SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

TRANSLATOR

Translate

domingo, 7 de abril de 2013

MATEUS Cap. 2

CAPITULO 2 (Mt)

Depois de ter apresentado no cap. 1 a pessoa de Jesus, filho de Davi e filho de Deus, Mt, no cap. 2, define a sua missão como salvação oferecida aos pagãos, cujos sábios ele atrai para a sua luz (vs.1-12), e como sofrimento no seio do seu próprio povo, cujas experiências dolorosas revive: o primeiro exílio no Egito (12-15), o segundo cativeiro (16-18), a volta humilde do pequeno “Resto”, naçur (19-23; cf. v. 23). Essas narrativas de caráter hagádico ensinam, por meio de acontecimentos, aquilo que Lc 2:30-34 ensina pelas palavras proféticas de Simeão (cf. Lc 2:34)

V.1- Belém. Situada a curta distancia ao sul de Jerusalém, terra natal do rei Davi (1Sm 16:1); lc.2:4-7.

 

Herodes. Chamado o Grande, Descendente de prosélitos idumeus, chegou a ser rei do território da Judéia dominado pelos romanos, governou como vassalo de César durante os anos 37-4 a.C. Sua família era nominalmente judia, mas eles eram na verdade idumeus (edomitas, ver Gn. 36:1). Os romanos designaram seu bisavô, Antipas (morreu em 78 A.C.), governador da Iduméia, e Júlio César fez seu pai Antipater, procurador da Judéia (47-43 A.C.). O triúnviro romano, Marco António, designou Herodes, o Grande tetrarca da Galiléia, em 37 A.C. Seu reino acabou abrangendo a Judéia, a Iduméia, a Samaria, a Galiléia, a Peréia e outras regiões para o lado de Aurã. Ele desenvolveu grandemente o esplendor de Jerusalém, levantando o templo, que era o centro do culto judeu no tempo de nosso Senhor. A matança das crianças de Belém, ordenada por Herodes (v.16) estava de acordo com o seu caráter cruel. Herodes morreu em março de 4 A.C. e foi substituído por seu filho Arquelau (Mt. 2:22).

A referencia a Herodes permite fixar o nascimento de Jesus como tendo ocorrido entre os anos 6-4 a.C. No calendário atual por um erro de calculo, colocaram o começo da era cristã, vários anos mais tarde.

 

História do Calendário

(No ano 708º da fundação de Roma (46 A.C. pela contagem cristã), Júlio César estabeleceu o Calendário Juliano, começando o ano com 1º de Janeiro. Mas foi só no século sexto A.D. que Dionísio Exíguo, um monge cita que morava em Roma, que estava confirmando o ciclo da Páscoa, deu origem ao sistema de contagem do tempo a partir do nascimento de Cristo. Gradualmente, este uso se espalhou, sendo adotado na Inglaterra pelo Sínodo de Whitby em 664, até que ganhou aceitação universal. Em 1582, o Papa Gregório XIII reformou o calendário Juliano. Contudo, um exame mais detalhado prova que a contagem de tempo, pelo nascimento de Cristo, estava errado desde o começo em diversos anos. Assim, concorda-se atualmente que o nascimento de Cristo deveria ser colocado em cerca de 6-4 A.C.).

...Uns Magos. “Magos” vem do grego magoi, uma palavra persa indicando homens versados no estudo das estrelas. O termo aqui, se refere a personagens de um país oriental não especificado, que estudavam os astros e viam neles sinais do curso da história humana, pensa-se na Pérsia, na

 

Babilônia ou na Arábia do Sul como sendo a terra destes sábios astrólogos. O texto não diz quantos sábios eram, ou que eram reis. Estes representam, antecipadamente os povos não judeus que chegaram a reconhecer Jesus como o Cristo ou o Messias. Esta adoração dos magos era também o cumprimento dos oráculos messiânicos a respeito da homenagem que as nações prestariam ao Deus de Israel (Nm 24:17; Is 49:23: 60:5; Sl 72:10-15).

V.2- A sua estrela. Deve ser uma alusão a Nm 24:17 (“uma estrela procederá de Jacó”), que alguns textos judaicos antigos interpretam como símbolo do Messias.

 

V.4- Escribas. Os escribas eram assim chamados porque era sua tarefa copiar as Escrituras, classificar e ensinar os preceitos da lei oral e manter o registro cuidadoso de cada letra das obras do Velho Testamento

Um ofício destes se fazia necessário numa religião de lei e preceitos, e era uma função do V.T. (2Sm. 8:17; 20:25; 1Rs. 4:3; Jr. 8:8; 36:10,12,26).

A este trabalho legitimo os escribas acrescentavam um registro de decisões rabínicas sobre questões do ritual (Halachoth);

o novo código resultante daquelas decisões (Mishna);

as sagradas lendas hebraicas (Gemara, formando junto com o Mishna, o Talmude);

os comentários sobre o V.T. (Midrashim);

as discussões sobres estes (Hagada); e,

finalmente, interpretações místicas sobre o VT. Que encontravam nas Escrituras outros significados além dos óbvios, gramaticais, e léxicos (a Kabala), parecido com o método alegório de Orígenes.

No tempo de nosso Senhor, os fariseus consideravam como ortodoxia aceitar este volume de obras superimpostas que obscureciam as Escrituras. Dando-lhes mais valor, do que às Escrituras.

 

                                                            Cont..

 

 

OBRIGADO POR SUAS ORAÇÕES. CONTINUEM ORANDO POR MIM.

 

MUITO OBRIGADO.

Nenhum comentário:

Postar um comentário