INTRODUÇÃO
1- Título
Êxodo – É uma transliteração do título Êxodus da Septuaginta (LXX), e veio até nós através da Vulgata Latina. O nome vem então do grego e não do Hebraico, a palavra Êxodus encontra-se na versão grega de Êx. 19:1 e também com significativamente no N.T. grego, em Lc. 9:31; Hb. 11:22 e II Pd. 1:15.
Êxodo = saída ou partida.
O nome em hebraico, é apenas a primeira frase > estes são os nomes ou simplesmente os nomes.
2- Data e Autoria.
A Alta Critica e muitos mestres liberais, discordam da autoria de Moisés.
As Escrituras atribuem a Moisés a autoria do Êxodo, juntamente com os outros quatro livros do Pentateuco. Jesus Cristo atribuiu a autoria a Moisés e ponto final.
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3- Antecedentes Históricos.
O Êxodo recomeça a história dos israelitas onde o Gênesis a abandonou.
O longo período entre José e Moisés fica coberto por dois resumidos vás. 1: 6,7; já descrevendo uma situação inteiramente nova dos descendentes de Jacó.
As setenta pessoas que desceram ao Egito tornaram-se uma nação de escravos, objeto de medo e ódio por parte dos egípcios, mas, enquanto o Farias procurava controlar os hebreus por meios opressivos, Deus agia no sentido de libertá-los.
A época em que o Êxodo foi escrito é bastante duvidosa. A data tem sido colocada entre 1580 a.C. até 1230 a.C.
É de concordância geral que os israelitas desceram ao Egito quando seus primos semitas, os hicsos, estavam governando o País, possivelmente em torno de 1700 a.C.
4- Relação com os demais livros de Moisés.
Êxodo é sem dúvida o elo que une o Pentateuco, continua a história dos hebreus iniciada no livro de Gênesis.
- Moisés é a figura que domina quase todo o relato de Êxodo.
- Os assuntos do sistema sacerdotal e da Lei de Santidade iniciados em Êxodo, se desenvolvem em Levitico.
- Também a história da caminhada de Israel para a terra prometida, a qual constitui a maior parte de Números, encontra seu princípio em Êxodo.
- E acha-se em Deuteronômio um eco tanto de Números como de Êxodo.
Por isso ao livro de Êxodo se chama o coração do Pentateuco.
PROPÓSITO E MENSAGEM DO LIVRO
O livro de Êxodo relata como a família escolhida no Gênesis veio a ser uma nação. Registra os dois acontecimentos transcendentes da história de Israel:
O livramento do Egito e a entrega do pacto da lei no Sinai.
- O livramento do Egito possibilita o nascimento da nação
- O pacto da lei modelava o caráter da nação a fim de que fosse um povo santo.
O livro descreve, em parte, o desenvolvimento do antigo concerto com Abraão. As promessas que este recebeu de Deus incluíam um território próprio, uma descendência numerosa que chegaria a ser uma nação e bênção para todos os povos por meio de Abraão e sua descendência. Primeiro Deus multiplica seu povo no Egito, depois o livra da escravidão e a seguir o constitui uma nação.
Êxodo é um livro de redenção.
O redentor Jeová não somente livra a seu povo da servidão egípcia mediante ser poder manifesto nas pragas, mas também o redime por seu sangue, simbolizado no cordeiro pascoal. A páscoa ocupa lugar central na revelação de Deus a seu povo, tanto no Antigo Pacto como no Novo, pois o cordeiro pascal é símbolo profético do sacrifício de Cristo. Por isso a festa da páscoa converteu-se na comemoração de nossa redenção Lc. 22: 7-20
O Senhor provê para seu povo redimido tudo o que ele necessita espiritualmente:
Os israelitas precisam de uma revelação do caráter de Deus e da norma de conduta que ele exige. Ele lhes dá a lei, mas também faz aliança com eles estabelecendo uma relação incomparável e fazendo-os, seu especial tesouro. Os hebreus, redargüidos de pecado pela lei, necessitam de purificação, e o Senhor lhes proporciona um sistema de sacrifícios. Necessitam aproximar-se de Deus e prestar-lhe culto, e Deus lhes dá o tabernáculo e ordena um sacerdócio. Tudo isto tem a finalidade divina de que sejam uma nação santa e um reino de sacerdotes.
Êxodo jorra luz sobre o caráter de Deus.
No livramento de seu povo vê-se que é misericordioso e poderoso
A lei revela que Ele é santo;
o tabernáculo revela que Ele é acessível mediante sacrifício aceitável.
É evidente o paralelo entre o livramento dos escravos israelitas e um maior êxodo espiritual efetuado pela obra e pessoa de Jesus Cristo. O Egito vem a ser um símbolo do mundo pecaminoso; os egípcios, símbolo de pecadores escravizados; Moisés simboliza o redentor divino que livra a seu povo mediante poder e sangue e o conduz à terra prometida.
CAPITULO 1
Cont..
FAÇA UM ESTUDO EFICAZ:
Acompanhe pela sua Bíblia e faça anotações em um caderno. Faça também revisão dos primeiros estudos.
Sempre com oração em primeiro lugar porque o melhor professor é o ESPÍRITO SANTO.
Dica para memorizar sua Bíblia: Aproveite e leia cada capitulo da Bíblia no minimo 5 vezes. “Sê tu uma benção”.
Antes de sair desta pagina e se você tem sido abençoado pelos estudos, faça uma oração por mim.
Muito obrigado por acompanharem este novo estudo, espero seja proveitoso e que Deus vos abençoe através dele.
Obrigado por vossas orações.
A Paz do Senhor.
A LIBERTAÇÃO DE ISRAEL 1: 1 - 18:27
Introdução 1: 1-7
Estes poucos versículos servem de ligação entre o Êxodo e a narrativa do Gênises. Depois de fazer uma lista daqueles que vieram ao Êgîto com Jacó, a passagem narra rapidamente o que aconteceu nos muitos anos intermidiários e resume o fio da historia no versículo 7.
Escravidão no Egito. 1: 8-22.
O periodo após a morte de José trouxe uma mudança completa nas condições dos israeltas. De protegidos dos governantes semitas hicsos, tornaram-se os temidos escravos de uma nova dinastia de reis egípcios nativos.
Oprimidos por seus senhores egípcios, os israelitas alcançaram um estado de absoluto desamparo e desespero, quando Deus fiel a Sua aliança, redimiu-os com grande poder.
V. 8- Novo rei. Os invasores hicsos controlavam o Egito desde 1720 A.C. até 1570. Foram expulsos da terra por Amosis I, o fundador da Décima Oitava Dinastia, talvez a mais brilhante era da historia egípcia.
Depois da expulção dos odiados reis estrangeiros, a inimizade dos egípcios voltou-se contra todos que tivessem qualquer associação com eles, particularmente os hebreus, que se relacionavam com os hicsos pela raça e pela posição.
Nas próximas gerações a condição dos hebreus declinou rapidamente, até chegarmos aos tempos aqui descritos, extamente antes da redenção.
V. 9- Mais numeroso e mais forte. Excessivamente numeroso e excessivamente torte.
V. 10-Usemos de astúcia. Tomemos precauções contra eles; ou vamos tomar cuidado com eles (Moffatt).
Havia um verdadeiro e real perigo que os hebreus, habitando em Gósen, na fronteira nordeste da terra, pudessem se unir a quaisquer invasores que viessem para atacar o Egito.
V. 11- Pitom e Ramessés. Estas cidades estão agora localizadas com um consideravel grau de certeza em Tell er-Retabeh e em Tanis, ambas na região do Delta.
Nas Escrituras Tanis também é conhecida com Zoan (Nm.13:22), e era chamada Avaris pelos hicsos.
Ramessés-Tanis que foi a capital dos hicsos, foi abandonada depois de sua expulsão. Na Décima Nona Dinastia (1310-1200 A.C.) foi restaurada e tornou-se novamente a capital do Egito. Na providência divina, a única ocasião em que na longa história do Egito a capital esteve tão perto da fronteira foi quando Israel teve de entrar e sair.
V. 12- Se inquietavam. Antes, temiam ou estavam apreensivos. Para os egípcios havia um elemento de admiração como também aversão na multiplicação dos hebreus, não apenas por causa do perigo mencionado no versculo 10, mas também por causa da evidência da benção divina em sua grande proliferação
V. 15- Parteiras Hebréias. Isto pode significar "mulheres hebréias" ou "parteiras das mulheres hebréias", ísto é, mulheres egipcias encarregadas do trabalho de parteiras para os hebreus. Em qualquer um dos casos, eram provavelmente as supervisoras, não apenas parteiras.
V. 16- Bancos. Bancos de parto (literalmente pedras). Eram duas pedras, tijolos, ou bancos baixos, sobre os quais era costume as mulheres se ajoelharem ou sentarem duranteo parto.
Filha. As filhas foram poupadas, uma vez que podiam se casar com egípcios, perdendo assim sua identidade nacional. Esta distinção era frequente no V.T. não apenas entre os hebreus mas também em outras nações.
V. 19- A explicação dada a Faraó era apenas parcialmente verdade. Está evidente na recompensa da benção divina dada às parteiras que elas mesmas não tomaram precaução para evitar a preservação dos meninos.
V. 22- A todos os filhos que nasceram. A LXX, os targuns, e a E.R.A. acrescentam as palavras obviamente explicativas, "aos hebreus".
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