SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

TRANSLATOR

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ÊXODO CAP. 25 Cont.

Instruções para o Santuário
25: 8- 27:21.

Os nomes dado á estrutura comumente denominada de Tabernáculo são muitos.

Foi chamada de "tenda", referindo-se geralmente à cobertura exterior; a "tenda da congregação", onde Deus se encontrava com o seu povo (27:21); a "tenda do testemunho" porque continha arca e o Decálogo (25: 16); a "habitação" e "habitação de Jeová" (Nm. 16: 9), ou "habitação do testemunho" (Êx. 38: 21); e o "santuário" ou o "lugar santo" (25: 8).

Os nomes "casa ou "templo" (ISm 1: 9; 3: 3) também são usados, mas referem-se a uma condição mais acanhada doTabernáculo.

O nome comum é "tenda", um termo que os tradutores elevaram ao mais altissonante "tabernáculo", seguindo o tabernaculum da Vulgata.

Embora nenhum simbolismo seja atribuído ao Tabernáculo no texto, não pode haver dúvidas de que simbolizava para Israel, como para nós também, grandes verdades espirituais.

Claramente ensinava o fato da presença de Deus no meio do Seu povo. Ao mesmo tempo indicava que Ele era um Deus santo no meio de um povo pecador, pois todo o arranjo do Tabernáculo tornava claro que "o caminho para o mais santo ainda não fora manifesto" (Hb. 9: 8).

Com a arca contendo o Testemunho, ele era "uma Testemunha sempre presente dos direitos de Deus e deveres do homem" (Cambridge Bible).

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ÊXODO CAP. 25

Ofertas para o Tabernáculo
25: 1-7

V. 2-Oferta. Literalmente, coisa levantada.

Uma oferta levantada dentre aquilo que se possui para dar ao Senhor.

V. 3- Bronze. O bronze moderno, uma liga de cobre e zinco não era conhecido dos antigos.

O bronze, isto é, o cobre endurecido com estanho, foi muito usado até que o uso do ferro se generalizasse.

V. 4- As tonalidades exatas das cores mencionadas são um tanto difíceis de determinar.

O azul aproximava-se mais do roxo ou violeta, enquanto o púrpura era um solferino (roxo avermelhado). Ambas as cores eram muito estimadas por sua luminosidade.

V. 5- Peles de animais marinhos. O significado da palavra hebraica é incerto, e diversas interpretações têm sido apresentadas: focas (ASV), cabras (RSV), brotos (American). Uma palavra semelhante em árabe significa "golfinhos" ou "dugongos".

Outro ponto de vista é que não passa simplesmente da palavra egípcia que significa "couro" (Moffatt).

Texugos foi sugerido pelo Talmude, mas poucas são as probabilidades de que estas fossem as peles usadas.

Acácia. Muito encontrada na península do Sinai, uma madeira resistente e durável.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

ÊXODO CAP. 24 (Cont.)

ORIENTAÇÃO PARA O SANTUÁRIO E O SACERDÓCIO
24: 12 - 31: 18

Tendo sido estabelecido a a aliança, ainda havia a necessidade "de se dar uma forma externa definida à aliança concluída com o Seu povo e edificar  um laço visível de comunhão  na qual Ele podesse se manifestar ao povo e este pudesse se aproximar dEle" (KD).

Por causa disso Moisés foi chamado à montanha por um longo período. A construção do santuário não devia ser deixada aos cuidados dos projetos dos homens.

"A orientação divina estendeu-se a todos os detalhes, porque todos eram importantes em relação aos desígnios de Deus" (KD).

Ao mesmo tempo, a ausência de Moisés serviu de teste para a sinceridade da recente dedicação e voto do povo.

Moisés Sobe à Montanha.
24: 12-18

V. 12 - As tabuas de pedra. deviam ter nelas inscrito o decálogo (31: 18).
A lei e os mandamentos, incluindo, provavelmente, as instruções (tora) para o santuário e o sacerdócio, e as leis contidas no Levítico e no Deuteronômio.

V. 13- Josué, acompanhou Moisés à montanha, mas parece que não se encontrava com Moisés quando Jeová lhe entregou as leis.

V. 14- Os Anciãos. Não necessariamente apenas os setenta de 24:1.
Arão e Hur, ficaram substituindo Moisés em sua ausência.

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

ÊXODO CAP. 24

A Ratificação da Aliança.
24: 1-11

Vs. 1,2- Estes versículos são na realidade a conclusão das palavras do Senhor no capítulo precedente.
Deus deu a Moisés orientação quanto à ratificação da aliança, a qual diferia das ordenanças a serem transmitidas a todo o povo.
Arão e seus dois filhos mais velhos, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos deviam adorar "de longe", enquanto Moisés se aproximava do Senhor. O restante do povo não devia subir a montanha.

V. 3- Palavras ... estatutos. Ordens positivas e decisões relacionadas a casos particulares (o conteúdo de 20: 22 - 23: 33) foram transmitidas ao povo.
O Decálogo talvez não fosse incluído, uma vez que todo Israel o ouviu do próprio Jeová.

"Era necessário que o povo não apenas soubesse o que o Senhor lhe impunha por meio da aliança que estava para ser estabelecida, e o que Ele lhe prometia, mas também que declarassem sua disposição de cumprir o que lhe era imposto".

V. 4- Altar ... colunas. "Como o altar indicava a presença de Jeová, sendo o lugar onde o Senhor viria ao Seu povo para o abençoar (20: 24, assim as doze colunas, ou pedras de divisa, não serviriam como meros memoriais da consumação da aliança, mas deviam indicar o lugar das doze tribos e também representar sua presença" (KD).

V. 5- Jovens. Não eram primogênitos nem sacerdotes araônicos, mas homens escolhidos por Moisés para este ato em particular, talvez "os membros mais fortes e mais ativos da comunidade" (Cambridge Bible).

Holocaustos, e sacrifícios pacíficos. É significativo que não se falasse em oferta pelos pecados. Era um povo redimido, que agora, por meio desses sacrifícios de dedicação e comunhão, estava se empenhando e penetrando em comunhão, íntima e entrelaçada com o seu Redentor.

V. 7- O livro da aliança. O livro escrito por Moisés (v. 4) contendo as leis de 20: 22 -23:33.

V. 8- "No sangue aspergido sobre o altar, a vida natural do povo estava sendo entregue a Deus, como uma vida que passou pela morte, para ser permeada pela Sua graça; e então por meio da aspersão do povo, ela lhe era novamente restaurada como uma vida renovada pela graga, de Deus... tornava-se uma força vital, santa e divina, unindo Israel e o seu  Deus ... uma transposição de Israel para o reino de Deus, no qual ele se enchia dos poderes do espírito divino  da graça e era santificado para ser um reino de sacerdotes, uma nação santa (19: 6)" (KD).

A respeito de todas estas palavras. Com base em todos esses regulamentos (Amercan Trans.)

Vs. 9-11. A ceia da aliança foi celebrada por Israel nos seus representantes.

E viram o Deus de Israel. (v. 10). "Não devemos ultrapassar os limites do cap. 33: 20-23 em nossa concepção do que foi a visão de Deus; ao  mesmo tempo devemos considera-la  uma visão de Deus e nalguma forma de manifestação, que tornou a natureza divina discernível ao olho humano. Nada diz da forma na qual Deus se manifestou" (KD).

Continua.



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quarta-feira, 12 de julho de 2017

ÊXODO CAP. 23 A ALIANÇA V

A Constituição da Aliança (continuação).

Última Exortação.
23: 20-33.

A  aliança se conclui com estas palavras de promessa e advertência.

V. 20-22. O Anjo de Jeová. "O nome de Jeová estava neste anjo; e por isso ele é chamado em 33: 15,16 de a face de Jeová, pois a natureza essencial de Jeová se manifestou nele.
"Portanto, este anjo não era um espírito criado, mas a manifestação do próprio Jeová" (KD).

"O anjo é o próprio Jeová, em uma temporária descida, à visibilidade, com um propósito especial" (McNeile, Westminster Commentary).

Vs. 23-33. Promessa e advertência.
Deus prometeu expulsar as nações diante deles e os abençoar, providenciar por suas necessidades e protegê-los. O povo de Israel, por sua vez, devia se abster de toda idolatria e aliança com os povos pagãos.

V. 24-  Destruirás. derrubarás e quebrarás.
Colunas. Pedras colocadas perto de um templo ou em um bosque sagrado, um aspecto comum nos cultos dos cananitas.

V. 26- O número de teus dias. Ambos, o indivíduo fiel e a nação fiel receberam a promessa de que viveriam muito tempo.

V. 27- Meu terror.O pânico que tomaria conta dos pagãos quando soubessem das grandes coisas que Deus realizaria em benefício de Israel (Js. 2:11).

V. 28- Vespas. É muito dificíl que o sentido seja literal, embora alguns o aceitem.
Determinar exatamente o que simboliza tem desafiado a imaginação de gerações de comentadores.
Já se tem sugerido que as vespas representam egípcios, enfermidades, catástrofes naturais e assim por diante.

A sugestão da KD de que foi o aguilhão do medo (27) parece uma ideia razoável.

Depois de gradualmente expulsar os cananeus, o povo de Israel devia tomar posse da terra (v. 29, 30). Isto singularmente deixaram de fazer (Jz. 1:2).

V. 31- Porei os teus termos. Só uma vez, no reinado de Salomão (IReis 4: 21), e por pouco espaço de tempo, Israel alcançou esses lemites.
Mar dos filisteus. O Mediterrâneo.
Deserto.O deserto entre o Egito e a Palestina.

Vs. 32,33. Que te não façam pecar.  A destruição dos cananeus foi necessária, e  o contato com eles foi proibido para que não contaminassem o povo de Deus com seus pecados, como se fossse uma doença contagiosa.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

terça-feira, 11 de julho de 2017

ÊXODO CAP. 23 A ALIANÇA IV

A CONSTITUIÇÃO DA ALIANÇA (Cont.)

As Festas da Peregrinação.
23: 14-19.

Embora houvessem outras ordenanças a serem guardadas, estas três eram os grandes festivais durante os quais todos os homens de Israel deviam apresentar-se diante do Senhor.
Neles se comemorava não só a sua redenção, mas também as contínuas bênçãos e provisão de Deus.

Tem-se enfatizado que não eram só obrigações mas também direitos, "pois comemorar uma festa do Senhor e comparecer diante dEle eram previlégios concedidos por Jeová ao povo da Sua aliança". (KD).

V. 14- Festa. Cons. 5:1.

V. 15- Pães asmos. Inseparável, é claro, da Páscoa (cons. cap. 12; 13; |ev. 13: 5).

Ninguém apareça de mãos vazias perante mim. Ofertas deviam ser trazidas como prova de gratidão pelas bênçãos de Deus e como um tributo a Jeová seu Rei. (cons. Dt. 16: 16,17).

V. 16- A festa da sega. Pentecostes. (Lev. 23: 15-22; Nm. 28: 26-31; Dt. 16: 9-12).

Festa da Colheita. Tabernaculo (Nm. 29: 12 e sgs; Lv. 23: 34-43; Dt. 16: 13,14).

Estas festas marcavam o começo e o fim da colheita de todo o produto da terra.

Vs. 18,19. Três regras deviam ser observadas nas festas:

1)- Deviam usar pão asmo,não só nesta festa, mas em todas as festas.

2)- Não ficará gordura da minha festa para o dia seguinte (cons. 12:10).

Primícias. A retenção desta confissão e expressão de gratidão trouxe o juízo sobre israel muitas e muitas vezes (cons. Ml. 3: 8).

3)- Não cozerás o cabrito. Esta orientação parece esquisita dentro das outras, e há muito tem causado especulações dos comentadores.
Então, na literatura Ugarit descoberta em 1930, descobriu-se que o cozer o cabrito no leite da sua própria mãe era uma prática cananita usada em conexão com os rituais de fertilidade (Birth of fhe Gods, 1.14).

Israel apresentando os primeiros frutos, reconhecia que as bençãos vinham de Jeová e não da feitiçaria.

Continua.




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quinta-feira, 29 de junho de 2017

ÊXODO Cap. 23 A ALIANÇA III

A Constituição da aliança (Cont.).

CAPITULO 23

O Dever de Preservar a Verdade e a Justiça.
23: 1-9.

Os israelitas deviam andar em integridade e consideração para com todos os homens.
(Extensivo a todos que fazem parte da Igreja de Cristo).

V. 1- Não deviam dar falso testemunho, isto é, não espalharás notícias falsas, nem ter qualquer convivência com aqueles que o faziam.
Testemunha maldosa. Literalmente, testemunha de violência.

V.2- Não seguirás a multidão. Uma condenação clásssica da violência da turba.
A justiça não devia ser pervertida, nem por atos , nem por palavras, por causa da pressão da multidão.
Parcial. Favorecer. Há qem pense que esta palavra é um erro de cópia e que se refere ao "rico" e não ao "pobre".

Mas sempre há a necessidade de se advertir contra a injustiça  feita por causa de simpatia deturpada, além de outros motivos.

Vs. 4,5- O boi do teu inimigo. Não era só a sua conduta que não deve ser determinada pela opinião públca, pela atitude da multidão ou pela compaixão para com o pobre; a antipatia pessoal, a inimizade e o ódio também ão deviam levá-los ao comportamento injusto ou rude (cons. Mt. 5: 44).

V. 6- Não perveterás o julgamento. Jamais deturpes os direitos do pobre no tribunal (Moffatt). Este é o inverso do preceito de 23:3.

V. 7- ... te afastarás. Não ter relacionamento algum com a injustiça.
Não justificarei. A LXX diz, justificarás. A tradução hebraica enfatiza, que fazer tal coisa, coloca a pessoa em oposição  a um Deus santo que não justificará a maldade.

Cega até o perspicaz (lit., o homem que vê) e perverte as causas (não palavras) dos justos.

Muitas e muitas vezes Deus enfatizou a responsabilidade dos israelitas para com aqueles que não tinham direitos ou compensações, fazendo-os se lembrarem de suas próprias experiências (conheceis o coração do forasteiro, v. 9), das quais só a compaixão dEle pôde livra-los.

Um Calendário Eclesiástico.
V. 10-13.

As reponsabilidades dos devotos.
Aqui só se faz uma rápida menção de assuntos que são tratados detalhadamente mais adiante.

O Sábado,  Ano do Descanso e o Dia do Descanso. Vs. 10-12.

Deixarás descansar e não a cultivarás. Como o escravo devia ser libertado do trabalho (21, 2), também a terra devia decansar no sétimo ano.
O pobre podia comer daquilo que nascesse expontaneamente naquele ano (cons. Lv. 25:1-7, 20-22; Dt. 15: 1-18; 31: 10-13).
Para que descanse o teu boi ... o filho da tua serva e o forasteiro. Isto acrescenta uma razão humanitária para a religiosa dada em 20:11, mas não a contradiz.

V.13- Em tudo ... andai apercebidos. Driver (Cambridge Bible) acha que este versículo está deslocado e deveria seguir o versículo 19. Mas de acordo com KD é uma sentença transicional; o versículo 13a destaca sua fidelidade nas leis e trata dos seus próximos; e 13b os prepara para as leis que tratam do seu relacionamento com Jeová.

Continua.

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

ÊXODO CAP. 22. A ALIANÇA II

A ALIANÇA II

A Constituição da Aliança. (Cont.)

Capítulo 22

V. 2- Ladrão ... arrrombando. Literalmente, cavando através.
O caminho de acesso costumeiro para um ladrão era cavar através das paredes de barro da casa, relativamente fracas.

V. 3- Será culpado de sangue. O dono da casa é culpado (Moffatt).
Um golpe mortal desferido nas trevas em defesa da vida e propriedade era desculpavel, mas à luz do dia, era o racíocinio, tal defesa violenta não seria necessária. A vida, mesmo a de um ladrão tem importância diante de Deus.

Vendido. Não como castigo mas como restituição.

Vs. 5-17- Perda de valores, quer através de acidente, roubo ou qualquer outro motivo.

Os versículos 5 e 6 referem-se à restituição por danos causados a campos e colheitas.

Comer, pode ser traduzido por "pastar". Se danos forem causados ao campo, é necessário que haja restituição.

Com uma leve alteração o versículo poderia ser assim: "Se um homem provocar um fogo em um campo ou numa vinha"., isto é, ao queimar ervas daninhas. Fora de controle, o fogo destrói outro campo.

Vs. 7-13- Perdas e danos de bens em deposito.
Não se conheciam armazens ou caixa-fortes, ou mesmp bancos.

Se um homem tinha de ausentar-se de casa, confiava sua propriedade a um vizinho digno de confiança. Em certo sentido, esta lei sevvia para segurança do vizinho.

V. 7-Objetos. Um termo muito generalizado para uma grande variedadede coisas.

V. - Juízes. Cons. 21: 6.

V. 9- Negocio frauduloso. Abuso de confiança.

V. 11- Juramento ao Senhor. Quer diante de juízes ou por meio de juramento, as questões deviam ser acertadas diante de Deus  em reconhecimento de Sua lei. A lei reponsabilizava um homem por coisas que tomasse emprestado (vs. 14,15).

Vs. 16,17- Sedução, A moça aqui é considerada como parte da riqueza da familía e o ataque é examinado no que  se refere à desvalorização por causa do dote, um item consideravel , naquele tempo e hoje no Oriente. O crime moral é examinado em Dt. 22: 22-27.
Dote. Antes preço de casamento. Era o preço pago pelo noivo aos pais ou à família da noiva (cons. G. 24: 53).

Leis Morais e Religiosas
22:18 - 23:9.

Todas estas leis  se baseiam no fato de Israel ser uma nação santa diante de Jeová.

V. 18- Feiticeira. Bruxa.  (Lv. 19:31). A prática maligna da magia e da adivinhação continua tendo grande influência em lugares pouco civilizados, e mesmo entre os supersticiosos em terras menos atrazadas.

O Novo Testamento, é verdade, não contém tais leis, porque a economia cristã não é uma autoridade civil como era a igreja do Velho Testamento. Isto, porem, não nega a realidade das práticas demoníacas ou a validade das leis contra elas.

V. 19- Bestialidade. Este ato execrável era na realidade parte de alguma degradante prática religiosa daquele tempo.

V. 20- Sacrifício a deuses estranhos. Será destruido. Literalmente, consagrado, separado para Jeová.
"Pela morte consagrado ao Senhor , ao Qual, ele não quis se dedicar em vida" (KD).

Leis humanitárias para a proteção do pobre, do estrangeiro e do desamparado.
21-27.

Estas advertências são esquecidas por aqueles que consideram a lei mosaica severa e nacionalista.

Vs. 22-24- Eu lhes ouvirei o clamor. O Deus que observa a queda do pardal, retribuirá devidamente ao cruel opressor.

V. 25- Juros. O emprestimo de dinheiro como transação comercial é uma prática moderna e não se encaixa aqui.

Dinhero era emprestado como ato de caridade, àqueles que passavam grande necesssidade.

Cobrar juros em tais ciecunstâncias, lucrando com a necessidade do outro, contraria toda a decência.

V. 26- Veste. Para o pobre que dormia em suas vestes, uma grande manta retangular, a única vestimenta que valia como penhor, era a sua única proteção de noite.

V. 27- Eu o ouvirei. Deus ouviria o grito que o cruel credor ignorava (Thomson, I, 54.).

V. 28- Injuriar a Deus ou ao governo .
"Desrepeito a Deus consiste não só de blasfemias contra Jeová francamente expresssas, as quais deviam ser punidas com a morte (Lv. 24. 11, e segs. ), mas  também do desprezo pelas Suas ameaças em relação aos membros mais pobres do Seu povo (vs. 22-27) e da recusa de lhes dar o que deviam receber (vs. 29-31).

Compreendido dessa forma, a ordem está intimamente ligada não somente com o que a precede, mas também com o que vem a seguir.
O príncipe (lit., aquele que está em cima) está mencionado junto com Deus, porque em sua posição exaltada ele tem de administrar a lei de Deus entre o Seu povo.

Vs. 29-31. Os termos da aliança enfatizam a responsabilidade dos israelitas para com o Senhor. Eles deviam se mostrar santos não apenas naquilo que o Senhor exigia, mas na abstenção daquilo que estava proibido.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

ẼXODO CAP. 20-21 Cont. III (A Aliança)

A ALIANÇA
A Constituição da Aliança.
20: 21 - 23:33.
As ordenanças logo a seguir transmitidas a Moisés e através dele ao povo tratam de
1)- a adoração em geral (20: 22-26);
mais ou menos extensamente de
2)- relações sociais e direitos humanos (21: 1 - 23: 13);
e finalmente de
3)- o relacionamento do povo com Jeová (23: 14-33).
a)- Forma Geral de Adoração.
20: 22-26.
Aqui se enfatiza a ordem (vs. 22,23) de que o Deus, cuja presença foi manifestada a todo Israel, não deveria ser comparado a nenhuma imagem produzida pela invenção do homem.
Nenhuma estrutura requintada deveria assinalar o acesso de Israel a Jeová, mas um simples altar de terra ou pedra comum,  não trabalhada (vs. 24-26).
Este preceito não discorda de instruções posteriores relativas ao altar de bronze (27: 1-9), mas trata de uma situação particular.
Altares não deviam ser levantadas por toda a parte, mas onde "Eu motivar a lembrança do meu nome" (RSV).
Em tais lugares um altar simples deveria ser levantado, não um santuário enfeitado.
A aplivação prática da ordem se encontra em muitos lugares na história  posterior (Jz 6: 25,26; Js.8: 30-32; I Reis 18: 30-32).
Degrau (v. 26). Roupas flutuantes se levantariam com o erguer dos pés e o corpo seria consequentemente exibido.
Outros regulamentos tratam do serviço sacerdotal em altares maiores (28; 42).
b) Relacionamentos Civis e Sociais
21: 1 - 23:13.
21: 1-11. O Escravo Israelita.
Esta lei trata apenas dos escravos hebreus; escravos estrangeiros são considerados em Lv. 25: 44-46.
Hebreus podiam vir a se tornarem escravos por sua própria vontade, por causa de pobreza,  ou qualquer outra desgraça particular.
Os regulamentos garantiam-lhes que fossem tratados como irmãos sob tais circunstâncias. Alguém já sugiriu que estas não eram propriamente leis a serem impostas, mas antes direitos humanos a serem observados (KD, por exemplo).
V. 2- Sétimo (ano). O ano sabático, o fim do trabalho (21; 2; 23; 10, 11). O escravo deve sair na mesma condição que entrou (21: 3, 4).
V. 6- Aos Juízes. Embora a palavra seja Elohim, geralmente usada para com Deus, a transação em questão, sem dúvida, realizava-se diante de juízes que agiam como representantes da justiça divina (cons. Sl.82: 6; ô. 10: 35).
À porta. Ficava assim preso à casa para sempre, simbolicamente, pelo ouvido (orelha) que é o orgão da audição e  obediência.
Crimes Capitais
Vs. 12-17- A santidade da vida destaca-se por estas leis contra o homicídio, rapto e violência. Deus refreia a violencia dos homens pecadores por  esta sanção de justiça estrita.
V. 13- Deus lhe permitiu. Nos diríamos "acidentalmente", mas para o hebreu não havia "acidentes" em um mundo onde Deus reinava supremo.
Injúrias Fisicas, quer Infligidas por Homem ou Animal.
Vs. 18-32. Aqui novamente se destaca o valor do indivíduo diante de Deus.
Estas também se encaixam mais na qualidade de advertências e não de ordens; ferimento produzido de uma briga (vs. 18, 19); ferimento produzido em um escravo (vs. 20, 21); ferimento em mulher grávida (vs. 22-25).
V. 22- Sem maior dano. isto é, além da perda da criança, nenhuma injúria permanente resultou.
Os versículos 23-25 apresentam a lex talionis (lei da retaliação) tão frequentemente citada (e tão mal interpretada) como típica das severas leis do V.T. .
Deve-se notar em primeiro lugar que esta ordenança se restringe a questões de prejuízos fisícos apenas.
Segundo, seu propósito não era reforçar a regra, mas refrear a vingança apaixonada, a qual, devido a um leve ferimento, muitas vezes revidava com a morte e a destruíção.
Os escravos deviam ser libertos em retribuição de uma injúria permanete  (vs. 26, 27). Quando os homens sofressem injúrias físicas provocadas por animais, os proprietários  eram os responsáveis (vs. 2-32).
Leis Referentes à Propriedade.
21: 33 - 22:17.
Vs. 33-36- Ferimentos Produzidos por Animais. Nestes casos a responsabilidade era estabelecida por negligência ou falta de precaução.
V. 33- Deixar aberta uma cova.Isto se refere a cisterna para armazenamento de água ou cereais. "Estou espantado com a imprudência com a qual poços e covas ficam descobertos e desprotegidos por este país" ( Thomson, The Land and the Book.).
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

ÊXODO CAPITULO 20 (CONTINUAÇÃO II)

Capitulo 20 continuação

5) O Quinto Mandamento.

V. 12- Este mandamento faz uma divisão entre os mandamentos que tratam do relacionamento do homem com Deus e aqueles que o relacionam com o seu próximo.

Um homem está obrigado a honrar seus pais como honra a Deus, e a assumir para com eles as mesmas responsabilidades que tem com seu próximo.

Para que se prolonguem os teus dias. Isto pode ser entendido como referindo-se tanto à estada de Israel na terra prometida, quanto à vida do indivíduo.  Não só em Israel como em todas as nações da terra e vidas individuais a destruição do lar marca o começo do fim.

6) O Sexto Mandamento.

V 13- Defende a santidade da vida humana e proíbe o homicídio por qualquer motivo.

Mas este mandamento tem sido erroneamente citado contra a pena capital administrada pelo estado. Tirar a vida judicioalmente como castigo por crime  está autorizado em Êxodo 21, como também em Romanos 13.

Por outro lado, poucas vezes se enfatiza que este mandamento se aplica a qualquer coisa que degrade o homem e o prive da vida rica e plena que é da vontade de Deus que ele desfrute.

7) O Sétimo Mandamento.

V.14- Embora se dirija especificamente à manutenção da pureza e santidade do casamento, também foi aplicado por Jesus a toda imoralidade sexual de pensamento e ato (Mt. 5: 27,28).

8) O Oitavo Mandamento

V. 15- Os direitos da propriedade privada devem ser respeitados.

9) O Nono Mandamento.

V. 16- "Além da mentira ser probida, também as provas falsas e infundadas em geral" (KD).

10) O Décimo Mandamento.

V. 17) A cobiça é "o desejo desordenado de uma coisa que não possuímos" (G.A.).

"O mais íntimo de todos os mandamentos, proibindo não um ato externo, mas um estado mental  escondido, isto é, um estado que é a raiz de quase todo o pecado contra o vizinho" (Bible Cambridge).
É básicamente o pecado de Adão e Eva, de desejar aquilo que não era da vontade de Deus que tivessem.

V. 20- O seu temor esteja diante de vós. Evitem  o pecado reverenciando-O constantemente (Moffatt).

terça-feira, 20 de junho de 2017

ÊXODO CAP. 20 (CONTINUAÇÃO I)

OS MANDAMENTOS

V. 2- É importante observar que a base para os mandamentos divinos e o fundamento para as obrigações do povo era o fato de Jeová ser o seu Senhor e Deus que os redimiu.

Estas injunções são dadas a um povo salvo para lhe ensinar como andar nos caminhos de Deus, mas notamos que "quase todos os mandamentos são expressos na forma negativa da proibição , porque pressupõe a existência do pecado e maus desejos no coração humano" (KD).

1) O Primeiro Mandamento.

V. 3- É mais do que uma simples proclamação do monoteísmo.

Proíbe a adoração ou veneração de qualquer outra coisa além de Deus, em pensamento, palavra ou ato, "para que em tudo tenha a preeminência". (Cl. 1: 18).

2) O Segundo Mandamento

Vs. 4-6- Proíbe a criação e o uso de imagens esculpidas como objeto de adoração.

Mas, de maneira mais essencial, é um lembrete de que Deus é Espírito, que não deve ser concebido à imagem do homem ou de qualquer outra criatura.

Visito a iniquidade (v. 5). Os resultados do pecado, vê-se que afetam de três a quatro gerações, ma a misericórdia de Deus extende-se a milhares. "Ele não diz que será fiel ou justo para com os guardadores da Sua lei, mas misericordioso" (Calvino).

Aqueles que me amam (v.6). "A fonte e origem da verdadeira justiça está expressa, pois a eterna guarda da lei não teria valor se não fluísse delas" (Calvino).

3) O Terceiro Mandamento.

V. 7- Proíbe o uso do nome de Deus "a serviço da incredulidade e mentira" (KD).

Consubstanciar nossa falsidade apelando para Deus, provoca juízo certo.
Aqui também se pode descobrir o poder moral para a injunção feita aos cristãos, "que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados" (Ef. 4: 1), isto é, não tomar o nome de Cristo em vão.

"O primeiro Mandamento resguarda então a unidade de Deus, o segundo a Sua Espiritualidade, e o terceiro Sua divindade e essência.
No primeiro somos proibidos de fazer que Deus seja um entre muitos, quando Ele é Único; no segundo de O igualarmos a uma imagem corruptível, quando Ele é o Espírito incorruptivel ; no terceiro de identifica-Lo de qualquer modo com a criatura, quando Ele é o Criador" (James Murphy, Comentary on Exodus, in loc. ).

4) O Quarto Mandamento.

Vs. 8-11. A palavra sábado significa, não descanso ou repouso, mas interrupção do trabalho.

Aqui se apresenta objetivamente a razão do sábado, pelo fato de Deus ter cessado a obra da criação no sétimo dia.

Subjetivamente, em Dt. 5: 14,15, há uma razão apresentada no fato do homem precisar de descanso. Também os israelitas foram lembrados de que Deus os redimiu da escravidão do Egito para desfrutarem do seu repouso.

A guarda do sétimo dia da semana como sendo o sábado não foi revogada no N.T.., mas o sábado da Nova criação é mais naturalmente celebrado no dia quando Cristo, tendo terminado Sua obra consumada, levantou-se dos mortos.

A igreja apostólica celebrava ambos, o primeiro e o sétimo dia, mas logo interromperam o velho costume judeu.

5) O Quinto Mandamento.

V. 12-

Continua.

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sábado, 17 de junho de 2017

ÊXODO CAPITULO 20

Os Dez Mandamentos
20: 1-20.
A Lei não foi dada como meio de salvação. Foi dada a um povo já salvo (19: 4; 20; 2) a fim de instruí-lo na vontade do Senhor, para que pudesse realizar o propósito de Deus como  "um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Fairbaim, The Revelation of in Scripture, pag. 274).
A divisão da Lei em Moral, Social ou Civil e Cerimonial ou Religiosa, é enganosa, embora seja conveniente. A Lei é uma, e toda a Lei é espiritual, quer trate de colheitas, criminosos ou adoração.
O comentário de Calvino examina todas as subsequentes leis sob um ou outro dos Dez Mandamentos. Isto é altamente justificado  e uma excelente ilustração da unidade da Lei.
"O que se chama de lei cerimonial, portanto, era no aspecto mais imediato e primário uma exibição por meio de rituais simbólicos e instituições da justiça  prescritas no Decálogo, e uma disciplina através da qual o coração deveria ser forjado de conformidade com a própria justiça"  (Fairbairn, Typology, II, 157).
O Decálogo, ou as Dez Palavras.
(Dt. 4: 13)
Foi diretamente transmitido a todo Israel por uma voz audível e terrível, a voz de Jeová soando como uma trombeta sobre a multidão (Ex. 19: 16; 20: 18).
Aterrorizados com a experiência, o povo implorou que Deus não lhe falasse mais diretamente, mas através de Moisés.
O restante da Lei, então, foi dada a Moisés como mediador, mas o ponto central da Lei já tinha sido transmitido.
Os mandamentos foram repetidos, com pequenas mas irrelevantes variações em Dt. 5: 6-18.
Há diferentes maneiras na divisão dos Mandamentos.
As Igrejas Luterana e Católica Romana seguem Agostinho em fazer dos versículos 2-6 o primeiro mandamento, e então dividindo o versículo 17, sobre a cobiça em dois.
O Judaísmo moderno faz do versículo 2 o primeiro mandamento e dos versículos  3-6 o segundo.
A mais antiga divisão, que remonta aos dias de Josefo, no primeiro século A.D., toma 20:3 como sendo o primeiro mandamento e 20: 4-6 o segundo. Esta divisão foi unanimemente aceita pela igreja primitiva e continua sendo hoje mantida pelas igrejas Ortodoxa Oriental e Protestantes.
Continua.
FAÇA UM ESTUDO EFICAZ: 
Acompanhe pela sua Bíblia e faça anotações em um caderno. Faça também revisão dos primeiros estudos.
Sempre com oração em primeiro lugar porque o melhor professor é o ESPÍRITO SANTO.
Dica para memorizar sua Bíblia: Aproveite e leia cada capitulo da Bíblia no minimo 5 vezes. “Sê tu uma benção”.
Antes de sair desta pagina e se você tem sido abençoado pelos estudos, ore por mim.  
Muito obrigado por  acompanharem este novo  estudo, espero seja proveitoso e que Deus vos abençoe através dele.
Obrigado por vossas orações.
A Paz do Senhor.

ÊXODO CAPITULO 19

Israel no Sinai
19: 1-40:38.

O ano da perigrinação ao Sinai teve dois resultados:

1)- Israel recebeu a Lei de Deus e foi instruido nos caminho de Deus;
2)- a multidão que escapou do Egito foi unificada, dando começo a uma nação.

Este período é da maior importância para compreendermos a vontade e o propósito de Deus conforme revelado no restante do V.T.. Este é o ponto central do que tão frequentemente as Escrituras chamam de "a Lei". O registro da viagem ao Sinai e a doação da Lei ali, ocupam não só o restante do livro de  Êxodo, mas também o livro do Levítico e os primeiros capítulos de Números.

Estabelecimento da Aliança no Sinai.
19: 1 - 24: 11.

À história da chegada ao Sinai e à apresentação divina da Sua aliança, segue-se o assim chamado Livro da Aliança (caps. 20-23), no qual se estipula o código básico. Depois segue-se a narrativa da ratificação da aliança pelo sacríficio e aspersão do sangue.

1)- Chegada ao Sinai e Preparação para a Aliança.
19: 1-25.

V. 1- No primeiro dia. A tradição judia acha que foi o dia do Pentecoste, e que o propósito da Festa do Pentecoste era celebrar a doação da Lei. Contudo, a expressão é muito generalizada para indicar qualquer dia em particular.

Deserto do sinai. A cadeia de montanhas meridional, situada na ponta da península triangular, tem três pontos elevados. Os Árabes chamam o pico cental de Jebel Musa; o do sul, Jebel Hum; e o terceiro, Jebel Serbol.
Cada um desses montes tem sido declarado como sendo o Sinai das Escrituras, mas desde o quarto século A.D., pelo menos, o Jebel Musa tem sido o mais amplamente e consistentemente  defendido.

O deserto do Sinai deve ser uma planície perto da montanha (v.2), suficientemente grande para Israel acampar ali. Tal lugar foi encontrado em Er-Raha, ao norte do Jebel Musa, ou no Wadi es-Sebayeh, ao leste.
O primeiro tem cerca de quatrocentos acres (1 acre - 4.047 metros quadrados) de extenção, bastante amplo para qualquer número de hebreus.

Partindo de Er-Rha, o Wadi ed-Deir, "Vale da Aliança", leva a uma saida entre Jebel Musa e Jebel ed-Deir, onde se localiza o famoso mosteiro de Sta Catarina.
O mosteiro foi construido por Justiniano em 527 a.C., em um local já anteriormente ocupado por uma igrejinha que identificava o lugar, onde se cria , que Deus tinha aparecido a Moisés em uma sarça ardente.

O Wadi es-Sebayeh é um vale longo e estreito, não tão cômodo como o Er-Raha, mas com melhor acesso à  montanha. É dificil, se não impossivel, decidir qual destes picos se encaixam na descrição dada nas Escrituras.

V. 3- Casa de Jacó. O nome de Jacó lembra as profundezas das quais Deus os tirou.

V. 4- Sobre asas de águias. Uma alusão a uma espécie de abutre, ave grande e majestosa, muito abundante na Palestina.

V. 5- A aliança se baseava sobre o fato realizado da redenção do Egito, uma redenção que Israel recebera pela fé.
"A teocracia estabelecida pela conclusão da aliança foi apenas o meio adotado por Jeová para fazer do Seu povo escolhido  um corpo real de sacerdotes; e a guarda da aliança era a indispensavel condição subjetiva da qual dependia a consecução deste destino e glória determinados" (KD).

Devemos também nos lembrar que a Lei não anulou a aliança feita com Abraão (Gl. 3:17).

"A aliaça da lei levantou-se com base na aliança anterior da graça, e procurou executa-la na direção de suas consequências legítimas e devidos frutos" (Patrick Fairbaim, The Typology of Scripture, II, 143).

Propriedade peculiar. Minha estimada possessão (Moffatt).

V. 6- Sacerdotes e nação santa. "Assim como o sacerdote é um mediador entre Deus e o homem, Israel foi chamado para ser o veículo do conhecimento e da salvação de Deus às nações da terra... Ele escolheu Israel por Sua propriedade, para torna-lo uma nação santa, se atendesse à Sua voz e guardasse a Sua aliança" (KD).

V. 8- Tudo o que o Senhor falou, faremos. O povo de Israel sem dúvida não percebeu todas as implicações do seu voto. Como também o cristão não compeende tudo o que está vinculado ao ato dele se apresentar como "um sacrifício vivo" a Deus. Em ambos os casos há uma reação de fé para a expressão da vontade de Deus, o Redentor.

V. 9- Creiam sempre. A aparição do Senhor impressionaria o povo e ao mesmo tempo reforçaria a autoridade de Moisés.

V. 13- Tocará. Um transgressor não devia ser seguido à montanha, mas apedrejado ou frechado à distância.
Buzina. Antes, chifre de carneiro (Moffatt); esta não é a mesma palavra usada nos versículos 16, 119.

V. 16 A vã tentativa de determinar que tipo de fenômeno foi descrito aqui - terremoto, vulcão, ou tempestade - erra o alvo, pois fosse o que fosse, era simplesmente a manifestação da presença do  Senhor. Não foi um distúrbio natural que convenceu um povo supersticioso da presença de Deus; foi o própro Deus tornando conhecida a Sua presença

V. 21- Desce, adverte. Esta não é uma confusão de duas narrativas, mas uma repetição da ordem que já foi dada em 19: 12.

V. 22- Sacerdotes. "Não os sacerdotes levíticos, que ainda não tinham sido escolhidos, mas aqueles que até então desempenhavam as obrigações de acordo com o direito e costume natural" (KD).

(ISRAEL NO SINAI   capitulos 19 -40

O Pacto da Lei 19 -24.

O monte Sinai.

Israel chegou ao monte Sinai aproximadamente seis semanas após sua saida do mar Vermelho.
Ali permaneceu quase um ano (Nm. 10-11). A montanha conhecida hoje como monte Sinai é uma massa isolada de rochas que se levanta abruptamente da planície com imponente majestade" Ross observa . "Este local era muito aproriado para a promulgação da lei. Havia uma magnífica concordância entre as rochas de granito do Sinai e os fundamentos duradouros da moral eterna".

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ÊXODO CAPITULO 18

A visita de Jetro e a designação de juízes. 18: 1-27

V. 2- Depois que este lha enviara. Cons 4:24-26

V. 3- Cons. 2:22.

V. 5- Monte de Deus. A sequência desta passagem tem sido posta em dúvida porque até ao capítulo 19 não se menciona que Israel tenha chegado ao Sinai.
Contudo, uma vez que mesmo em Refidim poderia se dizer que estivessem no monte de Deus - Horebe (17:6), parece que não há nenhum problema aqui na sequência da narrativa.

V. 7- Inclinou-se. A costumeira etiqueta oriental.

V. 11- Jetro, na KD, foi chamado de "as primícias dentre os pagãos que dali por diante buscariam o Deus vivo".
O testemunho de Jetro e o subsequente ato de adoração parece indicar uma experiência de conversão, e invalida a teoria de que foi de Jetro e dos medianitas que Moisés recebeu o conhecimento de Jeová.

V. 15 - Consultar a Deus. As decisões de Moisés e as ordenanças sobre as quais se baseavam vinham, em última análise, de Jeová.

V. 18- Desfalecerás. v. 21- Chefes de mil. É melhor aceitar isto como significando "mil famílias" e não indivíduos, seguindo assim a natural divisão tribal.

Driver acha isto impraticável, porque um homem ficaria sujeito a quatro juízes diferentes (Cambridge Bible).
Mas presume-se que estas diferentes categorias funcionavam como nossos tribunais superiores e inferiores. A maioria dos problemas seriam resolvidos, como em nosso próprio sistema, pelo tribunal inferior,  pelos "chefes de dez".

V. 24- Moisés atendeu. Moisés tem sido criticado por esta atitude. Contudo, Jetro condicionou seu conselho com, "se Deus to mandar"; e podemos deduzir que Moisés consultou o Senhor. Além disso, não há registro de que Deus tivesse repreendido Moisés. Em Dt. 1:15 Moisés explica como os juízes foram escolhidos dentre os líderes, sábios e conhecidos, nas diversas tribos. 

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

ÊXODO CAPÍTULO 17

Aguas da Rocha em Refidim

V. 1-7- Do planalto do Deserto de Sim, há uma série de vales que levam diretamente ao Monte Sinai. Um destes, o Wadi Refavid, há quem diga ser o vale de Refidim.

V. 2- Contendeu. Criticou. Tentais. experimentais. Era a incredulidade que os evava a duvidar da fidilidade de Deus {v. 7].

V. 6- Horebe. Usado nas Escrituras como termo intercambiável com Sinai. Pode ter uma referência mais ampla, à cadeia de montanhas da qual o Sinai é um dos picos.
Em Refidim, então, Israel se aproximava do final de sua viagem imediata.
Ferirás a rocha. Uma explicação natural deste miagre tem sido apresentado, dizendo-se que certas formações  rochosas nesta área são simplesmente uma fina camada de calcário que poderia  se partir com o golpe de uma vara, permitindoa água sair.

O apóstolo Paulo nos diz que "a pedra era Cristo" {1Co. 10: 4]. Sejam quais foram os meios  que Deus usou, o fato importante é que ficou manifesto aos israelitas que o seu auxilio vinha do Senhor.

V. 7- Massá. Provando {tentaram], do mesmo verbo usado em 17:2.
Meribá. Desavença, traduzido para "contendeu" no versículo 2.

V. 8- Amaleque era uma tribo, ou grupo de nômades ferozes e vorazes, tal como os beduínos de hoje. Embora descendessem de Esaú {Gn.  36: 12], não faziam parte da nação de Edom. De acordo com Dt. 25: 18, atacaram israel por trás, assaltando covardemente os peregrinos "abatidos e afadigados". Isto explica o severo juízo de Êx. 17: 14.

V. 9- Esta é a primeira vez que Josué aparece, destinado a ser o grande sucessor de Moisés.

V. 10- Hur. A tradição judia faz dele o marido de Miriã {Jos. Antiq. III. 2:4].

V. 11- Comentadores antigos e modernos consideram quase unanimamente este  ato de Moisés como um ato de oração.
Como tal, expressou uma atitude de dependência de Deus que determinou o resultado da batalha, e serviu para demonstrar a realidade desta dependência a todo o povo.
"A batalha que Israel enfrentou contra este inimigo possuía um significado típico em relação a toda a futura historia de Israel. Ela {Israel] não conquistaria apenas pela espada, mas só alcançaria a vitória pelo poder de Deus, que viria do alto por meio da oração" {KD].

V. 13- Desbaratou. Dizimou, invalidou, prostou.

V. 15- Jeová-Nissi. O Senhor é a minha bandeira. 16- O Senhor jurou. Literalmente, uma mão sobre o trono de Jeová. Algumas autoridades biblicas preferem  nes, "bandeira", em vez de kes, "trono" e traduzem assim;  uma mão sobre a bandeira do Senhor {R.S.V.];  ou,  juramos lealdade à bandeira do Eterno {Moffatt].
Este deveria ter sido um voto feito por Moisés e, como tal, uma advertência ao povo de Israel de se empenhar em cumprir o propósito de Deus {v. 14].

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

ÊXODO CAPITULO 16

DESERTO DE SIM

V. 1- De acordo com Nm. 33: 10-12, o povo de Israel viajou a longo do litoral, possivelmente pela costumeira rota até às minas do Sinai. Em Dofcá voltaram-se na direção do deserto de
Sim.
Se Dofcá pode ser identficada com Serabit el-Khadem, então o Deserto de Sim é a planicíe ao longo da margem do platô , chamado Debbt er-Ramleh.
As indicações geógraficas são muito precárias para termos certeza.

V. 2- Novamente , as circunstâncias da provisão divina combinadas para provar a fé e a obediência de Israel.

V. 7- A glória do Senhor. O olho  da fé vê a glória do Senhor no pão e na carne que Ele fornece.
Que somos nós. Nós não somos ninguém, por que vocês se queixam de nós?
{Moffatt}.

V. 10- E eis que a glória. a evidência inequívoca da presença de Deus na coluna de fogo autenticou as palavras de Moisés e preparou o povo para a glória ainda mais velada do milagre seguinte.

V. 14- Uma coisa fina e semelhante a escamas. V. 15- Isto é o pão {maná}. de "meinhu", "que é isto?". O nome maná pode ter surgido da pergunta, ou então a semelhança de sons pode ter relacionado as duas palavras.

V. 16- Ômer. Cerca de duas quartas {1 quarta - 1.13 litros}.
Compare Jo. 6: 33 com Jo. 6. 41, 42, 52. Cristo se dá sem reservas, mas nós não temos dele mais do que a nossa experência de apropriação pela fé {v. 18]. Em Js. 1, comp v. 2 com v. 3. O versículo 2 é o título; o v. 3 a lei da possessão.

V. 20- Assim como o homem não se alimenta com a lembrança do alimento, assim o cristão não pode alimentar-se espiritualmente com suas apropriações passadas de Cristo.

V. 23- bado. Isto indica que embora o sábado já fosse conhecido, não era guardado de uma maneira especial.

V. 31- Maná. Há uma espécie de tamareira que cresce na Península, da qual poreja, talvez devido à picada de um inseto, durante as noites de verão , um líquido que forma pequenas bolinhas brancas. Os Arabes as ajuntam, as quais depois de cozidas são usadas como mel. Tem um sabor e um aroma adocicado.
Podem ser guardadas durante muito tempo num local fresco , mas derretem ao sol; não podem ser moídas ou assadas.
Parecem-se muito com o maná da Bíblia, mas também diferem bastante.

As Escrituras, não apenas em sua descrição do maná, mas em seu registro da maravilhosa provisão durante os quarenta anos {v. 35} tornam claro que o maná não era um fenômeno natural, mas uma provisão especial da mão do Senhor.

Coentro. Uma semente miúda de um branco cinza, com um agradavel sabor, muito usada como condimento.

Vs. 33,34- Diante do Senhor...diante doTestemunho. Isto é, diante das tábuas da Lei na arca. Esta orientação deve ter sido dada mais tarde, talvez quando o maná estava para acabar.

V. 35- Isto não deve ser compreendido que os Israelitas não tivessem nada mais para comer durante os quarenta anos. Durante  a estada no Sinai, puderam muito bem semear e colher cereais, e também de tempos em tempos obter alimento com os mercadores.

- A palavra "maná" é uma transliteração de duas palavras hebraicas que significam O que é isto?. {comp. v. 15], a pergunta que os israelitas fizeram quando o viram pela primeira vez.
Chamdo de "pão" {Ex. 16: 4], "cereal do céu", "pão de anjos" {Sl. 78: 24-25]., e de "pão vil" {Nm. 21: 5].

Foi preservado em uma vasilha no Tabernáculo {Hb. 9: 4].

O maná é comparado com a semente do coentro, com a cor resinosa do bdélio, parecendo geada sobre o chão e tendo o gosto de bolos feitos de azeite fresco {Nm. 11:7,8].

Ele caiu durante os quarenta anos de peregrinação no deserto e deixou de cair quando Israel começou a comer cereais em Gilgal {Js. 5: 10-12].

Embora fosse orgânico em natureza , o maná é chamado de "alimento espiritual" {1Co. 10: 3] em referencia à sua origem sobrenatural. {B. E.]

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terça-feira, 13 de junho de 2017

ÊXODO CAPITULO 15 Segunda Parte.

Israel no Deserto. 15: 22 - 18: 27

Liberto da escravidão do Egito, Israel foi em seguida levado pelo Senhor ao Monte Sinai.
O povo de Deus era uma multidão desorganizada, briguenta e sem fé. Tinha de ser moldada em uma nação, capaz de servi-Lo.
Por isso, tudo, inclusive sua marcha ao Sinai, devia contribuir para o seu treinamento.
A tradicional trajetória, margeando a península pelo oeste, continua sendo a mais amplamente aceita pelos mestres da Bíblia, e a mais razoavel. Embora os lugares exatos mencionados nas Escrituras não possam ser identificados com certeza, os locais em geral foram muito bem estabelecidos.

v. 25- Israel chegou a estas àguas amargas através do caminho indicado pelo Senhor, mostrando assim que as experiências difíceis para o povo de Deus são educativas e não punitivas. A árvore que curou as águas deve lembrar ao cristão que a cruz de Cristo pode acabar com toda a amargura de tais experiências [comp. Rm. 15. 3-4; Gl. 3; 13[. Veja o v. 27 e observe que, depois que a provação é aceita como a vontade do Pai, seguem-se as bençãos e crescimento. {Comp. sl. 1: 3; 92: 12{ .

V. 22- Deserto de Sur. A leste do Suez, na parte setentrional da península. Sur significa parede em hebraico. Em Nm. 33: 8  o local é chamado de "o deserto de Etã" que é o mesmo nome em egípcio. Possivelmente recebeu este nome por causa da linha de fortes construidos ali.
Três dias. Em três dias a água que levavam junto teria terminado, embora não tivessem andado mais de 24 km.

V. 23 - Mara. Este local identifica-se razoalvelmente com Ain Hawarah, ainda há uma pequena fonte de água salobra desagradavel.

V. 24- Murmurou. Esta era a quase automática reação de Israel, como tem sido a reação de
multidões do povo de Deus desde então, diante de qualquer e cada dificuldade.

Vs. 25,26- A busca para uma explicação natural deste milagre, com alguma espécie de árvore que transformasse água ruim em boa, é completamente inútil.
Por meio desta prova de cuidado e poder de Jeová, estabeleceu-se uma ordenança para todos os tempos -- que para os obedientes Deus comprovaria ser Jeóva Rop'ekei, "Jeová que te cura".

V. 27. Elim. A cerca de 9,6 km de Ain Hawarah fica um lindo e grande oásis com abundância de água, Wadi Gharandel, o qual corresponde à descrição  de Elim.
 

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domingo, 11 de junho de 2017

ÊXODO CAPITULO 15


CAPÍTULO 15   Primeira Parte
O Cântico de Moisés  15: 1-21. 
Embora os críticos reconheçam este hino de louvor como "um dos mais finos produtos da poesia hebraica" (Cambridge Bible), geralmente o relegam ao tempo da monarquia. acham que poesia tão grandiosa não poderia ter sido escrita no tempo de Moisés!
As escrituras ligam este hino triunfal com a canção de uma redenção maior, quando nas praias do mar eterno, no final e glorioso triunfo sobre todos os inimigos, os redimidos cantam "o cantico de Moisés... e o cântico do Cordeiro" (Ap. 15:3).
V. 1- Lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. "Assim se descreve em poucas palavras, mas de maneira completa a ruína do exército de Faraó" (Cambridge Bible).
V. 2- Portanto lhe farei uma habitação. A E.R.C. segue o Targum. A cáusula fica melhor traduzida assim: portanto eu o louvarei ou lhe agradecerei.
V. 3- Senhor é o seu nome. Zombaria para com Faraó, o qual perguntara, "Quem é o Senhor?"
V. 7- Derribas. O hebraico é mais forte - "despedaças e jogas os escombros sobre a terra" (Cambridge Bible).
V. 9- O inimigo dizia: Perseguirei. Quantas vezes os presunçosos propósitos do homem são frustados pelo poder de Deus (cons Is. 14: 13,14).
Destruirá. Literalmente, desapropriará, desarraigará.
V. 10- "Um único sopro de Des é suficiente para afundar o orgulho inimigo nas ondas do mar" (KD; cons. Sl. 46: 6).
V. 11- Terrivel em feitos gloriosos; espantoso em renome (American).
V. 13- Habitação da tua santidade. Como um pastor que leva o seu rebanho ao aprisco, Deus levava Israel à Sua habitação, a terra prometida.
V. 14- Palestina. No hebraico, Filístia. Ironicamente, o nome da Terra Santa mais freqentemente usada por nós é tirado do nome dos piores inimigos de Israel e de Deus.
V.16- Espanto e pavor. Até que quarenta anos se passaram e Israel entrasse na terra, o temor do Senhor estaria sobre os cananeus (cons. Js. 5:1; 2:9,10).
V. 17- No santuário... que as tuas mãos estabeleceram. Esse é o alvo, não o fato já estabelecido.
V. 20- Embora Miriã fosse irmã de ambos, ela está colocada sempre junto na linha com Arão, não com Moisés.
Tamborim. Pandeiro. A dança era, e ainda continua sendo no Oriente, a expressão da religião.
V. 21- Respondia. Elas cantavam responsivamente, talvez as estrofes do cantico de Moisés (vs. 1-19). 
Continua.
Comparti-lhe com seus amigos.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

ÊXODO CAPITULO 14

Capitulo 14: 1-31
A passagem pelo Mar Vermelho. (Cont.)
"O fato da passagem do Mar Vermelho só pode ser posto em dúvida por um ceticismo extremo e sem base". (Cambridge Bible).
V. 2- Retrocedam. Voltem (E.R.C.); mudem de direção (Moffatt).
Pi-Hairote e Migdol são mencionadas em inscrições egipcias mas ainda não foram identificadas com certeza.
Baal-Zefom. Uma carta fenícia menciona "baal-Zefom e todos os deuses de Tahpanhes".
Tahpames é Dafne,  moderna Tel Dafne, localizada perto da extremidde sul do Lago Menzale,  meio caminho entre Sucote e Ramassés. Isto explica as palavras "retrocedam".
Em vez de se dirigirem diretamente para o leste partindo de Sucote, os hebreus voltaram-se novamente para o norte e foram então acampar junto ao lago pantanoso. Esta aparente incerteza no seu trajeto deve ter encorajado Faraó a crer que os israelitas não estavam conseguindo encontrar um lugar para atravessar a barreira liquida e que estavam encurrralados, "vagando sem destino" (American Transl.).
V. 4- Serei glorificado em Faraó....e saberão os egípcios. O fato de que havia ainda uma lição final a ser dada ao Egito, explica por que Deus os conduziu desse jeito, aparentemente sem objetivo.
V. 5- Que é isto que fizemos (Moffatt). A saída de Israel descrita a Faraó como uma fuga, não uma peregrinação a um local de sacrifício.
V. 7- Capitães. O significado exato é desconhecido; alguma espécie de oficial superior.
V. 8- Com a mão erguida (afoitamente). "A mão erguida de Jeová com o poder de que é capaz" (KD).
V. 9- Cavalarianos. Alguns acham a declaração anacronica, uma vez que os egípcios não tinham cavalaria naquele tempo; mas a palavra pode muito bem significar os homens que dirigiam os carros puxados por cavalos. Esta possibilidade se admite em conexão com 15: 1.
V. 12- Deixa-nos. Humanamente falando, eles estavam em frente de destruição certa. Como é característico da natureza humana gritar, "deixa-nos". Nós preferimos ficar inertes na escravidão do pecado do que, com a coragem da fé fazer um esforço para serguirmos a Deus em novidade de vida.
V. 13- Aquietai-vos. Antes, ficai firmes (cons ICo. 15: 58 - "Sede firmes").
V. 14- Vocês só têm que ficar firmes (cos. Is 30: 15;  Sl. 46: 10).
V. 15- Não uma reprimenda mas uma advertência a que ajam, "avançai!".
V. 19,20- Por tráz milagrosamente protegidos dos egipcíos por uma espessa nuvem, ao mesmo tempo recebiam do Senhor um jato de luz para poderem atravessar.
V. 21- A força natural usada por Deus para a realização deste milagre foi o vento oriental, talvez em conexão com uma forte maré vazante, como alguns supõem; talvez não. Basta sabermos que Deus no exato momento fez a passagem ficar livre para o seu povo atravessar; e, exatamente  no momento certo trouxe as àguas de volta, de modo que o inimigo foi destruído.
V. 24- Alvoroçou. "lançou grande confusão e temor entre os homens de Faraó" (KJA). Colocou-os em pânico (Moffatt).
Na vigilia da manhã. entre 2 e 6 horas da madrugada.
V. 25- Emperrou-lhes as rodas dos carros. Embaraçando, amarrando (RSV, seguindo a LXX, Versão Siríaca e Samaritana, mais do que a Hebraica). As rodas dos carros afundaram na areia, que ficaram mais pantanosas no mesmo instante.
Vs. 27,28- As águas que ameaçaram os israelitas em sua passagem, e que, a não ser  pela divina mão que as refreou, os teriam destruído, agora desabaram sobre os egípcios. "Desta manifestação da onipotência de Jeová, os israelitas deviam discernir que Ele  não era apenas o Libertador misericordioso, mas também o santo Juiz dos ímpios, para qe pudessem crescer no temor de Deus como também na fé que tinham acabado de demonstrar" (KD).

V.30- A palavra "livrou" é uma tradução da palavra hebraica yasha, a raiz do nome Josué que, por sua vez, é uma abreviação do nome Jeoshua, que significa Jeová salva. Josué é a forma hebraica de Jesus, e Cristo foi chamado Jesus, "porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mt. 1:21). O livramento divino ao qual este versículo se refere é uma ilustração notavel da redenção providenciada por Cristo. (Biblia Scofield)

V. 31- Confiaram. Mais do que simplesmente creram (E.R.C.), implica em "apropriar-se firme e moralmente de uma pessoa ou coisa" (Cambridge Bible).
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ÊXODO Capitulo 13

Santificação dos primogênitos. 13: 1-16
"Se os israelitas completaram sua comunhão com Jeová na Páscoa e celebraram o começo de sua posição divina na festa dos pães asmos; as consequências ininterrruptas da sua filição, eles as transmitiram na santificação dos primogênitos" (KD).
Assim como o Egito foi ferido por Deus nas pessoas dos seus primogênitos, Israel foi consagrado a Deus em seus primogênitos.
V. 2- Todo o que abre, isto é, em primeiro lugar.
V. 3-10. A lei já transmitida a Moisés (12: 15-20) foi agora proclamada ao povo.
V. 7- Teu território. Fronteiras
V. 8- A dedicação dos primogênitos teria que ser explicada de geração em geração, como também a páscoa (12: 26, 27).
V. 9- E será como sinal. Como outras raças usavam sinais, até mesmo cortes e tatuagens, para se lembrarem do seu Deus, esta festa seria para trazer à lembrança de Israel a redenção operada por Jeová.
"Não era por meio de bilhetinhos mnemônicos sobre a mão ou na testa que uma lei seria colocada na boca, a ponto de se falar dela continuamente, mas por sua recepção no coração e seu continuo cumprimento" (KD).
V. 11-16- A lei dos primogênitos (cons. 22:29; Dt. 15: 21,22).
V. 12- Apartarás (lit., farás passar para o Senhor). Esta não é a palavra costumeira para separar, mas a palavra para descrever a prática pagã de sacrificar os filhos aos seus deuses (II Reis 16:3; Ez. 20: 31).
Pode ser que o Senhor usou esta palavra propositadamente para deixar claro a diferença entre esta dedicação e a dos pagãos.
V. 13- O jumento não era um animal usado no sacrifício por isso era era preciso substitui-lo por um cordeiro. O primogênito dos homens seria redimido com prata, como o povo seria mais tarde informado. (Nm. 3: 47; 18:16).
A responsabilidade do serviço tendo sido transferida para os levitas como representantes do povo, fez com que a única exigência feita à nação fosse a de que reconhecesse os direitos divinos sobre ela.
V. 15- Deste modo tudo que Israel era e tudo o que possuía eram continuamente apresentados ao Senhor que a redimira.
V. 16- Frontais. O hebraico totapot, o "filactério" do N.T. Mais tarde os judeus seguiram literalmente a esta exortação atando em suas testas e braços fitas às quais atavam pequenas caixas de couro contendo versículos das Escrituras escrito em pergaminhos.
Era propósito de Deus que a festa e a consagração (não pequenas caixinhas), servissem de lembrete para a mão e o coração.
A passagem pelo mar vermelho. 13: 17-14:31
A descrição da viagem, que começou em 12:37, continua agora.
Havia um boa estrada diretamente para a Palestina, subindo pelo litoral e passando por Gaza, mas esta os levaria, a intervalos, pelas fortalezas egípcias e exigiria que lutassem, para o que não estavam preparados nem física nem psicologicamente.
Com bondade cheia de sabedoria, Deus os levou por outro caminho.
V. 18- Deserto perto do Mar Vermelho. Em hebraico, Mar de Surf, Mar dos Juncos. O erro de tradução, Mar Vermelho, deu uma visão totalmente errada da rota de Israel. Esta é uma palavra inteiramente diferente daquela que designa o que chamamos de Mar Vermelho ou Golfo de Suez.
O Mar dos Juncos ou dos Charcos encontra-se mencionado na literatura egípcia do século treze A.C., ficando perto de Ramessés. Ou o Lago Timsa ou a extenção meridional do Lago Menzale encaixa-se na descrição. Estes lagos fazem parte do canal que unia o golfo de Suez com o Mar Mediterrânio e agora fazem parte do Canal.
O Lago Timsa fica mais perto de Sucote.
Arregimentados. O significado é incerto. A  E.R.C., diz armados.
V. 19- A fé de José foi justificada (Gn. 50:25).
V. 20- Etã. O local é desconhecido.
Vs. 21,22- Não eram duas colunas, mas uma só, de nuvem de dia e de fogo de noite. As Escrituras desacreditam tentativas de explicar esses guias por meios naturais (cons. Cambridge Bible). A coluna era um sinal real da verdadeira presença de Jeová com o seu povo.
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