A Pascoa e a saída de Israel 12: 1- 15:21
“A libertação de Israel da escravidão do Egito estava para se realizar; também a sua adoção como nação por Jeová (6: 6,7). Mas para tanto era necessário uma consagração divina de modo que a sua ruptura externa com a nação do Egito fosse acompanhada de uma separação interna de tudo aquilo que viesse do Egito ou do paganismo. Esta consagração devia ser conferida pela Páscoa” (KD).
“O último juízo sobre o Egito e a provisão do sacrifício pascal possibilitaram o livramento da escravidão e a peregrinação do povo para a terra prometida. A páscoa é, segundo o Novo Testamento, um símbolo profético da morte de Cristo, da salvação e do andar pela fé a partir da redenção (1Co. 5: 6-8). Além do livramento do Egito, a páscoa se constituiu no primeiro dia do ano religioso dos hebreus e o começo de sua vida nacional. Ocorreu no mês de Abibe (chamado Nisã na história posterior), que corresponde aos nossos meses de março e abril.
A palavra páscoa significa “passar de largo”, pois o anjo destruidor passou de largo das casas onde havia sido aplicado o sangue nas ombreiras e na verga da porta. Os detalhes do sacrifício e as ordenanças que o acompanhavam são muito significativos.
a) O animal para o sacrifício devia ser um cordeiro macho de um ano, isto é, um carneiro plenamente desenvolvido e na plenitude de sua vida. Assim Jesus morreu quando tinha 33 anos aproximadamente. O cordeiro tinha de ser sem mácula. Para assegurar que assim fosse, os israelitas o guardavam em casa durante quatro dias. De igual maneira Jesus era impecável e foi provado durante quarenta dias no deserto.
b) O cordeiro foi sacrificado pela tarde como substituto do primogênito. Por isso morreram os primogênitos das casas egípcias que não creram. Aprendemos que “o salário do pecado é a morte”, porém Deus nos deu um substituto que “foi ferido pelas nossas transgreções”.
c) Os israelitas tinham de aplicar o sangue nas ombreiras e na verga das portas, indicando sua fé pessoal. No cristianismo não basta crer que Cristo morreu pelos pecados do mundo; somente quando pela fé o sangue de Jesus é aplicado ao coração da pessoa está ela salva da ira de Deus. O anjo exterminador representa a sua ira.
d) As pessoas tinham de permanecer dentro de casa, protegidas pelo sangue. “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?” Hb. 2: 3).
e) Tinham de assar a carne do cordeiro e comê-la com pão sem fermento e ervas amargas.O fato de assar em vez de cozer o cordeiro exemplifica a perfeição do sacrifício de Cristo e o fato de que deve ser recebido por completo (João 19: 33,36). Assim como os hebreus comeram a carne que lhes daria força para a peregrinação, por meio da comunhão com Cristo o crente recebe força espiritual para segui-lo. O pão sem fermento simboliza a sinceridade e a verdade (1Co. 5: 6-8) e as ervas amargas provavelmente representam as dificuldades e as provações que acompanham a redenção.
f) Os israelitas deviam comê-lo em pé e vestidos como viajantes a fim de que estivessem preparados para o momento de partida (12: 11). “Assim o crente deve estar pronto para o grande êxodo final quando Jesus vier (Lucas 12: 35)”.
Deus desejando que seu povo se lembrasse sempre, da noite do seu livramento, instituiu a festa da páscoa como comemoração perpétua. A importância desta festa é demonstrada pelo fato de que na época de Cristo era a festa por excelência, a grande festa dos judeus. O rito não só olhava retrospectivamente para aquela noite no Egito mas também antecipadamente para o dia da crucificação.
A Santa Ceia é algo parecido com a páscoa e a substituiu no Cristianismo. De igual maneira, esta olha em duas direções: atrás, para a cruz; e para frente, para a segunda vida de Jesus (1Co. 11: 26).
Dali para a frente os israelitas deviam consagrar ao Senhor, (para serem ministros), os primogênitos dentre seus filhos, e também os de seus animais, pois pela provisão da páscoa os havia comprado com sangue e pertenciam a Ele. Os que nasciam primeiro dentre os animais se ofereciam em sacrifico, exceto o jumento, que era resgatado e degolado, e assim também os animais impuros em geral (13: 13; Lv. 27: 26,27).
Os primogênitos do homem eram sempre resgatados; depois os levitas foram consagrados a Deus em substituição deles (Nm 3: 12, 40-51; 8: 16-18). A aplicação espiritual ensina que Deus nos redime para que o sirvamos: “Ou não sabeis... que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co. 6: 19,20,” (O Pentateuco Paul Hoff).
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