SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

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sábado, 12 de outubro de 2013

ÊXODO CAPÍTULO 3 (4ª parte)

 

 

A escravidão dos Hebreus.

Foi profetizada a escravidão do povo Hebreu? Gênesis 15: 7-16.

Qual foi o efeito dessa escravidão no povo? Êx. 2: 23.

Em que resultaria isso? Rm. 10: 13.

Moisés alguma vez se esqueceu do seu povo e do seu Deus enquanto recebia educação no Egito? Hb. 11: 24-26.

Por que não? Êx. 2: 7-9.

O que supôs ele ao matar o egípcio? At. 7: 25.

Foi essa a hora determinada por Deus? Que ensinaram a Moisés os 40 anos de peregrinação no deserto? At. 7: 25 e Êx. 3: 11.

 

 

Capitulo 3

3:1-12

V. 1- Horebe também chamado de Sinai, é impossível saber com certeza qual dos muitos picos, nesta cadeia de montanhas, onde o mais alto atinge 2.461 metros é o lugar que Moisés se encontrou com Deus.

A tradição, de cerca de 1800 anos pelo menos, que localiza o sítio em Jebel musa, (monte de Moisés) deve ter algum tipo de fundamento. O mosteiro de S. Catarina supõe-se esteja no exato lugar da sarça ardente.

V.2 – ...e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não consumia. O fogo na sarça simbolizava a presença e santidade purificadora de Deus (Gn. 15: 17; Dt. 4: 24), e a sarça talvez representa-se a Israel na sua baixa condição.

Assim como Israel não foi consumido, na fornalha da aflição, também a sarça ardia e não se consumia. Pois Deus estava com eles.

Anjo do Senhor – não era simplesmente um anjo, mas a manifestação do próprio Jeová. Gn. 16:7: 22: 11: 31: 11-13: 48: 15,16.

Estas aparições são chamadas de Teofanias.

 

V. 7,8 – Desci a fim de livrá-lo – não Moisés, mas Deus seria o redentor.

Leite e mel - uma expressão proverbial para grande abundância e fertilidade.

O lugar do Cananeu – Deus aguardou mais de quatrocentos anos por um sinal de arrependimento. Agora a iniquidade chegou ao ponto máximo Gn 15:16.

V. 9 – Porque Deus deixou o povo sofrer?

Para nascer neles a vontade de sair. É provável que os israelitas estivessem tão contentes em Gósen que tivessem esquecido o concerto abrâmico pelo qual Deus lhes havia prometido a terra de Canaã. Além disso, alguns dos israelitas, apesar de viverem em Gósen separados dos egípcios, começaram a praticar a idolatria (Josué 24: 14; Ezequiel 20: 7,8). Tão grande foi a sua decadência espiritual que o Egito se converteu em símbolo do mundo e os israelitas chegaram a representar o homem não regenerado. Era preciso algo drástico para sacudi-los a fim de que desejassem sair para a terra prometida.

V. 10 – Vem, pois, agora e eu te enviarei – Agora sim, Deus estava comissionando Moisés.

V. 11,12- Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?

Moisés conhecia muito bem o orgulho de Faraó e o poderio do Egito, lembrava-se também de sua primeira tentativa e fracasso. O Moisés confiante e impulsivo aprendera a humildade; agora tinha de aprender a ter fé (segunda lição “ter fé em Deus, confiar em Deus e não em si mesmo”).

Cada uma das objeções de Moisés foi resolvida com palavras de afirmação de Deus. Quem sou eu não era importante, mas, sim, Eu serei contigo.

Agora era diferente “Certamente eu serei contigo” disse o Senhor. Não seria uma luta de Moisés versus Faraó, mas de Moisés apoiado pelo Senhor versus Faraó.

Se antes Moisés teve de aprender a não confiar em si mesmo; agora tinha de aprender a confiar em Deus.

(É bom que o obreiro cristão compreenda suas limitações, para reconhecer ao mesmo tempo, o poder ilimitado de Deus que o sustenta. Porém, não deve ocultar-se atrás de sentimentos de indignidade, como escusa, para não fazer a obra para a qual o Senhor o tem chamado.)

 

V.13,14- Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? ... Eu sou o que sou.

Talvez Moisés sentisse que se não tivesse o apoio da autoridade do nome de Deus, não seria aceito pelos israelitas, ou talvez desejasse ter uma nova revelação do caráter divino. Deus revelou-se como “EU SOU O QUE SOU”. O nome indica que Deus tem existência em si mesmo e não depende de outros. Tem existência sem restrições. É como o fogo na sarça que ardia, mas a sarça não se consumia. Seus recursos são inesgotáveis e seu poder é incansável. Ele dá, mas não se empobrece, trabalha, mas não se cansa. Sustenta sempre o que faz com o que é, de maneira que seu povo pode depender dele e Ele é suficiente para suprir todas as necessidades deles.

 

“Outras traduções, desta difícil frase incluem: Eu sou quem sou; Eu serei o que serei (Moffat; Lutero); Eu Sou aquele que existe (catholic commentary); Eu faço acontecer aquilo que vai acontecer (Meek, op. Cit. Pag. 107). O nome expressa “não existência abstrata, mas manifestação ativa da existência... não o que Deus será em Si mesmo... mas o que Ele demonstrará de Si mesmo aos outros... Ele será para Moisés e Seu povo o que será – algo indefinido, mas completamente o todo de Sua natureza, pelas lições de história e ensinamentos dos profetas, provará ser mais do que as palavras podem expressar” (Cambridge Bible). Um pensamento semelhante está expresso por Keil e Delitzsch: á pergunta (v. 13)... pressupunha que o nome expressava a natureza e as operações de Deus e que Deus manifestaria em feitos a natureza expressa no nome... (Ele) designou-se por este nome como o Deus absoluto... agindo com capacidade desagrilhoada e com auto independência”. Comentando o nome de Jeová em Gn. 2: 4, os mesmos mestres dizem: “Ele é o Deus pessoal em Sua manifestação histórica na qual a plenitude do Ser Divino revela-se ao mundo... o Deus da história da salvação. Isto, não se mostra na etimologia do nome, mas na expansão histórica”. Deus, então, revelou-se a Moisés não como o Deus Criador de poder – Elohim mas como o Deus pessoal da Salvação, e tudo o que “Eu sou” contém, será manifesto através dos séculos vindouros, culminando naquele em cujo “Eu sou” ilumina as paginas do N.T..”

 

Expressões de Jesus o Cristo que o identificam com o grande Eu Sou:

Eu Sou o Messias, Jo. 4: 25,26.

Eu Sou o pão da vida, Jo. 6: 35,38.

Eu Sou a luz do mundo, Jo. 8: 12.

Eu Sou a porta, Jo. 10: 9.

Eu Sou o bom pastor, Jo. 10: 11.

Eu Sou a ressurreição, Jo. 11: 25.

Eu Sou a verdade, Jo. 14: 6.

Eu Sou o caminho, (para Deus), Jo. 14: 6.

Eu Sou a vida, Jo. 11: 25; 14: 6.

Antes que Abraão existisse Eu Sou, Jo. 8: 58. “É uma admirável declaração, além do alcance da concepção finita; elimina o passar do tempo e resolve o passado e o futuro num eterno agora”.

(A tradução destes versículos do grego para o português perde um pouco da ideia expressa no original grego.)

 

V. 15- E assim serei lembrado, v.16,17 Em verdade vos tenho visitado. O tempo do cumprimento da promessa feita a José chegara (Gn. 50: 25).

V.18- Nos encontrou. Literalmente, encontrou-nos por acaso, súbita e inesperadamente.

...Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao SENHOR, nosso Deus.

Caminho de três dias. Provavelmente uma expressão comum para uma considerável distancia. “Deus conhecia o duro coração de Faraó, e por isso orientou que não se pedisse mais do que o necessário, para Ele comprovar ou demonstrar a dureza do seu coração...Foi um ato de misericórdia para com Faraó, portanto, que não se exigisse a partida na primeira audiência de Moisés...pois, se isto fosse exigido, teria sido muito mais difícil para ele inclinar o coração em obediência à vontade divina, do que quando o pedido apresentado foi tão insignificante quanto razoável.”

...afim de que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus. O sacrifício de animais devia ser repulsivo para os Egípcios, visto certos animais serem seus deuses, os quais tinham seus próprios templos. Daí o pedido para ir a caminho de três dias sacrificar, era assim um pedido razoável para Faraó.

 

A religião do Egito.

“Sir Flinders Petrie, famoso arqueólogo egípcio, diz que a religião original do Egito foi monoteísta”. Contudo, antes do alvorecer do período histórico, a religião desenvolveu-se ao ponto de cada tribo ter seu próprio deus, representado por um animal.

Ptá (Apis), foi divindade de Mênfis, representada por um touro.

Amom, deus de Tebas, era representado por um carneiro.

Hator, deusa da alegria, era representada por uma vaca.

Mut, esposa de Amom, por um abutre.

Hórus, deus do céu, por um falcão.

Ra, deus sol, por um gavião.

Set, deus da fronteira oriental, por um crocodilo.

Osíris, deus dos mortos, por um bode.

Isis, esposa de Osíris, por uma vaca.

Tote, deus da inteligência, por um macaco.

A deusa Hequite, por uma rã.

Nechebt, deusa do Sul por uma serpente.

A deusa Bast por um gato.

Havia muitos outros deuses, os Faraós eram endeusados. O Rio Nilo era sagrado.”

“Estes deuses-animais, nos seus templos eram alimentados e tratados da maneira mais luxuosa possível, por grandes colégios de sacerdotes. De todos os animais, o touro era o mais sagrado. Incenso e sacrifícios se ofereciam perante o touro sagrado. Quando morria, era embalsamado e com pompa e cerimonial próprios dos reis era sepultado em magnifico sarcófago. O crocodilo também recebia muitas honras. Era assistido em seu templo, em Tebas, por 50 ou mais sacerdotes.”

 

V. 19- Se não for obrigado por mão forte. Ver comentário dos v. 18 (caminho de três dias). As 10 pragas foi a mão forte; foi o meio usado por Deus para obrigar o Faraó a deixar sair o povo.

V. 22- Pedirá. A ordem não foi para pedir emprestado, mas apenas pedir, um pedido que, sob as circunstancias era uma exigência. Assim os hebreus foram recompensados pelos anos de escravidão.

 

                                                           Cont..

 

 

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