tiveram de reproduzir a praga de úlceras porque eles próprios estavam cheios delas desde os pés até à cabeça. Não puderam livrar-se a si mesmos dos terríveis juízos nem muito menos a todo o Egito.

Em resumo as pragas cumpriram os seguintes propósitos:
a)- Demonstraram que o Senhor é o Deus supremo e soberano. Tanto os israelitas como os egípcios souberam quem era o Senhor.
b)- Derrocaram as divindades do Egito.
c)- Castigaram os egípcios por haverem oprimido aos israelitas e por lhes haverem amargado tanto a vida.
d)- Efetuaram o livramento de Israel e o prepararam para conduzir-se em obediência e fé.
Observação sobre o endurecimento do coração de Faraó: As imitações dos primeiros milagres de Arão e Moisés por parte dos feiticeiros desacreditaram o poder do Senhor aos olhos de Faraó. Mas a vara de Aarão devorou as dos feiticeiros e isto constituiu indício da vitória final. O apóstolo Paulo usa este fato para ilustrar o florescimento do poder oculto nos últimos dias (2Tm.3: 8).
Faraó destaca-se por sua teimosia ao enfrentar os juízos de deus. Seu arrependimento foi superficial, transitório e motivado apenas pelo medo e não pelo reconhecimento da necessidade que tinha de Deus. Embora se mantivesse obstinado, quebrando sua promessa toda vez que uma praga era suspensa, ia cedendo mais e mais às exigências de Moisés. Primeiro permitiu que os israelitas oferecessem sacrifícios dentro dos limites do Egito (8: 25); depois, fora do Egito mas não muito longe (8: 28); mais tarde no deserto, longe, porém com a condição de que fossem somente os homens (10: 11), e por fim permitiu que todos pudessem ir longe para sacrificar, mas deixando seu gado no Egito (10: 24).
O texto bíblico mostra claramente que o Senhor ia endurecer o coração de Faraó (4: 21), mas é evidente que o coração do rei já estava obcecado e cheio de orgulho quando Moisés se apresentou perante ele pela primeira vez (5; 2). As três palavras empregadas para indicar a atitude de Faraó (7: 13; 13: 15) denotam a intensificação de um sentimento que já existia. Deus endureceu o coração de Faraó pela primeira vez após a sexta praga (9: 12). O Senhor fez de Faraó o que este queria ser: opositor de Deus (ver Romanos 1: 21; 2Tessalonicenses 2: 10-12). Apesar de tudo, o endurecimento do coração de Faraó deu a Deus a oportunidade de manifestar seu poder cada vez mais até que causasse uma impressão profunda e duradoura não somente nos egípcios e israelitas, mas também nas nações distantes tais como os filisteus (1Sm. 4: 7: 8; 6:6”). (Paul Hoff O Pentateuco).

Deus Comprova o Comissionamento de Moisés e Arão. 7: 8-13.
V. 9- Fazei milagres que vos acreditem. Ou “Apresentai um prodígio em vosso favor”.
As nove primeiras pragas são “prodígios” ou “sinais”, como os “sinais e “prodígios” de Êx. 4: 1-9; 30: 7,9. Do mesmo modo que estes “prodígios” eram destinados a dar crédito a Moisés diante de Faraó, como “pragas” são destinadas a dar credito a Jeová, isto é, a fazerem Faraó reconhecer o poder de Deus.

V. 11- Os sábios e encantadores. Não eram simples mágicos, mas altamente educados lideres sacerdotais do Egito, homens de vasta influência e capacidade.
Se eles realizaram sua façanha por meio de algum truque com répteis treinados, ou por meio de “milagres mentirosos” com o poder de Satanás, não pode ser determinado.
Em qualquer um dos casos a supremacia de Jeová ficou demonstrada quando suas serpentes foram devoradas.
V. 13- Endureceu.Tornou forte, firme.
Três palavras foram usadas para o endurecimento do coração de Faraó;
Heizaq, “ser ou tornar forte”, 7: 13,22; 8: 19.
Keibed, “ser ou tornar pesado, lento”, 7: 14; 8: 15,32, e
Queisha, “endurecer” só em 7: 3.

A PRIMEIRA PRAGA.
O Nilo transformado em Sangue. 7: 14-25.

V. 15- Ele sairá às águas.Um ato devocional? Se o proposito da visita de Faraó era adoração, ele iria descobrir que justamente o seu deus tornou-se abominável através de um poder maior.

V. 17- Nisto saberá. Agora Faraó teria resposta à sua afronta, “Quem é o Senhor”. 5: 2.
E se tornarão em sangue. Todos os anos, lá pelos fins de junho, quando as águas do Nilo começavam a subir, elas ficavam de um vermelho escuro por causa de sedimentos que desciam das cabeceiras do rio. Isto continuava assim durante três meses, até que as águas começassem a descer, mas a água continuava potável.
Depois que construíram a represa de Assuam as enchentes do Nilo terminaram.
O milagre envolve três elementos que o diferenciam do fenômeno costumeiro: as águas foram transformadas pelo golpe da vara de Moisés; as águas não podiam ser bebidas; e a condição durou sete dias (v.25).
V. 19- Rios. O Nilo e seus afluentes (lit., seus Nilos). Os canais do Nilo, valas de irrigação.
Lagoas. Águas paradas formadas pelos canais.
Reservatórios (lit., qualquer ajuntamento de água). Cisternas.
Vasos. Nenhuma gota seria tirada desses vasos sem que estivesse contaminada.
A lista de todas as fontes de águas torna evidente até que ponto o Egito foi abatido pela praga.

V. 22,23- Os magos... fizeram também o mesmo. Por algum tempo os magos mudaram a aparência de alguma água fazendo-a parecer sangue, e o coração de Faraó, continuou endurecido.

V. 25- Sete dias. Tem-se pensado que a primeira praga aconteceu perto do período da inundação do Nilo em junho. Uma vez que a praga final aconteceu na primavera, parece-nos que os juízos sobre o Egito estenderam-se por todo um ano.


                                          Cont..  

 CAPITULO 8

 3) A Segunda Praga - Rãs.  8: 1-15.

Sempre existiram rãs  enchendo os brejos á´ beira do Nilo. No entanto sob a ordem de Moisés, elas apareceram aos milhares e invadiram de tal maneira todos os lugares, que tornaram-se uma pertubação insuportavel.

V. 7 - Então os magos fizeram o mesmo. Embora de algum modo fizessem aparecer mais rãs, foram completamente incapazes de as remover.

V. 8 - Faraó ficou tão transtornado com esta situação repulsiva que estava pronto a prometer qualquer coisa. Ele fora forçado a reconhecer o Deus que desdenhara.

V. 9 - Digna-te dizer-me. Tenha a honra de dizer (Moffatt).

V. 15 - Alívio  (lit., espaço livre). 'Logo que ele pode respirar aliviado, endureceu o seu coração' (KD).


A QUARTA PRAGA - Piolhos. 8: 16-19.

Piolhos (E.R.A.), piuns (Moffatt), bicho-de-pé´ (E.R.V.) e mosquitos (Moffatt), todos têm sido sugeridos como instrumentos desta praga. Embora o significado exato da palavra hebraica não seja conhecidos, os mosquitos, que são muito comuns no Egito, paecem ser mais apopriados. deve-se notar que esta foi a intensificação de uma experiência natural.
As pragas estavam tambem se intensificando de uma inconveniência para uma aflição dolorosa.

V. 17 - O pó´  da terra. "Exatamente como as fertilizadoras águas do Egito tornaram-se uma praga duas vezes, assim, por meio do poder de Jeová´, o solo tão ricamente abençoado tornou-se uma praga parao rei e seu povo'' (KD).

V. 19- O dedo de Deus. Os mágicos derrotados reconheceram que isto era um acontecimento sobrenatural. Não o atribuiram a Jeová´´  mas confessaram que estava aléḿ´ de seus poderes. O fato de terem imitado de algum modo as pragas anteriores, torna a sua capitulação mais extraordinária.
Uma vez que não há´ limite de tempo expresso para esta praga, podemos deduzir que prolongou-se por algum tempo.


A QUARTA PRAGA - Enxames de Moscas. 8: 20-32.

A segunda tríade de pragas fez distinção entre Israel e os egípcios. A confissão dos mágicos de qe "um deus" causara essas pertubações, tinha agora de ser reforçada e era preciso esclarecer o fato de que fora o Deus Jeová que as causara.

V. 21- Moscas. A palavra indica algum tipo de inseto particularmente irritante, moscas ou mosquitos.
A palavra hebraica para "enxames" significa "uma mistura" e pode ser que indique o desenvolvimento de todo o tipo de parasitas.

V. 22- Separei. Porei de lado. Por causa de Israel ser protegido de todas as futuras pragas, ficaria claro qual Deus estava no poder.

V. 23- Distinção (lit., redenção). A separação era uma libertação para Israel.

V. 24- Corrompida. Destruida, arruinada. As pragas continuavam aumentando em gravidade; já não eram um simples contra-tempo, mas um perigo.
O povo sofria, o trabalho era prejudicado e toda a economia estava transtornada.

V. 26- Abomin´aveis aos egípcios. Quer Moisés tenha se referido àˋ maneira do sacrifício ou àˋ vitima, que os egipcios consideravam sagradas´, o povo do Egito consideraria o ato "como uma maifestação de desrepeito contra eles e seus deuses" (Calvin's Commentaries).

V. 28- Pela segunda vez Faraó´ deu a sua permissão para os israelitas partirem; mas removida a praga, apesar da advertência de Moisés (v. 29), e banido o medo, ele tornou a negar o pedido.


Cont.

sábado, 2 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULO 6

CAPITULO 6

6: 1-13

A promessa Renovada e a Ordem de Jeová.

V. 1- Por mão poderosa. Ele será obrigado, (Moffatt), obrigado pelo grande poder de Deus.

V. 3- Deus Todo-poderoso. No hebraico ‘El Shadday. A derivação e o significado de Shadday são incertos. Provavelmente a tradução Deus Todo-poderoso está mais próximo possível do pensamento contido no nome.

Mas pelo meu nome, O SENHOR, (Jeová ou Javé) não lhes fui conhecido. (ou, não me deu a conhecer).

É possível que o nome Jeová não fosse conhecido dos patriarcas, mas este não é necessariamente o significado da declaração aqui. Deus não se revelara no seu caráter de Jeová a Abraão como agora ia fazê-lo a Israel. Na qualidade de Jeová, Deus ia agora redimir o povo de Israel (v.6), adota-lo como seu povo (v.7), e introduzi-lo na Terra Prometida (v.8). Por meio disto eles conheceram a natureza do Deus que disse, Eu sou o Senhor (v.2).

(“Em êxodo 6:3 lemos que Deus havia aparecido aos patriarcas como o Deus “Todo-poderoso” (El Shadday) mas que não se havia dado a conhecer com o nome de SENHOR (Jeová). Quer dizer que não se havia revelado com o nome de Senhor e que aqui o deu pela primeira vez? Parece que não. Refere-se antes, ao fato de que os patriarcas, embora conhecendo o nome Senhor, não sabiam o pleno significado deste titulo. Deus dá a conhecer este nome para revelar seu próprio caráter ao povo. Nesta ocasião ele repetiu uma e outra vez “Eu, o SENHOR”, como nova afirmação de que o ser e a natureza de Deus sustentavam suas promessas. “Eu vos livrarei de vossa escravidão.. vos resgatarei... vos levarei à terra”. Em breve Israel saberia quem e que tipo de Deus é o Senhor. Abraão sabia por experiência que Deus é Deus Onipotente, porém não havia experimentado o significado do nome do Senhor como aquele que cumpre seu concerto. Recebeu a promessa de herdar Canaã mas não se assenhorou dela. Somente podia contemplar de longe o futuro e crer que Deus cumpriria suas promessas. A Moisés foi revelado o significado pleno do nome SENHOR, o Deus que cumpre o seu pacto (ver 3: 14,15) pois o pacto começou a cumprir-se neste período” (Paul Hoff o Pentateuco)

É significativo que Jesus como Deus tenha o nome de Senhor. O Deus que redimiu o povo de Israel é o mesmo que morreu na cruz para completar a obra de redenção dos crentes do Velho e do Novo Testamento. (Hb. 10: 3-18; 9: 11-15.

(v.15. Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob (de baixo) a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.)

V. 4,5- Terra em que habitaram como peregrinos. A terra na qual eles se estabeleceram como imigrantes

V. 6- Resgatarei. A palavra hebraica significa “reclamar, reivindicar os direitos”.

V. 7- Sabereis. Um dos grandes motivos para o Senhor fazer esta extraordinária demonstração do Seu poder, que viria a seguir, era imprimir vivamente na mente e na consciência de Israel o fato de que Ele, Jeová, era Deus.

V. 9- Ânsia de espírito. Seu sofrimento era grande demais para ser aliviado por meras palavras.

V. 10-13- Moisés foi novamente incumbido a apresentar a Faraó o pedido do Deus de Israel.

Antes, porém, temos a descrição da genealogia de Moisés e Arão.

E não sei falar bem (v.12). Dá a entender: lábios cobertos com uma película, de modo que se abrem e fecham com dificuldade (cons.4: 10; 6: 30).

Genealogia de Moisés e Arão 6: 14-27.

V. 14- Chefes das famílias. As “casas” ou “famílias” descendiam de um só ancestral. “Casa” pode indicar toda uma tribo, mas geralmente indica a principal subdivisão ou clã. Assim Enoque, Palu, Ezrom e Carmi são os ancestrais, chefes, das quatro clãs da tribo de Rúben.

V. 18. Anrão o filho de coate foi um ancestral de Anrão, pai de Moisés (v. 20).

V. 27. Moisés e Arão. Como irmão mais velho (com. 7: 7), Arão aparece em primeiro lugar na genealogia (v. 26), mas como líder nomeado, Moisés tem precedência quando a narrativa recomeça.

 

CONHEÇA O EGITO DA ÉPOCA DE MOISÉS

Antes de entrarmos no estudo das pragas que arruinaram o Egito, devemos conhecê-lo para melhor avaliarmos a extensão do prejuízo sobre a economia do Egito.

Não devemos pensar sequer por um momento que o Egito era muito atrasado no tempo de Moisés. Moisés teve contato com uma das mais altas culturas intelectuais do mundo. Os egípcios eram um povo prático. Bem antes de Moisés, eles já haviam aprendido os princípios da engenharia que os capacitou a construir grandes estruturas como as pirâmides. Eles não tinham roldanas, mas moviam grandes blocos nas posições necessárias utilizando marretas, cilindros e rampas. Preservavam os corpos dos mortos como múmias. O exame e o preparo dos corpos para embalsamar, levaram os egípcios a se tornarem hábeis doutores, com bom conhecimento de anatomia.

Deixaram instituições que são aceitas ainda hoje: vida em família, educação, leis, a escrita, o começo da ciência e a engenharia.

Eles nos deram cadeiras e mesas, ferramentas e armas de metal, uma arte formal. Descobertas arqueológicas nos permitem espreitar deliciosamente os corações e as mentes dos dias de Moisés. Por exemplo, os mestres daquele tempo sempre louvavam a vida de um escritor: “Observe, não há profissão livre de um patrão. A não ser o escritor – ele é o patrão”. As palavras para ensinar e castigar eram idênticas, e o professor afirmava severamente que “a orelha do menino está nas suas costas, e ele ouve quando apanha”.

Como era diferente a vida do jovem Moisés da vida daquele capitão asiático, que ele encontrou nos negócios de Faraó na Palestina. O asiático usava barba, tinha bastante cabelo, vestia um traje longo de lã amarrado na cintura. Ele morava num rude abrigo de pedra, provavelmente comia e sentava no chão. Em contraste, o nobre egípcio se barbeava, tomava banho frequentemente, e algumas vezes usava uma peruca cerimonial, saia de linho branco e sandálias. Com colares de pedras preciosas, enfeites nas orelhas, e leques, ele e sua esposa expressavam sofisticada elegância.

A mansão senhorial deles recebia muita luz e ar. Sentavam-se em cadeiras e comiam na mesa. Suas horas de laser podiam ser passadas em um recanto do jardim, ouvindo um harpista cego cantar ou contar uma velha lenda. Compareciam a jantares de gala, onde cada convidado era designado um servo. Eram servidos de comida e bebida até não aguentar mais.

A fertilidade da terra dependia das cheias do Nilo. Além disso, o Nilo também fornecia a melhor e mais nutritiva água para beber, e alguns médicos tem-lhe atribuído virtudes curadoras. É quase desnecessário acrescentar que o rio era cheio de peixes. Luxuriosamente ricas e verdes em meio à desolação que as cercava, as margens do Nilo e seus numerosos canais eram como um jardim bem regado sob céu tropical. Onde o clima e o solo são os melhores que se possa conceber, a fertilidade é sem dúvida incomparável. Os antigos egípcios pareciam ter também dispensado uma grande atenção aos seus pomares e jardins, os quais, como os nossos eram ligados a suas casas. Nos monumentos, vemos jardineiros apresentando simpáticos buquês; jardins atravessados por alamedas, e adornados com caramanchões e colunatas; pomares repletos de palmas, figos, romãs, cidras, laranjas, ameixas, amoras, abricós, etc. enquanto que nas vinhas, como na Itália, as videiras eram colocadas de maneira a se encontrarem através de varas de madeira, e penderem em ricos festões.

Eles dependiam do Nilo e tiravam dele todas as riquezas. Sua fonte natural os capacitou a construir um paraíso, em meio ao deserto seco, para eles, para seus filhos e para seus netos. Não precisavam olhar para outra fonte senão o Nilo. Eles e apoiavam sobre nos seus próprios pés, para eles tudo era autossuficiente. Nem precisavam olhar para o céu em busca de chuva porque as cheias do Nilo eram tudo para eles. O que mais iriam querer? Por que se preocupar em levantar os olhos para o céu quando ondas de bênçãos já haviam inundado as suas margens!

Tão logo um nobre obtinha dinheiro e autoridade ele passava a tratar de seu tumulo e acessórios. Pedreiros construíam as edificações nas montanhas ocidentais de Tebas e alisavam as paredes; artistas decoravam-nas com cenas dos campos do proprietário e de seus servos, de modo que seu agradável modo de viver pudesse continuar no após-vida.

Em 26 de novembro de 1922, o tumulo de Tutancâmon, um frágil rei-menino da XVIII dinastia, foi encontrado por Lord Carnavon e seu hábil escavador, Howard Carter. Uma porta mais baixa foi finalmente violada e Carter observou atentamente através de um pequeno orifício. Suas palavras descrevem perfeitamente a cena: “à medida que meus olhos se acostumavam à luz, detalhes do recinto emergiam lentamente da névoa: animais estranhos, estátuas e ouro. Em todo lugar o resplendor do ouro. Naquele momento... fiquei boquiaberto de espanto, e Lord Carnavon não suportando mais o suspense, perguntou ansiosamente: ‘Pode ver alguma coisa? ’ só consegui responder: “Sim, coisas maravilhosas”!” Cada aposento da pequena sepultura estava abarrotado até o teto com tesouros: móveis, jarras, estatuas, bengalas, carruagens, camafeus, arcos e flechas, fragrâncias e roupas.

 

MATEMATICA

Descobertas arqueológicas nos proporcionam uma oportunidade interessante para dar uma espiada no “livro-texto” de matemática, que Moisés poderia ter usado em seus estudos.

Os primeiros escritos matemáticos que existem hoje, se é que existem, estão gravados na cabeça de pedra do cetro cerimonial do rei egípcio Menes, fundador da primeira dinastia faraônica. Ele viveu cerca de 1500 anos antes de Moisés. Os hieróglifos no bastão registram uma pilhagem de 4.000.000 bois, 1.422.000 cabras e 120.000 prisioneiros. O número referente às cabras e bois é provavelmente um voo poético da imaginação do conquistador, pois mesmo hoje, ao “experts” do Brasilien Census Bureau teriam de esforçar-se para enumerar tantos animais no breve intervalo de tempo entre a vitória e a celebração.

Mas o exagero da escrita mostra pelo menos que os egípcios de 1500 anos antes de Moisés haviam superado corajosamente em termos de números antes da invenção da escrita.

É valido mencionar que os gregos geralmente supunham que a matemática teve origem no Egito. As habilidades matemáticas dos egípcios foram altamente louvadas pelos gregos. Aristóteles, por exemplo, escreveu: “Portanto, a ciência matemática teve origem nas vizinhanças do Egito, porque lá era permitido o lazer à classe sacerdotal”, Heródoto, que conhecia melhor o Egito, viu o lado mais pratico do assunto. Quando o Nilo inundava uma área de agricultura, se tornava necessário, por causa dos impostos, determinar qual a quantidade de terra que se havia perdido; “por isso, no modo de pensar, os egípcios aprenderam a arte de medira a terra”.

A numeração egípcia seguia o sistema decimal. A aritmética de aproximadamente um ou dois séculos antes de Moisés podia somar, subtrair, multiplicar e dividir, e era aplicada a numerosos problemas extremamente simples, envolvendo todas estas operações.

 

O CALENDÁRIO

O calendário egípcio é realmente o único inteligente que jamais existiu na história da humanidade. Um ano se compõe de 12 meses de trinta dias cada e 5 dias adicionais no final de cada ano. O que faziam nos últimos cinco dias? Os egípcios celebravam o seu carnaval. Apesar deste calendário ter sido originado em bases puramente práticas, o seu valor para os cálculos astronômicos foi plenamente reconhecido pelos astrônomos helenistas. O calendário estritamente lunar dos babilônicos, com sua dependência de toda a complicada variação lunar, assim como os caóticos calendários gregos, que dependiam não apenas da lua, mas também da politica local para os seus cálculos, eram evidentemente muito inferiores ao invariável calendário egípcio. Outra importante contribuição egípcia para a astronomia foi a divisão do dia em 24 horas, apesar dessas “horas” não terem todas a mesma duração no inicio, pois dependiam das estações. Tais horas, segundo as estações, consistem de doze para o dia e doze para a noite. Até mesmo a nossa presente divisão de 24 horas de 60 minutos cada, é resultado de uma modificação helenista da prática egípcia combinada com os procedimentos numéricos babilônicos.

 

“CIÊNCIA”

Não esqueçamos que Moisés foi instruído em toda a ciência e cultura do Egito.

Qual era a Ciência daquele tempo? Qual a ideia que tinham a respeito da origem das coisas, do mundo? De acordo com a ciência da época no principio havia o ovo, este ovo estava voando; e, um dia, esta terra surgiu deste ovo. Esta era a “Ciência” daquele tempo (e que Moisés aprendeu). Além disso, ficamos sabendo que os egípcios eram “evolucionistas”. Eles acreditavam que o homem se originara de uma minhoca branca que havia na terra às margens do Nilo após as enchentes. Esta ideia se baseava provavelmente no fato de terem observado algumas lagartas na praia que depois se transformaram em borboletas. Pensavam assim que sofríamos o mesmo tipo de transformação. Esta era a “antropologia” da época de Moisés. E não somente isso eles que a luz do sol vinha da Terra, sendo o reflexo da luz desta terra.

O RELÓGIO

O primeiro relógio de sol na história foi feito pelo Rei Thutmosis do Egito, que reinou em 1.500 A.C. Este foi o primeiro registro da contagem do tempo. Era na forma de uma placa lisa, estreita, de cerca de sete pés de comprimento e seis polegadas de largura. Uma travessa de um pé de altura ficava presa em uma das extremidades. Como a travessa vertical apontava para o sol, a sombra feita por ela caía na placa inferior. Quando o sol surgia pela manhã, projetando uma marca na placa, era feito um sinal onde a sombra batia. Mantendo a placa voltada para o sol, eram feitas outras marcas na placa a fim de mostrar a sombra mudava de posição durante o dia. Desta maneira os primeiros egípcios contavam as horas do dia. Os egípcios aprenderam a marcar encontros dizendo que estariam num determinado lugar quando a sombra do sol alcançasse ou passasse da metade de certa marca na parte inferior da placa. Mais tarde, eles dividiram o dia em 12 marcas. Dividiram também a noite, medindo o que parecia ser o movimento de certas estrelas. Assim sendo, o numero total de marcas para o dia e a noite foi de 24. Nosso dia de 24 horas nos tempos modernos foi baseado na medida do tempo dos antigos egípcios.

Foi à sombra desta magnificência do Egito que Moisés nasceu se e criou (Moisés “foi instruído em toda a ciência dos egípcios... “ At. 7: 22). Um jovem da corte como Moisés, teria participado das caçadas no deserto e no pântano, ouvido os harpistas nos jantares, praticado arco e flecha e guiado carruagens. Preferiu abandonar todo o luxo e riqueza, para se identificar com seus irmãos escravos.

 

Moisés torna a ser enviado a Faraó 6: 28 - 7: 7.

 

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Agradeço as orações de cada um de vocês e peço que continueis orando por mim. Muito obrigado e que Deus continue abençoando-os.

 

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sábado, 26 de outubro de 2013

ÊXODO – Capitulo 5

CAPITULO 5

A Difícil Missão de Moisés diante de Faraó.

5: 1-7: 7.

“Moisés e Arão compareceram diante de Faraó para revelar a vontade de Deus, seu pedido foi asperamente recusado, e a tribulação dos hebreus foi aumentada por ordem do rei. Assim os hebreus chegaram ao seu mais baixo nível de desespero, impotência e sofrimento, para que a graça e o poder de Deus, sozinhos pudessem se manifestar em sua redenção.”

A genealogia de Moisés e Arão foram inseridas nesta passagem para que se tornasse claro o seu relacionamento com Israel na qualidade de lideres credenciados.

V. 1- Celebre uma festa. Ficaria melhor traduzido para faça uma peregrinação. O hebraico hag, “festa” era sempre acompanhado de uma peregrinação (cons. 23: 14-17).

(O pedido apresentado a Faraó da parte de Deus dos hebreus...parecia tão natural e razoável que Faraó não poderia tê-lo recusado se no seu coração houvesse um traço do temor de Deus (KD)).

V. 2- Quem é o Senhor? A pergunta de Faraó cheia de zombaria logo seria inteiramente respondida e de maneira terrível.

V. 4-...Porque interrompeis o povo de seu trabalho? Faraó considerava Moisés simplesmente um líder astucioso tentando obter melhores condições de trabalho para os hebreus.

Ide às vossas tarefas. (Cuidem de sua vida, American Trans.)

V. 5- O povo da terra. Isto é os operários.

V. 6- Superintendentes... capatazes. Os superintendentes egípcios tratavam com os capatazes hebreus, shot’rim talvez escribas ou cronometristas.

V. 7-... não torneis dar palha ao povo.... O uso de palha picada aumentava três vezes a durabilidade dos tijolos, e os tijolos egípcios costumavam ser feitos assim.

V. 12- Então o povo se espalhou por toda a terra do Egito a ajuntar restolho em lugar de palha.

Restolho- Parte inferior da palha que fica enraizada, depois da ceifa do trigo, do milho e arroz. (Talvez por que a palha estivesse nas mãos dos agricultores egípcios).

V. 14- E foram açoitados os capatazes... Quando a tarefa impossível não foi cumprida, o castigo recaiu com maior severidade sobre os capatazes hebreus.

V. 16- O teu próprio povo é que tem a culpa. “Pecaste contra o teu próprio povo” (LXX). A tradução e o significado exato deste texto são incertos, mas os hebreus sem duvida estavam se defendendo colocando a culpa do fracasso a quem de direito.

V. 19- Em aperto. A missão dos oficiais foi um fracasso em obter alivio para o povo.

V. 20- Odiosos. “Invocaram a Deus como juiz, enquanto por suas próprias queixas demonstravam que não tinham confiança em Deus e no seu poder para salvar” (KD).

V. 22- Por que. Deve ter sido incompreensível para Moisés o fato de Deus, que o enviara para libertar Israel, tê-lo levado, pelo contrario, a ser a causa de maiores sofrimentos.

A dureza de Faraó

“Prontamente Moisés e Arão se apresentaram na sala de audiências de Faraó e lhe comunicaram a exigência do Senhor.

Por que Deus exigiu de Faraó somente a permissão de seu povo fosse ao deserto para celebrar festa por três dias, quando pensava em efetuar sua saída permanente? Deus provou o rei; com uma petição pequena, ficou claro o que havia no coração de Faraó.

Faraó respondeu com arrogância: “quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Os faraós eram vistos como filhos de rá, o deus solar do Egito, de maneira que Faraó se considerava a si mesmo um deus. Não tardou em comunicar a Moisés e Arão que nem eles nem Deus lhe inspiravam respeito algum. Escarneceu deles dizendo que a única razão pela qual desejavam celebrar a festa era estar demasiadamente ociosos, e tornou mais pesado o trabalho dos hebreus negando-lhes a palha necessária para produzir tijolos.

A atitude de Faraó não somente deixou os hebreus mais desejos de sair do Egito, mas também os ajudou a perceber que somente o poder de Deus poderia livrá-los. Com frequência, quando Deus começa a emancipar o homem do pecado, o efeito imediato é o aumento de dificuldades. Assim os primeiros feitos de Moisés só pioraram a situação, pois Satanás não se dá por vencido sem lutar tenazmente.

Os hebreus culparam amargamente a Moisés e este, por sua vez, protestou perante o Senhor. Foi Faraó quem disse: “Quem é o Senhor?”. Contudo, Faraó e os egípcios não eram os únicos que necessitavam ver a natureza de Deus. Israel o necessitava, e Moisés também.

Deus respondeu a seu desanimado servo, reiterando-lhe as promessas feitas aos patriarcas e de novo prometeu livrar o seu povo.”

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sábado, 19 de outubro de 2013

ÊXODO CAPÍTULO 4 (5ª parte)

CAPITULO 4

V. 1- Eis que não crerão. A terceira dificuldade de Moisés, como as outras centralizava-se em si mesmo. Os sinais de Deus não só seriam um testemunho aos hebreus e ao Egito, da presença de Deus com o seu mensageiro, mas também tinha a finalidade de infundir confiança e fortalecer a fé de Moisés.

V.2-4- ...Que é isso que tens na mão? O primeiro sinal. A vara de pastor, entregue a Deus, tornou-se um sinal de poder e vitória sobre o inimigo.

V. 6,7- O segundo sinal. A mão de Moisés manchada de lepra simboliza o estado de aflição do próprio povo hebreu, sua necessidade do poder purificador de Deus.

V. 9- Rio. Literalmente, o Nilo. Como o Nilo a fonte de vida para o Egito, estava no poder dos mensageiros de Deus, bem como, o próprio Faraó e tudo o seu povo.

“Cada sinal era significativo:

A serpente fazia parte da coroa de Faraó e era símbolo de poder no Egito;

A lepra era considerada pelos hebreus como sinal do juízo divino, (Nm. 12: 10,11; 2Cr. 26: 19); e

A água representava o rio Nilo, deus do Egito, fonte de sua vida e poderio.”

V. 10- ... Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua. A ultima dificuldade de Moisés. Deus não comete erros. Ele formara Moisés sabia da sua capacidade.

V. 12- Eu serei com a tua boca. Deus fez Moisés entender que alegava impotência ante um Deus onipotente. O gaguejar de Moisés na qualidade de servo fiel de Deus seria o suficiente.

V. 13- Envia... menos a mim. Esta ultima declaração de Moisés mostra o que estava por trás de todas as outras objeções. Na fraqueza da carne Moisés não queria retornar ao Egito.

Deus condescendeu diante dessa fraqueza e enviou Arão como “profeta de Moisés”. Mas no desenrolar da história, Moisés com coragem crescente foi tomando o seu lugar de líder.

 

A volta de Moisés ao Egito

4: 18-31

V. 18- Moisés morando e trabalhando para o sogro tinha que lhe pedir permissão para partir. Guardou para si a revelação e a incumbência que Deus tinha lhe dado. (Muitas vezes passamos por dificuldades por não sabermos ficar de boca fechada).

V. 20- Na mão a vara de Deus. A sua aparência podia ser muito pobre, mas levava na mão algo muito valioso o símbolo da autoridade de Deus. Tudo o orgulho e poder de Faraó tiveram que se curvar.

Vs. 21-23- Mas eu lhe endurecerei o coração para que não deixe ir o povo. Esta é a essência e o ponto culminante das negociações de Deus com Faraó.

O endurecimento do coração de Faraó foi o juízo divino sobre alguém que já endurecera o seu próprio coração contra o Senhor.

Dez vezes Faraó endureceu o coração: 7: 13,14,22; 8: 15,19,32; 9: 7,34,35; 13: 15.

Outras dez vezes Deus endureceu o coração de Faraó: 4: 21; 7: 3; 9: 12; 10: 1,20,27; 11: 10; 14: 4,5,17.Depois de Faraó ter endurecido o coração sete vezes, Deus endureceu-lhe o coração pela primeira vez.

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(“Muitos tropeçam no fato de haver Deus endurecido o coração de Faraó, castigando-o em seguida. Deve notar-se que Faraó também endureceu o seu próprio coração (8: 15,32). Deus endureceu o coração de Faraó do mesmo modo em que o Evangelho, endurece o coração dos homens quando o rejeitam. Para alguns, o Evangelho resulta em salvação, para outros em morte (veja 2Coríntios 2: 15,16). Em Atos 19:9 lemos que “alguns deles se mostravam empedernidos” após a pregação de Paulo. Foi Paulo o responsável pelo endurecimento de seus corações? Não, a culpa estava com aqueles que repeliram a mensagem. O mesmo sucedeu no caso de Faraó. A mensagem de Deus foi simplesmente a ocasião do endurecimento do seu coração; sua recusa em obedecer à mensagem foi a causa.”).

 

Livre Arbítrio

Deus não implantou o mal no coração de Faraó, mas entregou-o à sua má inclinação, sem qualquer restrição. Rm. 1: 24,26,28; Dt. 2:30; 30: 15-20.

“Que, diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!

Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.

Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.

Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.

Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e, também endurece a quem lhe apraz.” Rm. 9: 14-18.

O julgamento de Deus contra Faraó resultava em misericórdia para com Israel; o Egito e as demais nações testemunharam o poder divino para salvar.

Testemunho das nações através dos tempos: Js. 2: 9-11; 1Sm. 4: 7,8; 6: 6.

 

V. 24-26- “Esta passagem, ignorada pelos comentaristas modernos como curiosa relíquia do folclore e da superstição, é na realidade uma ilustração da lei espiritual que flui através das Escrituras e da história: -Aquele que proclama a vontade de Deus para os outros, deve ele mesmo ser obediente à expressa vontade de Deus. O sinal da circuncisão decretado por Deus (Gn. 17: 9-14) fora negligenciado por Moisés até que Deus o lembrou da obrigação por meio deste golpe.”

Deus não faz acepção de pessoas e os grandes servos de Deus devem obedecer-lhe tanto como os demais.

A Palavra de Deus é uma espada de dois gumes, corta pra lá e pra cá; mas primeiro tem que cortar na vida do pregador.

O pregador tem que aplicar a Palavra de Deus na sua vida para ter autoridade, seu modo de viver tem que ser uma pregação constante. (Mt.6: 21-27).

A circuncisão era o sinal externo da aliança de Deus, quem não era circuncidado não fazia parte dessa aliança. E, se Moisés, se tivesse apresentado perante o povo israelita sem haver circuncidado o seu filho, sem haver cumprido o concerto de Deus, ter-se-ia anulado sua influencia junto deles.

V.25 - Tu és para mim esposo sanguinário. Este ato de Zípora, evidentemente repugnante para ela e adiado até que quase custou a vida do seu marido, pode ter feito Moisés tomar a decisão de deixa-la em Midiã com seus filhos. Nada devia impedir o serviço para o Senhor.

Faz-me lembrar, de, quando o crente contrai matrimónio com uma pessoa que não é do rebanho, só trás problemas por não entender as coisas espirituais. Na maioria das vezes é um atraso na vida do obreiro. Não é a toa que a Palavra condena esses casamentos.

V. 27- Vai ao deserto... encontrando-o no monte de Deus. Arão encontrou Moisés no monte Sinai, também chamado de monte Moriá.

V. 30,31- Arão falou todas as palavras que o SENHOR tinha dito a Moisés, e este fez os sinais à vista do povo. E o povo creu; e, tendo ouvido que o SENHOR havia visitado os filhos de Israel e lhes vira a aflição, inclinaram-se e o adoraram.

Com as palavras e os sinais de Moisés e Arão perante os anciãos, acendeu-se a fé e a esperança nos hebreus e muito em breve outras pessoas de Israel receberam as noticias (possivelmente em reuniões secretas) e se inclinaram perante Deus em louvor e adoração.

 

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Quero agradecer as vossas orações por mim e que continuem orando.

Muito Obrigado.

sábado, 12 de outubro de 2013

ÊXODO CAPÍTULO 3 (4ª parte)

 

 

A escravidão dos Hebreus.

Foi profetizada a escravidão do povo Hebreu? Gênesis 15: 7-16.

Qual foi o efeito dessa escravidão no povo? Êx. 2: 23.

Em que resultaria isso? Rm. 10: 13.

Moisés alguma vez se esqueceu do seu povo e do seu Deus enquanto recebia educação no Egito? Hb. 11: 24-26.

Por que não? Êx. 2: 7-9.

O que supôs ele ao matar o egípcio? At. 7: 25.

Foi essa a hora determinada por Deus? Que ensinaram a Moisés os 40 anos de peregrinação no deserto? At. 7: 25 e Êx. 3: 11.

 

 

Capitulo 3

3:1-12

V. 1- Horebe também chamado de Sinai, é impossível saber com certeza qual dos muitos picos, nesta cadeia de montanhas, onde o mais alto atinge 2.461 metros é o lugar que Moisés se encontrou com Deus.

A tradição, de cerca de 1800 anos pelo menos, que localiza o sítio em Jebel musa, (monte de Moisés) deve ter algum tipo de fundamento. O mosteiro de S. Catarina supõe-se esteja no exato lugar da sarça ardente.

V.2 – ...e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não consumia. O fogo na sarça simbolizava a presença e santidade purificadora de Deus (Gn. 15: 17; Dt. 4: 24), e a sarça talvez representa-se a Israel na sua baixa condição.

Assim como Israel não foi consumido, na fornalha da aflição, também a sarça ardia e não se consumia. Pois Deus estava com eles.

Anjo do Senhor – não era simplesmente um anjo, mas a manifestação do próprio Jeová. Gn. 16:7: 22: 11: 31: 11-13: 48: 15,16.

Estas aparições são chamadas de Teofanias.

 

V. 7,8 – Desci a fim de livrá-lo – não Moisés, mas Deus seria o redentor.

Leite e mel - uma expressão proverbial para grande abundância e fertilidade.

O lugar do Cananeu – Deus aguardou mais de quatrocentos anos por um sinal de arrependimento. Agora a iniquidade chegou ao ponto máximo Gn 15:16.

V. 9 – Porque Deus deixou o povo sofrer?

Para nascer neles a vontade de sair. É provável que os israelitas estivessem tão contentes em Gósen que tivessem esquecido o concerto abrâmico pelo qual Deus lhes havia prometido a terra de Canaã. Além disso, alguns dos israelitas, apesar de viverem em Gósen separados dos egípcios, começaram a praticar a idolatria (Josué 24: 14; Ezequiel 20: 7,8). Tão grande foi a sua decadência espiritual que o Egito se converteu em símbolo do mundo e os israelitas chegaram a representar o homem não regenerado. Era preciso algo drástico para sacudi-los a fim de que desejassem sair para a terra prometida.

V. 10 – Vem, pois, agora e eu te enviarei – Agora sim, Deus estava comissionando Moisés.

V. 11,12- Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?

Moisés conhecia muito bem o orgulho de Faraó e o poderio do Egito, lembrava-se também de sua primeira tentativa e fracasso. O Moisés confiante e impulsivo aprendera a humildade; agora tinha de aprender a ter fé (segunda lição “ter fé em Deus, confiar em Deus e não em si mesmo”).

Cada uma das objeções de Moisés foi resolvida com palavras de afirmação de Deus. Quem sou eu não era importante, mas, sim, Eu serei contigo.

Agora era diferente “Certamente eu serei contigo” disse o Senhor. Não seria uma luta de Moisés versus Faraó, mas de Moisés apoiado pelo Senhor versus Faraó.

Se antes Moisés teve de aprender a não confiar em si mesmo; agora tinha de aprender a confiar em Deus.

(É bom que o obreiro cristão compreenda suas limitações, para reconhecer ao mesmo tempo, o poder ilimitado de Deus que o sustenta. Porém, não deve ocultar-se atrás de sentimentos de indignidade, como escusa, para não fazer a obra para a qual o Senhor o tem chamado.)

 

V.13,14- Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? ... Eu sou o que sou.

Talvez Moisés sentisse que se não tivesse o apoio da autoridade do nome de Deus, não seria aceito pelos israelitas, ou talvez desejasse ter uma nova revelação do caráter divino. Deus revelou-se como “EU SOU O QUE SOU”. O nome indica que Deus tem existência em si mesmo e não depende de outros. Tem existência sem restrições. É como o fogo na sarça que ardia, mas a sarça não se consumia. Seus recursos são inesgotáveis e seu poder é incansável. Ele dá, mas não se empobrece, trabalha, mas não se cansa. Sustenta sempre o que faz com o que é, de maneira que seu povo pode depender dele e Ele é suficiente para suprir todas as necessidades deles.

 

“Outras traduções, desta difícil frase incluem: Eu sou quem sou; Eu serei o que serei (Moffat; Lutero); Eu Sou aquele que existe (catholic commentary); Eu faço acontecer aquilo que vai acontecer (Meek, op. Cit. Pag. 107). O nome expressa “não existência abstrata, mas manifestação ativa da existência... não o que Deus será em Si mesmo... mas o que Ele demonstrará de Si mesmo aos outros... Ele será para Moisés e Seu povo o que será – algo indefinido, mas completamente o todo de Sua natureza, pelas lições de história e ensinamentos dos profetas, provará ser mais do que as palavras podem expressar” (Cambridge Bible). Um pensamento semelhante está expresso por Keil e Delitzsch: á pergunta (v. 13)... pressupunha que o nome expressava a natureza e as operações de Deus e que Deus manifestaria em feitos a natureza expressa no nome... (Ele) designou-se por este nome como o Deus absoluto... agindo com capacidade desagrilhoada e com auto independência”. Comentando o nome de Jeová em Gn. 2: 4, os mesmos mestres dizem: “Ele é o Deus pessoal em Sua manifestação histórica na qual a plenitude do Ser Divino revela-se ao mundo... o Deus da história da salvação. Isto, não se mostra na etimologia do nome, mas na expansão histórica”. Deus, então, revelou-se a Moisés não como o Deus Criador de poder – Elohim mas como o Deus pessoal da Salvação, e tudo o que “Eu sou” contém, será manifesto através dos séculos vindouros, culminando naquele em cujo “Eu sou” ilumina as paginas do N.T..”

 

Expressões de Jesus o Cristo que o identificam com o grande Eu Sou:

Eu Sou o Messias, Jo. 4: 25,26.

Eu Sou o pão da vida, Jo. 6: 35,38.

Eu Sou a luz do mundo, Jo. 8: 12.

Eu Sou a porta, Jo. 10: 9.

Eu Sou o bom pastor, Jo. 10: 11.

Eu Sou a ressurreição, Jo. 11: 25.

Eu Sou a verdade, Jo. 14: 6.

Eu Sou o caminho, (para Deus), Jo. 14: 6.

Eu Sou a vida, Jo. 11: 25; 14: 6.

Antes que Abraão existisse Eu Sou, Jo. 8: 58. “É uma admirável declaração, além do alcance da concepção finita; elimina o passar do tempo e resolve o passado e o futuro num eterno agora”.

(A tradução destes versículos do grego para o português perde um pouco da ideia expressa no original grego.)

 

V. 15- E assim serei lembrado, v.16,17 Em verdade vos tenho visitado. O tempo do cumprimento da promessa feita a José chegara (Gn. 50: 25).

V.18- Nos encontrou. Literalmente, encontrou-nos por acaso, súbita e inesperadamente.

...Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao SENHOR, nosso Deus.

Caminho de três dias. Provavelmente uma expressão comum para uma considerável distancia. “Deus conhecia o duro coração de Faraó, e por isso orientou que não se pedisse mais do que o necessário, para Ele comprovar ou demonstrar a dureza do seu coração...Foi um ato de misericórdia para com Faraó, portanto, que não se exigisse a partida na primeira audiência de Moisés...pois, se isto fosse exigido, teria sido muito mais difícil para ele inclinar o coração em obediência à vontade divina, do que quando o pedido apresentado foi tão insignificante quanto razoável.”

...afim de que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus. O sacrifício de animais devia ser repulsivo para os Egípcios, visto certos animais serem seus deuses, os quais tinham seus próprios templos. Daí o pedido para ir a caminho de três dias sacrificar, era assim um pedido razoável para Faraó.

 

A religião do Egito.

“Sir Flinders Petrie, famoso arqueólogo egípcio, diz que a religião original do Egito foi monoteísta”. Contudo, antes do alvorecer do período histórico, a religião desenvolveu-se ao ponto de cada tribo ter seu próprio deus, representado por um animal.

Ptá (Apis), foi divindade de Mênfis, representada por um touro.

Amom, deus de Tebas, era representado por um carneiro.

Hator, deusa da alegria, era representada por uma vaca.

Mut, esposa de Amom, por um abutre.

Hórus, deus do céu, por um falcão.

Ra, deus sol, por um gavião.

Set, deus da fronteira oriental, por um crocodilo.

Osíris, deus dos mortos, por um bode.

Isis, esposa de Osíris, por uma vaca.

Tote, deus da inteligência, por um macaco.

A deusa Hequite, por uma rã.

Nechebt, deusa do Sul por uma serpente.

A deusa Bast por um gato.

Havia muitos outros deuses, os Faraós eram endeusados. O Rio Nilo era sagrado.”

“Estes deuses-animais, nos seus templos eram alimentados e tratados da maneira mais luxuosa possível, por grandes colégios de sacerdotes. De todos os animais, o touro era o mais sagrado. Incenso e sacrifícios se ofereciam perante o touro sagrado. Quando morria, era embalsamado e com pompa e cerimonial próprios dos reis era sepultado em magnifico sarcófago. O crocodilo também recebia muitas honras. Era assistido em seu templo, em Tebas, por 50 ou mais sacerdotes.”

 

V. 19- Se não for obrigado por mão forte. Ver comentário dos v. 18 (caminho de três dias). As 10 pragas foi a mão forte; foi o meio usado por Deus para obrigar o Faraó a deixar sair o povo.

V. 22- Pedirá. A ordem não foi para pedir emprestado, mas apenas pedir, um pedido que, sob as circunstancias era uma exigência. Assim os hebreus foram recompensados pelos anos de escravidão.

 

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sábado, 5 de outubro de 2013

ÊXODO FINAL DO CAPÍTULO 2 (3ª parte)

 

 

A seguir Deus fez mais do que os pais esperavam, pois lhes devolveu o filho para que o criassem e a mãe foi paga por seu trabalho.

Deus preparou a Moisés para ser líder e libertador de seu povo. A mão divina evidencia-se passo a passo:

a) Moisés foi criado em um lar piedoso, pelo menos durante os primeiros cinco ou sete anos de sua vida, e assim aprendeu a ter não somente fé em Deus mas também simpatia e amor por seu o povo oprimido.

b) Foi educado no palácio do Egito. Põe-se em relevo a providência divina em que por meio do decreto de matança Moisés foi conduzido ao palácio. Ali recebeu a melhor educação que o maior e mais culto império daquele tempo oferecia. A permanência no palácio não somente contribuiu para fazê-lo “poderoso em suas palavras e obras” At. 7:22, pois, foi educado em todas as ciências do seu tempo, tais como: matemática, geografia, astronomia e ciências ocultas, mas, também o livrou do espírito covarde e servil de um escravo.

c) Adquiriu experiência no deserto. Aos 40 anos de idade, Moisés identificou-se com o povo israelita e procurou libertá-lo por suas próprias forças. Mas, nem Moisés estava preparado para libertá-lo, nem o povo para ser libertado. Parece que Moisés dava mostras de arrogância, provocando a pergunta: “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?” Como, pastor, Moisés aprendeu muitas lições que o ajudariam a governar com paciência e humildade os hebreus, pois, como as ovelhas, eram embrutecidos, indefesos e não sabiam cuidar de si mesmos. Conheceu também o deserto através do qual guiaria a Israel em sua peregrinação de quarenta anos. Além disso, teve comunhão com Deus e chegou a conhecê-lo pessoalmente.

 

Ali aprendeu a confiar nEle e não em sua própria força.

 

1ª Lição da parte de Deus > Humildade

Moisés saiu da opulência, deixou de ser príncipe, para ser pastor. Saiu da faculdade do Egito para entrar na faculdade de Deus.

Como príncipe, ele se apoiava no braço da carne, 2:12

Como pastor, ele não se sentia mais capacitado para tão grande obra

O Que Nos Chama atenção da sua Humildade.

A- Não falou de seus familiares 2:1

B- Não falou de si mesmo, 3:1.

 

Moisés em Midiã.

A fuga de Moisés deve ser vista a luz do capítulo 11 de Hb. Pois só um homem de grande fé poderia renunciar às glórias do Egito. A sua permanência no deserto e sua real ocupação ainda são objeto de especulações, embora já se acredite que foi durante estes 40 anos que ele inventou o alfabeto.

A terra de Midiã deriva do nome de Midiã, o filho de Quetura, outra mulher de Abrão Gn. 25:1 O nome mais conhecido da região é Edom, que se origina do nome de Esaú e significa vermelho ao se separar de seu irmão, Jacó, procurou esta terra por ser também muito rico Gn. 36:6. Era também a terra de Ismael filho de Agar com Abraão.

Moisés era um homem altamente educado, era um sábio, segundo os conceitos de nossos dias. De acordo com esta idéia, devemos admitir que ele se ocupou não só em pastorear mas, também de outras atividades.

 

No Sinai

O Sinai era a terra dos mineiros egípcios, de onde o Egito se abastecia não só de pedras para as suas construções, mas também de pedras preciosas, que se encontravam na região.

Se, aparentou com Jetro que era sacerdote em Midiã com o nome de Reuel, um nome composto de “Reu” e “el” que quer dizer amigo de Deus. Havia no Sinai um templo chamado Sarabite. Onde foram encontrados vestígios de sacrifícios de animais, e até se encontraram calhas, por onde escorria o sangue das vítimas. Montes de cinzas ocorriam aqui e ali, como resultado dos sacrifícios de animais, um sistema bem parecido ao culto ensinado em Levitico.

Foram descobertos no templo, uns sinais, que, nada tinham em comum quer com a escrita cuneiforme, quer com a hieroglífica egípcia. Que seria? As pesquisas continuadas por Alen Gardner deixaram claro que uma escrita alfabética estava em uso no Sinai ao tempo de Moisés. Esta escrita foi datada ao redor de 1500. Esta escrita foi depois levada ao Seminário de Ras-Shamra, na Síria, e dali levada à Fenícia, de onde, foi levada a outros pontos do globo pelos marinheiros fenícios, dando-lhes a glória de haverem inventado o alfabeto. Esta escrita arcaica representa o hebraico antigo. Atualmente existe uma corrente bem forte atribuindo o invento do alfabeto a Moisés.

O livro de Jó, Atribuído a Moisés pode ter sido produzido nesta região, e há muitas passagens, no livro que bem demonstram a familiaridade mineira do autor, Jó 28: 1-12.

 

V. 11 – Viu. Contemplou com simpatia

V. 12- por este ato Moisés se posicionou ao lado de seus irmãos. Hb. 11:24-26

V. 14 – Moisés apresentou-se ao seu povo como o seu paladino, mas os israelitas ainda não estavam prontos para a redenção, nem ele mesmo. Seria por meio do cajado e não da espada – pela brandura e não pela ira de Moisés que Deus realizaria a Sua grande obra de libertação

At. 7: 25 Expressa este patético pensamento, Ele cuidava que seus irmãos entenderiam.

V. – 15 Desse caso. Não foi tanto o homicídio, mas a rebelião implícita nele que despertou a ira de Faraó.

Midiã. Os midianitas eram um grupo de tribos que descendiam de Quetura e Abraão Gn. 25: 1-4. Eram um povo nômade que peregrinavam pela Palestina, Neguebe e Península do Sinai.

V. 16 – O sacerdote de Midiã. Não é bem claro a que deus ele servia. Podia ser realmente a Jeová.

V. 17 – Compaixão pelos oprimidos fazia parte do caráter de Moisés (v 11,13)

V. 18 – Reuel o nome significa amigo de Deus, Nm. 10:29.

V. 22 Gerson significa um estrangeiro aqui

V. 23 – Decorridos muitos dias. De acordo com At. 7:30 foram quarenta anos, ou uma geração inteira

V. 24,25 - Deus estava demorando e estava calado, mas Ele nunca abandonou nem esqueceu o seu povo

Ouvido Deus o seu gemido lembrou-se de sua aliança, não foi pelos gemidos, mas a palavra de Deus estava empenhada.

Existe aqui uma grande verdade implícita. Deus não atende nossas orações por muito ou pouco sacrifício mas porque a sua Palavra está empenhada.

 

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sábado, 28 de setembro de 2013

ÊXODO CAPÍTULO 2 (INTRODUÇÃO 2ª parte)

 

 

HISTÓRIA

Período entre 1700 e 1406

Quando José governou o Egito e os seus familiares ali se estabeleceram, eram os Hicsos, ou reis pastores, que o governavam. Da linhagem semítica estes conquistadores vindos da Ásia, eram parentes próximos dos Judeus, assediaram o Egito pelo norte e uniram os governos do Egito e da Síria. Apepi II cerca de 1.700 a.C. da 16ª dinastia, segundo se pensa comumente, foi o Faraó que recebeu José. Enquanto os Hicsos governaram, os Israelitas foram favorecidos no País; Quando, porém, foram expulsos pela 18ª dinastia ( Amósis I) a atitude do governo Egípcio mudou, começando as medidas repressivas tendentes a reduzir Israel à condição de escravos.

 

A mãe egípcia de Moisés.

A filha de Faraó mãe de Moisés teria sido HATCHEPSUTE que veio a ser rainha do Egito e uma das mais notáveis. Nascida em 1.537 tinha 17 anos quando encontrou Moisés no rio Nilo, filha de Totmés I foi esposa de seus dois meio-irmãos Totmés II e Totmés III, governando no lugar deles. Não teve filhos naturais. A primeira grande rainha da História. Seu governo foi um dos maiores e mais enérgicos do Egito. Mandou fazer muitas de suas estátuas representando-a como homem. Estendeu o império. Construiu muitos monumentos: dois grandes obeliscos em Carnaque, o grande templo em Dei rel Bahri, provido de muitas estátuas suas Totmés III odiava-a e, quando ela morreu, um dos seus primeiros atos, foi apagar o nome dela em todos os monumentos, e destruir todas a suas estátuas. As que estavam am Bahri foram despedaçadas e arrojadas a uma pedreira perto onde ficaram cobertas de areia levada pelo vento.

 

Comentário

As diferenças entre Gênesis e Êxodo são flagrantes, tanto em conteúdo como em propósito. Gênesis descreve Deus como o Deus dos Patriarcas, da família eleita; Êxodo descreve-O como o Deus do concerto com a nação hebraica; e estas diferenças são bastantes fortes, para serem ignoradas, revelando grandes mudanças operadas entre a história da narração de Gênesis e a de Êxodo. Muitas mudanças ocorreram durante a viagem pelo deserto até o Sinai, assim como se tenham operado durante a permanência do povo no Egito. Podemos reunir estas últimas em uns poucos parágrafos:

1- Uma família converteu-se numa nação, com uma forte determinação de ela mesma fundar seu próprio país.

2- Os hebreus foram atingidos pela idolatria do Egito, e isto vemos através de todo o Êxodo. Os líderes tornaram-se impotentes para manterem o povo dentro dos limites de um programa espiritual. Os ídolos do Egito tenham criado raízes profundas na mente do povo.

3- Os hebreus entraram no Egito como nômades, mas saíram como povo agrícola e urbano.

4- Depois do Êxodo, eles tiveram sérias dificuldades para vencerem os tempos difíceis que a sua história lhes trouxe, e nisso gastaram séculos, mas depois nos apresentaram um resultado admirável de unidade e coesão.

 

NASCIMENTO DE MOISÉS

V.1 - foi-se um homem da casa de Levi... Moisés começa a sua história com tanta simplicidade e modéstia que nem mesmo menciona o nome de seus pais. Contudo, encontra-se entre os grandes heróis da fé Hb. 11.

De acordo com Ex. 6:29, o pai era Anrão, que se casou com a irmã de seu pai, Joquebede (não é um nome bonito, para figurar nos anais da história, mas foi uma mulher de muita fé. E que mãe! Gravou nele (Moisés) tão perfeitamente, em sua meninice, as tradições do seu povo, que todo o fascínio do palácio pagão nunca erradicou aquelas primeiras impressões. Recebeu a mais fina educação que o Egito podia proporcionar, mas que não ode virar-lhe a cabeça, nem fazê-lo perder a fé simples recebida na infância.

V.2 - Era formoso... Hb. 11:23, atribui este ato dos pais à fé deles, porque viram que era uma criança peculiar. Pela fé interpretaram a formosura do menino como sinal do favor divino e do seu destino extraordinário, eles viram na aparência robusta e agradável do menino, evidências de que Deus o dera para um grande propósito, e, assim arriscaram suas vidas para salvar o menino.

V.3- Largou-o no carriçal à beira do rio.. (ou no meio dos juncos). Não foi um ato de abandono. Mas foi colocado onde a mãe sabia que a filha do rei costumava tomar banho, e, preparou tudo para que nada de mal acontece-se à criança, (desde o cesto à guarda da irmã) e a irmã ficou vigiando v. 4. Certamente se o menino não fosse encontrado seria levado de volta.

V. 5 – A princesa costumava se banhar de manhã, o banho era um ato de adoração, pois o rio era sagrado para os Egípcios.

V. 7 – Queres que eu vá chamar... Notamos a esperteza de Miriam e também que deveria ter uma boa diferença de idade.

V. 9 – cria-mo; pagar-te-ei o teu salário.. Nota-se uma ironia divina, nesta situação, na qual o destinado libertador não foi apenas preservado, mas também sustentado por aqueles que um dia ele derrotaria. Sl 27:10. (ninguém frustra os planos de Deus).

V. 10 – O Hebraico significa – tirado ou arrancado.

 

Perguntas e respostas.

Foi profetizada a escravidão de Israel? Gn. 15: 7-16.

Qual foi o efeito dessa escravidão em Israel? Ex. 2:23.

Em que resultaria isso? Rm. 10:13.

Moisés esqueceu alguma vez do seu povo e do seu Deus enquanto recebia sua educação no Egito? HB. 11:24-26.

Por que não? Ex. 2:7-9.

O que supôs ele ao matar o egípcio? At. 7:25 Foi essa a hora determinada por Deus?

Que ensinaram a Moisés os 40 anos de peregrinação no deserto? At. 7:25 e Ex. 3:11

 

DEUS SUSCITA UM LIBERTADOR

A formação de Líder.

Moisés figura junto a Abrão e Davi como um dos três maiores personagens do Antigo Testamento. Libertador, dirigente, mediador, legislador, profeta, foi, sobretudo um grande homem de Deus.

                                   Quase se pode dizer que o livro é a história de um homem,

                                   Do homem Moisés que representa o ponto central em torno

                                   Do qual gira a crise do plano da redenção.No coração dele

                                  Verifica-se o conflito. Ele recebe a comunicação de Deus para o povo

                                   e sobre ele pesa toda a carga das peregrinações.

                                  É ele quem recebe o golpe da crítica do Povo,

                                  pois se acha como mediador entre  o  povo e Deus e intercede perante Deus

                                  a favor deles.

                                                                                             Carrol O. Gillis

                                                                                           História y literatura de la Bíblia

 

Apesar dos grandes riscos que os pais correram, para manter o menino com vida, nota-se os fatores que Deus empregou para livrar o futuro libertador mediante a pequena arca.

O amor perspicaz de Joquebede, o choro do nenê, a compaixão da princesa e a sagacidade de Míriã, irmãzinha de Moisés.

                                                                     Cont..