I CORINTIOS – Continuação
III. AS DESORDENS NA IGREJA. 5:1-6:20.
A). A Ausência de Disciplina. 5:1-13.
Diz-se frequentemente que a única Bíblia que o mundo lerá é a vida diária do cristão, e o mundo está precisanndo de uma versão revisada. Os próximos dois capítulos foram escritos por Paulo com a intenção de produzir uma versão revista coríntia. O capitulo 5 trata de um conhecido caso de incesto na igreja. Os crentes, em vez de lamentar o fato, estavam complacentemente permitindo que o caso permanecesse sem julgamento, talvez até mesmo se orgulhando de sua liberdade (vs. 1,2; cons. 6:12). Paulo expressa sua posição no assunto (5:3-5), insiste com a igreja a exercer disciplina (vs.6,8), e conclui com um esclarecimento das instruções da carta anterior (vs.9-13).
V.1- Geralmente. Seria melhor, na verdade. A fornicação era incesto, proibido pela Lei (Lv.18:8; Dt.22:22). Há sugere algum tipo de união permanente (Mt. 14:4). O destaque dado ao homem pode indicar que a mulher, a madrasta, não era cristã. O pai talvez estivesse morto ou fosse divorciado. O pecado era proibido pala lei romana.
V.2- Ensoberbecidos pela falsa liberdade, os crentes estavam "inchados". Uma igreja não pode prevenir o mal de modo absoluto., mas deve sempre praticar a disciplina. Não chegastes a lamentar, para que fosse tirado refere-se à censura eclesiástica ou à exclusão.
V.3,4- Paulo já julgou o assunto em espírito. Suas palavras davam a orientação quanto a atitude própria a ser tomada.
V.5- A substancia do seu julgamento está aqui. Entregue a satanás é de difícil interpretação (cons. 1Tm.1:20). Provavelmente se refere ao entregar o homem ao mundo como se pertencesse a satanás (cons. 1Jo.5:19). Para destruição da carne tem sido aceito no sentido moral da anulação dos apetites carnais. Destruição é forte demais para este ponto de vista, embora, é claro, a disciplina tem de ser curativa. Provavelmente é melhor ver aqui a ideia de um castigo corporal, ao qual o pecado persistente conduz, de acordo com ensinamentos do N.T., não apenas nesta carta (1Co.1130), mas também em outros lugares (1Jo,. 5:16,17).
V.6- O princípio que apoia a necessidade de disciplina é este. "Nunca diga, desculpando-se, que afinal de contas este caso é único. Um só mas poderá contaminar a massa toda". O pecado sempre se alastra e contamina se não abandonado, exatamente como o veneno, as ervas daninhas e o câncer.
V.7- Pois. Uma atitude decisiva torna-se necessária. Como sois de fato sem fermento expressa a posição dos crentes, à qual a condição deles deve corresponder. Sua purificação deve se manifestar na vida limpa.
Os antecedentes das observações do apóstolo são as Festas da Páscoa e dos Pães Asmos. A Páscoa (Êx.. 12:1-28) prefigura o Cristo na qualidade do Cordeiro de Deus, que tiraria o pecado do mundo através do seu sacrifício no Gólgota (Jo. 1:29).
A Festa dos Pães Asmos (Êx. 12:15-20; 13:1-10), durante a qual os israelitas não deviam ter fermento em suas casas (o fermento referindo-se tipicamente ao pecado, é claro), prosseguia durante a semana que se seguia à morte do cordeiro. Esta festa prefigura a vida de santidade que devia seguir-se à morte do cordeiro e consequentemente alimentação dos que participavam, sendo os sete dias um círculo de tempo completo.
A Páscoa, então, é típica e ilustrativa da obra de Cristo que morreu pelos seus. Isto aconteceu, escreveu Paulo, foi imolado por nós (tempo aoristo, encarando o acontecimento como uma coisa feita de uma vês por todas).
A Festa dos Pães Asmos é uma ilustração da vida de santidade co crente, uma coisa continua, e assim Paulo escreve, por isso celebremos a festa (v.8; tempo presente, ação duradoura). E exatamente com uma migalha de fermento na casa do israelita significa julgamento (Êx. 12:15), assim o pecado na vida do crente significa julgamento. Eis aí a necessidade da disciplina.
V.8- A conclusão (por isso) da exortação de Paulo encontra-se aqui. A pureza e a retidão devem caracterizar o crente, não a perversidade do homem e da igreja nesta questão do incesto. Essas virtudes (pureza e retidão) divinas deviam ser o alimento da festa cristã.
V.9- Instruções dadas numa carta perdida esclarecimentos do apóstolo.
Vs.10,11.Um cristão deve ter um certo contato com o mundo; caso contrário teria de sair do mundo, uma impossibilidade manifesta. A chave para compreensão da ordem do versículo 9 é o verbo associar-se (vs. 9,11), que significa literalmente misturar-se com. A idéia é da comunhão em família. O apóstolo sabia que uma certa comunhão com o mundo devia existir nas atividades diárias da vida. Entretanto, ao irmão sob disciplina era preciso negar comunhão, e particularmente os crentes não deviam com esse tal nem ainda comer, a mais evidente demonstração de comunhão.
V.12- Pois; explica que Paulo, na carta perdida, não se referia ao mundo, mas aos irmãos, quando falava da negação de verdade. Ele não se preocupava com aqueles que estão de fora; Os coríntios, entretanto, tinham obrigação de julgar os que estão dentro.
Cont..
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