SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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sábado, 9 de novembro de 2013

ÊXODO CAPITULOS 7 - 8



CAPITULO 7.

Agora o Senhor dá orientação especifica a Moisés quanto à sua missão.
V. 1- Te constitui como Deus.Fiz de ti um deus. Moisés recebeu autoridade divina e poder sobre Faraó, enquanto Arão foi comissionado a servir como profeta e porta-voz de Moisés. Este não seria uma repetição do primeiro encontro, mas, seria bem diferente.
V. 3- Endurecerei.Tornarei obstinado (American); ou tornarei teimoso (Moffat). Esta não é a palavra geralmente usada para endurecer; também se encontra em Sl. 95: 8.
V. 4- minhas hostes o meu povo.Melhor, meu povo em suas hostes (Moffat).
V. 5- Saberão os egípcios. O segundo grande motivo para Deus exibir Seu grande poder. Israel devia saber (6:7) pela redenção; o Egito pelo juízo, que Eu sou o Senhor.

V. 6- Este versículo resume e introduz a próxima seção mais extensa.





As Pragas.

Maravilhas de Deus na terra do Egito. 7: 8 – 11-10.

As pragas pelas quais, Deus se manifestou a Israel e ao Egito são chamadas de diversas maneiras na Bíblia:
Maggepa, “um golpe severo” 9: 14 usado em 1Sm. 4: 17 em relação a uma grande derrota na guerra.
Nega’ “um toque ou golpe pesado”, Êx. 11: 1, usado em Levitico, capítulos 13,14, falando-se do ataque de lepra.
Negep, Êx. 12: 13, cognata de maggepa, usado apenas em relação à decima praga, e geralmente se tratando de uma calamidade imposta por Deus em julgamento Jr. 22: 17.
Por meio destes golpes que inspiravam temor, e aplicados pela mão divina, o povo deveria tomar consciência de que “Eu sou o Senhor”.
As nove primeiras pragas claramente se encaixam em três grupos de três cada.
As de números um (primeira), dois (segunda), quatro (quarta), cinco (quinta), sete (sétima) e oito (oitava) foram anunciadas a Faraó, de antemão, mas as de numero três (terceira), seis (sexta) e nove (nona) vieram sem advertências.
As três primeiras atingiram ambos Israel e Egito, pois ambas as nações tinham o que aprender. O s dois últimos grupos só atingiram o Egito, para que soubessem que o Deus que estava cuidando de Israel era também Deus do Egito, Êx. 8: 22, e maior que todos os outros deuses 9: 14.
As pragas eram progressivamente mais severas, as últimas quase destruíram a terra do Egito, 10: 7.
A decima praga se destaca das demais não só porque é o ponto culminante do julgamento e a base da redenção, mas também por ser uma visitação direta de Deus, e, não um juízo, através de causas secundarias.
As nove primeiras pragas foram milagres naturais, no sentido, de que foram intensificações de catástrofes já conhecidas no curso normal da história. Sua severidade, e, mais do que isso, seu aparecimento pela palavra de Moisés, foi o que as marcou como milagres. Fizeram efeito sobre os egípcios não apenas física e mentalmente, mas também espiritualmente.
Cada praga foi dirigida contra algum fenômeno da natureza adorada pelos egípcios, de alguma forma, relacionado com os seus deuses.

Leitura
(“As Pragas: Capítulos 7: 8 – 11: 10. Uma das palavras hebraicas, que se traduzem por “praga” no Êxodo significa dar golpes ou ferir. Outras duas palavras descrevem as pragas como “sinais” e “juízos”. De modo que as pragas foram tanto sinais divinos que demonstraram que o Senhor é o Deus supremo, como atos divinos pelos quais Deus julgou os egípcios e libertou o seu povo.
Existem pessoas que procuram demonstrar, que as pragas foram somente açoites naturais bem conhecidos no Egito, e, que o ministério de Moisés carecia de elemento milagroso. Reconhecemos que muitas das pragas foram fenômenos da natureza como a saraiva e os gafanhotos, porém estes golpes sobrevieram pela intervenção sobrenatural de Deus. Ocorreram na hora predita por Moisés, tinham uma intensidade extraordinária e só foram removidas pela intervenção de Moisés. Além disso, Deus fez distinção entre os egípcios e os israelitas não castigando os hebreus com as últimas sete pragas. Fenômenos naturais sem nenhum elemento sobrenatural jamais teriam convencido os escravos hebreus e muito menos a Faraó.
As pragas foram a resposta de Deus à pergunta de Faraó: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” (veja7: 17). Cada praga foi, por outro lado, um desafio aos deuses egípcios e uma censura à idolatria. Os egípcios prestavam culto às forças da natureza tais como o rio Nilo, o Sol, a lua, a Terra, o touro e muitos outros animais. Agora as divindades egípcias ficaram em evidente demonstração de sua impotência perante o Senhor, não podendo proteger aos egípcios nem intervir a favor de ninguém.

A ordem das pragas é o seguinte:
1)- A água do Nilo converte-se em sangue (7: 14-25). Foi um golpe contra hapi, o deus das inundações do Nilo.
2)- A terra ficou enfestada de rãs (8: 1-15). Os egípcios relacionavam as rãs com os deuses Hapi e Ecte.
3)- A praga dos piolhos (talvez mosquitos) (8: 16-19),. O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos muito importunadores.
4)- Enormes enxames de moscas encheram o Egito (8: 16-19). Deve ter sido um tormento para os egípcios.
5)- Morreu o gado (9: 1-7). Amom, o deus adorado em todo o Egito, era um carneiro, animal sagrado. No Baixo Egito eram adoradas diversas divindades cujas formas eram de carneiro, de bode ou de touro.
6)- As cinzas que os sacerdotes egípcios espalhavam como sinal de benção causaram úlceras dolorosas, e até mesmo nos próprios sacerdotes (9: 8-12).
7)- A tempestade de trovões, raios e saraiva devastou a vegetação, destruiu as colheitas de cevada e de linho e matou os animais do Egito (9: 13-35). Este tipo de tempestade era quase desconhecida no Egito. O termo trovão no hebraico significa “vozes de Deus” e aqui se insinua que Deus falava em juízo. Os egípcios que escutaram a advertência misericordiosa de Deus salvaram seu gado (9: 20).
8)- A praga dos gafanhotos trazida por um vento oriental consumiu a vegetação que havia sobrado da tempestade de saraiva (10: 1-20). Os deuses Isis e Safáris foram impotentes. Eles que supostamente protegiam o Egito dos gafanhotos.
9)- As trevas que caíram sobre o país foram o grande golpe contra todos os deuses, especialmente contra Rá, o deus solar (10: 21-29). Os luminares celestes, objetos de culto, eram incapazes de penetrar a densa escuridão. Foi um golpe direto contra o próprio Faraó, suposto filho do sol.
10)- A morte dos primogênitos (capítulos 11 e 12: 29-36). O Egito havia oprimido o primogênito do Senhor e agora eles próprios sofriam a perda de todos os seus primogênitos.
Classificação das Pragas
1ª- Repugnante - água suja de sangue, rãs e piolhos.
2ª- Dolorosas – moscas que picavam, a praga nos animais e úlceras.
3ª- Apavorantes – chuvas de pedras, gafanhotos e trevas.
4ª – Esmagadora – a morte dos primogênitos.
As pragas dos capítulos 7-11 serviram como base para descrição de algumas catástrofes no livro de Apocalipse, Ap. 8: 2-11; 19.

Observações sobre as pragas: Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano. As primeiras três pragas: sangue, rãs e piolhos caíram tanto sobre Israel como na terra do Egito, pois Deus quis ensinar a ambos os povos quem era o Senhor. Mas os sete seguintes açoites castigaram somente aos egípcios para que soubessem que Deus que cuidava de Israel era também o soberano do e Egito e mais forte do que seus deuses (8: 22; 9: 14). As pragas foram progressivamente mais severas até que quase destruíram o Egito (10: 7).
As nove primeiras pragas podem ser divididas em três grupos de três pragas cada um. O primeiro grupo: água convertida em sangue, rãs e piolhos causavam asco e repugnância. O segundo grupo: as moscas que picavam, a peste sobre o gado e as úlceras sobre os egípcios caracterizavam-se por serem muito doloridas. O último grupo: a saraiva, os gafanhotos e as trevas foram dirigidas contra a natureza; estas últimas produziram grande consternação. A morte dos primogênitos foi o golpe esmagador.
Os feiticeiros egípcios imitaram os dois primeiros açoites, mas quando o Egito foi ferido de piolhos, confessaram que o poder de Deus era superior ao deles e que esta praga era realmente sobrenatural (8: 18,19). Os magos não tiveram de reproduzir a praga de úlceras porque eles próprios estavam cheios delas desde os pés até à cabeça. Não puderam livrar-se a si mesmos dos terríveis juízos nem muito menos a todo o Egito.

Em resumo as pragas cumpriram os seguintes propósitos:
a)- Demonstraram que o Senhor é o Deus supremo e soberano. Tanto os israelitas como os egípcios souberam quem era o Senhor.
b)- Derrocaram as divindades do Egito.
c)- Castigaram os egípcios por haverem oprimido aos israelitas e por lhes haverem amargado tanto a vida.
d)- Efetuaram o livramento de Israel e o prepararam para conduzir-se em obediência e fé.
Observação sobre o endurecimento do coração de Faraó: As imitações dos primeiros milagres de Arão e Moisés por parte dos feiticeiros desacreditaram o poder do Senhor aos olhos de Faraó. Mas a vara de Aarão devorou as dos feiticeiros e isto constituiu indício da vitória final. O apóstolo Paulo usa este fato para ilustrar o florescimento do poder oculto nos últimos dias (2Tm.3: 8).
Faraó destaca-se por sua teimosia ao enfrentar os juízos de deus. Seu arrependimento foi superficial, transitório e motivado apenas pelo medo e não pelo reconhecimento da necessidade que tinha de Deus. Embora se mantivesse obstinado, quebrando sua promessa toda vez que uma praga era suspensa, ia cedendo mais e mais às exigências de Moisés. Primeiro permitiu que os israelitas oferecessem sacrifícios dentro dos limites do Egito (8: 25); depois, fora do Egito mas não muito longe (8: 28); mais tarde no deserto, longe, porém com a condição de que fossem somente os homens (10: 11), e por fim permitiu que todos pudessem ir longe para sacrificar, mas deixando seu gado no Egito (10: 24).
O texto bíblico mostra claramente que o Senhor ia endurecer o coração de Faraó (4: 21), mas é evidente que o coração do rei já estava obcecado e cheio de orgulho quando Moisés se apresentou perante ele pela primeira vez (5; 2). As três palavras empregadas para indicar a atitude de Faraó (7: 13; 13: 15) denotam a intensificação de um sentimento que já existia. Deus endureceu o coração de Faraó pela primeira vez após a sexta praga (9: 12). O Senhor fez de Faraó o que este queria ser: opositor de Deus (ver Romanos 1: 21; 2Tessalonicenses 2: 10-12). Apesar de tudo, o endurecimento do coração de Faraó deu a Deus a oportunidade de manifestar seu poder cada vez mais até que causasse uma impressão profunda e duradoura não somente nos egípcios e israelitas, mas também nas nações distantes tais como os filisteus (1Sm. 4: 7: 8; 6:6”). (Paul Hoff O Pentateuco).

Deus Comprova o Comissionamento de Moisés e Arão. 7: 8-13.
V. 9- Fazei milagres que vos acreditem. Ou “Apresentai um prodígio em vosso favor”.
As nove primeiras pragas são “prodígios” ou “sinais”, como os “sinais e “prodígios” de Êx. 4: 1-9; 30: 7,9. Do mesmo modo que estes “prodígios” eram destinados a dar crédito a Moisés diante de Faraó, como “pragas” são destinadas a dar credito a Jeová, isto é, a fazerem Faraó reconhecer o poder de Deus.

V. 11- Os sábios e encantadores. Não eram simples mágicos, mas altamente educados lideres sacerdotais do Egito, homens de vasta influência e capacidade.
Se eles realizaram sua façanha por meio de algum truque com répteis treinados, ou por meio de “milagres mentirosos” com o poder de Satanás, não pode ser determinado.
Em qualquer um dos casos a supremacia de Jeová ficou demonstrada quando suas serpentes foram devoradas.
V. 13- Endureceu.Tornou forte, firme.
Três palavras foram usadas para o endurecimento do coração de Faraó;
Heizaq, “ser ou tornar forte”, 7: 13,22; 8: 19.
Keibed, “ser ou tornar pesado, lento”, 7: 14; 8: 15,32, e
Queisha, “endurecer” só em 7: 3.

A PRIMEIRA PRAGA.
O Nilo transformado em Sangue. 7: 14-25.

V. 15- Ele sairá às águas.Um ato devocional? Se o proposito da visita de Faraó era adoração, ele iria descobrir que justamente o seu deus tornou-se abominável através de um poder maior.

V. 17- Nisto saberá. Agora Faraó teria resposta à sua afronta, “Quem é o Senhor”. 5: 2.
E se tornarão em sangue. Todos os anos, lá pelos fins de junho, quando as águas do Nilo começavam a subir, elas ficavam de um vermelho escuro por causa de sedimentos que desciam das cabeceiras do rio. Isto continuava assim durante três meses, até que as águas começassem a descer, mas a água continuava potável.
Depois que construíram a represa de Assuam as enchentes do Nilo terminaram.
O milagre envolve três elementos que o diferenciam do fenômeno costumeiro: as águas foram transformadas pelo golpe da vara de Moisés; as águas não podiam ser bebidas; e a condição durou sete dias (v.25).
V. 19- Rios. O Nilo e seus afluentes (lit., seus Nilos). Os canais do Nilo, valas de irrigação.
Lagoas. Águas paradas formadas pelos canais.
Reservatórios (lit., qualquer ajuntamento de água). Cisternas.
Vasos. Nenhuma gota seria tirada desses vasos sem que estivesse contaminada.
A lista de todas as fontes de águas torna evidente até que ponto o Egito foi abatido pela praga.

V. 22,23- Os magos... fizeram também o mesmo. Por algum tempo os magos mudaram a aparência de alguma água fazendo-a parecer sangue, e o coração de Faraó, continuou endurecido.

V. 25- Sete dias. Tem-se pensado que a primeira praga aconteceu perto do período da inundação do Nilo em junho. Uma vez que a praga final aconteceu na primavera, parece-nos que os juízos sobre o Egito estenderam-se por todo um ano.


                                          Cont..  

 CAPITULO 8

 3) A Segunda Praga - Rãs.  8: 1-15.

Sempre existiram rãs  enchendo os brejos á´ beira do Nilo. No entanto sob a ordem de Moisés, elas apareceram aos milhares e invadiram de tal maneira todos os lugares, que tornaram-se uma pertubação insuportavel.

V. 7 - Então os magos fizeram o mesmo. Embora de algum modo fizessem aparecer mais rãs, foram completamente incapazes de as remover.

V. 8 - Faraó ficou tão transtornado com esta situação repulsiva que estava pronto a prometer qualquer coisa. Ele fora forçado a reconhecer o Deus que desdenhara.

V. 9 - Digna-te dizer-me. Tenha a honra de dizer (Moffatt).

V. 15 - Alívio  (lit., espaço livre). 'Logo que ele pode respirar aliviado, endureceu o seu coração' (KD).


A QUARTA PRAGA - Piolhos. 8: 16-19.

Piolhos (E.R.A.), piuns (Moffatt), bicho-de-pé´ (E.R.V.) e mosquitos (Moffatt), todos têm sido sugeridos como instrumentos desta praga. Embora o significado exato da palavra hebraica não seja conhecidos, os mosquitos, que são muito comuns no Egito, paecem ser mais apopriados. deve-se notar que esta foi a intensificação de uma experiência natural.
As pragas estavam tambem se intensificando de uma inconveniência para uma aflição dolorosa.

V. 17 - O pó´  da terra. "Exatamente como as fertilizadoras águas do Egito tornaram-se uma praga duas vezes, assim, por meio do poder de Jeová´, o solo tão ricamente abençoado tornou-se uma praga parao rei e seu povo'' (KD).

V. 19- O dedo de Deus. Os mágicos derrotados reconheceram que isto era um acontecimento sobrenatural. Não o atribuiram a Jeová´´  mas confessaram que estava aléḿ´ de seus poderes. O fato de terem imitado de algum modo as pragas anteriores, torna a sua capitulação mais extraordinária.
Uma vez que não há´ limite de tempo expresso para esta praga, podemos deduzir que prolongou-se por algum tempo.


A QUARTA PRAGA - Enxames de Moscas. 8: 20-32.

A segunda tríade de pragas fez distinção entre Israel e os egípcios. A confissão dos mágicos de qe "um deus" causara essas pertubações, tinha agora de ser reforçada e era preciso esclarecer o fato de que fora o Deus Jeová que as causara.

V. 21- Moscas. A palavra indica algum tipo de inseto particularmente irritante, moscas ou mosquitos.
A palavra hebraica para "enxames" significa "uma mistura" e pode ser que indique o desenvolvimento de todo o tipo de parasitas.

V. 22- Separei. Porei de lado. Por causa de Israel ser protegido de todas as futuras pragas, ficaria claro qual Deus estava no poder.

V. 23- Distinção (lit., redenção). A separação era uma libertação para Israel.

V. 24- Corrompida. Destruida, arruinada. As pragas continuavam aumentando em gravidade; já não eram um simples contra-tempo, mas um perigo.
O povo sofria, o trabalho era prejudicado e toda a economia estava transtornada.

V. 26- Abomin´aveis aos egípcios. Quer Moisés tenha se referido àˋ maneira do sacrifício ou àˋ vitima, que os egipcios consideravam sagradas´, o povo do Egito consideraria o ato "como uma maifestação de desrepeito contra eles e seus deuses" (Calvin's Commentaries).

V. 28- Pela segunda vez Faraó´ deu a sua permissão para os israelitas partirem; mas removida a praga, apesar da advertência de Moisés (v. 29), e banido o medo, ele tornou a negar o pedido.


Cont.

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