SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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domingo, 28 de abril de 2013

CONTINUAÇÃO MATEUS CAP. 3

V.6- ...”eram batizados”. O rito da imersão, símbolo de purificação e de renovação, era conhecido das religiões antigas e do judaísmo (batismo dos prosélitos e dos essênios). Embora se inspirasse nesses precedentes, o batismo de João distinguia-se por três traços importantes:

tinha o objetivo não ritual, porém moral (3:2,6,8,11; Lc 3:10-14);

não se repetia, o que lhe dava o caráter de iniciação;

finalmente, tinha caráter escatológico, introduzindo o batizado no grupo dos que professavam a espera diligente do Messias, que estava para vir, e que constituíam, por antecipação, sua comunidade (3:2,11; Jo 1:19-34).

“...batizados...” O batismo cristão não é idêntico ao batismo de João porque, ainda que retenha o simbolismo do arrependimento e da purificação (At 22:16, Ef. 5:26) o batismo cristão é realizado em nome de Deus triúno (28:19) e simboliza nossa união com Cristo na sua morte e ressurreição (Rm 6:3-6; 1Co 12:13; Gl 3:27; Cl 2:12)

V.7- Os saduceus. Era uma seita judia que negava a existência dos anjos e outros espíritos, e de quase todos os milagres, especialmente a ressurreição do corpo. Eles foram os racionalistas religiosos daquele tempo (Mc 12:18-23; At. 23:8) e estavam fortemente entrincheirados no Sinédrio e no sacerdócio (At. 4:1,2; 5:17). Saduceus não se identificavam com nenhuma doutrina positiva, mas simplesmente negavam o sobrenatural.

O Professor Skinner dá uma descrição curta e viva de seus aspectos característicos no seguinte parágrafo: “Os saduceus, à primeira vista, não parecem ter sido uma seita religiosa ou um partido político, mas um grupo social. Em questão de número o seu grupo era bem menor que o dos fariseus e pertenciam na maior parte às ricas e poderosas famílias dos sacerdotes que formavam a aristocracia da nação judaica. Os líderes do partido eram os anciãos com cadeiras no conselho, os oficiais militares, os estadistas e oficiais que participavam da administração dos negócios públicos. Jamais tiveram grande influência sobre a massa do povo; como verdadeiros aristocratas, não se incomodavam muito a esse respeito. Sua única ambição era tornarem-se indispensáveis ao príncipe reinante, a fim de poderem conduzir o governo do país de acordo com suas opiniões. No conceito dos saduceus, como acontece com alguns políticos mas modernos, a lei de Deus não se aplica à política. Caso Israel devesse tornar-se grande e próspero, isso se daria através de cofres repletos, exércitos fortes, hábil diplomacia e todos os recursos da arte de governar... Ele consideravam como puro e perigoso fatalismo aguardar a libertação divina simplesmente através da santificação do povo”. Nos Evangelhos e Atos vemos a proeminência dos saduceus no Sinédrio. Durante o ministério público do Senhor os sumos sacerdotes, Anás e seu genro Caifás, eram ambos saduceus. At 5:17 fala do “sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus”. Seu ódio contra Jesus pode ser medido pelo fato de se terem aliados a seus inimigos fariseus a fim de mata-lO. Foram de fato diretamente responsáveis pela sua crucificação (compare Lc 3:2; Jo 11:49; 18:13,14,24; 19:15; Mc 15:11). Todavia, devemos ter o cuidado para não implicar que todos os sacerdotes eram necessariamente “saduceus”. Em Atos 6:7, vemos que “muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé”.

V.7- “...ira vindoura...”. A ira (Nm 11:1) do Dia do Senhor (Am 5:18), que devia inaugurar a era messiânica (cf. Rm 1:18). O Antigo Testamento prometeu a vinda do Senhor em justo julgamento, ( Sl 96:13; Jl 1:15; 2:1,2,31,32; Sf 1:14-18; Zc 2:1,2; Ml 3:2; 4:1). (Ainda a se cumprir.). A ira ou julgamento de Deus é mencionada com freqüência também no N.T. enfatizando quão certa ela é – alguém pode até dizer o quão automaticamente – a ira de Deus deve seguir o pecado, assim como a lei física da gravidade torna certo que a conseqüência automática de pular de um edifício alto, seja a destruição do corpo. A lei moral de Deus sobre o pecado deixa certo que a conseqüência automática de persistir em pecados é a destruição espiritual eterna na ira divina.

V. 8- “...fruto digno de arrependimento...” Atos que indicassem justiça interior, não meramente conformidade exterior. Jesus na casa de Zaqueu (Lc:19:1-9) só falou em salvação,(v.9) depois que Zaqueu disse: v. 8, “Senhor hoje resolvo dar aos pobres metade dos meus bens e se nalguma coisa tenho defraudado alguém o restituo quatro vezes mais.”, (Êx. 22:1).

“...arrependimento.” Arrependimento significa mudança de mente, de modo que os pontos de vista de uma pessoa arrependida, seus valores objetivos e comportamentos são mudados e toda a sua vida é vivida de um modo diferente. Sua mente, seu discernimento, sua vontade, suas afeições, seu comportamento, seu estilo de vida, seus motivos e seus planos, tudo está envolvido nessa mudança. Arrepender-se significa começar a viver uma nova vida.

A chamada ao arrependimento era a convocação fundamental na pregação de João Batista (Mt 3:2), de Jesus (Mt 4:17), dos Doze (Mc 6:12), de Pedro no Pentecostes (At 2:18), de Paulo aos gentios (At 17:30: 26:20) e do Cristo glorificado a cinco das sete igrejas da Ásia (Ap 2:5,16,22, 3:3,19). Era parte do resumo feito por Jesus do evangelho que devia ser pregado em todo o mundo (Lc 24:47). Correspondentemente ao constante apelo dos profetas a Israel para que retornassem a Deus, de que se tinham extraviado (p. ex. Jr 23:22; 25:4,5; Zc 1:3-6). O arrependimento é sempre descrito como o caminho para a remissão de pecados e a restauração do favor de Deus, ao passo que a impenitência é o caminho para a ruína (p.ex. 13:1-8).

Sentimentos de remorso, auto-reprovação e tristeza pelo pecado, gerados pelo temor de punição, sem qualquer desejo ou decisão de deixar de pecar, não devem ser confundidos com o arrependimento. Davi expressa o verdadeiro arrependimento no Sl 51, revelando em seu coração o propósito sério de não pecar mais e de viver uma vida justa (Lc 3:8; At 26:20).

Judas por outro lado, se encheu de tristeza e de angustia (27:3), mas não se arrependeu; confirma então que autopunição, depressão ou remorso não é arrependimento.

V.9- Temos por pai a Abraão. Ainda que ser judeu incluísse os privilégios externos da aliança (Rm 9:4,13). Os verdadeiros filhos de Deus o são em virtude do ato de Deus. Só Deus pode aplicar a água que transforma corações de pedra (Ez 36:25,26). Nem um judeu por nascimento, nem um cristão por nascimento podem esperar ser poupados do julgamento, independentemente do fruto que evidencia arrependimento e fé. Jo 8:33-39; Rm 2:28,29; 4:9-12.

Deus pode fazer surgir filhos a Abraão destas pedras. Assim como Ele levantou Isaque no altar de pedra numa ressurreição figurativa. (Hb 11:19).

V.10- é cortada. Exatamente como o reino é iminente, assim o é também o julgamento; a vinda de um envolve a vinda do outro (Mt 7:19). João contudo, ainda não sabia que a tarefa de Jesus não era trazer julgamento, (no primeiro advento), mas sofrê-lo (11:2).

V.11- Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Purificar com fogo descreve o batismo sobrenatural de Deus, contrastado com o símbolo da purificação com água. O fogo do Espírito renova o povo de Deus e consome os ímpios como palha (Is 4:4; Zc 13:9; Ml 3:2,3; 4:1). João apresenta Jesus, como o Senhor que batiza com o Espírito e executa o Juízo Final.

cujas sandálias não sou digno de levar”. Levar as sandálias de alguém era um ofício humilde, próprio de um escravo.

V.12- Mt 13: 42,50; cf. Is 41:16; Jr 15:7. A imagem é de uma eira, um campo. Isto é, um espaço aberto onde se estendiam os feixes para trilhá-los. Depois, se lançava o trigo ao ar com um garfo, pá ou forcado, para que o vento levasse o miúdo restante da palha.

 

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domingo, 21 de abril de 2013

CAPITULO 3 (Mt)

O Ministério de João o Batista (o imersor)

O capitulo 3 registra o ministério de João. Seu ministério visava preparar a nação judaica para a vinda do Messias, pelo rito do batismo, símbolo da purificação do pecado que seria efetuada pela morte do Messias. (Is 40:3; Jo 1:23).

Para entender o que o batismo significa aqui, é necessário buscar o entendimento a partir do ritual do V.T., de acordo com a Lei a pessoa precisava ser purificada por rituais antes de entrar no Tabernáculo ou no Templo. A pureza ritual poderia ser perdida de muitas maneiras; o modo principal de restaurá-la era por meio da lavagem. Uma rápida revisão em Levítico mostra quão freqüentemente o assunto é mencionado.

Uma pessoa que imerge participa de uma metáfora óbvia e viva de purificação, com a água, como era feito, levando embora a impureza. Aqui João, o Batista proclama a velha prática da imersão num novo contexto, limpando de uma vida passada de pecado.

O batismo de João foi também praticado pelos discípulos de Jesus (Jo 4:1,2) até o dia em que foi absorvido no novo rito instituído por Cristo ressuscitado (Mt 28:19; At 1:5; Rm 6:4).

 

João Batista (o imersor).

Normalmente chamado de “João Batista”. O nome “João”, assim como numerosas variantes em muitas línguas – John, Jean, Juan, Jon, Ivan, Giovanni – vem do hebraico Yochanan, que significa “YHVH (Jeová) foi gracioso, demonstrou favor”.

 

Batismo

O verbo grego “baptzein” é a fonte das palavras em português “batizar” e “Batista, sua raiz significa “mergulhar, encharcar, imergir,” num liquido aquilo que foi mergulhado – por exemplo, tecido em corante, ou couro em corante.

È por isso que as igrejas Evangélicas só aceitam o batismo por imersão, e não o derramamento de água ou a aspersão de água batismal, e também não aceitam o batismo feito em crianças que ainda não têm consciência o suficiente para decidir ou reconhecer os seus pecados.

 

A Pregação de João Batista

Vs. 1-12-. Mateus passa direto da volta do Egito à pregação de João, período de quase 30 anos, Lc 3:12.

V.1- “Naqueles dias”... Expressão estereotipada, que tem simples valor de transição.

V.2- “Arrependei-vos...” Aponta para uma mudança de sentimentos, designa a renúncia ao pecado, o “arrependimento”. Esse pesar, que se refere ao passado, vem normalmente acompanhado de uma “conversão” (verbo grego epistrephein), pela qual o homem se volta para Deus e empreende uma vida nova. Esses dois aspectos complementares de um mesmo impulso da alma não se distinguem sempre no vocábulo (cf. At 2:38; 3:19). Mas arrependimento e conversão constituem a condição necessária para receber a salvação.

O apelo ao arrependimento, proclamado por João Batista (cf. ainda At 13:24; 19:4), foi retomado por Jesus (Mt. 4:17; Lc 5:32: 13:3,5) pelos seus discípulos (Mc 6:12; Lc 24:47) e por Paulo (At 20:21; 26:20). “Arrepender-se” traduz a idéia do Antigo Testamento do “retorno” de Israel à fidelidade da aliança.

“o reino dos céus”. A mensagem de João Batista apresenta o tema do ensino de Jesus. Marcos e Lucas o denominam “reino de Deus (4:17; cf. Mc 1:15). O reino de Deus é o que os profetas do A.T. aguardavam: a exibição por parte de Deus da sua Soberania na redenção de seu povo. João e Jesus proclamaram que o tempo de espera tinha acabado e que o Rei em pessoa tinha chegado. Com a morte e a ressurreição de Cristo e a difusão das boas novas para todas as nações, as promessas de Deus no A.T. foram amplamente cumpridas em nosso favor, embora ainda aguardemos sua completa finalização quando Cristo retornar em juízo.

Está próximo. O começo da obra de Deus é a base para a exigência do arrependimento.

 

V.3- “...este é o referido...”. João Batista proclama a vinda do Senhor citando Is 40:3. O ministério de João apontava para o futuro como os profetas do A.T., para Um maior que deveria vir (11:7-11; At 19:4,5)

V.4- “...gafanhotos.” (Lv 11:21,22), cita 3 espécies comestíveis.

 

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domingo, 14 de abril de 2013

MATEUS  final do cap. 2

V.6- Há de apascentar. A imagem do pastor foi tirada da vida rural e usada desde tempos antigos. Ver Jo 10.11; Mq 5:2.

V. 11- na casa...menino. Jesus não estava mais no estábulo, (Lc 2:7). Esta visita ocorreu algum tempo depois do nascimento (v.1; cf. v.16).

Menino pode indicar também “recém-nascido” (Jo 16:21).

Ouro,incenso e mirra. Riquezas e perfumes da Arábia (Jr 6:20; Ez 27:22). Ainda que os magos não tivessem consciência do valor simbólico de seus presentes, Mateus os registra para mostrar o cumprimento de passagens do Antigo Testamento, onde os gentios trazem suas riquezas ao rei de Israel (Sl 72:20; Is 60:6). Os pais da igreja entendiam o ouro como símbolo da divindade de Jesus; o incenso da Sua pureza; e a mirra, de Sua morte (uma vez que era usado para embalsamar).

V. 15- A citação é de Os. 11:1 que se refere ao povo de Israel como filho do Senhor (Êx 4:22). Deus fez voltar da escravidão do Egito o “seu filho” Israel; agora Jesus “o seu Filho” por excelência, também esteve exilado naquele mesmo país. (Exemplifica o principio dos pronunciamentos proféticos que geralmente têm um significado latente mais profundo que parece à primeira vista). Compare Is 41:8 com Is 42:1-4 e 52:13,14, onde servo-nação e o Servo-Filho ambos foram focalizados; também Rm 9:4,5.

Vs. 16-18. Dois anos, Jesus não deveria ter dois anos mas para segurança mandou matar as crianças de dois anos para baixo, para não errar.

...”choro e grande lamentação”. Uma citação de Jr 31:15, que descreve a lamentação pelo cativeiro dos israelitas descendentes de José e Benjamim (Efraim, Manasses e Benjamim chacinados ou exilados pelos assírios os quais Raquel, sua avó, chora). filhos de Jacó e Raquel cujo túmulo está no território de Belém (Gn 3519). Aquela calamidade e a nova atrocidade de Herodes são vistas como partes de um mesmo cenário.

Já que Mateus escrevia para pessoas de contexto judaico, ele usou mais citações do A.T. que os demais autores dos Evangelhos. Mateus contém 93 citações, havendo 49 em Marcos, 80 em Lucas e 33 em João.

V.22- Arquelau. Depois da morte de Herodes, o Grande, os romanos dividiram seu reino entre os filhos: Arquelau (Judéia e Samaria), Antipas (Galiléia e Peréia), Filipe (NE da Palestina). Arquelau foi um rei sanguinário e, pior aos olhos de Roma ineficaz. Em 6 A.D. ele foi banido para a Gália por César Augusto.

V. 23-Ele será chamado Nazareno”. Provavelmente refere-se a Is. 11:1, onde se diz que o Messias será um “rebento” (netzer) ou “renovo, tzemach” “do tronco de Jessé”. (Jr 23:5; Zc 3:8). A palavra ‘“rebento”, no Hebraico, é muito parecida com “Nazaré” “Natzeret”. Pode ser também um jogo de palavras, Jesus foi “Nazareno” (Natzrati um residente de Nazaré) em dois sentidos.

(O outro sentido era que Jesus seria desprezado como os habitantes de Nazaré (Jo 1;46; 7: 42,52; também cumprindo as Escrituras, Sl 22; Is 52:13-53:12)).

 

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domingo, 7 de abril de 2013

MATEUS Cap. 2

CAPITULO 2 (Mt)

Depois de ter apresentado no cap. 1 a pessoa de Jesus, filho de Davi e filho de Deus, Mt, no cap. 2, define a sua missão como salvação oferecida aos pagãos, cujos sábios ele atrai para a sua luz (vs.1-12), e como sofrimento no seio do seu próprio povo, cujas experiências dolorosas revive: o primeiro exílio no Egito (12-15), o segundo cativeiro (16-18), a volta humilde do pequeno “Resto”, naçur (19-23; cf. v. 23). Essas narrativas de caráter hagádico ensinam, por meio de acontecimentos, aquilo que Lc 2:30-34 ensina pelas palavras proféticas de Simeão (cf. Lc 2:34)

V.1- Belém. Situada a curta distancia ao sul de Jerusalém, terra natal do rei Davi (1Sm 16:1); lc.2:4-7.

 

Herodes. Chamado o Grande, Descendente de prosélitos idumeus, chegou a ser rei do território da Judéia dominado pelos romanos, governou como vassalo de César durante os anos 37-4 a.C. Sua família era nominalmente judia, mas eles eram na verdade idumeus (edomitas, ver Gn. 36:1). Os romanos designaram seu bisavô, Antipas (morreu em 78 A.C.), governador da Iduméia, e Júlio César fez seu pai Antipater, procurador da Judéia (47-43 A.C.). O triúnviro romano, Marco António, designou Herodes, o Grande tetrarca da Galiléia, em 37 A.C. Seu reino acabou abrangendo a Judéia, a Iduméia, a Samaria, a Galiléia, a Peréia e outras regiões para o lado de Aurã. Ele desenvolveu grandemente o esplendor de Jerusalém, levantando o templo, que era o centro do culto judeu no tempo de nosso Senhor. A matança das crianças de Belém, ordenada por Herodes (v.16) estava de acordo com o seu caráter cruel. Herodes morreu em março de 4 A.C. e foi substituído por seu filho Arquelau (Mt. 2:22).

A referencia a Herodes permite fixar o nascimento de Jesus como tendo ocorrido entre os anos 6-4 a.C. No calendário atual por um erro de calculo, colocaram o começo da era cristã, vários anos mais tarde.

 

História do Calendário

(No ano 708º da fundação de Roma (46 A.C. pela contagem cristã), Júlio César estabeleceu o Calendário Juliano, começando o ano com 1º de Janeiro. Mas foi só no século sexto A.D. que Dionísio Exíguo, um monge cita que morava em Roma, que estava confirmando o ciclo da Páscoa, deu origem ao sistema de contagem do tempo a partir do nascimento de Cristo. Gradualmente, este uso se espalhou, sendo adotado na Inglaterra pelo Sínodo de Whitby em 664, até que ganhou aceitação universal. Em 1582, o Papa Gregório XIII reformou o calendário Juliano. Contudo, um exame mais detalhado prova que a contagem de tempo, pelo nascimento de Cristo, estava errado desde o começo em diversos anos. Assim, concorda-se atualmente que o nascimento de Cristo deveria ser colocado em cerca de 6-4 A.C.).

...Uns Magos. “Magos” vem do grego magoi, uma palavra persa indicando homens versados no estudo das estrelas. O termo aqui, se refere a personagens de um país oriental não especificado, que estudavam os astros e viam neles sinais do curso da história humana, pensa-se na Pérsia, na

 

Babilônia ou na Arábia do Sul como sendo a terra destes sábios astrólogos. O texto não diz quantos sábios eram, ou que eram reis. Estes representam, antecipadamente os povos não judeus que chegaram a reconhecer Jesus como o Cristo ou o Messias. Esta adoração dos magos era também o cumprimento dos oráculos messiânicos a respeito da homenagem que as nações prestariam ao Deus de Israel (Nm 24:17; Is 49:23: 60:5; Sl 72:10-15).

V.2- A sua estrela. Deve ser uma alusão a Nm 24:17 (“uma estrela procederá de Jacó”), que alguns textos judaicos antigos interpretam como símbolo do Messias.

 

V.4- Escribas. Os escribas eram assim chamados porque era sua tarefa copiar as Escrituras, classificar e ensinar os preceitos da lei oral e manter o registro cuidadoso de cada letra das obras do Velho Testamento

Um ofício destes se fazia necessário numa religião de lei e preceitos, e era uma função do V.T. (2Sm. 8:17; 20:25; 1Rs. 4:3; Jr. 8:8; 36:10,12,26).

A este trabalho legitimo os escribas acrescentavam um registro de decisões rabínicas sobre questões do ritual (Halachoth);

o novo código resultante daquelas decisões (Mishna);

as sagradas lendas hebraicas (Gemara, formando junto com o Mishna, o Talmude);

os comentários sobre o V.T. (Midrashim);

as discussões sobres estes (Hagada); e,

finalmente, interpretações místicas sobre o VT. Que encontravam nas Escrituras outros significados além dos óbvios, gramaticais, e léxicos (a Kabala), parecido com o método alegório de Orígenes.

No tempo de nosso Senhor, os fariseus consideravam como ortodoxia aceitar este volume de obras superimpostas que obscureciam as Escrituras. Dando-lhes mais valor, do que às Escrituras.

 

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MUITO OBRIGADO.