SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

TRANSLATOR

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domingo, 27 de janeiro de 2013

I CORINTIOS Cap. 7 e 8.  Continuação

Vs.36-38. Aqui são os Pais que estão em Pauta.

A passagem deve ser compreendida à luz dos costumes daquele tempo. O pai tinha o controle dos arranjos para o casamento de sua filha. Trata sem decoro refere-se à procrastinação do casamento quando há evidência da falta do dom da continência. É duvidoso que Paulo aqui tenha em mente "casamentos espirituais" nos quais as pessoas passavam por uma forma de casamento e continuavam, no entanto, a viverem juntas como irmão e irmã. O que está firme, isto é, não acha que esteja fazendo o que é impróprio. E assim que introduz o sumário, que na realidade é um sumário de todo o capítulo. Um faz bem; outro faz melhor. O celibato não é um estado mais santo que o do casamento; o celibato simplesmente é mais útil no serviço do Senhor. Mas mesmo no casamento, todas as coisas, até onde for possível, devem ficar sujeitos aos interesses dEle. A expressão dá em casamento (v.38) sempre tem este sentido no N.T. (Mt.22:30; 24:38); nunca quer dizer simplesmente casar-se, o que parece decidir que a interpretação dada é a verdadeira.

3)-  39-40.

A viúva está livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor, isto é, com cristão. Isto parece indicar claramente que Paulo jamais aprovou o casamento misto (casamentos entre crentes e incrédulos), uma verdade que tem uma larga aplicação hoje em dia. Paulo retorna novamente ao lado prático, todavia, quando escreve será mais feliz se permanecer viúva (v.8). As palavras de conclusão parecem indicar que Paulo considera estas suas palavras divinamente aprovadas ( o também parece apontar para alguém em Corinto que reivindicava a aprovação do Espírito para suas atividades contrárias às Escrituras); e o fato de terem sido preservadas no Livro Sagrado confirma tal ponto de vista.

 

 

B. O Conselho Relativo às Coisas Sacrificadas aos Ídolos. 8:1-11:1

As limitações da vida cristã.

As cousas sacrificadas a ídolos, eram as sobras dos animais sacrificados aos deuses pagãos. Quer um animal fosse oferecido como sacrifício particular ou público, partes da carne sobravam para o ofertante. Se o sacrifício fosse público, a carne que sobrava, depois que os magistrados retiravam a sua parte , podia ser vendida aos mercados para revenda ao povo da cidade.

Os problemas, eram estes:

1) Podia um cristão participar da carne que fora oferecida a um falso deus em uma festa pagã?

2) Podia um cristão comprar e comer carne oferecida aos ídolos?

3) Podia um cristão, quando convidado, ir à casa de um amigo, comer carne que fora oferecida aos ídolos?

 

1) Os Princípios. 8:1-13

Primeiro Paulo apresenta princípios generalizados para orientação do crente nesses problemas delicados.

V.1- Reconhecemos que todos somos senhores do saber pode ser uma citação da carta deles. Os cristãos possuem conhecimento, mas é apenas superficial e incompleto (vs.2,7). Saber, além disso não é suficiente para a solução de todos os problemas, pois por si mesmo ensoberbece.

V.2- Não aprendeu ainda refere-se ao verdadeiro conhecimento de Deus. Enquanto aqui nesta terra, o conhecimento que o homem tem de Deus está sempre incompleto (13:12)

V.3- Ama a Deus produz os dois, conhecimento de Deus e um senso de que Deus conhece também o indivíduo. Por exemplo, em um palácio todos conhecem o rei, mas nem todos são conhecidos pelo rei. O segundo estágio indica intimidade pessoal e consequentemente conhecimento de primeira mão (Gl.4:9).

V.4- O ídolo de si mesmo nada é no mundo provavelmente devia ser não existem ídolos no mundo. Um ídolo não pode realmente ser uma representação de Deus. Como poderia madeira ou pedra representar a incorruptibilidade de Deus?

V.5- O apóstolo admite, entretanto, que existem aqueles que se chamam deuses.

V.6- Todavia para nós indica um forte contraste. De quem são todas as cousas refere-se à primeira criação; o Pai é a fonte de tudo (Gn.1:1). E nós também por ele (lit.) refere-se ao Pai como o alvo da nova criação, a Igreja. A função da Igreja é glorifica-lO. Pelo qual são todas as cousas aponta para o Senhor Jesus Cristo como agente de Deus na criação (Jo.1:3). E nós também por ele apresenta-O como o agente responsável pela nova criação (Cl. 1:15-18).

V.7- Daqui até o final do capítulo Paulo explica as palavras, O amor edifica (v.1). Por efeito da familiaridade até agora com o ídolo. A tradução preferível seria, por estar há muito tempo acostumado aos ídolos.

V.8- Paulo faz ver que a carne em si mesma não aproxima os crentes de Deus. Recomendará. O sentido é aproxima. "É o coração puro e não o alimento puro, que importa; e o irmão fraco confunde os dois".

V.9- Nos poucos versículos seguintes Paulo adverte os fortes a tomar cuidado para que a sua liberdade (lit., autoridade, o exercício do seu direito) não constitua uma pedra de tropeço para os fracos . Em outras palavras, conhecimento não resolve o problema.

V.10- Induzida (lit. edificada) é ironia. Bela edificação; que conduz ao pecado!

V.11- E (lit. porque) introduz o motivo porque o crente forte se torna uma pedra de tropeço. A ultima clausula tem um grande encanto. Se Cristo amou o irmão a ponto de morrer por ele, então o crente forte deve amá-lo a ponto de desistir do seu direito de comer certas carnes. Perece refere-se à perdição física. O irmão fraco, violando persistentemente sua consciência comendo alguma coisa que ele acha que não deveria comer, peca e torna-se exposto ao pecado mortal (cons.5:5; 11:30; 1Jo.5:16,17). O tempo é presente; o processo do perecimento prolonga-se enquanto ele persiste em comer.

V.12- A pior das conseqüências deste assunto é que os crentes fortes pecam contra Cristo quando pecam contra os irmãos. O argumento baseia-se na unidade do corpo de Cristo (cons. 12:12,13,26).

V.13- Por isso introduz a conclusão de Paulo. O amor, não a luz (conhecimento), resolve o problema. Nas questões morais, sobre as quais a Palavra tem falado, a Palavra é suprema. Nas questões moralmente insignificantes, como por exemplo o comer carne oferecida as ídolos, a liberdade deve ser regulada pelo amor. Diversas coisas pre4cisam ser conservadas em mente, entretanto. Em primeiro lugar, a passagem não se refere as legalistas desejosos de imporem seus escrúpulos tacanhos sobre os outros. Esses não são irmãos fracos, mas irmãos teimosos que desejam se gloriar na sujeição de outros aos seus caprichos (Gl.6:11-13). Isto é tirania, e o Cristianismo deve sempre estar em guarda contra isso. Em segundo lugar, deve-se notar neste versículo que a decisão de seguir o caminho do amor compete a Paulo, não ao irmão fraco. O forte deve se submeter ao apelo do amor voluntariamente, não porque o fraco o exija (os legalistas sempre exigem sujeição às suas leis). Finalmente, é significativo que Paulo, ao tratar da fornicação, e da carne sacrificada aos ídolos, não apela para o pronunciamento do Concílio de Jerusalém (At, 15:19,20). Em vez disso, ele apela aos conceitos espirituais mais sublimes, os quais os gregos sabiam apreciar.

 

 

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domingo, 20 de janeiro de 2013

I CORINTIOS CAP. 7. Continuação

 

2)- Os Problemas relacionados com o Casamento. 7:8-38.

 

Problemas envolvendo casados e solteiros com exp. sexual. Vs.7-9

Agora são considerados os problemas específicos envolvendo os casados e os solteiros.

V. 8,9- Paulo se dirige aos solteiros mas já com experiência sexual. Os solteiros, provavelmente, viúvos em oposição às viúvas. Homens solteiros e virgens são aconselhados em outra passagem (vs. 1,2, 25, 28-38). permanecessem (tempo aoristo) é a decisão final para uma vida inteira.

No v.8, o apóstolo junta solteiros e viúvos, indicando no caso dos solteiros como tendo experiência sexual; ele diz que o melhor é ficar sem companheira. Mas como ele mesmo diz no v.7, cada um tem de Deus o seu próprio dom. E no v.9 Paulo dá o conselho final. Caso, porém, não se dominem, que se casem; Não se dominem, ou não se possam conter; isto é abster-se do ato sexual, que se casem. Porque é melhor casar do que viver abrasado, (abrasado = ardente), ardendo em desejo, viver angustiado com o apetite sexual, um dom natural, mas pecaminoso se praticado fora do casamento. Paulo dá os esclarecimentos finais nos vs. 26,27,28.

 

O Regulamento entre Crentes, vs. 10-16.

Vs. 10,11- As seguintes palavras de Paulo relacionam-se com a manutenção ou interrupção dos laços do casamento, no caso de crentes casados (vs. 10,11) e de um crente com descrente (vs. 12-16). Para os crentes a regra é não se separem, sustentada pelo ponto de vista do Senhor, não eu mas o Senhor (Mc. 10:1-12). No caso de uma separação desaprovada, Paulo destaca duas possibilidades. A esposa que não se case, tempo presente, enfatizando o estado permanente. Ou então, que se reconcilie com seu marido, tempo aoristo, enfatizando um acontecimento de uma vez por todas, em separações subseqüentes.

V.12- Mas o que dizer das uniões onde um dos interessados tornou-se cristão? A lei judia, exigia que o incrédulo fosse abandonado (Ed. 9:1-10:44). Novamente, a regra é não se separem (1Co.7:12,13).

V.14- Porque. A primeira razão é que o parceiro incrédulo e os filhos de tal união são santos (santificados, não confundir com salvação). Isto não significa que uma criança que nascer em lar onde apenas um dos pais é cristão, nasce "na família de Cristo". Paulo simplesmente quer dizer que o principio do V.T. da comunicação da imundícia não está em vigor (Ageu 2:11-13). A união é legal e confere privilégios aos membros, privilégios tais como a proteção de Deus e a oportunidade de estar em íntimo contato com a família de Deus. Isto facilita o caminho para a conversão do incrédulo.

V.15- Uma segunda razão da união encontra-se no fato de que Deus chamou-nos para a paz. Uma situação curiosamente ambígua. Alguns intérpretes acham que Paulo aqui incentiva o crente a consentir na separação no interesse da preservação da paz, se o incrédulo deseja separar-se. De outro modo poderia haver guerra! Por outro lado, a idéia de Paulo pode ser que a separação deveria ser evitada se possível, uma vez que isso acabaria com a paz da união. O princípio geral do contexto (vs.10,11) favorece o segundo ponto de vista, com também o versículo seguinte. Nada se diz sobre u segundo casamento para o crente. Na verdade o verbo "apartar-se" na voz média (como neste versículo) era quase um termo técnico para o divórcio nos papiros.

V.16- O terceiro motivo para não haver separação é que a salvação do outro membro pode ser alcançada através da preservação da união. Outros entendem que a declaração significa que é melhor concordar com a separação, uma vez que ninguém sabe se o outro parceiro se converterá ou não. O contexto geral favorece o primeiro ponto de vista. Mas não é fácil determinar o que Paulo quis dizer. O fato é que o crente não deve tomar a iniciativa na separação. Só em casos muito graves.

 

Permanecer na Posição em que foi Chamado. Vs. 17-24.

Agora o apóstolo resume, indicando que este princípio de permanecer no estado em que se encontra, é simplesmente parte de um princípio geral, que atinge todas as esferas da vida. A regar para tudo é permanecer como está quando chamado, a não ser que a profissão seja imoral. Três vezes Paulo declara princípio (vs.17,20,24), entremeando as declarações de princípios com duas ilustrações, uma religiosa (Rm. 2:28,29) e a outra secular. A expressão diante de Deus, que conclui a seção, enfatiza o fato de que a presença de Deus torna qualquer trabalho secular, um trabalho com Deus. Num certo sentido, então, cada cristão está ocupado em "trabalho cristão de tempo integral". Mas o mais importante na realidade é, cada crente estar dentro da vontade de Deus.

 

V.25- No restante do capítulo Paulo trata de três grupos:

1)- os jovens solteiros (25-35);

2)- os pais (vs. 36-38);

3)- as viúvas (vs. 39-40).

A seção está demarcada por duas declarações referentes à autoridade do autor (vs.25,40). O ponto comentado no parágrafo é o seguinte: O celibato é desejável, mas não exigido.

 

Conselho Apostólico para os Solteiros. Vs. 25-35.

Vs. 26,28- Ser bom para o homem permanecer assim como está. Antes, é bom que uma pessoa fique como está.

O primeiro motivo para alguém permanecer solteiro está por causa da instante necessidade, uma frase que provavelmente se refere à pressão exercida sobre a vida cristã pelo mundo hostil (v.28; 2Tm. 3:12). Se a vida cristã já é difícil em si mesma, por que impor mais um encargo a alguém através do casamento?

Vs.29-31- Uma segunda razão foi sugerida pela declaração, o tempo se abrevia (lit. o tempo se encurta). O apóstolo se refere ao tempo precedente à vinda do Senhor (Rm.13:11). Toda a vida tem de ser vivida à luz desse grande fato. Então a aparência deste mundo passará e um novo e glorioso dia despontará.

Vs. 32-35- Uma terceira razão se encontra nestes versículos. Está expressa negativamente nas palavras eu quero é que estejais livres de preocupações (v.32), e positivamente nas palavras facilite o consagrar-vos desimpedidamente ao Senhor ((v.35). Um problema textual está profundamente envolvido nas palavras, e assim está dividido (v.34), para "Separadas por uma semelhante divisão de interesses estão a mulher casada e a solteira". O ponto que o apóstolo quer elucidar está claro: O casamento é uma coisa perturbadora. Isto ele declara explicitamente no versículo 35. As palavras facilite o consagrar-vos , desimpedidamente, ao Senhor faz lembrar a narrativa de Lucas sobre o incidente da visita do Senhor à casa de Maria e Marta em Betânia. Há também diversos conexões verbais no texto grego entre a narrativa de Lucas e as palavras de Paulo (Lc.10:38-42). É como se Paulo estivesse tacitamente dizendo que o casamento transforma Marias em Martas, impedindo assim que façam a escolha da "boa parte" – ocupar-se com o Senhor e a Sua Palavra.

 

 

 

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domingo, 13 de janeiro de 2013

I CORINTIOS 7  - Continuação

VEJAMOS AGORA OS ENSINOS DA BÍBLIA A RESPEITO DA FAMÍLIA.

Estabelecida por Deus (Gn.1:26-28; 2:18-24).

Os propósitos ordenados por Deus são: Propagar a raça: prover íntima comunhão e amor recíproco (Gn.2:18,24; preservar a criatura da paixão sexual (1Co.7:39).

 

O LAR FOI HONRADO POR JESUS 

* Através de sua relação com seu próprio lar – como filho obediente (Lc. 2:51), e como filho amoroso e responsável (jo. 2:1-11; 19:26,27);

* Através de sua relação com outros lares; No lar de Levi ou Mateus (Lc. 5:29-32); no lar de Pedro (Mt.8:14,15); no lar de Marta (Lc. 10:38-42); no lar de Simão, o leproso (Mt.26:6-13); no lar de Zaqeu (Lc.19:1-10); no lar de Simão, o fariseu (Lc. 7:36-50).

* Ao realizar milagres restaurando a alegria de muitos lares: Ao curar a sogra de Pedro (Mt. 8:14.15); ao ressuscitar a filha de Jairo (Lc. 8:40-42); ao ressuscitar o filho da viúva de Naim (Lc. 7:11_15); ao ressuscitar Lázaro (Jo. 11:34-39); Mt. 22: 23-30; Mc. 10:28-31).

 

O Lar foi Honrado pelo Apóstolo Paulo

O que pode ser constatado pela atenção que ele dá ao lar em suas cartas – (1Co. 7:1-40; Ef. 5:22-6:4: Cl. 3:18-21), bem como pelo uso figurado que o apóstolo faz das relações domésticas: os cristãos são filhos de Deus através da fé (Gl.3:26); os convertidos através da palavra do apóstolo eram chamados de filhos "ma fé", ou "filho", ou ainda "meu verdadeiro filho" (1Tm.1:2; 2Tm.1:2; Tt.1:4); os que crêem em Cristo são chamados de filhos de Deus (Rm. 8:15-17). O Espírito em nossos corações leva-nos a clamar "Abba, Pai, (Gl.4:6,7).

 

ENSINOS CONCERNENTES ÁS RELAÇÕES DOMÉSTICAS

Maridos e Esposas.

Devem deixar pai e mãe para formarem seu próprio lar (Gn.2:24; Mt. 19:5; Ef. 5:31); devem ser fiéis um ao outro (Êx. 20:14; Lv. 20:10). Deve haver submissão recíproca (1Co.7:3-5). O marido deve amar sua esposa (Ef. 5:25-27; Ef.5:28,29). A esposa deve amar seu marido (Tt. 2:4).

Pais e Filhos.

Os pais não devem provocar à ira seus filhos (Ef. 6:4); devem prover-lhes o necessário para viver (1Tm. 5:8); devem amá-los (Tt.2:4); ensiná-los, treiná-los (Dt. 6:6,7) Pv. 22:6); criá-los no temor do Senhor (Ef.6:4).

Os Filhos.

Devem respeitar seus pais (Lv. 19:3); devem honrá-los (Êx. 20:12; Mc. 7:10; Ef.6:2).

 

CAUSAS DA DESINTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA.

Agressividade.

Muitos Lares têm sido destruídos por causa da agressividade. O espírito de destruição da parte do homem é um fenômeno que tem preocupado os estudiosos: "O homem é o único mamífero assassino e sádico em ampla escala", Erich Formam. A bíblia o confirma: "Encheu-se a terra de violência" (Gn. 6:12). O espírito de destruição, a agressividade, é universal. Não é restrita aos não-civilizados, nem a alguns povos. Encontra-se incrivelmente, até no meio do cristianismo institucionalizado, atingindo em cheio a instituição básica da sociedade, que é o lar.

 

COMO SE DESTRÓI O PRÓXIMO.

Não apenas através de armas de fogo ou de outros instrumentos materiais, mas também por meio de outras "armas", como veremos a seguir.

Destrói-se Pelo Sadismo.

Existe um sadismo benevolente: ajuda-se a alguém com o propósito de mantê-lo em servidão.

O sadismo encontra-se freqüentemente em nosso próprio meio: alegra-se com as desditas do próximo; revela-se um prazer todo especial na crítica destrutiva; noticias de morte e de acidentes são contados com velado ou indisfarçável prazer.

 

Destrói-se o Próximo, Isolando-o Emocionalmente.

Não obstante ser predominantemente um comportamento patológico grave, o congelamento emocional é também encontrado em pessoas que não estejam doentes. "Não faz qualquer diferença o fato de o objeto da agressão ser uma pessoa estranha ou um parente próximo ou um amigo; o que acontece é que o agressor isola emocionalmente a outra pessoa e a "congela". O outro deixa de ser tomado como um ser humano e transforma-se numa "coisa que está ali".

 

Outra Maneira de se Destruir o Próximo é pelo Silêncio.

Os seres humanos necessitam, regularmente de satisfação e certeza de que são amados e de que seu trabalho é apreciado. Escreveu Dostoievski: "Se desejássemos reduzir um homem a nada... seria tão-somente necessário dar ao seu trabalho um caráter de inutilidade".

 

Destrói-se Também o Próximo pela Expressão Corporal

"Papai, eu fiz uma excelente prova". Reação do pai: expressão facial exprimindo dúvida. Ou ainda: "Papai, preciso muito falar com você!" Reação do pai: Volta seus pés em direção à porta, denotando pressa...

 

Semelhantemente, a Inveja Pode Destruir o Próximo

A prosperidade do próximo muitas vezes incomoda os outros. A luz de sua estrela molesta-os. Incrivelmente, essa verdade se encontra em todos os lugares, inclusive no lar, bem como nos meios religiosos e artísticos.

 

Antídoto Contra a Destrutividade Humana, Contra a Agressividade: O AMOR PRODUTIVO, um Profundo Amor.

O verdadeiro amor se caracteriza por um profundo conhecimento do próximo. É um conhecimento que não julga pelo momento que passa; transcende as aparências: atrás daquela explosão temperamental, vê uma alma com muitas virtudes ou talvez uma criatura carente de afeto. Atrás daquele sujeito insuportável, antipático, há dons latentes que precisam ser despertados, há problemas a resolver.

Um profundo amor é ativo. Amor é mais do que um sentimento; é uma atividade, uma energia misteriosa que modifica a nós e ao próximo. Amor é preocupação ativa pela vida e crescimento do próximo.

A agressividade continuará a destruir lares, a menos que um poder maior se levante, que é o poder do amor, e "ninguém é forte demais para resistir ao fogo do amor", já dizia Mhatma Gandhi.

Um genuíno amor jamais se apaga. Sempre deseja o sucesso do próximo, e por essa causa trabalha. Mesmo diante da ingratidão ou da traição, o autêntico amor permanece ativo.

Falamos de uma utopia? Cremos firmemente que não. Com o auxilio de Deus, salvaremos a família que sucumbe pela agressividade, dizendo: "Tudo posso (inclusive realmente amar) naquele que me fortalece"!

 

 

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domingo, 6 de janeiro de 2013

I Corintios  -  Continuação cap. 7

 

 

 

 

IV. AS DIFICULDADES DENTRO DA IGREJA. 7:1-15:58.

 

A)- Conselhos Referentes ao Casamento. 7:1:40

Os problemas relacionados com o casamento são os primeiros a serem examinados. O capitulo, depois de um prólogo que trata dos princípios gerais (vs.1-7). contém a discussão de problemas dos casados (vs.8-20) e dos solteiros (vs. 25-40).

1)- O Prólogo. 7:1-7. O apostolo apresenta o princípio geral de que, enquanto o celibato é questão de preferência o dom da continência (1,2), fornecendo o verdadeiro casamento a devida provisão para a satisfação sexual de cada parceiro (vs. 3-5).

 

V.1- Quanto ao que me escrevestes. É impossível que Paulo tenha sido solicitado a aprovar o celibato como dever de todos. Ele aceita que o estado é bom.

V.2- O casamento, entretanto, é dever daqueles para os quais a sociedade pervertida e os hábitos pudessem se tornar irresistíveis. Isto não é uma depreciação do casamento; é uma maneira honesta de encarar os fatos a fim de evitar a impureza. Literalmente, fornicações, o plural se referindo talvez aos muitos casos em Corinto (6:12-20),

V.3-5- O verdadeiro casamento, entretanto, é uma sociedade, uma união de duas pessoas que se tornam "uma só" (v.6:16), envolvendo obrigações mútuas e direitos conjugais. O marido pague à mulher... a obrigação, o débito, a divida. A obrigação especifica envolvida na união marital. ...da mesma sorte a mulher ao marido. Dei-a de volta, recompense, pague o que é devido. (o presente imperativo indica dever habitual). A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo...no sentido de que a mulher nem o homem conseguem controlar a vontade sexual, sendo necessário a união para o devido ato, extravasando no coito a necessidade fisiológica e psicológica que é natural ao ser humano. O sexo no casamento é uma benção é o clímax do amor, (a expressão final do amor). Mas fora do casamento é pecado, devido às implicações que o ato acarreta e tendo sido desviado de sua verdadeira finalidade. Que é a procriação e o controle emocional do casal, para que não haja adultério. Não vos desfraldeis um ao outro, (desfraldar = desfalcar; frustrar; prejudicar; despir; despojar; roubar e saquear). O casal só deve ficar sem ter relações, quando um ou mesmo os dois forem se aplicar à oração, se for somente um terá de haver concordância entre ambos, e a separação não deve ser por muito tempo, se ajuntando novamente. Para que satanás vos não tente pela vossa incontinência. (Incontinência = imoderação; descontrole; perda do domínio cerebral, com referência à esfera sexual).

V.6,7- As palavras precedentes foram ditas por concessão, (permissão) não por mandamento. O casamento é uma concessão, não uma obrigação. A orientação do Senhor, o dom de Deus, é a coisa mais importante (Mt.19:10-12).

 

A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

Porque Deus Estabeleceu o Casamento. Gn. 2:18-24.

V.18- Uma auxiliadora que lhe seja idônea. O inspirado autor revela indiretamente a natural solidão do homem e a sua insatisfação. Embora muito se fizesse por ele, ainda estava consciente de uma falta. O Criador não terminara ainda. Ele tinha planos de fornecer uma companheira que pudesse satisfazer os anseios incumpridos do coração do homem.

Criado para a comunhão e o companheirismo, o homem só poderia desfrutar inteiramente da vida se pudesse partilhar do amor, da confiança e da devoção no íntimo círculo do relacionamento familiar. Jeová tornou possível que o homem tivesse uma auxiliadora...idônea. Literalmente, "uma auxiliadora que o atenda". Ela teria de partilhar das responsabilidades do homem, corresponder à natureza dele com amor e compreensão, e cooperar de todo o coração com ele na execução do plano de Deus.

 

V.21- Fez cair pesado sono. Hoje em dia os médicos usam diversos anestésicos para produzirem sono profundo. Não sabemos que meios ou métodos o Criador usou para induzir Adão nesse pesado sono que o deixou inconsciente dos acontecimentos. Isto permanece um mistério . Certamente a misericórdia divina foi exibida neste milagre.

O Eterno estava criando não apenas outro indivíduo, mas um indivíduo novo, totalmente diferente, com outro sexo. Na história da criação, a mulher está representada dependendo inteiramente de seu marido e incompleta sem ele. Do mesmo modo, o homem jamais é inteiramente completo sem a mulher. Essa é a vontade de Deus. Uma vez que a mulher foi formada do lado do homem, ela tem a obrigação de permanecer ao seu lado e de ajudá-lo. Ele tem a obrigação de lhe dar toda proteção e defende-la com o seu braço. Os dois seres formam um todo completo, a coroa da criação.

O autor do Gênesis declara que Deus transformou a costela que tirou do homem em uma mulher. A mão que moldou o barro para fazer o corpo do homem, pegou uma parte do corpo vivo do homem e transformou-o em uma mulher.

 

V.22- E lha trouxe. Quando terminou essa nova criação, Ele "a deu" em casamento ao seu marido, estabelecendo assim a eternamente significativa instituição do casamento. Uma vez que o Criador instituiu o casamento, este constituiu um relacionamento sagrado do homem com a mulher, envolvendo profundo mistério e proclamando sua origem divina. O amoroso coração de Deus sem dúvida se regozijou com a instituição de um relacionamento que deveria ser sublima, puro, santo e agradável para a humanidade.

 

V. 23- Esta, afinal, é ...carne da minha carne. O homem reconheceu nesta nova criação uma companheira divinamente criada para atender a todos os anseios do seu faminto coração para a execução da santa vontade de Deus.

Varoa (ishsha)... varão(ish). Estas duas palavras hebraicas são muito parecidas até mesmo no som. A única diferença entre elas é que a palavra "mulher" tem um sufixo feminino. Léxicos mais recentes declaram que estas palavras não são etimologicamente relacionadas. Não há, entretanto, nenhuma base para rejeitarmos a opinião anterior de que a palavra "mulher" vem da palavra "homem".

 

V.24- Por isso...o homem...se une (deibaq) à sua mulher. O criador estabeleceu base completa para o casamento. Rashi, o grande comentador hebreu, declara que estas palavras são um comentário específico do Espírito Santo. O comentário final sobre a união de marido e mulher foi feito por nosso Senhor, quando disse: "Por isso deixará o homem a seu pari e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher. E serão dois, uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto o quer Deus ajuntou não o separe o homem". (Mc.10:7-9). Deus planejou que os laços matrimoniais deveriam ser terminantemente indissolúveis.

Se une, (deibaq) significa "colar-se a" sua esposa (sua própria esposa). A palavra mulher está no singular. O homem, que é o mais forte, é o que deve unir-se a ela. A esposa ficará segura ao marido, se ele exercer sobre ela o tipo de poder amoroso descrito neste versículo. "O que Deus ajuntou não o separe o homem". Esta é uma declaração antiga, mas é verdadeiramente a palavra de Deus para todos os corações da atualidade e para sempre. Como é notável que um relacionamento tão exatamente descrito por Moisés há séculos atrás, continue enraizado na verdade eterna e no decreto divino!

A santidade do casamento fundamenta-se no próprio coração das Escrituras, e ficou eternamente destacada pelo Espírito Santo, como necessidade básica. Deus quis que as criaturas feitas à Sua imagem fossem Seus vasos escolhidos para a edificação de um lar que Lhe fosse agradável.

No N.T. o Espírito revela: o relacionamento divinamente estabelecido entre o homem e a mulher, baseia-se na ordem da criação; na liderança da família exercida pelo marido; na santidade eterna dos votos matrimoniais; no tipo de amor que deveria unir o esposo à esposa; e na pureza que deveria caracterizar aquelas que tipificam a Esposa por quem Cristo deu a Sua vida.

 

 

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