SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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domingo, 30 de dezembro de 2012

A- Frouxidão Moral na Igreja, 6:12-20

 

A Santidade do corpo.

O corpo é santo: (Separado)

1- Ele é lavado e justificado vs. 9-12. Havia em Corinto uma grande imoralidade. Vênus era a principal divindade da cidade. Seu templo era um dos mais magníficos. Nele havia mil sacerdotisas, prostitutas públicas, mantidas às expensas do povo, onde sempre e sempre estavam prontas para se entregar a prazeres imorais, como culto à deusa. Alguns dos cristãos coríntios, que antes se davam a essa religião fomentadora de vida imoral, achavam um tanto difícil acostumar-se com a sua nova religião , que proibia uma vida assim. Então para justificar a frouxidão moral que poluía a igreja em Corinto ao que parece eles aplicavam o princípio da liberdade cristã, todas as coisas me são licitas, mas nem todas me convém.. ao reino sexual. A pergunta é: Se não há restrições quanto à alimentação, um dos apetites do corpo, por que deveria haver nas questões sexuais, outro desejo físico? A resposta de Paulo, a qual ele começa com o princípio da liberdade e o aplica especialmente à fornicação, novamente apresenta a tripla ocorrência do não sabeis quê? (15,16,19).

 

2- Porque é do Senhor, Vs.13-18.

V.13- Enquanto os alimentos são para o estômago, e o estômago para os alimentos (um é necessário ao outro), este relacionamento não é verdadeiro quanto ao corpo e à fornicação. O corpo foi criado com a intenção de glorificar o Senhor, e o Senhor é necessário ao corpo para que isto aconteça. Paulo usa a palavra corpo aqui num sentido mais amplo do que simplesmente o tabernáculo físico. È quase equivalente à personalidade do homem, quase como a expressão, alguém, ou todos.

V.14- Mais outra diferença entre o corpo e o ventre, e o corpo e a fornicação, está no fato de que o corpo se destina à ressurreição, enquanto o ventre para ser reduzido a nada (v.13). A permanência do corpo tem mais do que significado teórico.

 

V.15- Primeira Razão.

Devido à união do crente com Cristo (12:12-27), a fornicação rouba do Senhor aquilo que é dEle. Tomaria. Seria melhor, levaria.

 

V.16- Segunda razão.

Ou não sabeis é a melhor tradução. Além do Senhor ser roubado, uma nova se faz (v.15, Gn.2:24). A prova prática disso é que uma nova personalidade pode resultar da união.

 

V.17- Terceira razão.

Um espírito com ele. Uma das expressões mais fortes sobre a união e segurança da Palavra de Deus. Como um autor já expôs, "As ovelhas, podem se afastar do pastor, o ramo, pode ser cortado da videira; o membro pode ser separado do corpo...mas quando dois espíritos se unem em um só quem os separará?

 

A- Solução.

V.18- Fugi (tempo presente para uma ação habitual). Ordem positiva. "Habitue-se a fugir". Alguém já disse: "Ainda que muitas vezes se declare que a segurança está em Números, às vezes há mais segurança no Êxodo!".

Ex.: de José Gn.39:12.

As frases finais, fora do corpo e contra o próprio corpo, são difíceis de serem interpretadas. Talvez o significado seja que os outros pecados, tais como o vício de beber, têm seus efeitos sobre o corpo, mas a fornicação é um pecado que se realiza dentro do corpo e envolve uma negação da união com Cristo através da união com uma prostituta.

 

3- Porque é o Templo de Deus. Vs. 19,20.

Eis as Razões Finais. Porque os crentes têm que fugir.

V.19- Primeira Razão: Pelo fato de que o corpo é o santuário do Espírito Santo. Vosso corpo. uma expressão "distributiva", isto é, o corpo de cada um de vocês. O corpo do crente individualmente, é o templo do Espírito (3:16).

V.20- Segunda razão: Porque os crentes não pertencem a si mesmos fostes comprados por preço. O Espírito ocupa aquilo que Deus obteve através da compra. Demonstrando o direito de posse, comprando e ocupando. Deus fez as duas coisas: por isso os cristãos já não são de si mesmos, mas pertencem a Deus (Jo.13:1).

Comprados (tempo aoristo gr.) refere-se ao Golgota, onde o preço foi pago. A figura representa a sagrada manumissão, pela qual um escravo, pagando o preço de sua liberdade no tesouro do templo, passava a ser considerado, daquele momento em diante, como escravo do deus e não mais escravo do senhor terreno. Glorificai a Deus, a conclusão lógica, é tanto negativa quanto positiva. Negativamente, um crente deveria eliminar as coisas que corrompem, tais como a fornicação e positivamente ele deveria exibir Aquele que veio habitar nele. O preço terrível do sangue sem preço (1Pd. 1:18,19) exige nada menos do que isso.

 

 

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

I Coríntios – Continuação

OS PROCESSOS DIANTE DOS TRIBUNAIS PAGÃOS.

Os cristãos ficam proibidos de procurar os tribunais para julgar uns aos outros, diante dos incrédulos. 1Co. 6:1-11.

A discussão das desordens continua. Embora não haja partícula conectiva em 6:1, a idéia do juízo liga claramente os dois capítulos. A competência judicial da igreja para resolver caos entre os seus membros está visível em ambos. Godet o expôs muito bem : "Além de vocês não julgarem aqueles que vocês tem obrigação de julgar (os que estão dentro); mas, pior ainda, vocês procuram ser julgados por aqueles que estão em situação inferior ( os que estão de fora)!" A questão dos processos foi introduzida (1) e então solucionada (vs. 2-11). A solução apresenta a tripla ocorrência do não sabeis? (Gr. ouk oidate, vs. 2,3.9).

V. 1- Aventura-se algum de vós (muito enfático no texto grego). Que audácia dos santos (justificados; embora os gregos fossem dados aos litígios) comparecerem diante dos injustos para buscar justiça! (v.11).

V.2- O primeiro ponto da refutação é o fato conhecido que os santos hão de julgar o mundo, por causa de sua união com o Messias, a quem todo o julgamento está entregue (Jo.5:22; Mt. 19:4,9).

V.3- O segundo ponto é fato conhecido que havemos de julgar os próprios anjos. Quanto mais as cousa desta vida. (Jo. 5:22; Jd.6: 2Pd. 2:4,9).

V.4- Entretanto introduz uma inferência, um tanto anuviada por um problema de tradução. Constituís um tribunal, (estabeleceis por juizes) daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja! Uma sugestão muito irônica de que não havia nenhum homem sábio entre os "sábios" coríntios!

Vs. 7,8- Sugere-se uma atitude melhor. Derrota, indica que recorrer à lei contra um irmão, já constitui uma perda da causa em si mesma.

V.9- O terceiro ponto defendido por Paulo é um apelo aos "princípios mas amplos". Os não justificados, ou injustos, não estão qualificados para julgar; só os crentes, os justos, podem julgar. A negativa foi apresentada primeiro (vs,9,10), seguida pela afirmação positiva (v.11). A ênfase colocada sobre reino de Deus repousa sobre a palavra Deus; os injustos não têm lugar no seu reino.

A lista de pecados que se segue prova que Paulo e Tiago concordam basicamente. Ambos afirmam que a fé genuína produz boas obras (Ef.2:8-10), e que a ausência das boas obras indica falta de fé (Tg.2:14-26). A prevalecente frouxidão moral dos gregos e romanos pode ter incentivado o apóstolo a enfatizar aqui o vício contra a natureza. Por exemplo. Sócrates, além de quatorze dos quinze primeiros imperadores romanos, era homossexual.

V.11- O apelo positivo está aqui. Tais fostes alguns de vós aponta para as profundezas das quais a graça de Deus em Cristo os regatou. Mas vós vos lavastes Literalmente, vocês se deixaram lavar(uma vos media permissiva), ou vocês se lavaram (vós média direta, acentuando o lado ativo da fé; cons. At.22:16; Gl.5:24). Os termos lavastes, santificados e justificados refletem a nova posição dos coríntios.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

I CORINTIOS – Continuação

 

III. AS DESORDENS NA IGREJA. 5:1-6:20.

 

A). A Ausência de Disciplina. 5:1-13.

Diz-se frequentemente que a única Bíblia que o mundo lerá é a vida diária do cristão, e o mundo está precisanndo de uma versão revisada. Os próximos dois capítulos foram escritos por Paulo com a intenção de produzir uma versão revista coríntia. O capitulo 5 trata de um conhecido caso de incesto na igreja. Os crentes, em vez de lamentar o fato, estavam complacentemente permitindo que o caso permanecesse sem julgamento, talvez até mesmo se orgulhando de sua liberdade (vs. 1,2; cons. 6:12). Paulo expressa sua posição no assunto (5:3-5), insiste com a igreja a exercer disciplina (vs.6,8), e conclui com um esclarecimento das instruções da carta anterior (vs.9-13).

V.1- Geralmente. Seria melhor, na verdade. A fornicação era incesto, proibido pela Lei (Lv.18:8; Dt.22:22). sugere algum tipo de união permanente (Mt. 14:4). O destaque dado ao homem pode indicar que a mulher, a madrasta, não era cristã. O pai talvez estivesse morto ou fosse divorciado. O pecado era proibido pala lei romana.

V.2- Ensoberbecidos pela falsa liberdade, os crentes estavam "inchados". Uma igreja não pode prevenir o mal de modo absoluto., mas deve sempre praticar a disciplina. Não chegastes a lamentar, para que fosse tirado refere-se à censura eclesiástica ou à exclusão.

V.3,4- Paulo já julgou o assunto em espírito. Suas palavras davam a orientação quanto a atitude própria a ser tomada.

V.5- A substancia do seu julgamento está aqui. Entregue a satanás é de difícil interpretação (cons. 1Tm.1:20). Provavelmente se refere ao entregar o homem ao mundo como se pertencesse a satanás (cons. 1Jo.5:19). Para destruição da carne tem sido aceito no sentido moral da anulação dos apetites carnais. Destruição é forte demais para este ponto de vista, embora, é claro, a disciplina tem de ser curativa. Provavelmente é melhor ver aqui a ideia de um castigo corporal, ao qual o pecado persistente conduz, de acordo com ensinamentos do N.T., não apenas nesta carta (1Co.1130), mas também em outros lugares (1Jo,. 5:16,17).

V.6- O princípio que apoia a necessidade de disciplina é este. "Nunca diga, desculpando-se, que afinal de contas este caso é único. Um só mas poderá contaminar a massa toda". O pecado sempre se alastra e contamina se não abandonado, exatamente como o veneno, as ervas daninhas e o câncer.

V.7- Pois. Uma atitude decisiva torna-se necessária. Como sois de fato sem fermento expressa a posição dos crentes, à qual a condição deles deve corresponder. Sua purificação deve se manifestar na vida limpa.

Os antecedentes das observações do apóstolo são as Festas da Páscoa e dos Pães Asmos. A Páscoa (Êx.. 12:1-28) prefigura o Cristo na qualidade do Cordeiro de Deus, que tiraria o pecado do mundo através do seu sacrifício no Gólgota (Jo. 1:29).

A Festa dos Pães Asmos (Êx. 12:15-20; 13:1-10), durante a qual os israelitas não deviam ter fermento em suas casas (o fermento referindo-se tipicamente ao pecado, é claro), prosseguia durante a semana que se seguia à morte do cordeiro. Esta festa prefigura a vida de santidade que devia seguir-se à morte do cordeiro e consequentemente alimentação dos que participavam, sendo os sete dias um círculo de tempo completo.

A Páscoa, então, é típica e ilustrativa da obra de Cristo que morreu pelos seus. Isto aconteceu, escreveu Paulo, foi imolado por nós (tempo aoristo, encarando o acontecimento como uma coisa feita de uma vês por todas).

A Festa dos Pães Asmos é uma ilustração da vida de santidade co crente, uma coisa continua, e assim Paulo escreve, por isso celebremos a festa (v.8; tempo presente, ação duradoura). E exatamente com uma migalha de fermento na casa do israelita significa julgamento (Êx. 12:15), assim o pecado na vida do crente significa julgamento. Eis aí a necessidade da disciplina.

V.8- A conclusão (por isso) da exortação de Paulo encontra-se aqui. A pureza e a retidão devem caracterizar o crente, não a perversidade do homem e da igreja nesta questão do incesto. Essas virtudes (pureza e retidão) divinas deviam ser o alimento da festa cristã.

V.9- Instruções dadas numa carta perdida esclarecimentos do apóstolo.

Vs.10,11.Um cristão deve ter um certo contato com o mundo; caso contrário teria de sair do mundo, uma impossibilidade manifesta. A chave para compreensão da ordem do versículo 9 é o verbo associar-se (vs. 9,11), que significa literalmente misturar-se com. A idéia é da comunhão em família. O apóstolo sabia que uma certa comunhão com o mundo devia existir nas atividades diárias da vida. Entretanto, ao irmão sob disciplina era preciso negar comunhão, e particularmente os crentes não deviam com esse tal nem ainda comer, a mais evidente demonstração de comunhão.

V.12- Pois; explica que Paulo, na carta perdida, não se referia ao mundo, mas aos irmãos, quando falava da negação de verdade. Ele não se preocupava com aqueles que estão de fora; Os coríntios, entretanto, tinham obrigação de julgar os que estão dentro.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

I CORINTIOS -  Continuação

O EXEMPLO DO BOM MINISTRO, 4:9-13.

Na humildade e paciência.

V.9- Os apóstolos, em agudo contraste, estavam longe de entrarem no Reino. Na verdade, estavam destinados a morrer, como criminosos condenados ou prisioneiros, que lutavam com feras e raramente sobreviviam até o fim nos festivais e exibições pagãos. Ou, talvez Paulo tivesse em mente a entrada triunfal de um general romano, ao final da qual vinham os soldados capturados, que eram levados à arena para lutarem com feras (cons. 15:32; 2Co.2:14_17). Na arena do mundo dos homens e anjos, os apóstolos condenados eram um espetáculo.

Vs.10-13. Uma série de contrastes cáusticos entre os apóstolos e os coríntios, destinados a admoestar os crentes. A nova dispensação ainda não chegar para os apóstolos!

V.14- Filhos meus amados introduz a terna solicitude de um pai pelos filhos espirituais.

V.15- Porque Paulo explica por que ele pode exortá-los como um pai. Preceptores (instrutores) eram os escravos guardiões dos romanos, responsáveis pela supervisão geral das crianças, até que atingissem a maioridade e pudessem vestir a toga virilis (Gl.3:24). Era como se o apóstolo dissesse que os coríntios tinham muitos supervisores em sua vida espiritual, mas só um que lhes dera a vida. Gerei introduz uma terceira figura em seu relacionamento com eles (1Co.3:6, plantei, e 3:10, pus o fundamento). Ele não lhes transmitira a vida com bons conselhos, mas por meio das boas novas, pelo evangelho

V.16- Paulo era o raro pregador que podia dizer, sejais meus imitadores (lit.) A maioria dos homens deveria dizer: "Façam o que eu digo, não o que eu faço".

V.17-20. Timóteo devia lembrá-los. Há uma grande carência do ministério da lembrança. O reino de Deus (cons.v.8). O reino dos coríntios era um reino em palavra, não em poder.

V.21- Um desafio conclui. Eles escolherão a vara da disciplina, ou o amor e espírito de mansidão, produzidos pela restauração da comunhão? A resposta depende deles. A vara introduz a nota da disciplina, predominante na próxima seção da carta.

 

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