CAPITULO 4
V. 1- Eis que não crerão. A terceira dificuldade de Moisés, como as outras centralizava-se em si mesmo. Os sinais de Deus não só seriam um testemunho aos hebreus e ao Egito, da presença de Deus com o seu mensageiro, mas também tinha a finalidade de infundir confiança e fortalecer a fé de Moisés.
V.2-4- ...Que é isso que tens na mão? O primeiro sinal. A vara de pastor, entregue a Deus, tornou-se um sinal de poder e vitória sobre o inimigo.
V. 6,7- O segundo sinal. A mão de Moisés manchada de lepra simboliza o estado de aflição do próprio povo hebreu, sua necessidade do poder purificador de Deus.
V. 9- Rio. Literalmente, o Nilo. Como o Nilo a fonte de vida para o Egito, estava no poder dos mensageiros de Deus, bem como, o próprio Faraó e tudo o seu povo.
“Cada sinal era significativo:
A serpente fazia parte da coroa de Faraó e era símbolo de poder no Egito;
A lepra era considerada pelos hebreus como sinal do juízo divino, (Nm. 12: 10,11; 2Cr. 26: 19); e
A água representava o rio Nilo, deus do Egito, fonte de sua vida e poderio.”
V. 10- ... Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua. A ultima dificuldade de Moisés. Deus não comete erros. Ele formara Moisés sabia da sua capacidade.
V. 12- Eu serei com a tua boca. Deus fez Moisés entender que alegava impotência ante um Deus onipotente. O gaguejar de Moisés na qualidade de servo fiel de Deus seria o suficiente.
V. 13- Envia... menos a mim. Esta ultima declaração de Moisés mostra o que estava por trás de todas as outras objeções. Na fraqueza da carne Moisés não queria retornar ao Egito.
Deus condescendeu diante dessa fraqueza e enviou Arão como “profeta de Moisés”. Mas no desenrolar da história, Moisés com coragem crescente foi tomando o seu lugar de líder.
A volta de Moisés ao Egito
4: 18-31
V. 18- Moisés morando e trabalhando para o sogro tinha que lhe pedir permissão para partir. Guardou para si a revelação e a incumbência que Deus tinha lhe dado. (Muitas vezes passamos por dificuldades por não sabermos ficar de boca fechada).
V. 20- Na mão a vara de Deus. A sua aparência podia ser muito pobre, mas levava na mão algo muito valioso o símbolo da autoridade de Deus. Tudo o orgulho e poder de Faraó tiveram que se curvar.
Vs. 21-23- Mas eu lhe endurecerei o coração para que não deixe ir o povo. Esta é a essência e o ponto culminante das negociações de Deus com Faraó.
O endurecimento do coração de Faraó foi o juízo divino sobre alguém que já endurecera o seu próprio coração contra o Senhor.
Dez vezes Faraó endureceu o coração: 7: 13,14,22; 8: 15,19,32; 9: 7,34,35; 13: 15.
Outras dez vezes Deus endureceu o coração de Faraó: 4: 21; 7: 3; 9: 12; 10: 1,20,27; 11: 10; 14: 4,5,17.Depois de Faraó ter endurecido o coração sete vezes, Deus endureceu-lhe o coração pela primeira vez.
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(“Muitos tropeçam no fato de haver Deus endurecido o coração de Faraó, castigando-o em seguida. Deve notar-se que Faraó também endureceu o seu próprio coração (8: 15,32). Deus endureceu o coração de Faraó do mesmo modo em que o Evangelho, endurece o coração dos homens quando o rejeitam. Para alguns, o Evangelho resulta em salvação, para outros em morte (veja 2Coríntios 2: 15,16). Em Atos 19:9 lemos que “alguns deles se mostravam empedernidos” após a pregação de Paulo. Foi Paulo o responsável pelo endurecimento de seus corações? Não, a culpa estava com aqueles que repeliram a mensagem. O mesmo sucedeu no caso de Faraó. A mensagem de Deus foi simplesmente a ocasião do endurecimento do seu coração; sua recusa em obedecer à mensagem foi a causa.”).
Livre Arbítrio
Deus não implantou o mal no coração de Faraó, mas entregou-o à sua má inclinação, sem qualquer restrição. Rm. 1: 24,26,28; Dt. 2:30; 30: 15-20.
“Que, diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!
Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.
Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.
Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.
Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e, também endurece a quem lhe apraz.” Rm. 9: 14-18.
O julgamento de Deus contra Faraó resultava em misericórdia para com Israel; o Egito e as demais nações testemunharam o poder divino para salvar.
Testemunho das nações através dos tempos: Js. 2: 9-11; 1Sm. 4: 7,8; 6: 6.
V. 24-26- “Esta passagem, ignorada pelos comentaristas modernos como curiosa relíquia do folclore e da superstição, é na realidade uma ilustração da lei espiritual que flui através das Escrituras e da história: -Aquele que proclama a vontade de Deus para os outros, deve ele mesmo ser obediente à expressa vontade de Deus. O sinal da circuncisão decretado por Deus (Gn. 17: 9-14) fora negligenciado por Moisés até que Deus o lembrou da obrigação por meio deste golpe.”
Deus não faz acepção de pessoas e os grandes servos de Deus devem obedecer-lhe tanto como os demais.
A Palavra de Deus é uma espada de dois gumes, corta pra lá e pra cá; mas primeiro tem que cortar na vida do pregador.
O pregador tem que aplicar a Palavra de Deus na sua vida para ter autoridade, seu modo de viver tem que ser uma pregação constante. (Mt.6: 21-27).
A circuncisão era o sinal externo da aliança de Deus, quem não era circuncidado não fazia parte dessa aliança. E, se Moisés, se tivesse apresentado perante o povo israelita sem haver circuncidado o seu filho, sem haver cumprido o concerto de Deus, ter-se-ia anulado sua influencia junto deles.
V.25 - Tu és para mim esposo sanguinário. Este ato de Zípora, evidentemente repugnante para ela e adiado até que quase custou a vida do seu marido, pode ter feito Moisés tomar a decisão de deixa-la em Midiã com seus filhos. Nada devia impedir o serviço para o Senhor.
Faz-me lembrar, de, quando o crente contrai matrimónio com uma pessoa que não é do rebanho, só trás problemas por não entender as coisas espirituais. Na maioria das vezes é um atraso na vida do obreiro. Não é a toa que a Palavra condena esses casamentos.
V. 27- Vai ao deserto... encontrando-o no monte de Deus. Arão encontrou Moisés no monte Sinai, também chamado de monte Moriá.
V. 30,31- Arão falou todas as palavras que o SENHOR tinha dito a Moisés, e este fez os sinais à vista do povo. E o povo creu; e, tendo ouvido que o SENHOR havia visitado os filhos de Israel e lhes vira a aflição, inclinaram-se e o adoraram.
Com as palavras e os sinais de Moisés e Arão perante os anciãos, acendeu-se a fé e a esperança nos hebreus e muito em breve outras pessoas de Israel receberam as noticias (possivelmente em reuniões secretas) e se inclinaram perante Deus em louvor e adoração.
Cont..
Quero agradecer as vossas orações por mim e que continuem orando.
Muito Obrigado.
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