CAPITULO 6
6: 1-13
A promessa Renovada e a Ordem de Jeová.
V. 1- Por mão poderosa. Ele será obrigado, (Moffatt), obrigado pelo grande poder de Deus.
V. 3- Deus Todo-poderoso. No hebraico ‘El Shadday. A derivação e o significado de Shadday são incertos. Provavelmente a tradução Deus Todo-poderoso está mais próximo possível do pensamento contido no nome.
Mas pelo meu nome, O SENHOR, (Jeová ou Javé) não lhes fui conhecido. (ou, não me deu a conhecer).
É possível que o nome Jeová não fosse conhecido dos patriarcas, mas este não é necessariamente o significado da declaração aqui. Deus não se revelara no seu caráter de Jeová a Abraão como agora ia fazê-lo a Israel. Na qualidade de Jeová, Deus ia agora redimir o povo de Israel (v.6), adota-lo como seu povo (v.7), e introduzi-lo na Terra Prometida (v.8). Por meio disto eles conheceram a natureza do Deus que disse, Eu sou o Senhor (v.2).
(“Em êxodo 6:3 lemos que Deus havia aparecido aos patriarcas como o Deus “Todo-poderoso” (El Shadday) mas que não se havia dado a conhecer com o nome de SENHOR (Jeová). Quer dizer que não se havia revelado com o nome de Senhor e que aqui o deu pela primeira vez? Parece que não. Refere-se antes, ao fato de que os patriarcas, embora conhecendo o nome Senhor, não sabiam o pleno significado deste titulo. Deus dá a conhecer este nome para revelar seu próprio caráter ao povo. Nesta ocasião ele repetiu uma e outra vez “Eu, o SENHOR”, como nova afirmação de que o ser e a natureza de Deus sustentavam suas promessas. “Eu vos livrarei de vossa escravidão.. vos resgatarei... vos levarei à terra”. Em breve Israel saberia quem e que tipo de Deus é o Senhor. Abraão sabia por experiência que Deus é Deus Onipotente, porém não havia experimentado o significado do nome do Senhor como aquele que cumpre seu concerto. Recebeu a promessa de herdar Canaã mas não se assenhorou dela. Somente podia contemplar de longe o futuro e crer que Deus cumpriria suas promessas. A Moisés foi revelado o significado pleno do nome SENHOR, o Deus que cumpre o seu pacto (ver 3: 14,15) pois o pacto começou a cumprir-se neste período” (Paul Hoff o Pentateuco)
É significativo que Jesus como Deus tenha o nome de Senhor. O Deus que redimiu o povo de Israel é o mesmo que morreu na cruz para completar a obra de redenção dos crentes do Velho e do Novo Testamento. (Hb. 10: 3-18; 9: 11-15.
(v.15. Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob (de baixo) a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.)
V. 4,5- Terra em que habitaram como peregrinos. A terra na qual eles se estabeleceram como imigrantes
V. 6- Resgatarei. A palavra hebraica significa “reclamar, reivindicar os direitos”.
V. 7- Sabereis. Um dos grandes motivos para o Senhor fazer esta extraordinária demonstração do Seu poder, que viria a seguir, era imprimir vivamente na mente e na consciência de Israel o fato de que Ele, Jeová, era Deus.
V. 9- Ânsia de espírito. Seu sofrimento era grande demais para ser aliviado por meras palavras.
V. 10-13- Moisés foi novamente incumbido a apresentar a Faraó o pedido do Deus de Israel.
Antes, porém, temos a descrição da genealogia de Moisés e Arão.
E não sei falar bem (v.12). Dá a entender: lábios cobertos com uma película, de modo que se abrem e fecham com dificuldade (cons.4: 10; 6: 30).
Genealogia de Moisés e Arão 6: 14-27.
V. 14- Chefes das famílias. As “casas” ou “famílias” descendiam de um só ancestral. “Casa” pode indicar toda uma tribo, mas geralmente indica a principal subdivisão ou clã. Assim Enoque, Palu, Ezrom e Carmi são os ancestrais, chefes, das quatro clãs da tribo de Rúben.
V. 18. Anrão o filho de coate foi um ancestral de Anrão, pai de Moisés (v. 20).
V. 27. Moisés e Arão. Como irmão mais velho (com. 7: 7), Arão aparece em primeiro lugar na genealogia (v. 26), mas como líder nomeado, Moisés tem precedência quando a narrativa recomeça.
CONHEÇA O EGITO DA ÉPOCA DE MOISÉS
Antes de entrarmos no estudo das pragas que arruinaram o Egito, devemos conhecê-lo para melhor avaliarmos a extensão do prejuízo sobre a economia do Egito.
Não devemos pensar sequer por um momento que o Egito era muito atrasado no tempo de Moisés. Moisés teve contato com uma das mais altas culturas intelectuais do mundo. Os egípcios eram um povo prático. Bem antes de Moisés, eles já haviam aprendido os princípios da engenharia que os capacitou a construir grandes estruturas como as pirâmides. Eles não tinham roldanas, mas moviam grandes blocos nas posições necessárias utilizando marretas, cilindros e rampas. Preservavam os corpos dos mortos como múmias. O exame e o preparo dos corpos para embalsamar, levaram os egípcios a se tornarem hábeis doutores, com bom conhecimento de anatomia.
Deixaram instituições que são aceitas ainda hoje: vida em família, educação, leis, a escrita, o começo da ciência e a engenharia.
Eles nos deram cadeiras e mesas, ferramentas e armas de metal, uma arte formal. Descobertas arqueológicas nos permitem espreitar deliciosamente os corações e as mentes dos dias de Moisés. Por exemplo, os mestres daquele tempo sempre louvavam a vida de um escritor: “Observe, não há profissão livre de um patrão. A não ser o escritor – ele é o patrão”. As palavras para ensinar e castigar eram idênticas, e o professor afirmava severamente que “a orelha do menino está nas suas costas, e ele ouve quando apanha”.
Como era diferente a vida do jovem Moisés da vida daquele capitão asiático, que ele encontrou nos negócios de Faraó na Palestina. O asiático usava barba, tinha bastante cabelo, vestia um traje longo de lã amarrado na cintura. Ele morava num rude abrigo de pedra, provavelmente comia e sentava no chão. Em contraste, o nobre egípcio se barbeava, tomava banho frequentemente, e algumas vezes usava uma peruca cerimonial, saia de linho branco e sandálias. Com colares de pedras preciosas, enfeites nas orelhas, e leques, ele e sua esposa expressavam sofisticada elegância.
A mansão senhorial deles recebia muita luz e ar. Sentavam-se em cadeiras e comiam na mesa. Suas horas de laser podiam ser passadas em um recanto do jardim, ouvindo um harpista cego cantar ou contar uma velha lenda. Compareciam a jantares de gala, onde cada convidado era designado um servo. Eram servidos de comida e bebida até não aguentar mais.
A fertilidade da terra dependia das cheias do Nilo. Além disso, o Nilo também fornecia a melhor e mais nutritiva água para beber, e alguns médicos tem-lhe atribuído virtudes curadoras. É quase desnecessário acrescentar que o rio era cheio de peixes. Luxuriosamente ricas e verdes em meio à desolação que as cercava, as margens do Nilo e seus numerosos canais eram como um jardim bem regado sob céu tropical. Onde o clima e o solo são os melhores que se possa conceber, a fertilidade é sem dúvida incomparável. Os antigos egípcios pareciam ter também dispensado uma grande atenção aos seus pomares e jardins, os quais, como os nossos eram ligados a suas casas. Nos monumentos, vemos jardineiros apresentando simpáticos buquês; jardins atravessados por alamedas, e adornados com caramanchões e colunatas; pomares repletos de palmas, figos, romãs, cidras, laranjas, ameixas, amoras, abricós, etc. enquanto que nas vinhas, como na Itália, as videiras eram colocadas de maneira a se encontrarem através de varas de madeira, e penderem em ricos festões.
Eles dependiam do Nilo e tiravam dele todas as riquezas. Sua fonte natural os capacitou a construir um paraíso, em meio ao deserto seco, para eles, para seus filhos e para seus netos. Não precisavam olhar para outra fonte senão o Nilo. Eles e apoiavam sobre nos seus próprios pés, para eles tudo era autossuficiente. Nem precisavam olhar para o céu em busca de chuva porque as cheias do Nilo eram tudo para eles. O que mais iriam querer? Por que se preocupar em levantar os olhos para o céu quando ondas de bênçãos já haviam inundado as suas margens!
Tão logo um nobre obtinha dinheiro e autoridade ele passava a tratar de seu tumulo e acessórios. Pedreiros construíam as edificações nas montanhas ocidentais de Tebas e alisavam as paredes; artistas decoravam-nas com cenas dos campos do proprietário e de seus servos, de modo que seu agradável modo de viver pudesse continuar no após-vida.
Em 26 de novembro de 1922, o tumulo de Tutancâmon, um frágil rei-menino da XVIII dinastia, foi encontrado por Lord Carnavon e seu hábil escavador, Howard Carter. Uma porta mais baixa foi finalmente violada e Carter observou atentamente através de um pequeno orifício. Suas palavras descrevem perfeitamente a cena: “à medida que meus olhos se acostumavam à luz, detalhes do recinto emergiam lentamente da névoa: animais estranhos, estátuas e ouro. Em todo lugar o resplendor do ouro. Naquele momento... fiquei boquiaberto de espanto, e Lord Carnavon não suportando mais o suspense, perguntou ansiosamente: ‘Pode ver alguma coisa? ’ só consegui responder: “Sim, coisas maravilhosas”!” Cada aposento da pequena sepultura estava abarrotado até o teto com tesouros: móveis, jarras, estatuas, bengalas, carruagens, camafeus, arcos e flechas, fragrâncias e roupas.
MATEMATICA
Descobertas arqueológicas nos proporcionam uma oportunidade interessante para dar uma espiada no “livro-texto” de matemática, que Moisés poderia ter usado em seus estudos.
Os primeiros escritos matemáticos que existem hoje, se é que existem, estão gravados na cabeça de pedra do cetro cerimonial do rei egípcio Menes, fundador da primeira dinastia faraônica. Ele viveu cerca de 1500 anos antes de Moisés. Os hieróglifos no bastão registram uma pilhagem de 4.000.000 bois, 1.422.000 cabras e 120.000 prisioneiros. O número referente às cabras e bois é provavelmente um voo poético da imaginação do conquistador, pois mesmo hoje, ao “experts” do Brasilien Census Bureau teriam de esforçar-se para enumerar tantos animais no breve intervalo de tempo entre a vitória e a celebração.
Mas o exagero da escrita mostra pelo menos que os egípcios de 1500 anos antes de Moisés haviam superado corajosamente em termos de números antes da invenção da escrita.
É valido mencionar que os gregos geralmente supunham que a matemática teve origem no Egito. As habilidades matemáticas dos egípcios foram altamente louvadas pelos gregos. Aristóteles, por exemplo, escreveu: “Portanto, a ciência matemática teve origem nas vizinhanças do Egito, porque lá era permitido o lazer à classe sacerdotal”, Heródoto, que conhecia melhor o Egito, viu o lado mais pratico do assunto. Quando o Nilo inundava uma área de agricultura, se tornava necessário, por causa dos impostos, determinar qual a quantidade de terra que se havia perdido; “por isso, no modo de pensar, os egípcios aprenderam a arte de medira a terra”.
A numeração egípcia seguia o sistema decimal. A aritmética de aproximadamente um ou dois séculos antes de Moisés podia somar, subtrair, multiplicar e dividir, e era aplicada a numerosos problemas extremamente simples, envolvendo todas estas operações.
O CALENDÁRIO
O calendário egípcio é realmente o único inteligente que jamais existiu na história da humanidade. Um ano se compõe de 12 meses de trinta dias cada e 5 dias adicionais no final de cada ano. O que faziam nos últimos cinco dias? Os egípcios celebravam o seu carnaval. Apesar deste calendário ter sido originado em bases puramente práticas, o seu valor para os cálculos astronômicos foi plenamente reconhecido pelos astrônomos helenistas. O calendário estritamente lunar dos babilônicos, com sua dependência de toda a complicada variação lunar, assim como os caóticos calendários gregos, que dependiam não apenas da lua, mas também da politica local para os seus cálculos, eram evidentemente muito inferiores ao invariável calendário egípcio. Outra importante contribuição egípcia para a astronomia foi a divisão do dia em 24 horas, apesar dessas “horas” não terem todas a mesma duração no inicio, pois dependiam das estações. Tais horas, segundo as estações, consistem de doze para o dia e doze para a noite. Até mesmo a nossa presente divisão de 24 horas de 60 minutos cada, é resultado de uma modificação helenista da prática egípcia combinada com os procedimentos numéricos babilônicos.
“CIÊNCIA”
Não esqueçamos que Moisés foi instruído em toda a ciência e cultura do Egito.
Qual era a Ciência daquele tempo? Qual a ideia que tinham a respeito da origem das coisas, do mundo? De acordo com a ciência da época no principio havia o ovo, este ovo estava voando; e, um dia, esta terra surgiu deste ovo. Esta era a “Ciência” daquele tempo (e que Moisés aprendeu). Além disso, ficamos sabendo que os egípcios eram “evolucionistas”. Eles acreditavam que o homem se originara de uma minhoca branca que havia na terra às margens do Nilo após as enchentes. Esta ideia se baseava provavelmente no fato de terem observado algumas lagartas na praia que depois se transformaram em borboletas. Pensavam assim que sofríamos o mesmo tipo de transformação. Esta era a “antropologia” da época de Moisés. E não somente isso eles que a luz do sol vinha da Terra, sendo o reflexo da luz desta terra.
O RELÓGIO
O primeiro relógio de sol na história foi feito pelo Rei Thutmosis do Egito, que reinou em 1.500 A.C. Este foi o primeiro registro da contagem do tempo. Era na forma de uma placa lisa, estreita, de cerca de sete pés de comprimento e seis polegadas de largura. Uma travessa de um pé de altura ficava presa em uma das extremidades. Como a travessa vertical apontava para o sol, a sombra feita por ela caía na placa inferior. Quando o sol surgia pela manhã, projetando uma marca na placa, era feito um sinal onde a sombra batia. Mantendo a placa voltada para o sol, eram feitas outras marcas na placa a fim de mostrar a sombra mudava de posição durante o dia. Desta maneira os primeiros egípcios contavam as horas do dia. Os egípcios aprenderam a marcar encontros dizendo que estariam num determinado lugar quando a sombra do sol alcançasse ou passasse da metade de certa marca na parte inferior da placa. Mais tarde, eles dividiram o dia em 12 marcas. Dividiram também a noite, medindo o que parecia ser o movimento de certas estrelas. Assim sendo, o numero total de marcas para o dia e a noite foi de 24. Nosso dia de 24 horas nos tempos modernos foi baseado na medida do tempo dos antigos egípcios.
Foi à sombra desta magnificência do Egito que Moisés nasceu se e criou (Moisés “foi instruído em toda a ciência dos egípcios... “ At. 7: 22). Um jovem da corte como Moisés, teria participado das caçadas no deserto e no pântano, ouvido os harpistas nos jantares, praticado arco e flecha e guiado carruagens. Preferiu abandonar todo o luxo e riqueza, para se identificar com seus irmãos escravos.
Moisés torna a ser enviado a Faraó 6: 28 - 7: 7.
Cont..
Agradeço as orações de cada um de vocês e peço que continueis orando por mim. Muito obrigado e que Deus continue abençoando-os.
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Gostei muitíssimo do seu bog, está de parabéns. Tem até fundo musical e uma explanaçao bíblica abençoada. Deus lhe conceda muita saúde, paz e que prolongue os seus dias na Terra para voce continuar a fazer a obra de um evangelista. Fica na bençao e na Paz do Senhor Jesus
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