SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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domingo, 12 de maio de 2013

MATEUS CAPITULO 4

Cap. 4

A Tentação no Deserto ou o triunfo sobre Satanás

Vs. 1-11- Qual o motivo dessa tentação no deserto?

Cristo, como o novo Ser humano representativo, devia ser testado e provado. O próprio Espírito que descera sobre Ele com suavidade de pomba, o “leva” agora para o deserto, onde Satanás lhe preparou uma emboscada quando Ele sentia-se enfraquecido pelo jejum.

É essencial compreender que o Senhor achava-se ali como Homem. Como Deus Ele não poderia ser tentado (Tg 1:13). A sua humanidade foi visada. Com engenhosidade aparentemente piedosa, Satanás imediatamente procurou obscurecer seu objetivo. “Se és Filho de Deus” – uma alusão à voz do céu no Jordão – “manda que estas pedras se transformem em pães”. Mas Jesus na mesma hora colocou o assunto em foco, com a sua reposta: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.

Da mesma forma que a natureza humana, tem três aspectos – corpo, alma e espírito – as três abordagens de Satanás foram sucessivamente dirigidas às três áreas da natureza humana do Senhor.

A primeira tentação referia-se ao corpo (“Manda que estas pedras se transformem em pães”).

A segunda à alma (“Atira-te daqui abaixo”, exiba-se).

A terceira era dirigida diretamente ao espírito (“Se prostado, me adorares”).

A primeira sugeriu algo razoável (normal do ser humano).

A segunda algo discutível.

A terceira era definitivamente errada.

Quão freqüentemente essa é a técnica da tentação de Satanás! – física, psíquica, espiritual do que é razoável para o discutível, do discutível para o condenável.

Na primeira, vemos o disfarce da simpatia.

Na segunda, o verniz da admiração.

Na terceira, a máscara foi retirada, toda pretensão desapareceu, e o motivo real fica exposto – “Adore-me”.

Por três vezes a espada brilha na mão do Senhor, enquanto Ele repele o tentador com as palavras “Está escrito”. Três vezes vemos o segredo da vitóriasubmissão à Palavra de Deus. A vitória é tão completa que na repulsa final Jesus afasta o arqui-inimigo, dizendo: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele darás culto” (Dt 6:13; 10:20).

Logo após “vieram anjos, e o serviam”. Sua fome foi assim satisfeita sem necessidade de transformar pedras em pães; a Escritura também se cumpriu, “Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem”, sem precisar atirar-se do pináculo do templo!

Deus sempre faz com que seus anjos atendam aos que vencem pela fidelidade à sua PALAVRA.

(Cristo veio como representante da humanidade, e sendo sua missão a de destruir as obras do diabo, era conveniente que começasse o seu ministério com uma vitória sobre o grande adversário da raça. O capitulo 4, registra o seu grande triunfo sobre Satanás).

V.1- Tentado. Ainda que Deus mesmo não tente ninguém (Tg.1:3), as tentações que sofremos estão incluídas no soberano plano de Deus para o nosso bem. Se vencermos, seremos fortalecidos, se sucumbirmos, reconhecemos mais claramente a necessidade que temos de mais santificação e graça.

A tentação de Jesus forma um paralelo com a provação de Israel no deserto. Os quarenta dias correspondem aos quarenta anos de caminhada do povo, (cf. Nm 14:34). Este evento recorda Dt 8: 1-5, usado por Jesus em resposta a uma das tentações. A experiência de Israel no deserto foi o tipo ou a sombra da tentação de Jesus no “deserto”, após o batismo.

As tentações apelam para motivações comuns: impulsos físicos, orgulho e desejo de possessões (1Jo 2:16). Cada uma delas é apontada especialmente ao Messias. Satanás apela para Jesus em termos do seu direito divino: “Se és o filho de Deus” (vs. 3,6; cf. 27,40). A terceira tentação oferece para Jesus um caminho para a realeza que evita a cruz. Jesus foi tentado em tudo aquilo em que nós também somos tentados (Hb 4:15), mas não pecou. Ele nos representa diante de Deus como o “misericordioso e fiel sumo sacerdote” (Hb2:17), porque conhece, por meio de sua natureza humana, o que é resistir às tentações.

 

Diabo. A palavra grega diabolos é traduzida do hebraico satan, “adversário, oponente, rebelde”.

Em Isaias 14: 11-15, nas entrelinhas de uma referencia ao rei da Babilônia, pode-se ler sobre a queda de uma criatura que certa vez foi poderosa e bela, mas que em seu orgulho se rebelou contra Deus e tornou-se o oposto dele; Ezequiel 28:11-19 é similar.

Por outro lado Jó 1-2 é claro ao apresentar Satanás como o oponente tanto de Deus quanto do homem.

Em Gênesis 3, como serpente, ele tenta Adão e Eva a desobedecerem a Deus; a equivalência entre o Adversário e a serpente fica clara em Ap 12:9, que diz “o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo mundo”.

Satanás é uma criatura, de modo algum é igual a seu Criador; ainda assim ele é a fonte original de todo o pecado, mal e oposição a Deus.

O livro de Jó ensina que a razão pela qual um Deus bom e onipotente permite essa oposição é um mistério, mas que Deus permanece no controle perfeito e sem comparação. Isso nós vemos muito claramente em Jó 40-41, em que “Beemote” e “Leviatã” são vistos como figuras do Adversário, pois quando Deus desafia Jó para lidar com elas, ele reponde: “Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:6).

Tanto o V.T. quanto o Novo Testamento assumem a existência de uma ação sobrenatural de anjos bons e obedientes, que servem a Deus, e de anjos (demônios) maus e rebeldes, que servem ao Adversário.

Satanás é considerado como responsável por tudo aquilo que se opõe à obra de Deus e de Cristo (13:39; Jo 8:44; 13:2; At 10:38: Ef 6:11; 1Jo 3:8). A sua derrota assinalará a vitória final de Deus (Mt 25:41; Hb 2:14: Ap 12:9,12: 20:2,10).

V.2- “quarenta dias e quarenta noites”. A permanência de Jesus no deserto durante quarenta dias sem comer e as provas às quais foi submetido recordam as experiências do povo de Israel no deserto quando saiu do Egito. As citações bíblicas dos vs. 4-10 referem-se àquela experiência histórica. Israel fracassou na prova, porém Jesus se manteve fiel à sua missão. Cf. Hb 2:18; 4:15.

Cf. Dt 8:2-4. O número quarenta pode ser um parâmetro com a história de Moisés e do povo de Israel. (Ex 24:18; 34:28: Nm 14:33,34; 32:13; 1Rs 19:8 etc.).

V.3- Se você é o Filho de Deus. Satanás apresenta a Jesus cada uma das três categorias de tentações especificadas por João (1Jo 2:15-17):

“a concupiscência da carne” (Rm 7:5) – “Se você é filho ordene que essas pedras se transformem em pães”;

a concupiscência dos olhos” – “...mostrou-lhe todos os reinos do mundo...”

“e a soberba da vida” – o diabo o transportou à cidade santa Jerusalém, o colocou sobre o pináculo do Templo, e disse-lhe: “Se você é o Filho de Deus, pule”.

Satanás usou a mesma formula no Jardim do Éden:

“E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer” (concupiscência da carne),

“e agradável aos olhos” (concupiscência dos olhos),

“e árvore desejável para dar entendimento” (soberba da vida), “tomou do seu fruto e comeu” (Gn 3:6). E continua usando-a contra cada um de nós.

Jesus usou a Palavra para resistir a Satanás. Demonstrando assim o poder da Palavra de Deus ao resistir ao Tentador, citou: Deuteronômio 8:3 no v.4, Deuteronômio 6:16 no v. 7 e Deuteronômio 6:13 no v. 10.

Satanás “o pai da mentira” (Jo 8:44) ousou deturpar as Escrituras para enganar, Salmo 91:11,12; no v.6.

Satanás usa o Sl 91: 11,12 de um modo exatamente oposto ao do sentido original. O Sl 91 é uma exortação para se confiar em Deus; Satanás tenta substituir a confiança por um teste, lançando dúvida sobre a fidelidade de Deus. Não há lugar par a presunção em uma grande fé. Fé e presunção são incompatíveis

V.4- O Tanakh. O Antigo Testamento – mencionado como “Escrituras” ou “está escrito” na maioria das traduções. A palavra “Tanakh” é um acrônimo formado a partir das primeiras letras das três partes da Bíblia Hebraica:

1- Torá (“Ensinamento”) – os cinco livros de Moisés, ou Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).

2- N’vi’im (“Profetas”) – os livros históricos (Josué, Juízes, Samuel e Reis), os três Profetas Maiores (Isaias, Jeremias e Ezequiel) e os 12 Profetas Menores

1- K’tuvim (“Escritos”) – Salmos, Provérbios, Jó, os “cinco rolos” (Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester), Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas).

V.4- Mas de toda palavra. Em Dt 8:3, isto se refere à Palavra de Deus de orientação no deserto e sua provisão de maná. Jesus não abandonará sua confiança em Deus, sabendo que ele proverá. Jesus respondeu a cada tentação de Satanás reportando-se às Escrituras. A “espada do Espírito” é a Palavra de Deus (Ef 6:17)), e Jesus confiou nas Escrituras para obter a vitória em sua luta espiritual.

V.10- Retira-te Satanás. Jesus rejeita a idolatria como o total zelo do verdadeiro culto. Ele ordena a Satanás que se retire, porque venceu “o valente” (Mt 12:29). Está pronto para desfazer todas as obras do inimigo. E esta autoridade também nos foi dada por Jesus. – Em o nome de Jesus. Glória a Deus.

                                           Cont…

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