SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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domingo, 27 de janeiro de 2013

I CORINTIOS Cap. 7 e 8.  Continuação

Vs.36-38. Aqui são os Pais que estão em Pauta.

A passagem deve ser compreendida à luz dos costumes daquele tempo. O pai tinha o controle dos arranjos para o casamento de sua filha. Trata sem decoro refere-se à procrastinação do casamento quando há evidência da falta do dom da continência. É duvidoso que Paulo aqui tenha em mente "casamentos espirituais" nos quais as pessoas passavam por uma forma de casamento e continuavam, no entanto, a viverem juntas como irmão e irmã. O que está firme, isto é, não acha que esteja fazendo o que é impróprio. E assim que introduz o sumário, que na realidade é um sumário de todo o capítulo. Um faz bem; outro faz melhor. O celibato não é um estado mais santo que o do casamento; o celibato simplesmente é mais útil no serviço do Senhor. Mas mesmo no casamento, todas as coisas, até onde for possível, devem ficar sujeitos aos interesses dEle. A expressão dá em casamento (v.38) sempre tem este sentido no N.T. (Mt.22:30; 24:38); nunca quer dizer simplesmente casar-se, o que parece decidir que a interpretação dada é a verdadeira.

3)-  39-40.

A viúva está livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor, isto é, com cristão. Isto parece indicar claramente que Paulo jamais aprovou o casamento misto (casamentos entre crentes e incrédulos), uma verdade que tem uma larga aplicação hoje em dia. Paulo retorna novamente ao lado prático, todavia, quando escreve será mais feliz se permanecer viúva (v.8). As palavras de conclusão parecem indicar que Paulo considera estas suas palavras divinamente aprovadas ( o também parece apontar para alguém em Corinto que reivindicava a aprovação do Espírito para suas atividades contrárias às Escrituras); e o fato de terem sido preservadas no Livro Sagrado confirma tal ponto de vista.

 

 

B. O Conselho Relativo às Coisas Sacrificadas aos Ídolos. 8:1-11:1

As limitações da vida cristã.

As cousas sacrificadas a ídolos, eram as sobras dos animais sacrificados aos deuses pagãos. Quer um animal fosse oferecido como sacrifício particular ou público, partes da carne sobravam para o ofertante. Se o sacrifício fosse público, a carne que sobrava, depois que os magistrados retiravam a sua parte , podia ser vendida aos mercados para revenda ao povo da cidade.

Os problemas, eram estes:

1) Podia um cristão participar da carne que fora oferecida a um falso deus em uma festa pagã?

2) Podia um cristão comprar e comer carne oferecida aos ídolos?

3) Podia um cristão, quando convidado, ir à casa de um amigo, comer carne que fora oferecida aos ídolos?

 

1) Os Princípios. 8:1-13

Primeiro Paulo apresenta princípios generalizados para orientação do crente nesses problemas delicados.

V.1- Reconhecemos que todos somos senhores do saber pode ser uma citação da carta deles. Os cristãos possuem conhecimento, mas é apenas superficial e incompleto (vs.2,7). Saber, além disso não é suficiente para a solução de todos os problemas, pois por si mesmo ensoberbece.

V.2- Não aprendeu ainda refere-se ao verdadeiro conhecimento de Deus. Enquanto aqui nesta terra, o conhecimento que o homem tem de Deus está sempre incompleto (13:12)

V.3- Ama a Deus produz os dois, conhecimento de Deus e um senso de que Deus conhece também o indivíduo. Por exemplo, em um palácio todos conhecem o rei, mas nem todos são conhecidos pelo rei. O segundo estágio indica intimidade pessoal e consequentemente conhecimento de primeira mão (Gl.4:9).

V.4- O ídolo de si mesmo nada é no mundo provavelmente devia ser não existem ídolos no mundo. Um ídolo não pode realmente ser uma representação de Deus. Como poderia madeira ou pedra representar a incorruptibilidade de Deus?

V.5- O apóstolo admite, entretanto, que existem aqueles que se chamam deuses.

V.6- Todavia para nós indica um forte contraste. De quem são todas as cousas refere-se à primeira criação; o Pai é a fonte de tudo (Gn.1:1). E nós também por ele (lit.) refere-se ao Pai como o alvo da nova criação, a Igreja. A função da Igreja é glorifica-lO. Pelo qual são todas as cousas aponta para o Senhor Jesus Cristo como agente de Deus na criação (Jo.1:3). E nós também por ele apresenta-O como o agente responsável pela nova criação (Cl. 1:15-18).

V.7- Daqui até o final do capítulo Paulo explica as palavras, O amor edifica (v.1). Por efeito da familiaridade até agora com o ídolo. A tradução preferível seria, por estar há muito tempo acostumado aos ídolos.

V.8- Paulo faz ver que a carne em si mesma não aproxima os crentes de Deus. Recomendará. O sentido é aproxima. "É o coração puro e não o alimento puro, que importa; e o irmão fraco confunde os dois".

V.9- Nos poucos versículos seguintes Paulo adverte os fortes a tomar cuidado para que a sua liberdade (lit., autoridade, o exercício do seu direito) não constitua uma pedra de tropeço para os fracos . Em outras palavras, conhecimento não resolve o problema.

V.10- Induzida (lit. edificada) é ironia. Bela edificação; que conduz ao pecado!

V.11- E (lit. porque) introduz o motivo porque o crente forte se torna uma pedra de tropeço. A ultima clausula tem um grande encanto. Se Cristo amou o irmão a ponto de morrer por ele, então o crente forte deve amá-lo a ponto de desistir do seu direito de comer certas carnes. Perece refere-se à perdição física. O irmão fraco, violando persistentemente sua consciência comendo alguma coisa que ele acha que não deveria comer, peca e torna-se exposto ao pecado mortal (cons.5:5; 11:30; 1Jo.5:16,17). O tempo é presente; o processo do perecimento prolonga-se enquanto ele persiste em comer.

V.12- A pior das conseqüências deste assunto é que os crentes fortes pecam contra Cristo quando pecam contra os irmãos. O argumento baseia-se na unidade do corpo de Cristo (cons. 12:12,13,26).

V.13- Por isso introduz a conclusão de Paulo. O amor, não a luz (conhecimento), resolve o problema. Nas questões morais, sobre as quais a Palavra tem falado, a Palavra é suprema. Nas questões moralmente insignificantes, como por exemplo o comer carne oferecida as ídolos, a liberdade deve ser regulada pelo amor. Diversas coisas pre4cisam ser conservadas em mente, entretanto. Em primeiro lugar, a passagem não se refere as legalistas desejosos de imporem seus escrúpulos tacanhos sobre os outros. Esses não são irmãos fracos, mas irmãos teimosos que desejam se gloriar na sujeição de outros aos seus caprichos (Gl.6:11-13). Isto é tirania, e o Cristianismo deve sempre estar em guarda contra isso. Em segundo lugar, deve-se notar neste versículo que a decisão de seguir o caminho do amor compete a Paulo, não ao irmão fraco. O forte deve se submeter ao apelo do amor voluntariamente, não porque o fraco o exija (os legalistas sempre exigem sujeição às suas leis). Finalmente, é significativo que Paulo, ao tratar da fornicação, e da carne sacrificada aos ídolos, não apela para o pronunciamento do Concílio de Jerusalém (At, 15:19,20). Em vez disso, ele apela aos conceitos espirituais mais sublimes, os quais os gregos sabiam apreciar.

 

 

                                                                Cont..

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