SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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domingo, 30 de dezembro de 2012

A- Frouxidão Moral na Igreja, 6:12-20

 

A Santidade do corpo.

O corpo é santo: (Separado)

1- Ele é lavado e justificado vs. 9-12. Havia em Corinto uma grande imoralidade. Vênus era a principal divindade da cidade. Seu templo era um dos mais magníficos. Nele havia mil sacerdotisas, prostitutas públicas, mantidas às expensas do povo, onde sempre e sempre estavam prontas para se entregar a prazeres imorais, como culto à deusa. Alguns dos cristãos coríntios, que antes se davam a essa religião fomentadora de vida imoral, achavam um tanto difícil acostumar-se com a sua nova religião , que proibia uma vida assim. Então para justificar a frouxidão moral que poluía a igreja em Corinto ao que parece eles aplicavam o princípio da liberdade cristã, todas as coisas me são licitas, mas nem todas me convém.. ao reino sexual. A pergunta é: Se não há restrições quanto à alimentação, um dos apetites do corpo, por que deveria haver nas questões sexuais, outro desejo físico? A resposta de Paulo, a qual ele começa com o princípio da liberdade e o aplica especialmente à fornicação, novamente apresenta a tripla ocorrência do não sabeis quê? (15,16,19).

 

2- Porque é do Senhor, Vs.13-18.

V.13- Enquanto os alimentos são para o estômago, e o estômago para os alimentos (um é necessário ao outro), este relacionamento não é verdadeiro quanto ao corpo e à fornicação. O corpo foi criado com a intenção de glorificar o Senhor, e o Senhor é necessário ao corpo para que isto aconteça. Paulo usa a palavra corpo aqui num sentido mais amplo do que simplesmente o tabernáculo físico. È quase equivalente à personalidade do homem, quase como a expressão, alguém, ou todos.

V.14- Mais outra diferença entre o corpo e o ventre, e o corpo e a fornicação, está no fato de que o corpo se destina à ressurreição, enquanto o ventre para ser reduzido a nada (v.13). A permanência do corpo tem mais do que significado teórico.

 

V.15- Primeira Razão.

Devido à união do crente com Cristo (12:12-27), a fornicação rouba do Senhor aquilo que é dEle. Tomaria. Seria melhor, levaria.

 

V.16- Segunda razão.

Ou não sabeis é a melhor tradução. Além do Senhor ser roubado, uma nova se faz (v.15, Gn.2:24). A prova prática disso é que uma nova personalidade pode resultar da união.

 

V.17- Terceira razão.

Um espírito com ele. Uma das expressões mais fortes sobre a união e segurança da Palavra de Deus. Como um autor já expôs, "As ovelhas, podem se afastar do pastor, o ramo, pode ser cortado da videira; o membro pode ser separado do corpo...mas quando dois espíritos se unem em um só quem os separará?

 

A- Solução.

V.18- Fugi (tempo presente para uma ação habitual). Ordem positiva. "Habitue-se a fugir". Alguém já disse: "Ainda que muitas vezes se declare que a segurança está em Números, às vezes há mais segurança no Êxodo!".

Ex.: de José Gn.39:12.

As frases finais, fora do corpo e contra o próprio corpo, são difíceis de serem interpretadas. Talvez o significado seja que os outros pecados, tais como o vício de beber, têm seus efeitos sobre o corpo, mas a fornicação é um pecado que se realiza dentro do corpo e envolve uma negação da união com Cristo através da união com uma prostituta.

 

3- Porque é o Templo de Deus. Vs. 19,20.

Eis as Razões Finais. Porque os crentes têm que fugir.

V.19- Primeira Razão: Pelo fato de que o corpo é o santuário do Espírito Santo. Vosso corpo. uma expressão "distributiva", isto é, o corpo de cada um de vocês. O corpo do crente individualmente, é o templo do Espírito (3:16).

V.20- Segunda razão: Porque os crentes não pertencem a si mesmos fostes comprados por preço. O Espírito ocupa aquilo que Deus obteve através da compra. Demonstrando o direito de posse, comprando e ocupando. Deus fez as duas coisas: por isso os cristãos já não são de si mesmos, mas pertencem a Deus (Jo.13:1).

Comprados (tempo aoristo gr.) refere-se ao Golgota, onde o preço foi pago. A figura representa a sagrada manumissão, pela qual um escravo, pagando o preço de sua liberdade no tesouro do templo, passava a ser considerado, daquele momento em diante, como escravo do deus e não mais escravo do senhor terreno. Glorificai a Deus, a conclusão lógica, é tanto negativa quanto positiva. Negativamente, um crente deveria eliminar as coisas que corrompem, tais como a fornicação e positivamente ele deveria exibir Aquele que veio habitar nele. O preço terrível do sangue sem preço (1Pd. 1:18,19) exige nada menos do que isso.

 

 

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

I Coríntios – Continuação

OS PROCESSOS DIANTE DOS TRIBUNAIS PAGÃOS.

Os cristãos ficam proibidos de procurar os tribunais para julgar uns aos outros, diante dos incrédulos. 1Co. 6:1-11.

A discussão das desordens continua. Embora não haja partícula conectiva em 6:1, a idéia do juízo liga claramente os dois capítulos. A competência judicial da igreja para resolver caos entre os seus membros está visível em ambos. Godet o expôs muito bem : "Além de vocês não julgarem aqueles que vocês tem obrigação de julgar (os que estão dentro); mas, pior ainda, vocês procuram ser julgados por aqueles que estão em situação inferior ( os que estão de fora)!" A questão dos processos foi introduzida (1) e então solucionada (vs. 2-11). A solução apresenta a tripla ocorrência do não sabeis? (Gr. ouk oidate, vs. 2,3.9).

V. 1- Aventura-se algum de vós (muito enfático no texto grego). Que audácia dos santos (justificados; embora os gregos fossem dados aos litígios) comparecerem diante dos injustos para buscar justiça! (v.11).

V.2- O primeiro ponto da refutação é o fato conhecido que os santos hão de julgar o mundo, por causa de sua união com o Messias, a quem todo o julgamento está entregue (Jo.5:22; Mt. 19:4,9).

V.3- O segundo ponto é fato conhecido que havemos de julgar os próprios anjos. Quanto mais as cousa desta vida. (Jo. 5:22; Jd.6: 2Pd. 2:4,9).

V.4- Entretanto introduz uma inferência, um tanto anuviada por um problema de tradução. Constituís um tribunal, (estabeleceis por juizes) daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja! Uma sugestão muito irônica de que não havia nenhum homem sábio entre os "sábios" coríntios!

Vs. 7,8- Sugere-se uma atitude melhor. Derrota, indica que recorrer à lei contra um irmão, já constitui uma perda da causa em si mesma.

V.9- O terceiro ponto defendido por Paulo é um apelo aos "princípios mas amplos". Os não justificados, ou injustos, não estão qualificados para julgar; só os crentes, os justos, podem julgar. A negativa foi apresentada primeiro (vs,9,10), seguida pela afirmação positiva (v.11). A ênfase colocada sobre reino de Deus repousa sobre a palavra Deus; os injustos não têm lugar no seu reino.

A lista de pecados que se segue prova que Paulo e Tiago concordam basicamente. Ambos afirmam que a fé genuína produz boas obras (Ef.2:8-10), e que a ausência das boas obras indica falta de fé (Tg.2:14-26). A prevalecente frouxidão moral dos gregos e romanos pode ter incentivado o apóstolo a enfatizar aqui o vício contra a natureza. Por exemplo. Sócrates, além de quatorze dos quinze primeiros imperadores romanos, era homossexual.

V.11- O apelo positivo está aqui. Tais fostes alguns de vós aponta para as profundezas das quais a graça de Deus em Cristo os regatou. Mas vós vos lavastes Literalmente, vocês se deixaram lavar(uma vos media permissiva), ou vocês se lavaram (vós média direta, acentuando o lado ativo da fé; cons. At.22:16; Gl.5:24). Os termos lavastes, santificados e justificados refletem a nova posição dos coríntios.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

I CORINTIOS – Continuação

 

III. AS DESORDENS NA IGREJA. 5:1-6:20.

 

A). A Ausência de Disciplina. 5:1-13.

Diz-se frequentemente que a única Bíblia que o mundo lerá é a vida diária do cristão, e o mundo está precisanndo de uma versão revisada. Os próximos dois capítulos foram escritos por Paulo com a intenção de produzir uma versão revista coríntia. O capitulo 5 trata de um conhecido caso de incesto na igreja. Os crentes, em vez de lamentar o fato, estavam complacentemente permitindo que o caso permanecesse sem julgamento, talvez até mesmo se orgulhando de sua liberdade (vs. 1,2; cons. 6:12). Paulo expressa sua posição no assunto (5:3-5), insiste com a igreja a exercer disciplina (vs.6,8), e conclui com um esclarecimento das instruções da carta anterior (vs.9-13).

V.1- Geralmente. Seria melhor, na verdade. A fornicação era incesto, proibido pela Lei (Lv.18:8; Dt.22:22). sugere algum tipo de união permanente (Mt. 14:4). O destaque dado ao homem pode indicar que a mulher, a madrasta, não era cristã. O pai talvez estivesse morto ou fosse divorciado. O pecado era proibido pala lei romana.

V.2- Ensoberbecidos pela falsa liberdade, os crentes estavam "inchados". Uma igreja não pode prevenir o mal de modo absoluto., mas deve sempre praticar a disciplina. Não chegastes a lamentar, para que fosse tirado refere-se à censura eclesiástica ou à exclusão.

V.3,4- Paulo já julgou o assunto em espírito. Suas palavras davam a orientação quanto a atitude própria a ser tomada.

V.5- A substancia do seu julgamento está aqui. Entregue a satanás é de difícil interpretação (cons. 1Tm.1:20). Provavelmente se refere ao entregar o homem ao mundo como se pertencesse a satanás (cons. 1Jo.5:19). Para destruição da carne tem sido aceito no sentido moral da anulação dos apetites carnais. Destruição é forte demais para este ponto de vista, embora, é claro, a disciplina tem de ser curativa. Provavelmente é melhor ver aqui a ideia de um castigo corporal, ao qual o pecado persistente conduz, de acordo com ensinamentos do N.T., não apenas nesta carta (1Co.1130), mas também em outros lugares (1Jo,. 5:16,17).

V.6- O princípio que apoia a necessidade de disciplina é este. "Nunca diga, desculpando-se, que afinal de contas este caso é único. Um só mas poderá contaminar a massa toda". O pecado sempre se alastra e contamina se não abandonado, exatamente como o veneno, as ervas daninhas e o câncer.

V.7- Pois. Uma atitude decisiva torna-se necessária. Como sois de fato sem fermento expressa a posição dos crentes, à qual a condição deles deve corresponder. Sua purificação deve se manifestar na vida limpa.

Os antecedentes das observações do apóstolo são as Festas da Páscoa e dos Pães Asmos. A Páscoa (Êx.. 12:1-28) prefigura o Cristo na qualidade do Cordeiro de Deus, que tiraria o pecado do mundo através do seu sacrifício no Gólgota (Jo. 1:29).

A Festa dos Pães Asmos (Êx. 12:15-20; 13:1-10), durante a qual os israelitas não deviam ter fermento em suas casas (o fermento referindo-se tipicamente ao pecado, é claro), prosseguia durante a semana que se seguia à morte do cordeiro. Esta festa prefigura a vida de santidade que devia seguir-se à morte do cordeiro e consequentemente alimentação dos que participavam, sendo os sete dias um círculo de tempo completo.

A Páscoa, então, é típica e ilustrativa da obra de Cristo que morreu pelos seus. Isto aconteceu, escreveu Paulo, foi imolado por nós (tempo aoristo, encarando o acontecimento como uma coisa feita de uma vês por todas).

A Festa dos Pães Asmos é uma ilustração da vida de santidade co crente, uma coisa continua, e assim Paulo escreve, por isso celebremos a festa (v.8; tempo presente, ação duradoura). E exatamente com uma migalha de fermento na casa do israelita significa julgamento (Êx. 12:15), assim o pecado na vida do crente significa julgamento. Eis aí a necessidade da disciplina.

V.8- A conclusão (por isso) da exortação de Paulo encontra-se aqui. A pureza e a retidão devem caracterizar o crente, não a perversidade do homem e da igreja nesta questão do incesto. Essas virtudes (pureza e retidão) divinas deviam ser o alimento da festa cristã.

V.9- Instruções dadas numa carta perdida esclarecimentos do apóstolo.

Vs.10,11.Um cristão deve ter um certo contato com o mundo; caso contrário teria de sair do mundo, uma impossibilidade manifesta. A chave para compreensão da ordem do versículo 9 é o verbo associar-se (vs. 9,11), que significa literalmente misturar-se com. A idéia é da comunhão em família. O apóstolo sabia que uma certa comunhão com o mundo devia existir nas atividades diárias da vida. Entretanto, ao irmão sob disciplina era preciso negar comunhão, e particularmente os crentes não deviam com esse tal nem ainda comer, a mais evidente demonstração de comunhão.

V.12- Pois; explica que Paulo, na carta perdida, não se referia ao mundo, mas aos irmãos, quando falava da negação de verdade. Ele não se preocupava com aqueles que estão de fora; Os coríntios, entretanto, tinham obrigação de julgar os que estão dentro.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

I CORINTIOS -  Continuação

O EXEMPLO DO BOM MINISTRO, 4:9-13.

Na humildade e paciência.

V.9- Os apóstolos, em agudo contraste, estavam longe de entrarem no Reino. Na verdade, estavam destinados a morrer, como criminosos condenados ou prisioneiros, que lutavam com feras e raramente sobreviviam até o fim nos festivais e exibições pagãos. Ou, talvez Paulo tivesse em mente a entrada triunfal de um general romano, ao final da qual vinham os soldados capturados, que eram levados à arena para lutarem com feras (cons. 15:32; 2Co.2:14_17). Na arena do mundo dos homens e anjos, os apóstolos condenados eram um espetáculo.

Vs.10-13. Uma série de contrastes cáusticos entre os apóstolos e os coríntios, destinados a admoestar os crentes. A nova dispensação ainda não chegar para os apóstolos!

V.14- Filhos meus amados introduz a terna solicitude de um pai pelos filhos espirituais.

V.15- Porque Paulo explica por que ele pode exortá-los como um pai. Preceptores (instrutores) eram os escravos guardiões dos romanos, responsáveis pela supervisão geral das crianças, até que atingissem a maioridade e pudessem vestir a toga virilis (Gl.3:24). Era como se o apóstolo dissesse que os coríntios tinham muitos supervisores em sua vida espiritual, mas só um que lhes dera a vida. Gerei introduz uma terceira figura em seu relacionamento com eles (1Co.3:6, plantei, e 3:10, pus o fundamento). Ele não lhes transmitira a vida com bons conselhos, mas por meio das boas novas, pelo evangelho

V.16- Paulo era o raro pregador que podia dizer, sejais meus imitadores (lit.) A maioria dos homens deveria dizer: "Façam o que eu digo, não o que eu faço".

V.17-20. Timóteo devia lembrá-los. Há uma grande carência do ministério da lembrança. O reino de Deus (cons.v.8). O reino dos coríntios era um reino em palavra, não em poder.

V.21- Um desafio conclui. Eles escolherão a vara da disciplina, ou o amor e espírito de mansidão, produzidos pela restauração da comunhão? A resposta depende deles. A vara introduz a nota da disciplina, predominante na próxima seção da carta.

 

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

I CORINTIOS  -  Continuação

 

 

 

 

OS MINISTROS TEM QUE SER FIÉIS 4:1-5

Vs.1-5- A análise das causa da divisão chega a um final aqui. Os ministros de Deus são servos, cuja única responsabilidade é serem fiéis (vs.1,2). Seu julgamento pertence somente ao Senhor (vs.3,4). Portanto, todo julgamento deve aguardar a Sua vinda (v.5). Não haverá nenhum tribunal preliminar.

V.1- Ministros (em grego, diferente da palavra em 3:5) dá a idéia de subordinação, a palavra originalmente se referindo a alguém que rema na fileira inferior de um trireme (cons. Lc.1:2). Despenseiros são administradores responsáveis por grandes propriedades; o pensamento é de privilégio orientado;

V.2- Fidelidade é a virtude necessária a todos os servos e despenseiros, especialmente nas coisa de Deus.

V.3- Paulo repudia o julgamento dos outros, como também o próprio. Tribunal humano pode estar retrocedendo a 3:13. Não significando nada a Paulo que o homem(lit. dia do homem) tenha o seu dia de julgamento hoje.

V.4- Porque explica suas razões. De nada me argüi a consciência (lit.contra mim não há nada) é uma declaração notável. Paulo experimentou comunhão ininterrupta (1:9); sua prática harmonizava-se com a sua posição. Ele não falhara no cargo de despenseiro.

V.5- Portanto (a conclusão), já que só o Senhor pode julgar, é preciso esperar que Ele venha. No tempo apropriado

Ele o fará cabal e completamente, desmascarando as cousas ocultas das trevas. Esse tempo é a sua vinda (1:7). E – maravilha das maravilhas! – cada um (cada crente) receberá o seu louvor da parte de Deus.

A Aplicação e Conclusão. 4:6-21.

Agora Paulo apresenta um grupo de perguntas iradas para demonstrar o orgulho dos crentes coríntios (6-13, e depois conclui com uma nota de delicadeza, fazendo-os lembrar o relacionamento que há entre eles) (vs. 14-21). Ele era o pai, deles, e por isso, eles, os filhos, deviam segui-lo. Caso contrário, teria de usar a vara, quando os visitasse (v.2:31).

V.6- Apliquei-as figuradamente é a tradição de um verbo que significa mudar a aparência externa, a coisa permanecendo a mesma. Eu adaptei seria boa tradução. As (estas coisas) refere-se a 3:5 – 4:5, não a 1:10 – 4:5. Paulo e Apolo foram simples ilustrações da situação dos coríntios. O escritor omite os nomes dos verdadeiros acusados para evitar ressentimentos. Não ultrapasseis o que está escrito é uma boa tradução; ou, viver de acordo com as Escrituras. O apóstolo desejava que andassem pela Palavra.

V.7- Pois explica a inutilidade do orgulho. Os pronomes estão no singular; Paulo dirige-se ao indivíduo. Agostinho viu a verdade da graça de Deus através da segunda pergunta deste versículo.

V.8- volta-se para o antes do tempo (v.5). A era messiânica, que começará depois do tribunal de Cristo, já começara para os coríntios, escreveu Paulo, reprovando-os. "Alcançaram um milênio particular só deles.".

 

 

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

 

I CORINTIOS  -  Continuação

 

 

2) Causa segunda: Má interpretação do Ministério, 3:5- 4:5.

 

O segundo motivo para as divisões, a má interpretação do ministério de Cristo, passa agora a ser discutido.

Ministros são simples servos: na verdade, é Deus que opera (3:5-9). Eles são responsáveis pelo material adequado na construção do templo de Deus, a Igreja (3:9-17). Ninguém deve se gloriar em algum desses homens, pois todos eles pertencem a cada crente (3:18-23) e só serão julgados por Deus.

V.5- Quem. Literalmente, o que. Isto chama a atenção para a função, desviando-a dos homens Paulo e Apolo nada mais eram que Servos, ministros de Deus.

V.6- Paulo plantou e Apolo regou, mas só Deus pode fazer a semente crescer.

Vs.8,9- No trabalho Paulo e Apolo, isto é, estavam em harmonia. Entretanto na questão do galardão, serão feitas distinções. De Deus cooperadores pode significar que eles eram companheiros de trabalho que pertenciam a Deus, ou companheiros de trabalho com Deus.

 

O serviço e a recompensa.

V. 10- Edifício de Deus, (v.9) leva a uma discussão de sua construção. Deve-se enfatizar que Paulo tinha em mente construtores e obras.

A graça de Deus é a capacitação divina concedida a Paulo, para o estabelecimento de Igrejas. Pus eu aponta para a pregação inicial, enquanto outro edifica inclui a obra de Apolo (1Co.3:6).

 

Jesus Cristo é o único Fundamento.

V.11- É preciso ter cuidado, pois Jesus Cristo é o único fundamento (Jo.8:12; 10:9: 14:6; At.4:12).

 

V.12- Há três tipos de construtores.

- o homem sábio (vs. 12,14),

- o que não é sábio (v.15),

- e o tolo, que prejudica o edifício(v.17).

Três diferentes resultados se seguem.

Mesmo entre os trabalhadores de Deus, dois tipos de trabalhos podem ser feitos, um sólido e duradouro, e outro perecível e passageiro ( o trabalhador tolo não pertence a Deus: v.17).

 

Todos os crentes comparecerão ante o tribunal de Cristo.

V.13- A frase, a obra de cada um, aponta para a responsabilidade individual. O dia é o dia do tribunal de Cristo (cons. 4:5; 2Co.5:10), diante do qual só os crentes comparecerão.

 

A qualidade do trabalho é que será julgada

Qual seja indica que a base do julgamento é a qualidade do trabalho, não a quantidade (1Co.4:2)

V.14- Paulo não explica a natureza da recompensa, (2Jo.8). Deus, nas Escrituras do NT., oferece a salvação aos perdidos; e ao serviço fiel dos salvos, Ele oferece recompensa. As passagens são facilmente distinguíveis pela lembrança de que a salvação é invariavelmente mencionada como um dom de graça (por exemplo, Jo. 4:10; Rm. 6:23; Ef.2:8,9), enquanto que as recompensas são ganhas pelas obras (Mt. 10:42; Lc. 19:17; 1;Co.9:24,25; 1Tm.4:7,8 Ap. 2:10; 22:12).

Uma diferença ainda é que a salvação é uma possessão presente (Lc.7:50; Jo.3:36; 5:24; 6:47), enquanto que as recompensa são consecução ( aquisição, obtenção) futura, a serem recebidas no arrebatamento (2Tm.4:8; Ap.22:12).

 

V.15- Sofrerá prejuízo. Prejuízo na recompensa, não perda de salvação. Não existe diferença entre as ovelhas do Senhor; podem haver diferenças entre seus servos (Lc.19:17). Mas eu mesmo (enfático) contrasta a pessoa com sua obra e claramente sustenta a segurança do crente. Pelo fogo. Melhor, através do fogo. O pensamento é de alguém correndo através de um incêndio, enquanto o edifício se desmorona.

Vs.16,17. O terceiro tipo de construtor, que prejudica o edifício, é o professo que não é cristão, que não é o proprietário (Gl.2:4; 2Pd.2:1-22). Corromper ou destruir são as traduções da mesma palavra grega, que é muito mais forte do que sofrer dano !Co.3:15). O Santuário é a igreja local, mas certamente a igreja local sendo a manifestação local de um único e verdadeiro templo de Deus, a Igreja Invisível, composta de todos os crentes verdadeiros em Cristo.

 

Exortação, Paulo é o mestre por excelência.

Vs.18-23- Segue-se uma advertência àqueles que pensam que são sábios (Vs.18-20), e uma exortação a se gloriarem na posse de todas as coisas, incluindo Paulo, Apolo e Cefas (vs.21-23).

Se tem por. Ou pensa. Todo crente pertence a Cristo, não a algum servo humano (repreensão aos seguidores de Paulo, Apolo e Cefas) e todos os crentes Lhe pertencem (repreensão ao partido de Cristo; cons.1:12).

 

 

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

I CORINTIOS – Continuação

 

 

V.14- A percepção subjetiva desta verdade torna-se agora o tópico.

Ora introduz o contraste com o homem natural, o que não é cristão (Jd.19; Rm.8:9). A palavra grega traduzida para natural, significa dominado pela alma, o princípio da vida física. Este homem dominado pela alma não aceita (lit. aceitar bem; cons. At.17:11; 1Ts.1:6) as verdades divinas, nem pode entendê-las, pois se discernem espiritualmente, (pelo Espírito) (1Co.2:10,11). Ouvidos humanos não percebem a alta freqüência das ondas do rádio; homens surdos não são capazes de serem juizes em concurso de música; homens cegos não podem desfrutar da beleza dos cenários , e os que não são salvos são incompetentes para julgarem as coisas espirituais, as verdades práticas mais importantes.

 

Vs.15,16- O homem espiritual tem a potencialidade de entender tudo.

Ele mesmo não é julgado por ninguém. Por ninguém (que não seja espiritual), pois o que não é espiritual não tem o relacionamento necessário com o Espírito para julgar o espiritual. Isto explica porque tão freqüentemente os cristãos constituem verdadeiros enigmas para os que são do mundo, e às vezes enigmas para os cristãos carnais. Muita controvérsia entre os cristãos pode remontar à origem deste princípio.

 

Cp.3:1-4 Paulo passa a falar da condição dos coríntios.

Eu, porém irmãos, não vos pude falar, dá para entender bem a aplicação a situação reinante.

V.1- Por causa da imaturidade deles, Paulo não pode alimentá-los com carne. A palavra grega usada para carnal (sarkinos) significa literalmente, feito de carne, sendo equivalente à expressão, na carne. Por trás de sarkinos está o pensamento de fraqueza (Mt.26:41), conforme a palavra crianças confirma. Mas o apóstolo não os está acusando por causa dessa condição, pois eles eram recém-convertidos.

Vs.2,3- Uma séria acusação de incapacidade espiritual se encontra em nem agora podeis (uma expressão muito forte em grego). O motivo disso é que ainda eram carnais. Uma importante troca de palavras deve ser observada. Carnais, aqui não é sarkinos, mas sarkikos que significa, literalmente, caracterizado pela carne, sendo equivalente a segundo a carne (Rm.8:4). Por trás dela está a idéia de teimosia, e Paulo culpa, os que se encontram nessa condição. Fraqueza prolongada se transforma em obstinação. A recusa em se aceitar o leite da Palavra, não dá lugar à recepção da carne da Palavra.

 

Paulo descreveu quatro tipos de homens.

O primeiro, o homem natural, é o homem sem o Espírito, que precisa do novo nascimento (Jo.3:1-8).

O segundo, é o homem carnal e fraco (1Co.3:1), o menino em Cristo, que precisa crescer através da recepção do leite da Palavra.

O terceiro, tipo é o homem carnal e obstinado, mais velho , mas ainda imaturo, um cristão que precisa da restauração da comunhão, ou de uma condição sadia de recepção de alimento, pela confissão de sua teimosia, ou pecado (1Jo.1:9).

O quarto, é o homem espiritual ou amadurecido, que aceitou o leite e cresceu até chegar à maturidade espiritual, de modo que é forte e capaz de aceitar a carne da Palavra (1Co.2:15;3:2). este é o homem que Deus quer que todo cristão seja. Que Paulo iguala o homem amadurecido com o homem espiritual está evidente na comparação de 2:6 com 2:15 (cons.3:1); ele contrasta as crianças com os espirituais. Ele também declara que a sabedoria de Deus é para os perfeitos mas ele nunca usa o termo novamente na seção. Em vez disso ele escreve do homem espiritual (2:15; 3:1), que tem capacidade de julgar todas as coisas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ESTUDO EM CORINTIOS – Continuação

A JUSTIÇA DE DEUS

A Justiça de Deus é tudo o que Deus exige e aprova. Encontra-se somente em Cristo, pois Ele cumpriu totalmente em nosso lugar, todas as exigências da lei.

Através da imputação, (imputar = atribuir a alguém); Cristo "se nos tornou ...justiça” (1Co.1:30; comp. Lv.25:47-52; Rm. 3:26; 4:6: 10:4: 2Co.5:21: Fp.3:9; Tg.2:23).

 

A REDENÇÃO

Significa – Libertar Pagando um Preço.

A obra de Cristo cumprindo os tipos e as profecias do V.T. sobre a redenção apresenta-se em três palavras gregas importantes.

1- AGORAZÕ – comprar no mercado; o homem é considerado como um escravo "vendido sob o pecado". Rm..7:14, e sob sentença de morte, Ez.18:4; Jo.3:18,19; Rm.6:23, mas sujeito à redenção pelo preço de compra do sangue do redentor, 1Co.6:20; 7:23; 2Pd.2:1; Ap. 5:9; 14:3,4.

2)- EXAGORAZÕ – comprar e retirar do mercado, isto é, comprar e não deixar exposto a outras vendas. Gl.3:13; 4:5: Ef.5:16; Cl.4:5; falando da finalidade da obra de redenção.

3) – LUTROÕ – desamarrar ou soltar. Lc. 24:21; Tt.2:14: 1Pd.1:18: forma nominal , Lutrõsis Lc. 2:38; Hb.9:12. A palavra "livramento" (forma intensiva, apolutrõsis) usada comumente para indicar a libertação de um escravo Lc. 21:28; Rm.3:24; 8:23; 1Co.1:30; Ef.1:7,14; 4:30; Cl. 1:14; Hb.9:15; 11:35;

A redenção é através de sacrifício e poder. Cristo pagou o preço, o Espírito Santo torna o livramento real na experiência. Rm.8:2.

Êxodo o livro da Redenção,  nos ensina que:

a)- A Redenção vem totalmente de Deus. Êx. 3:7,8; Jo. 3:16.

b)- A Redenção é através de uma pessoa Êx.2:2; Jo.3:16,17.

c)- A Redenção é pelo sangue, Êx.. 12:13,27; 2Pe. 1:18,19.

f)- A Redenção é pelo poder, Êx. 6:6; 13:14; Rm.8:2.

O sangue de Cristo nos redime da culpa e da penalidade do pecado 1Pd. 1:18,19 e, o poder do Espírito Santo, nos liberta do domínio do pecado, com base no calvário Rm. 8:2; Gl.5:16.

 

Cap.2:1-5. O tema continua.

Paulo apresenta o próprio testemunho entre os coríntios. Ele, também, não se baseava na sabedoria deste mundo, nem a sua mensagem (vs.1,2), método (vs. 3,4) ou motivos (v.5). Eu faz a ligação.

Vs.3,4. Em vez de persuasão humana, o método de Paulo envolvia demonstração do Espírito e de poder. A palavra demonstração refere-se à produção de provas em uma argumentação diante de um tribunal. A nova vida dos coríntios era prova conclusiva do poder de Deus neles, (1Ts.1:5).

V.5- para que introduz o motivo. A pregação simples de Paulo tinha o intuito de evitar que os coríntios se apegassem a uma fé que dependesse de lógica e argumentação filosófica uma fé à mercê de outros argumentos dessa mesma natureza. o que depende de um argumento inteligente, fica à mercê de outro argumento mais inteligente. Uma fé, entretanto, que se baseia no poder de Deus tem fundamento sólido e duradouro.

Vs. 6-12- A esta altura alguém pode deduzir, que Paulo não dava valor à sabedoria e que ele considerava a verdade cristã fora do reino do intelecto. O apóstolo explica isso mostrando que o Evangelho contém uma sabedoria, mas uma sabedoria espiritual. As palavras introdutórias, Entretanto, expomos sabedoria, faz a ligação (Sofia, sabedoria, está em posição de ênfase no texto grego).

V.6- Experimentados, maduros nas coisas de Deus (nos. 14:20; Fp.3:15), foi igualado por Paulo com espiritual (1Co.2:15). A clausula, Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados, pode ser uma declaração que resume a seção. A sabedoria seria o assunto dos versículos 6-12, o falar, ou ensiná-la, o assunto do versículo 13 ( observe o falamos, e os experimentados, o assunto do restante da seção).

Vs.7-9- Um mistério. Não alguma coisa misteriosa, mas um segredo divino, uma verdade que não se pode descobrir sem a revelação divina.

Vs.10-12- No-lo (posiçao enfática no texto grego) contrasta os crentes com o mundo A eles Deus...revelou sua sabedoria pelo seu Espírito, o qual foi dado para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.

 

V.13- Paulo passa de maneira natural para o método de comunicação, diz ele, falamos....(palavras) ensinadas pelo Espírito Santo – uma declaração enfática de que o conhecimento da verdade divina não pode ser atribuído ao intelecto e capacidade mental, em primeiro lugar.

Paulo busca sua origem na posse do Espírito de Deus, o Professor perfeito e o Juiz perfeito da doutrina. As palavras têm sido usadas para sustentar o proponentes da inspiração verbal (a verdadeira doutrina).

Mas aqui Paulo escreveu falamos e não escrevemos, referindo-se assim à apresentação oral. A clausula final apresenta um problema de difícil interpretação. Conferindo pode estar certo , pois a palavra significa isto mesmo na única vez em aparece em outro lugar do NT. 2Co. 10:12). O contexto, entretanto, esta decididamente contra o significado fora do comum da palavra. Ela pode também ter o sentido de interpretando ou explicando (Gn.40:8; Dn.5:15-17).

A tradução seria então, explicando coisas espirituais a homens espirituais. Ou teria o significado comum da palavra, combinando, e poderia então traduzir para combinando coisas espirituais com palavras espirituais (preservando a referência que acabou de ser feita a palavras).

O apostolo recebeu esta verdade de Deus e revestiu-a na linguagem dada pelo Espírito Santo. Sua reivindicação é que seus pronunciamentos eram dados por Deus e orientados pelo Espírito.

 

                                   Cont..

 

 

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

 

 

B- As Causas das Divisões. 1:18-4;5

 

Em primeiro lugar, eles não entenderam a natureza e o caráter da mensagem cristã, a verdadeira sabedoria (1:18-3:4).

Em segundo lugar, seu espirito sectário (parcial, intolerante, intransigente, partidário,) indica que eles não tinham compreensão real do ministério cristão, sua participação com Deus na propagação da verdade (3:5-4:5).

1)- Causa primeira: Falsa Interpretação da Mensagem. 1:18-3:4).

Primeiro, o apóstolo mostra que o Evangelho não é uma mensagem para o intelectual (1:18-25. essa verdade foi amplamente demonstrada pelo fato de que a igreja em Corinto continha poucas pessoas sábias segundo o mundo (1:26-31), e que Paulo não pregara uma mensagem assim quando estivera em Corinto (2:1-5).

Em seguida, o apóstolo expõe a verdadeira sabedoria de Deus, destacando seu caráter espiritual (2:13-16); e seu alcance espiritual (2:13-116); e conclui com uma declaração franca dizendo que a carnalidade é o motivo das divisões (3:1-4).

Vs.18- Porque, introduz o motivo porque ele não veio em sabedoria do mundo, a palavra da cruz é loucura para os que perdem. Para os que perecem, a cruz deve sempre parecer uma loucura. Paulo considera mensagem da cruz como instrumento salvador de Deus. Perdem e salvos, descreve a corrente de perdidos caindo na eternidade sem Cristo, e o número menor, mas ainda constante, da corrente dos salvos entrando pela porta da comunhão eterna com Cristo.

Vs.-19;20. Pois está escrito. Um apelo às Escrituras para apoio. Boa prática paulina (Is.29:14; 19:12;33:18). As palavras são uma denúncia divina da política dos "sábios" em Judá, que procuram uma aliança com o Egito quando foram ameaçados por Senaqueribe.

Vs.-21. Aprouve é mais do que uma declaração de boa-vontade; refere-se ao alegre propósito e plano divino (Ef.1:5).

Pregação – refere-se ao conteúdo da proclamação, não ao método de livramento (1Co.2:4); ela é a mensagem (pregação) que salva, a mensagem destinada àqueles que simplesmente crêem (crentes).

Vs- 22-25. Paradoxalmente Paulo proclama que os chamados (v.2) obtiveram o que os judeus, que buscavam sinais e os gregos, que amavam a sabedoria (v.22) ou os gentios (v.23, gregos) procuravam , o poder de Deus, sabedoria de Deus. Cristo crucificado é o segredo. Judeus e gregos não reconhecem o seu pecado. O Cristo crucificado o expõe; portanto Ele é o poder e a sabedoria de Deus. O uso da palavra crucificado sem o artigo, enfatiza fortemente o caráter no qual Paulo9 pregou Cristo, como crucificado (2:2; Gl.3:1). Um Cristo sem uma cruz não salvaria ninguém.

V.-26. Irmãos , reparai. Um lançar de olhos para a sua própria igreja comprovaria o ponto defendido por Paulo, pois ali não eram muitos os sábios e os poderosos.

Vocação, continua enfatizando a iniciativa de Deus na salvação do homem. Na tradição paulina encaixam-se as últimas palavras de John Allen, eu mereço o inferno; eu devia estar no inferno; mas Deus interferiu!

Vs. 27,28 O triplo Deus escolheu continua com a ênfase.

V.29 O propósito da metodologia divina foi negativamente apresentada aqui e positivamente no ultimo versículo. ( Não se glorie diante dEle, mas nEle.).

V.30- Mas introduz o bendito contraste. Dele e não da sabedoria eram os coríntios, em Cristo Jesus. Eis aí o único alicerce sólido para se gloriar. Devido à construção da sentença grega, está claro que sabedoria é a palavra dominante, e que as palavras justiça, santificação, e redenção ampliam o significado de sabedoria. A sabedoria, aqui, não é a sabedoria prática , mas a sabedoria posicional, o plano de Deus para nossa completa salvação.

A justiça é argumentativa, a justiça que nos foi dada na justificação, ou aquela que Paulo expõe em Rm.1:1-5:21.

A santificação foi usada em seu sentido imediato e completo (cons. 1Co.1:2).

A justiça capacita-nos a comparecermos diante de Deus no tribunal da justiça divina, enquanto a santificação equipa-nos a servi-Lo no templo do serviço divino. É o que Paulo esboça em Rm.6:1-8:17.

A redenção, à vista da ordem das palavras , é provavelmente a redenção final do corpo (cons. Rm.8:23, aquela, que se ocupou o apóstolo em Rm. 8:18-39).

V.31- O alvo desta obra de Deus é o de glorificá-lo na graça, um propósito que foi gloriosamente alcançado. Pois os que são sábios de conformidade com este mundo foram reduzidos a nada, e os chamados que creram. desfrutam agora de uma salvação soberanamente concedida suficiente para todas as exigências do tempo e da eternidade.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

1 CORINTIOS


Capitulo 1



POSIÇÃO DO CRENTE NA GRAÇA  ATRAVÉS DE CRISTO

(Rm.5:1,2; Ef. 1:3-14).

 
I-      SANTIFICADOS EM CRISTO JESUS. 1:2.

 
                       Introduz uma importante doutrina, muitas vezes mal interpretada.  O termo grego hagiazo significa santificar, não no sentido de tornar santo, mas no sentido de separar, para posse e uso de Deus (Jo.17:19). Os cristãos não são sem pecado, mas não devem ou não podem viver uma vida pecaminosa.

 

O significado uniforme é separado para Deus.

 

a) – Em ambos os Testamentos as palavras foram usadas para coisas e pessoas.

 

b) – Quando santificação é usada para coisas, não está implícito qualidade moral; são santificadas ou tornadas santas porque são separadas para Deus. E

 

c) – quando santificação é usada para pessoas, tem um significado triplo:

 

1 – em posição –  os crentes são eternamente separados por Deus para redenção, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas Hb.10:10. Posicionalmente, portanto, os crentes são santos desde o momento em que crêem (Fp.1:1; Hb.3:1).

 

2  - Na experiência, os crentes estão sendo santificados pela obra do Espírito Santo através das Escrituras (Jo.17:17; 2Co.3:18: Ef.5:25,26: 1Ts.5:25,26). E

 

3) – Na consumação, a completa santificação dos crentes aguarda o aparecimento do Senhor (Ef.5:27: 1Jo.3:2).

 
 

A santificação bíblica é quádrupla:

 

                                  1) PRIMÁRIA, equivalente à graça eficaz da teologia sistemática (2Ts. 2:13; 1Pd. 1:2);

                                  2) POSIONAL- uma posição perfeita na santidade, verdadeiramente para todos os crentes, desde o momento da conversão (At.20:32; 26:18);

                                  3) PROGRESSIVA – equivalente ao crescimento diário na graça (Jo.17:17; Ef.5:26; 2Co.7:1);

                                  4) PROSPECTIVA – para final semelhança com Cristo posicional e praticamente, (1Ts.5:23).                  

 

             ( A posição do cristão na graça é o resultado da obra de Cristo, e é totalmente apropriada no momento em que recebemos a Cristo pela fé (Jo.1:12,13; Rm.8:1,15-17: 1Co.1:2,30; 12:12,13: Gl.3:26; Ef.1:3-14; 1Pd.2:9; Ap.1:6; 5:9,10).
 
O crente mais fraco, mais ignorante e mais falível tem precisamente o mesmo relacionamento na graça que o santo mais eminente.
 
Toda a obra de Deus em seu beneficio; a aplicação da Palavra de Deus à prática e à consciência (Jo.17:17; Ef. 5:26), a disciplina divina (1Co.11:32; Hb.12:10), o ministério do Espirito (Ef.4:11,12), as dificuldades e as provações da vida diária (1Pd.4:12,13), e a transformação final no aparecimento de Cristo (1Jo.3:2) têm por seu objetivo tornar o caráter do cristão conforme a sua posição exaltada em Cristo.
 
Ele cresce na  graça, não para a graça.)





Divisões Na Igreja.


A CAUSA DAS DIVISÕES - 1:10-17

A primeira e principal responsabilidade da carta, a dissensão na igreja, vai ser agora considerada o apóstolo não a abandona até o momento em que escreve as palavras, que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão. (4:21).


V.10- As palavras iniciais são um apelo para o bem da união. Sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental. Uma palavra grega versátil, usada com referência ao ajustamento de partes de um instrumento, na colocação dos ossos no lugar feita por um médico. Ajustamento tendo em vista a união é o apelo.


V.11- Contendas. Uma obra da carne (cons. Gl.5:20), revelando a presença de divisões.


V.12- Refiro-me ao fato. Antes, o que eu quero dizer. O grupo de Apolo parece que era um grupo que preferia um estilo mais polido e retórico do talentoso alexandrino. O partido de Cefas ao que parece duvidada , das credenciais de Paulo, preferindo manter o elo com Jerusalém através de Pedro. Aqueles que eram de Cristo desprezavam qualquer ligação com os outros, formando assim um partido isolado.


V.13- As interrogações apelam para a unidade do corpo de Cristo e para a identificação dos crentes com ele. Há o comentário sobre a expressão em nome de (lit. dentro do nome) assim: Dar dinheiro dentro do nome de um homem era pagar algo par seu crédito, para posse pessoal. Vender um escravo dentro do nome de um homem era entregar este escravo à posse absoluta e indisputável dele. Quando um soldado jurava lealdade dentro do nome de César; ele pertencia absolutamente ao Imperador.


Vs.14-16- Paulo dá graças a Deus pela providência que o levou a batizar tão poucos em Corinto. Está claro que aqui ele não pretende depreciar o batismo; mas apenas o coloca em seu devido lugar, como ato simbólico, que aponta o fato real da identificação com Cristo pela fé.


V.17- Porque. A razão que ele deu não enfatiza o batismo. Sua tarefa primária foi a de pregar as boas novas. Teria Paulo pronunciado estas palavras, se o batismo fosse necessário à salvação? (4:15; 9:1,22; 15:1,2). Dificilmente. Sua incumbência também não envolvia embelezamento da verdade com palavras floreadas da retórica profissional, esvaziando assim o Evangelho do seu conteúdo. A tradução seja feita sem nenhum efeito deixa muito a desejar. O verbo kenoo significa esvaziar, isto é , despojar de sua substancia. O Evangelho não apela para o intelecto do homem, mas aos seus sentimentos de culpa do pecado. A cruz revestida de sabedoria de palavras corrompe este apelo. O Evangelho não deve ser apresentado com um sistema de filosofia humana; deve ser pregado como salvação. Sabedoria de palavra (lit. sabedoria de palavra) marca a transição para análise de Paulo da causa da dissensão em Corinto, este amor à falsa sabedoria.


                                     Cont..

Nota - Estes estudos para melhor aproveitamento devem ser acompanhados da leitura da Bíblia e oração; primeiro leia o capitulo da Bíblia, depois leia o versículo acompanhado com o estudo, conferindo de novo o versículo e o estudo. Que Deus os abençoe.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

COLOSSENCES


Estudo no livro de Colossences.

A Observância da lei foi Abolida em Cristo, Cl. 2:9-3:3.
Esposas- 3:18
Maridos- 3:19
filhos, v.20

Vs. 4,5. Quem são os santos? São os incorporados, em Cristo – Passado 4.
2- São os que têm amor fraternal – Presente.
3- São os que têm uma esperança segura nos céus – Futuro v. 5.
Nota-se os mesmos princípios em 1Co.13:13 e 1Ts. 1:3.

1:9-11. Viverdes de modo digno do Senhor – significa conservar:
1- A cabeça sábia, v.9.
2- Os pés firmes, v.10a;
3-. As mãos ocupadas, 10b;
4- As costas fortes, v.11;
5- O rosto alegre, v.11b.

1:9-14 Orando para transbordar no pleno conhecimento de Deus.

1:24 Regozijo de Paulo no sofrimento por causa da igreja.

v.28- Responsabilidade do Ministério:
1- Anunciar a Cristo;
2- Advertir contra o erro doutrinário e moral;
3- Ensinar toda a vontade de Deus (Mt.28:20);
4- Preparar todo o homem para ser apresentado a Deus.
2:11,12- A perfeição (v.10) concedida pela circuncisão espiritual (Dt.10:16; 30:6; Jm. 4:4) que cristo experimentou e fornece, vem através, da sua morte, sepultamento e ressurreição. Tudo isto é simbolizado pelo batismo (Rm. 6:1-11) e apropriado pela fé, v.12. O batismo toma o lugar da circuncisão na nova aliança.
2:14- O escrito, é o contrato de obrigação de guardar a lei junto com a penalidade pronunciada contra os faltosos, Gl. 3:13.
3:5- Mortos com Cristo na cruz e pessoalmente: juntados simbolicamente com Ele no batismo (2:13), são as verdades fundamentais, que, dão força para matar o velho homem na vida diária. A morte da velha natureza quer se manifesta nos desejos ilícitos e pecados de linguagem, vs. 8,9; Tg. 3:1-12 se realiza por abnegação (torna-se a sua cruz ) e obediência a cristo (siga-meMr.8:34).

Ensino Para Catecúmenos (novos convertidos).

Cl.3:1-4:6

3:8-10- A imagem de Deus (Gn.1:27) é recriada no crente pela aplicação da obra de Cristo na nossa vida. Nós podemos despojar o "velho homem" somente porque Cristo despojou o "corpo da carne" 2:11 e os "principados e potestades" 2:15.
V.10- O novo homem – é a personalidade de Cristo criada no crente pelo Espirito Santo, Gl. 2:20. Desta forma é recriada a imagem de Deus na qual Adão foi originalmente criado, Gn.1:27. O pecado desfez a imagem, a nova vida compartilhada por cristo (o segundo Adão e perfeita imagem de Deus ) a refaz.
V. 12- Eleitos... santos e amados. Estes três termos são transferidos da velha aliança, para a Nova; do Israel segundo a carne para o Israel segundo o Espirito.
Vs. 11-17- Quando Cristo é tudo em todos.
1- As divisões desaparecem v.11.
2- As mais apreciadas qualidades aparecem, v.12;
3- A compreensão e o perdão tem êxito v. 13;
4- O amor une a todos v.14;
5- a paz e a gratidão dominam o coração v. 15;
6- A vida se torna exemplar aos outros v.16;
Deus é plenamente glorificado v.17.
4-6- Temperado com sal- Como a comida é temperada com sal a vida e a conversação do cristão devem ser agradáveis e atraentes, não insípida ou morosa, especialmente perante os descrentes.

                                          Amém.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

DIVISÕES NA IGREJA

Saber escolher os candidatos a obreiro, é evitar complicações futuras, não só podem trazer brigas por ciúmes e inveja, como mesmo divisões chegando a tomar o lugar do pastor ou ficando com a congregação que estão dirigindo no momento do atrito.

V. 10- Faccioso, fanático; parcial; revoltoso; sedicioso. Está sendo usado ou no sentido restrito ou com a ideia de causar divisões. Admoestação, exortação; castigo; repreensão; advertência; conselho; reparo; reprimenda. É o aspecto mais importante da disciplina da igreja. O substantivo foi usado aqui, em 1Co.10:11 e em Ef.6:4; o verbo em At.20:31; Rm.15:14; 1Co.4:14; Cl.1:28; 3:16; 1Ts. 5:12,14; 2Ts.3:15.

V.11- Pervertida tem o sentido do permanentemente transtornado, envolvido num caminho errado.

Pecando implica em pecado determinado, como em Hb.10:26. Por si mesma está condenada. Esse tal, que já recebeu o conhecimento da verdade e teimosamente a rejeita, é sua própria testemunha de que duas vezes rejeitou uma sincera explicação e um apelo.

 

 

III- VIDA PIEDOSA

ENFATIZANDO AS BOAS OBRAS

Depois de algumas poucas observações pessoais , Paulo apresenta a reiteração final da responsabilidade principal de sua carta – que os crentes deveriam tomar o cuidado de perseverar nas boas obras.

Vs.14- distinguir-se pode significar estar preocupado com, mas de acordo com o seu uso nas Pastorais, significa orientar. A sugestão é que os cristãos sejam os líderes na prática das boas obras.

v.8; 2:7,14;1:6; 3:1; Hb.13:16; Ap.14:13.

A s boas obras segundo está escrito em Ap. é a única coisa que segue os crentes depois da sua morte, por isso não deixem de fazer o bem e conquistar almas para o engrandecimento do reino dos céus, esse sim, deve ser o objetivo do verdadeiro crente.

Que Deus os abençoe e que este estudo  seja de grande utilidade para vocês é a minha oração.

 

                                             

   Amém

 

Se quiserem o estudo em PDF é só enviar email para

mcmaranha@jesusmail.com.br

mcmaranha@outlook.com

 

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

C- DEMONSTRAÇÃO DA SÃ DOUTRINA

 

Capitulo- 3

Aqui Paulo discute a vida piedosa, a qual, ele declara, deveria ser inspirada no exemplo de nossa própria indignidade que foi tratada por Deus com bondade e amor. Ele esclarece (v.8) que a intenção da doutrina cristã é que os crentes demonstrem as boas obras . A graça de Deus é a raiz; as boas obras são o fruto.

Em primeiro lugar Paulo enfatiza as virtudes e obrigações públicas.

 

Relação com o mundo incrédulo.

Vs.1-11

V.1- ...sujeitem aos que governam, às autoridades. É significativo Paulo escrever para os crentes serem obedientes às autoridades, quando sabemos quanta crueldade foi praticada contra os crentes, pelos governantes daquela época.

V.2- não difamem...dando provas de cortesia, para com todos os homens. As virtudes relacionadas são iguais às que foram ordenadas anteriormente, mas aqui é o nosso trato para com os incrédulos.

V.3- Nós também. Paulo jamais se esqueceu do que foi antes, e isto o levava a ter compaixão dos perdidos. Aqui ele dá uma classe de virtudes negativas as quais nós também praticávamos antes de conhecer a Cristo.

V.4- ...se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, a morte de Cristo demonstra a benignidade e o amor de Deus para com os homens

V.5- não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia ele nos salvou. Não temos nenhum mérito em nossa salvação para nos julgar-mos melhores do que os incrédulos. Fica assim eliminada toda e qualquer obra; não só as que foram praticadas pela justiça própria dos homens perdidos, como também as obras praticadas em verdadeira justiça. (Coloca por terra a doutrina do kardecismo da salvação pelas boas obras) mediante o lavar regenerador e renovador do Espirito Santo.

Regenerador e renovador. Duas ações do Espirito Santo na obra de salvação. Regenerar, tornar a gerar; restaurar; reabilitar; recuperar; revivificar; reconstruir. Renovar, tornar novo; recomeçar; melhorar; consertar; reparar; tornar a fazer.

Contraponde-se a todas as obras está a misericórdia livre de Deus, exibida na obra do Espirito Santo.

Lavar ...regenerador e renovador. O Espirito Santo nos renova em regeneração. Estas ideias estão intimamente ligadas entre si como a expressão dupla de uma só obra do Espirito.

V.6- derramou sobre nós. O simbolismo da água tem sido frequentemente usado em relação ao Espirito. O Espirito é dado através de Jesus (Jo.4:7,37). Abundantemente, Ricamente. O Espirito é verdadeira riqueza, visto que é o penhor (sobre penhor ver, ) de nossa herança, a fonte e o criador de todas as bênçãos.

V.7- A fim de que, dá o resultado do dom do Espirito: para que. sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.

ESPIRITO SANTO

O Espírito Santo No Velho Testamento.

1)- A personalidade e a divindade do Espírito Santo aparecem nos atributos que lhe são peculiares e em suas obras.

2)- Ele foi revelado participando da obra da criação e, portanto, é onipotente (Gn. 1:2; Jó 26:13; 33:4; Sl. 104:30); onipresente (Sl.139:7); luta com os homens (Gn.6:3); ilumina (Jó 32:8); concede capacidade construtiva (Êx.28:3; 31:3); dá força física (Jz.14:6,19), capacidade executiva e sabedoria (Jz. 3:10; 6:34; 11:29; 13:25); capacita os homens a receber e anunciar revelações divinas (Nm.11:25; 2Sm. 23:2); e, de maneira geral, dá poder aos servos de Deus (Sl. 51:12; Jl.2:28; Mq.3:8; Zc.4:6).

3)- Ele é chamado santo (Sl. 51:11); bom (Sl. 143:10; o Espírito de justiça e purificador (Is. 4:4); o Espírito do Senhor, de sabedoria, de entendimento, de conselho, de poder, de conhecimento, do temor do SENHOR (Is. 11:2), e de graça e súplicas (Zc.12:10).

4)- No V.T. o Espírito Santo age em livre soberania, vindo sobre os homens e até mesmo sobre um animal estúpido quando deseja; não há condições estabelecidas (como no N.T.) que devam ser seguidas a fim de receber-se o Espírito. A habitação do Espírito em cada crente é uma bênção do N.T. consequente à morte e ressurreição de Cristo (Jo. 7:39; 16:7; At. 2:33; Gl. 3:1-6). E

5)- o V.T. contém predições de um derramamento futuro do Espírito sobre Israel (Ez. 37:14; 39:29), e sobre toda a carne (Jl. 2:28,29). A expectativa de Israel, portanto, é dupla – da vinda do Messias-Emanuel, e desse derramamento do Espírito que os profetas descreveram.

 

O ESPÍRITO SANTO NO NOVO TESTAMENTO.

1)- O Espírito Santo é revelado como uma Pessoa divina. Isto ficou expressamente declarado (por exemplo, Jo.14:16,17,26; 15:26; 16:7-15; comp. Mt.28:19), e implícito em toda a parte.

2)- A revelação referente a Ele é progressiva: a) V.T. Ele vem sobre quem Ele quer, aparentemente sem referência a seu modo de vida.

b) Durante a Sua vida na terra Cristo ensinou os Seus discípulos (Lc.11:13) que eles poderiam receber o Espírito orando ao Pai.

c) No final do Seu ministério, Ele prometeu que Ele mesmo oraria ao Pai e que em resposta à Sua oração viria o Consolador a fim de permanecer (Jo.14:16,17).

d) Na noite da Sua ressurreição, Ele encontrou-se com os discípulos no cenáculo e soprou sobre eles, dizendo: Recebeu o Espírito Santo (Jo. 20:22), mas os instruiu que esperassem antes de começar o ministério deles, até que, o Espírito viesse sobre eles (Lc. 24:49; At.1:8).

e) No dia de Pentecostes, o Espírito veio sobre todo o grupo de crentes (At.2:1-4).

f) Depois do Pentecostes, o Espírito foi concedido àqueles que creram, em alguns casos pela imposição de mãos (At.8:17; 9:17). E

g) com a experiência de Pedro na conversão de Cornélio (At. 10), tornou-se claro que o padrão para esta dispensação era que judeus e gentios fossem salvos em precisamente as mesmas condições, e o Espírito Santo seria dado sem delongas àqueles que atendessem à única condição essencial de confiar em Cristo (At. 10:44: 11:15-18). Este é o fato permanente para toda a Dispensação da Igreja. Cada crente é nascido do Espírito(Jo.3:3-6; 1Jo.5:1); habitado pelo Espírito, cuja presença torna o corpo do crente em um templo 1Co.6:19; comp. Rm.8:9-15; Gl.4:6; 1Jo. 2:27); e batizado com o Espírito (1Co. 12:12,13; 1Jo.2:20,27), selando-o assim para Deus (Ef.1:13; 4:30).

3) O N.T. distingue entre ter o Espírito, que é uma verdade para todos os crentes, e estar cheio do espírito, que é privilégio e dever do cristão (comp. At. 2:4 com 4:29-31; Ef.1:13-14 com 5:18). Há um batismo com o Espírito, mas muitos enchimento com o Espírito.

4) O Espírito Santo está relacionado com Cristo em Sua concepção (Mt. 1:18-20; Lc.1:35), em Seu batismo (Mt. 3:16; Mc. 1:10: Lc. 3:22; Jo.1:32,33), em sua vida e serviço (Lc.4:1,14), em Sua ressurreição (Rm.8:11) e como Sua testemunha através desta dispensação (Jo.15:26: 16:8-11, 13,14).

5) O Espírito forma a Igreja (Mt. 16:18; Hb.12:23) batizando todos os crentes no corpo de Cristo (1Co.12:12,13; comp. com a saudação universal de 1Co.1:1,2); concede dons para o serviço a cada membro desse corpo (1Co.12:7-11; 27-30); guia os membros em ser serviço (At. 16:6,7); e Ele é o poder para esse serviço (At. 1Co.2:4).

6) O Espírito habita em um grupo de crentes, fazendo deles, corporativamente um templo (1Co.3:16,17).

7) Cristo indica um relacionamento pessoal triplo do Espírito com o crente: COM, EM, e SOBRE (Jo.14:16,17; 1Co.6:19; At.1:8).

COM- Indica a aproximação de Deus junto à alma, convencendo do pecado (Jo.16,19), apresentando Cristo como o objeto da fé (Jo.16:14); concedendo fé (Ef.2:8) e regeneração (Mc.1:8; Jo.1:33).

EM- descreve a presença permanente do Espírito no corpo do cristão (1Co.6:19) para lhe dar vitória cobre a carne (Rm.8:2-4; Gl. 5:16,17), cria o caráter cristão (1Co.6:19), ajuda nas enfermidades (Rm.8:26), inspira a oração (Ef.6:18), dá acesso consciente a Deus (Ef. 2:18), atualiza a filiação do cristão (Gl.4:6), aplica as Escrituras na purificação e santificação (Ef.5:26, 2Ts.2:13; 1Pd.1:2), conforta e intercede (At. 9:31; Rm.8:26) e revela Cristo (Jo. 16:14).

SOBRE- é usado no relacionamento do Espírito Santo com o Senhor Jesus Cristo (Mt. 3:16; Mc.1:10; Lc. 4:18; Jo.1:32,33), com Maria em conexão com a encarnação e o nascimento de nosso Senhor (Lc1:35), para com certos discípulos (Lc.2:25 – Simão; At.10:44,45; 11:15 – a casa de Cornélio; At.19:6 – os discípulos em Éfeso) e os crentes generalizadamente (Lc.24:49; At.1:8; 2:17; 1Pd.4:14). Com base em Lc.4:18, alguns entendem que a expressão diz respeito à unção para um serviço especial prestado a Deus, como também com a vinda original e habitação do Espírito Santo para e no cristão individualmente.

8) Pecados contra o Espírito, cometidos pelos incrédulos, são: blasfemar (Mt.12;31), resistir (At.7:51) e insultar (HB.10:29, "ultrajou"). Os pecados do cristão contra o Espírito são: entristece-Lo dando abrigo ao mal na vida ou no coração (Ef.4:30,31) e apaga-lo pela desobediência (1Ts. 5:19). A atitude certa para com o Espírito é a submissão, dando-lhe amplos poderes na vida e no serviço e o constante desejo de abandonar tudo o que o entristeça ou impeça o Seu poder (Ef.4:31).

9) Os símbolos do Espírito são: a) azeite (óleo) (Jo.3:34; Hb.1:9); b) água (Jo.7:38,39). c) vento (Jo.3:8; At.2:2); d) fogo (At.2:3); e) Pomba (Mt.3:16); f) selo (Ef.1:13; 4:30); e g) um penhor (Ef. 1:14).

 

V.8- Fiel é a palavra. Esta é uma das observações dignas de nota das Pastorais (1Tm.1:15; 3:1; 4:9; 2Tm.2:11, ver com.).

Além de enfatizar bastante a declaração doutrinária que acabou de ser enunciada (4-7), também chama a atenção para a declaração sucinta e poderosa da mensagem de toda a epístola que se segue. Faças afirmações confiadamente é um verbo enfático que apenas foi usado em 1Tm.1:7 e aqui. A verdade persuasiva do Evangelho requer paciente repetição. Os que têm crido ... sejam solícitos na prática de boas obras. A graça de Deus, produzindo fé, vem em primeiro lugar: boas obras deveriam vir a seguir; primeiro a raiz depois o fruto.

V.8b,9- Excelentes e proveitosas do versículo 8, constrata com não têm utilidade e são fúteis do versículo 9, onde o apóstolo faz uma lista das coisa que distraem a atenção da verdade. Essas devem ser evitadas, como também os indivíduos que, tendo sido advertidos pela igreja, ainda perversamente se lhes apegam.

 

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Qualificações dos candidatos ao Ministério  - continuação

 

B- PROCLAMAÇÃO DA SÃ DOUTRINA

 

1Tm.1:14; 2Tm.1:9; 2:1; Tt. 3:7.

A graça de Deus. Vs.11-15

Graça - é sempre a palavra chave da salvação. Todas as promessas de Deus e Sua obra redentora desde o começo da raça revelaram a Sua graça; todas as Suas bênçãos e dons foram planejados para levar os homens ao arrependimento (Rm.2:4).

 

1- Graça é a benignidade de Deus, nosso salvador e o seu amor para com os homens; não por obras de justiça praticadas por nós...justificados por graça. Tt.3:4,5,7. Como um princípio, a graça está em contraste com a lei, Rm.11:6, sob a qual Deus exige a justiça dos homens, mas debaixo da graça, Ele dá justiça aos homens, Rm. 3:21-24; 8:3,4; Gl. 2:16; Fl.3:9.

A lei está em conexão com Moisés e as obras; a graça com Cristo e a fé, Jo.1:17; Rm.10:4-10. Sob a lei as bênçãos acompanhavam a obediência, Dt. 28: 1-6; a graça concede bênçãos com um dom gratuito, Rm. 4:3-5; Ef.2:8.

 

2- Em sua plenitude, a graça começou com o ministério de Cristo envolvendo a sua morte e ressurreição, pois Ele veio para morrer pelos pecadores, Jo.1:17; Mt. 11:28-30; 16:21; 20:28; Rm.3:24-25. Na antiga dispensação, a lei mostrou-se impotente para assegurar a justiça e a vida para uma raça pecadora Gl.3:21,22.

Antes da cruz a salvação do homem era mediante a fé (Gn.15:6; Rm.4:3, estando fundamentada no sacrifico de expiação de Cristo, visualizada antecipadamente por Deus, (o cordeiro morto antes da fundação do mundo) Rm. 3:25; agora está claramente revelado que a salvação e a justificação são recebidas pela fé no salvador crucificado e ressurreto, Jo 1:12,13; 5:24: 1Jo.5:11-13, com consequência: Santidade de vida e boas obras (preparadas por Deus para que andasse-mos nelas) como fruto da salvação Jo. 15:16; Rm.8:2-4; Ef.2:8-10; Tt.2:11-14.

3- Havia graça antes de Cristo vir; conforme o testemunho da provisão do sacrifício para os pecados, Êx.20:24-26: Lv.17:11; 5:17. A diferença entre a dispensação anterior e a atual, portanto não é uma questão de ausência de graça, mas, antes, que hoje a graça reina Rm.5:21, no sentido de que o único Ser que tem o direito de julgar os pecadores (Jo.5:22) está assentado no trono da graça, Hb.4:14-16, imputando ao mundo as suas transgressões, 2Co.5:18,19.

 

V.11- ... a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. ...salvação a todos os homens, dá a nota universal e evangelística, da salvação ( a salvação é para todos mas só se salvam os que creem). Ela se manifestou em Cristo (2Tm.1:10)

 

SALVAÇÃO

As palavras hebraica e grega para salvação dão a ideia de libertação, segurança, preservação, cura e perfeição.

Salvação é a grande palavra inclusa do evangelho, reunindo em si todos os atos e processos redentivos, tais como: A Justificação; A Redenção; A Graça; A Propriação; A Imputação; O Perdão; A Santificação; e a Glorificação.

Ela pode ser descrita como o caminho, ou estrada da vida, para a comunhão eterna com Deus no céu (Mt.7:14; Mc.12:14: Jo.14:6: At.9:2 16:17; Hb.10:20; 2Pd.2:21). Esta estrada deve ser percorrida até ao fim. A salvação pode ser descrita como um caminho , tendo dois lados e três etapas:

1) O único caminho da salvação. Cristo é o único caminho para ir ao Pai (Jo.14:6; At.4:16) A salvação nos é concedida mediante a graça de Deus, manifesta em Cristo Jesus (Jo.3:16). Jesus Cristo é a intercessão dos salvos (Hb.7:25).

.

2) Os dois lados da salvação. A salvação é recebida de graça, mediante a fé em Cristo (Rm.3:22,24,25,28;) É o resultado da graça de Deus (Jo 1:16) e da resposta humana da fé (At.16:31: Rm.1:17: Ef.1:15; 2:8).

 

 

AS TRÊS ETAPAS DA SALVAÇÃO

a) A etapa passada inclui a experiência pessoal mediante a qual nós fomos salvos da culpa e da penalidade do pecado, (Lc.7:50: 1Co.1:18; 2Co.2:15; Ef.2:5,8; 2;Tm.1:9). quando recebemos o perdão dos pecados (At.10:43; Rm.4:6-8) e passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1Jo.3:14); do poder do pecado para o poder do Senhor (Rm.6:17-23), do domínio de Satanás para o domínio de Deus (At.26.18). A salvação nos leva a um novo relacionamento pessoal com Deus (Jo.1:12) e nos livra da condenação do pecado (Rm.1:16; 66,23; 1Co1:18).

b) A etapa presente nos livra do hábito e do domínio do pecado (Rm.6:14; 8:2; 2Co.3:18; Gl.2:19,20; Fp.1:19; 2:12,13; 2Ts.2:13), e nos enche do Espirito Santo.

Ela abrange: O privilégio de um relacionamento pessoal com Deus como nosso Pai e com Jesus como nosso Senhor e Salvador (Mt.6:9; Jo.14:18-23), a conclamação para nos consideramos morto para o pecado (Rm.6:1-14) e para nos submetermos à direção do Espirito Santo (8:1-16) e à Palavra de Deus (Jo.8:14-31; 14:21; 2Tm.3:15,16), o convite para sermos cheios do Espirito Santo e a ordem de continuarmos cheios (At. 2:33-39; Ef.5:18), a exigência para nos separarmos do pecado e da presente geração perversa (At. 2:40; 2Co. 6:17) e a chamada para travar uma batalha constante em prol do reino de Deus contra Satanás e suas hostes demoníacas (2Co.1:5; Ef.6:11,16 1Pd.5:8).

 

c) A etapa futura (Rm.13:11-12; 1Ts.5:8,9; 1Pe. 1:5) abrange:

nosso livramento da ira vindoura de Deus (Rm.5:9; 1Co.3:15; 1Ts.1:10; 5:9), nossa participação na gloria divina (Rm.8:29; 2Ts.2:13,14) e os galardões que receberemos como vencedores fiéis (Ap.2:7). E estaremos livres de todas as fraquezas físicas que são o resultado do pecado e da maldição de Deus sobre o mundo pecador, (Rm.8:18-23: 1Co.15:42-44) e colocados em total acordo com Cristo (Rm.13:11; Hb.10:36: 1Pd.1:5; 1Jo.3:2). ...Pois assim como Ele é o veremos.

V.12- Educando. A graça salva, mas também ensina e educa para uma vida sóbria e piedosa. Renegadas. A mesma forte e decisiva rejeição que se opõe à graça (1Tm.5:8: 2Tm.2:12; 3:5; Tt.1:16). Sensata, justa e piedosamente. Estas três palavras reiteram habilmente o tema de todas as Pastorais. Presente século. Usada uma vez em cada Pastoral (1Tm.6:17; 2Tm.4:10). Estas palavras indicam a orientação básica do pensamento de Paulo – a vida consiste deste mundo, como também do mundo vindouro.

 

Vs.13- Paulo expressa o restante do pensamento com o grande acontecimento do mundo por vir: a vinda de Cristo. esperança ...manifestação é um só conceito.

 

V.14- O qual a si mesmo se deu por nós. A expiação inclui ambas, a referencia particular aos eleitos e a referencia universal a todos ( ver com. sobre 1Tm.2:6) . Remir . Resgate ou livramento pelo pagamento de um preço (usado em Lc.24:21; 1Pd.1:18;). A compra está destacada na expiação (com. Gl.3:13; Ap,5:9). Exclusivamente foi usado na LXX em Êx.19:5. Esta é a palavra traduzida para eleito em 1Pe.2:9, ambas implicam na posse ou na compra. As boas obras são o fruto do Espirito, o selo da propriedade de Deus.

 

V.15- Diz estas cousas. A graça de Deus é a base das boas obras, mas é essencial que o ministro proclame continuamente esta graça, exortando e reprovado, com a autoridade da Palavra de Deus.

 

Que o nosso ministério não seja tal que dê aos homens motivos para nos desprezarem. Ver 1Sm. 12:1-5.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

QUALIFICAÇÕES DOS CANDIDATOS AO MINISTÉRIO – Continuação






II  A OBRA PASTORAL DE UM VERDADEIRO MINISTRO


Capitulo- 2
Tema central – A sã doutrina aplicada; resultado – boas obras.


A- A aplicação da sã doutrina. Vs.1-10

1- Para Tito (v1) a responsabilidade primaria, era: pregar e ensinar a verdade; (aquela que estivesse de acordo com a sã doutrina), , ensinamentos sadios, verdadeiros, (1:9,13; 2:1; e 2:8). O uso desta palavra nas Pastorais, sempre em conexão com a sã doutrina, mostra a ênfase que Paulo dá ao ensino correto.
2- Para os homens idosos (v.2), a vida e a doutrina tinham que andar juntas. Esta é uma importante consideração em relação a cada uma destas categorias de pessoas. Conselhos adicionais encontram-se em 1Tm.5:1.
3- Para as mulheres idosas e as jovens recém-casadas (vs.3-5) enfatizou-se consideravelmente o estabelecimento do lar. Os detalhes são reminiscências de Pv. 31:10-13. Honrar a palavra de Deus é a sanção suprema para a conduta correta.
4- Para os moços (vs.6-8). A virtude fundamental destaca-se pela ênfase dada à sobriedade e à discrição, como no caso das mulheres jovens, (v.5). A mesma ênfase se encontra nas exortações aos jovens em Provérbios (1:4; 2:11; 3:21; 5:2). (Hb.13:17).
Para Tito o apostolo faz uma admoestação apropriada para um jovem e Ministro. (vs.7,8) serve muito bem para todos os ministros.
Que eu copio ipsis litteris: em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. Tg.3:1-18; 4:11,12.

5- Aos empregados (vs.9,10). Duas faltas comuns são destacadas.
a)- não sejam respondões (responder ou discutir).
b)- não furtem, roubar (usada em relação a Ananias e Safira em At. 5:2,3).

Fidelidade, (fiéis é o plural da palavra fiel = Pontual; exato; verídico; firme; e é também o nome do fio ou ponteiro para indicar o perfeito equilíbrio da balança. Fidelidade é a palavra frequente usada para a fé (doutrina=ensinos, o que nós cremos) no N.T. Paulo destaca com muita propriedade que as nossas boas obras são a fim de ornarem, a doutrina de Deus, nosso Salvador. Tiago disse que a fé (doutrina ) sem as (boas) obras é morta, exatamente como o corpo sem o espírito também está morto. É dignificante esse pensamento de que as nossas boas obras adornam o testemunho de nosso Deus (Mt.5:16).
Toda a nossa vida tem que estar dentro da Palavra de Deus, para que Deus seja glorificado e não blasfemado. 2Sm.12:14, a respeito do pecado de Davi diz: “Mas, posto que com este feito, deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor, também o filho que te nasceu morrerá.”

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Qualificações dos Candidatos ao Ministério  - Conituação

 

 

A TAREFA E A NECESSIDADE DO ENSINO

Vs.5-16

Tito ao escolher os Presbíteros juntamente com a igreja deveria ter duas coisas em mente:

a qualificação (vista acima tendo como base o texto de Timóteo) e a aptidão para o ensino.

(Note as qualidades que são requeridas dos Presbíteros ou Pastores, então quando selecionar os obreiros já tem que ter isto em mente.). 

Aqui Paulo dá três qualificações generalizadas (v.6),

uma lista de qualificações negativas (v.7) e

outra de positivas (vs.8, 9). Toda a seção está em intimo paralelo com 1Tm.3:2-4.

 

V.9- apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina , de modo que tenha poder, assim para exortar pelo reto ensino, como para convencer (como em Jo. 16:8) os que contradizem. A doutrina tem aplicação dupla: exortação e convicção - instruir os crentes e convencer os contradizentes.

Têm que saber combater o erro e ter capacidade.

 

V.10- Porque existem muitos insubordinados. (indisciplinado; rebelde). Aqui a ideia é de incredulidade deliberada e rejeição da verdade.

Palradores (tagarela; palrar, articular sons vazios de sentidos, conversa fiada,)

frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão ( eram judeus que se converteram mas não queriam deixar as práticas do judaísmo, queriam que os gentios se circuncidassem, Paulo sempre os combateu ardentemente, ver At.15:1,2,5, o apostolo João os chamou de sinagoga de Satanás Ap. 2:9; 3:9). Parece que cada vez mais eles se aprofundavam na rejeição da verdade. Foi deste judaísmo misturado com o cristianismo que nasceu a igreja Romana, por obra e graça do imperador Constantino.

 

V.11- É preciso faze-los calar. A razão principal de se argumentar a favor da fé é exortar e convencer. As evidências devem ser tão claramente apresentadas que os rejeitadores deverão pelo menos ser deixados sem desculpa ou resposta. ( Para isso é necessário conhecer as doutrinas bíblicas, tomemos como ex. os testemunhas de Jeová, quando saem na rua para evangelizar as suas doutrinas, estão bem preparados, com bom conhecimentos de seus ensinos. Muitos crentes tem medo de conversar com eles por que não tem conhecimento da fé que professam e assim perdem a oportunidade de esclarece-los do erro em que estão.)

 

V.13- ... repreende-os severamente , para que sejam sãos na fé.

Tá faltando esta severidade e seriedade nas igrejas, o pecado está entrando avassaladoramente na igreja. Muitas vezes a correção tem que começar pela vida do pastor, se o pastor tem a vida errada, fica sem moral para corrigir os demais.

 

V.14- Não dando ouvidos às fabulas judaicas, que são mandamentos de homens que se desviam da verdade.

Cuidado com as fabulas modernas, tem muita gente querendo ficar rico pregando um evangelho fora do contexto e de facilidades e muitos cantores que não são convertidos, somente aproveitando o filão. Está se cumprindo a Palavra de Mt. 13: 31,32; Mc. 4: 31,32; Lc. 13: 18,19, “o reino dos céus cresceria tanto que as aves do céu se abrigariam nos seus ramos..” as “aves do céu”, são as aves de rapina, muitas pessoas que estão vindo para a igreja (Templos, Congregações) estão atrás de riqueza e bênçãos materiais

V.15- Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; (por quê) ...o seu entendimento e consciência estão contaminados.

V.16- Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis e desobedientes.

Esta é a mais pura verdade, e é pelas obras (pelo seu testemunho) que nós conhecemos os verdadeiros crentes. Não se precipite em escolher seus obreiros, sem antes conhecer toda a sua vida dentro e fora da igreja e até mesmo no lar com a mulher e filhos, tenha uma entrevista com a esposa de cada um deles em particular, para saber o seu comportamento no lar. (Se não cuidam bem do lar não cuidarão da casa de Deus).

 

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

QUALIFICAÇÕES DOS CANDIDATOS AO MINISTÉRIO

 

(Este estudo é baseado nas epístolas do apostolo Paulo a Timóteo e Tito, tem como base dar instrução aos Obreiros que serão o futuro Ministério da igreja. Se você quiser ter bons ministros na sua igreja tem que ensina-los e saber escolhe-los, não é qualquer um que deve ser ministro. Na igreja se encontram pessoas com os mais variados interesses em ter cargo ou melhor um titulo, por isso todos devem ser analisados para ver se o interesse de cada um está de acordo com a Bíblia. Nota-se nas igrejas pessoas com vários títulos mas sem função objetiva na igreja.  Aprendi que o bom obreiro tem que ter “a cara do pastor”, ou seja tem que ser a copia fiel do pastor, nas boas obras e na dedicação à igreja, com uma vida consagrada, dando bom testemunho e sempre pronto a ajudar em tudo. O candidato tem que ter duas qualidades básicas, humildade e estar sempre pronto a aprender).

 

I – AS QUALIFICAÇÕES E OS DEVERES DO MINISTRO.

 

PRESBITEROS, BISPOS E PASTORES

( Ancião = gr. presbítero; e bispo = gr. episkopos = superintendente)indicam o mesmo ofício ( comp. v.7; At.20:17; comp. v.28), o primeiro referindo-se ao homem, o ultimo à função do oficio. Os anciãos nas igrejas apostólicas eram geralmente mencionados no plural; não há exemplo de apenas um ancião numa igreja local. As funções dos anciãos eram: governar (1Tm.3.4,5; 5:17;); ensinar (1Tm.5:17); guardar o corpo da verdade revelada contra a perversão e o erro (Tt.1:9); e superintender a igreja como um pastor ao seu rebanho (Jo. 21:16; At.14:23; Hb. 13:17; 1Pd.5:2). Os anciãos foram designados e colocados na Igreja através do Espirito Santo ( At.20:28), mas grande destaque se colocou no N.T. sobre sua devida nomeação (At. 14:23; Tt.1:5). Em Tito e 1 Timóteo as qualificações de um ancião tornaram-se parte das Escrituras para a orientação das próprias igrejas em tal escolha ( 1Tm. 3:1-7).

 

QUALIFICAÇÕES DOS OFICIAIS DA IGREJA.

1Tm. 3:1-7. Presbíteros. Pastores, Diáconos e Diaconisas.

Paulo ao considerar as qualificações dos aspirantes aos cargos, as examina de um jeito ordenado:

. Pessoalmente (vs. 2,3),

. Quanto à família (vs. 4,5),

. Quanto à igreja (vs. 5,6) e

. quanto ao mundo pagão (vs. 7).

Nos vs.8-13, Paulo trata dos Diáconos e Diaconisas cuja qualificações são paralelas às dos anciãos.

 

1- Pessoalmente.(2,3)

V-1.  Ao episcopado. O verbo em grego sugere que a função básica é a responsabilidade de cada crente. O cargo de ancião e bispo é o mesmo; em Tito 1:5,7 ambas as palavras são usadas referindo-se à mesma pessoa em versículos sucessivos.

Se alguém aspira ao episcopado ... almeja. Duas palavras gregas foram usadas para aspirar. A primeira só usada aqui e em 6:10, Hb. 11:16; indica que o ardente desejo de um homem pelo cargo seria como o desejo de Abraão pelo lar celestial. A outra palavra é usada em (Hb.6:11; 1Pd.112; Lc.22:15), e também expressa desejo intenso

V-2.  Irrepreensível = Impecável; correto; exato; fiel; justo; real; verdadeiro; integro; inatacável; incensurável; primoroso; excelente.

Esposo de uma só mulher. Sem direito a ter várias esposas; ao contrário dos mórmons que podem ter quantas desejarem.

Temperante. com auto controle ou domínio próprio.

Sóbrio. Equilibrado (Tt.1:8; 2:2,5).

Modesto. Ordeiro; usado em relação às roupas das mulheres em 2:9.

Hospitaleiro. Que, ou aquele que dá hospedagem por bondade; acolhedor; caridoso. (1Pd.4:9; Rm.12:13; Hb. 13:2).

Apto para ensinar. 2Tm.2:24-26.

V-3. Não dado ao vinho. Briguento; rixento quando bebe; que não seja beberrão.

Não violento. Não espancador. Que não seja belicoso ou valentão. Tt.1:7.

Não cobiçoso de torpe ganância. 1Pd. 5:1-4.

2- Quanto à família.(4,5)

V-4. Que governe. Estar na direção de. Liderança e orientação são coisas de destaque nesta palavra, conforme indica a clausula seguinte e 3:5. O verbo usado também em Lc. 10:34,35 explica o governo do v.4, com crescente ênfase sobre o terno cuidado implícito.

 

3- Quanto à igreja.(5,6).

V-6. Não neófito. Não um recém-convertido. Aparece só aqui no N,T.. Mas, em lugar de ser um neophytos, alguém de cujo comportamento na nova fé pouco se sabe, ele deve também dar um bom testemunho não apenas aos membros da igreja, mas principalmente aos de fora.

Se ensoberbeça. Orgulho. Ficando cheio de si por causa do rápido progresso.

Condenação. O orgulho foi a causa da queda de Satanás e é o laço que ele arma para os homens (1Jo.2,16). (Muito importante não ordenar crentes muito novos no Evangelho, futuramente trarão problemas na igreja).

 

4- E quanto aos incrédulos (7).

V-7. É necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora. Ver (v.6). O mesmo pensamento se encontra em Rm.12:17b, que é uma citação de Provérbios, Não te desamparem a benignidade e a fidelidade...E acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens Pv.3:7, também citada em Rm.12:16b.

Opróbrio. isto é um paralelo à condenação pronunciada contra Satanás por causa do orgulho (Is.14:12-15).

Condenação. Usado em 1Tm.6:9 e 2Tm.2:26.

No laço do Diabo. É o orgulho que foi a causa de sua queda ver (6).

Conselho para os pastores, ver Pv. 27:23-27.

 

DIACONOS

V- 8. Semelhantemente. Do mesmo modo que. O pensamento principal parece ser que deveria haver o mesmo tipo e grau de virtudes e qualificações para os diáconos, segundo o padrão dos anciãos.

Respeitáveis. Honrados, dignos de respeito .

Não inclinados a muito vinho. O testemunho da Bíblia é consistente contra o uso de bebida forte. A aplicação prática do princípio na igreja é de total abstinência.

Sórdida ganância. Usado também em Tt. 1:7; 1Pd.5:2. O assunto de motivos econômicos são discutidos mais detalhadamente em 1Tm.6:5-10;17-19. A verdade gritante defende: não dinheiro, mas o amor ao dinheiro é raiz de todo o tipo de males. A advertência serve também para os Pastores e Presbíteros .

V- 9. Fé. Aqui novamente está a união dos aspectos doutrinários e práticos do Cristianismo: a fé deve ser guardada em uma consciência obediente, não profana pela desobediência. A expressão o mistério da fé, não significa que haja algum segredo esotérico conhecido apenas dos iniciados. O emprego que Paulo faz da expressão parte do aparecimento de Cristo na carne, como no versículo 16 abaixo. O mistério não é um segredo a ser guardado, mas uma mensagem a ser proclamada (Rm.16:25; Cl.4:3).

V-10. Experimentados. Não necessariamente por meio de teste formal, mas pela aprovação da igreja. O se é significativo; parece querer dizer que os candidatos devem ser aprovados antes de ocuparem o cargo, servindo depois; não experimentados no cargo..

V-11.  Da mesma sorte, quanto a mulheres. O contexto faz com que a referência, pareça mais naturalmente estar indicando as mulheres que venham a desempenhar o cargo de diáconos, como diaconisas. Observe-se:

o, quanto a mulheres não é um termo que generaliza, como se usasse quanto às mulheres, mas é um termo específico quanto a . E também no retorno que o apóstolo fez imediatamente ao assunto das diáconos em geral completando suas observações referentes aos mesmos.

Respeitáveis, a mesma virtude , é exigida dos diáconos (8) e dos anciãos (Tg.2:2).

Maldizentes, A palavra grega para maldizente é diabolos (diabo), o nome dado a Satanás no N.T; ele é o caluniador por excelência. Aqui, e em 2Tm.3:3; Tt. 2:3. a palavra se aplica a homens.

Temperantes. Que tem temperança. Temperança. = Qualidade ou virtude de quem é moderado, ou de quem modera os apetites e paixões; parcimônia; sobriedade; cautela; cuidado; discernimento; juízo; moderação; ponderação; prudência; sabedoria; sensatez; tato; autocontrole; compostura; continência; modéstia. Como em 1Tm.3:2 e Tt.2:2

Fiéis. Dignos de toda aceitação fidedignos. O substantivo correspondente à fé, foi citado no fruto do Espirito em Gl.5:22. O substantivo, como o adjetivo, pode significar a fé no sentido ativo, crente ou essa fidelidade que produz confiança da parte dos outros e pode ajudar a inspirar fé.

V- 12. Veja os versículos 4,5 acima; as mesmas palavras foram usadas.

Em Tito 2:7,8 Paulo faz uma admoestação deveras interessante.

V-13. Paulo, termina com um argumento destinado a encorajar o aspirante a líder na igreja.

Aqueles que servem bem adquirem ou ganham para si uma justa preeminência. A expressão muita intrepidez aqui provavelmente significa alicerce de ou motivo para muita confiança. Assim pode ser um paralelo, e explicação, do justa preeminência procedente; (que literalmente é um passo ou base sobre a qual alguém está).

Aquele que serve bem descobre que o Senhor é fiel; adquire para si um bom fundamento e base de muita confiança na fé (plenitude) que há em Cristo Jesus.

Os que desempenham bem . Se refere não somente aos diáconos mas também aos presbíteros e pastores.

 

                                               Cont..

 

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