A ALIANÇA II
A Constituição da Aliança. (Cont.)
Capítulo 22
V. 2- Ladrão ... arrrombando. Literalmente, cavando através.
O caminho de acesso costumeiro para um ladrão era cavar através das paredes de barro da casa, relativamente fracas.
V. 3- Será culpado de sangue. O dono da casa é culpado (Moffatt).
Um golpe mortal desferido nas trevas em defesa da vida e propriedade era desculpavel, mas à luz do dia, era o racíocinio, tal defesa violenta não seria necessária. A vida, mesmo a de um ladrão tem importância diante de Deus.
Vendido. Não como castigo mas como restituição.
Vs. 5-17- Perda de valores, quer através de acidente, roubo ou qualquer outro motivo.
Os versículos 5 e 6 referem-se à restituição por danos causados a campos e colheitas.
Comer, pode ser traduzido por "pastar". Se danos forem causados ao campo, é necessário que haja restituição.
Com uma leve alteração o versículo poderia ser assim: "Se um homem provocar um fogo em um campo ou numa vinha"., isto é, ao queimar ervas daninhas. Fora de controle, o fogo destrói outro campo.
Vs. 7-13- Perdas e danos de bens em deposito.
Não se conheciam armazens ou caixa-fortes, ou mesmp bancos.
Se um homem tinha de ausentar-se de casa, confiava sua propriedade a um vizinho digno de confiança. Em certo sentido, esta lei sevvia para segurança do vizinho.
V. 7-Objetos. Um termo muito generalizado para uma grande variedadede coisas.
V. - Juízes. Cons. 21: 6.
V. 9- Negocio frauduloso. Abuso de confiança.
V. 11- Juramento ao Senhor. Quer diante de juízes ou por meio de juramento, as questões deviam ser acertadas diante de Deus em reconhecimento de Sua lei. A lei reponsabilizava um homem por coisas que tomasse emprestado (vs. 14,15).
Vs. 16,17- Sedução, A moça aqui é considerada como parte da riqueza da familía e o ataque é examinado no que se refere à desvalorização por causa do dote, um item consideravel , naquele tempo e hoje no Oriente. O crime moral é examinado em Dt. 22: 22-27.
Dote. Antes preço de casamento. Era o preço pago pelo noivo aos pais ou à família da noiva (cons. G. 24: 53).
Leis Morais e Religiosas
22:18 - 23:9.
Todas estas leis se baseiam no fato de Israel ser uma nação santa diante de Jeová.
V. 18- Feiticeira. Bruxa. (Lv. 19:31). A prática maligna da magia e da adivinhação continua tendo grande influência em lugares pouco civilizados, e mesmo entre os supersticiosos em terras menos atrazadas.
O Novo Testamento, é verdade, não contém tais leis, porque a economia cristã não é uma autoridade civil como era a igreja do Velho Testamento. Isto, porem, não nega a realidade das práticas demoníacas ou a validade das leis contra elas.
V. 19- Bestialidade. Este ato execrável era na realidade parte de alguma degradante prática religiosa daquele tempo.
V. 20- Sacrifício a deuses estranhos. Será destruido. Literalmente, consagrado, separado para Jeová.
"Pela morte consagrado ao Senhor , ao Qual, ele não quis se dedicar em vida" (KD).
Leis humanitárias para a proteção do pobre, do estrangeiro e do desamparado.
21-27.
Estas advertências são esquecidas por aqueles que consideram a lei mosaica severa e nacionalista.
Vs. 22-24- Eu lhes ouvirei o clamor. O Deus que observa a queda do pardal, retribuirá devidamente ao cruel opressor.
V. 25- Juros. O emprestimo de dinheiro como transação comercial é uma prática moderna e não se encaixa aqui.
Dinhero era emprestado como ato de caridade, àqueles que passavam grande necesssidade.
Cobrar juros em tais ciecunstâncias, lucrando com a necessidade do outro, contraria toda a decência.
V. 26- Veste. Para o pobre que dormia em suas vestes, uma grande manta retangular, a única vestimenta que valia como penhor, era a sua única proteção de noite.
V. 27- Eu o ouvirei. Deus ouviria o grito que o cruel credor ignorava (Thomson, I, 54.).
V. 28- Injuriar a Deus ou ao governo .
"Desrepeito a Deus consiste não só de blasfemias contra Jeová francamente expresssas, as quais deviam ser punidas com a morte (Lv. 24. 11, e segs. ), mas também do desprezo pelas Suas ameaças em relação aos membros mais pobres do Seu povo (vs. 22-27) e da recusa de lhes dar o que deviam receber (vs. 29-31).
Compreendido dessa forma, a ordem está intimamente ligada não somente com o que a precede, mas também com o que vem a seguir.
O príncipe (lit., aquele que está em cima) está mencionado junto com Deus, porque em sua posição exaltada ele tem de administrar a lei de Deus entre o Seu povo.
Vs. 29-31. Os termos da aliança enfatizam a responsabilidade dos israelitas para com o Senhor. Eles deviam se mostrar santos não apenas naquilo que o Senhor exigia, mas na abstenção daquilo que estava proibido.
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