OBRAS DA CARNE X FRUTOS DO ESPÍRITO
Frutos do Espírito – Continuação,
“Mas o fruto do Espírito é: AMOR, ALEGRIA, PAZ, LONGANIMIDADE, BENIGNIDADE, BONDADE, FIDELIDADE, MANSIDÃO E DOMÍNIO PRÓPRIO”. Gl. 5;22.
Tudo aqui está em contraste com o procedente: fruto em lugar de obras; o Espírito em lugar de carne; e, uma lista de virtudes grandemente atraentes e desejáveis em lugar das coisas feias que estudamos.
A palavra fruto, estando no singular, tende a enfatizar a unidade e coerência da vida no Espírito oposta à desorganização e instabilidade da vida sob os ditames da carne. É possível, também, que o singular tenha a intenção de apontar para a pessoa de Cristo, no qual todas estas coisas são vistas em sua perfeição. O Espírito procura produzi-las reproduzindo Cristo no crente (cons. 4:19). Passagens tais como Rm. 1314, sugerem que os problemas morais dos homens redimidos podem ser resolvidos pela suficiência de Cristo quando apropriado pela fé.
Estas nove virtudes representam o que Deus deseja que cada um de Seus filhos seja.
AMOR – O amor é decisivo (1Jo. 4:8; 1 Co. 13;13; Gl. 5:6). Todos os demais itens dependem dele. Este amor é tanto o amor a Deus quanto ao próximo. O Senhor Jesus disse; “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o coração, toda a tua alma, todo raciocínio” e “amarás ao próximo como a ti mesmo”.
O amor ao próximo, que tem sido sempre a marca de autenticidade do cristão devoto, não é limitado.
Em 1 Co. 13:4-8, temos a descrição do amor. “O amor é paciente; é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, NÃO SE CONDUZ COM INDECÊNCIA, NÃO PROCURA OS SEUS INTERESSES, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba”.
Este amor está escrito em grego como “Ágape”; é o amor de Deus, incondicional que ama sem esperar nada em troca. Deus nos amou sendo nós ainda pecadores e assim deu o seu filho amado, sem requerer nada de nós.
ALEGRIA > (GOZO). A alegria é uma das virtudes fundamentais do cristão; merece por isso vir logo após o amor. O pessimismo é um grave defeito. Não é a alegria ilusória tal qual o mundo a concebe, é a alegria duradoura emanada de toda graça de Deus em nossa posse, da benção que é nossa, e que não é enfraquecida pela adversidade. A alegria concedida pelo Espírito Santo não é limitada pelas circunstâncias.
Na Bíblia “alegria” e “jubilo” são frequentemente apresentadas como padrões adequados do procedimento cristão. Elas não são o resultado do esforço individual, mas obra do Espírito Santo na nossa vida, o salmista ao referir-se à experiência espiritual do homem disse: “Pusestes alegria em meu coração, mais do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereais e de vinho” Sl. 4;7. Cristo a concede aos seus seguidores, Jo. 15:11, e é pelo Espírito, 1Ts. 1;6; Rm. 14:17; Fl. 4:4.
A alegria genuína e sobrenatural estava em Paulo e Barnabé quando foram presos e açoitados por pregarem o evangelho em Filipos, At. 16:25.
PAZ – É o dom de Cristo, Jo. 14:27 e inclui uma reação interior Fp. 4:6 e relacionamento harmonioso com os outros, (contraste com Gl. 5:15,20). Só o fato de nos tornarmos cristãos não nos poupa das árduas circunstâncias da existência. Entretanto, a presença do Espírito Santo em nossas vidas pode prover-nos com um dos maiores tesouros da vida: “a Paz de Deus”, a despeito de quaisquer circunstâncias. O apostolo Paulo assim pensava quando escreveu: “Não vos preocupeis com cuidado algum; antes, manifestai a Deus as vossas necessidades por meio da oração, de preces e de ação de graças. Então a Paz de Deus que supera todo o entendimento, guardará vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus”.
A Paz de Deus, é o antídoto ao que nos preocupa, não é tão automaticamente possuída pelos cristãos como a Paz com Deus. A “Paz de Deus”, que se mantém imperturbável diante de circunstancias difíceis, é exemplificada pelo Senhor Jesus que dormia profundamente na parte inferior do navio enquanto os doze discípulos sentiam um grande pavor.
( A Paz com Deus, é obtida no momento que o pecador arrependido se chega a Deus, pedindo perdão, neste instante a reconciliação é feita com Deus, e assim fica em Paz com Deus. O pecador que era inimigo de Deus se torna filho.)
A Paz tem três dimensões.
-
Paz com Deus
-
Paz de Deus
-
Paz com os homens.
Paz com Deus – só pe possível mediante a justificação pela
fé. Quando o pecador se entrega a Cristo. O pecador impenitente está em
inimizade com Deus, visto que o pecado é uma violação da vontade de Deus.Rm
5:1b.
Paz de Deus – Esta é a paz interior que Jesus nos deu pelo
Espírito Santo. Sem a paz com Deus não pode haver pás de Deus, Cl 3:15; Jô
14:26,27.
Paz com os homens – A paz como fruto do Espírito é, primeiramente
ascendente para Deus; depois interior para nós mesmos, e, finalmente para o
nosso semelhante, 1Rm 12:18; 1Pd 3:11
Paz “Shalom” no Velho Testamento
A Paz em Nm. 6:24-26 visa ser uma discrição do homem que é
“Bem – aventurado”, guardado e agraciado da parte de Deus, o homem que está
duplamente na Presença de Deus, o homem que está “repleto” e, assim “completo”.
A Paz “shalom”
abrange todo o bem-estar; no sentido
mais lato da palavra, Jz 19:20; a prosperidade, Sl 73:3, até com referência aos
ímpios; a saúde física Is. 57:18; Sl 38:3, o contentamento na partida Gn:
26:29, ao adormecer, Sl 4:8, e no momento da morte Gn. 15:15; nas boas relações
entre nações e homens, 1Rs 5:26; Jz 4:17; 1Cr 12:17,18; e na Salvação, Is.
43:7; Jr. 29:11. A aplicação tem então uma dimensão muito grande.
A Paz é uma dávida de Javé. Gn. 28:21; 41:16; Lv.26:6; Jz
18:6; 1Cr 22:9. Jeremias diz que em julgamento Javé retira a sua Paz, Jr.
12:12; 14:19; 16:5: 25:37.
Notamos também que todas as passagens que encaram a Paz como
dádiva de Javé, implicam na Presença de Javé, e certo número de passagens fazem
conexão entre a Presença de Javé e o culto, Gn. 28: 10-22: Nm 6:23,24: Jz 18:6:
Sl 4:8; 29(28):10; 2Sm 15:24.
A Paz no Novo Testamento.
Cristo, é a nossa Paz, Jo. 14:27; Ef. 2:14-18; Fl 4:7. Ele é
o mediador da Paz, inaugurou o reino de Deus e trouxe a reconciliação Rm 5:1;
Cl 1:20; Lc 2:14; 1:79. Jesus Cristo é na realidade a Paz, Ef. 2: 14-18; Is.
9:12; Como Javé o é, no VT.
João no seu
Evangelho, ressalta a dádiva da Paz, que Cristo deu aos discípulos, Jô. 14:27,
e ensinou que eles deviam transmiti-la a outros, Lc. 10: 5,6: Mt. 10:13.
No NT. a Paz, é descrita como a Paz de Cristo Cl 3:15.
E como vinda do Pai e do Filho, Rm 1:7; 1Pd 5:14.
È obtida bem como mantida – mediante a comunhão com Cristo,
Jo 16: 33; Fp 4:7; 1Pd 5:14.
O processo inteiro da Santificação, preservação e
aperfeiçoamento dos crentes, 1Ts 5:23; Hb 13:20; serve para aprofundar a sua
participação na Paz de Deus.
Satanás que é, e procura sempre ser empecilho nesta obra,
será esmagado por Deus, Rm 16:20.
O Fundamento da Paz.
A Paz é fundamentada na Justiça e na plenitude que Deus dá
ao homem por amor de Cristo e aos seus méritos (de Cristo).
PAZ > é a evidência e a certeza da graça de Deus que nos
é concedida.
GRAÇA > é a boa vontade de Deus para conosco. Quando,
pela fé, nos rendemos a Deus. A graça nos capacita a fazermos a sua vontade (de
Deus).
Justiça, Alegria e Paz, Rm. 14:17, (e não comida ou bebida,
coisas materiais, mas espirituais). Justiça, Alegria e Paz, são as marcas do
crente cheio do Espírito Santo.
Estas características fazem parte do nosso relacionamento
com o reino de Deus.
Em relação a Deus,. É a justiça – estar diante Dele
justificado, pela morte de Cristo e santificado pelo Espírito, Rm 5:1.
Quanto aos crentes, é a Paz – viver em harmonia com todos os
homens.
A Igreja é edificada em Paz e na alegria do Espírito
Santo, Rm 14: 17-19.
2 Tm 2:22 e Hb 12:14 ressaltam que a Paz no sentido de
concórdia e harmonia, deve ser praticada não somente na Igreja, como também
entre os homens de um modo geral, na medida do possível. Ef 4:3; 1Pd 3:11;
citando Sl 34;15; Tg 3:18.
Mt 5:9 declara a Bem-aventurança, “bem-aventurados os
pacificadores...” a palavra “eirenopoios” é um adjetivo, com o significado de
“fazedor de paz”.
Pacifica – é uma paz autêntica, livre de atitudes
contenciosas.
Indulgente – atencioso e respeitador dos sentimentos
de outras pessoas.
Tratável – disposto a ouvir e obedecer a outros.
Plena de misericórdia - a pessoa sábia não é
mesquinha no uso da misericórdia, antes, ela demonstra a sua liberalidade com
medidas generosas.
Sem hipocrisia, imparcial, sem fingimentos – a pessoa
sábia é imparcial e sem fingimento, engano ou fraude.
Tg. 3:18, Fruto de Justiça – o fruto ceifado depois
de semear a sabedoria é uma colheita generosa de Justiça.
Discórdias na Igreja, Ef 4: 2b,3; 2Co 13:11
Discórdia e divergências são palavras diferentes.
Divergência = discordar, é opinião diferente, (afastamento,
desvio; desacordo)
Discórdia – são brigas, desavenças, dissensões, (desarmonia,
discordância, desavença, desordem, luta e desinteligência).
Divergênciar e discordar, são quase sinônimos, agora
discórdia é quando já se parte para a briga, é quando um quer impor a sua
opinião ao outro à força.
As discórdias na igreja sempre existiram, mas é uma
contradição, nós que somos portadores de uma mensagem de paz não conseguirmos
ter paz uns com os outros, Ef 6:15; Mt 5:9; At 10:36; Ef 2:17; 2Co 5:18-21; Lc
10:5; Ef 2:14,17; 1Tm 2:5. É em paz que se semeia, Tg 3:18
Se possível, Rm 12:18
Cont..
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