SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento.
PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE.

TRANSLATOR

Translate

domingo, 10 de fevereiro de 2013

I CORINTIOS Cap. 9 Continuação.

 

O AMOR ACIMA DE TUDO.

O altruísmo de Paulo.

V. 15- O apostolo mostra agora como o amor agiu neste caso, ainda que ele tivesse todo o direito de receber sustento dos coríntios. Assim ele contrasta seu sacrifício pessoal com o egoísmo daqueles que estavam usando a sua liberdade, na questão das carnes em detrimento dos outros. Porém chama a atenção para o contraste, e a mudança para a primeira pessoa destaca a ilustração pessoal, a ilustração do conhecimento regulado pelo amor.

V. 16- Os leitores são conduzidos ao propósito da pregação de Paulo sem pagamento – isto é, ele desejava alcançar uma recompensa. Pois sobre mim pesa essa obrigação refere-se a vocação na estrada de Damasco, uma chamada que ele não podia deixar de atender.

V.17- Se o faço de livre vontade introduz uma suposição que jamais poderia ser verdadeira em se tratando de Paulo. Assim, neste caso não haveria nenhuma recompensa pela pregação, pois para o argumento de Paulo se encontra na expressão, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada ( a causa do evangelho ). A responsabilidade de despenseiro era um trabalho confiado a alguém que tivesse um dono. O mordomo, portanto, pertencia à classe dos escravos (Lc. 12:42,43). E um escravo não recebia recompensa; ele tenha de trabalhar (Lc.17:10 ). Paulo, portanto, tinha de introduzir a idéia da pregação sem pagamento. “Seu pagamento era faze-lo sem pagamento”. Era assim que o apostolo ganhava sua recompensa. Assim, a luz é regulada pelo amor.

V.18- Proponha de graça o evangelho era o seu alvo e a sua recompensa. Isto, é claro, não é um princípio que deve ser aplicado a todos os pregadores do Evangelho. É a escolha voluntária de alguém que, embora tendo direito ao sustento, sentia-se compelido a proclamar a verdade através de uma visão sobrenatural do Salvador ressuscitado.

 

 

O MÉTODO E A RECOMPENSA DO VERDADEIRO MINISTÉRIO VS. 19-27.

Outros Motivos de Paulo.

O AMOR ALTRUISTA DE PAULO. Por amor aos outros, ele recusava exercer seus direitos.

V.19- Sendo livre de todos refere-se a sua falta de dependência dos outros sob todos os aspectos ( v.1 ).

V.20- O princípio que Paulo esposou foi mobilidade de métodos, não de moral. Depois das palavras para os que vivem sob o regime da lei, o texto grego acrescenta, embora não esteja eu debaixo da lei, uma declaração notável que enfatiza quão completamente Paulo se desprendera da Lei de Moisés. É difícil encontrar uma declaração mais forte deste fato em qualquer outro lugar de seus escritos.

V.21- Aos sem lei, refere-se aos gentios. Não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo foi acrescentado para evitar uma má interpretação. Enquanto Paulo não se encontrava debaixo da lei, ele não se transformara em alguém fora da lei, ou sem lei. A lei do amor a Cristo é a mais forte motivação para a justiça do que o medo dos juízos do Sinai. Aqueles que, embora não estando sob a Lei Mosaica, andam pelo Espírito de Deus com amor ao Senhor Jesus Cristo, cumprirão as justas exigências da Lei ( Rm. 8:3; Gl.5:16-23 ).

V.22- Fracos. São os superescrupulosos mencionados em 8:7 e 9-12 Paulo não se afasta muito do assunto geral das carnes sacrificadas aos ídolos.

 

Fiz-me tudo para com todos – expressa o seu princípio.

( o verbo aqui está no tempo perfeito, não no aoristo como no versículo 20, expressando o resultado permanente de sua ação passada). Não é o fim justificando os meios, mas a adaptabilidade por amor dentro da Palavra. Salvar é mais forte do que ganhar (v.19). O fim (que eu possa ) salvar alguns não remove a salvação das mãos de Deus; simplesmente enfatiza a cooperação humana do servo de Deus no ministério da verdade.

V.23- Por causa do evangelho não significa para o progresso do Evangelho, mas por causa da sua preciosidade na opinião do apóstolo.

V.24- A decisão de Paulo exigia disciplina pessoal. Quando um homem se recusa a disciplinar-se, exercendo sempre a sua liberdade em detrimento dos fracos, além de injuriar os fracos, também prejudica-se a si mesmo. Essa é a responsabilidade dos versículos restantes (vs. 24-27). Os antecedentes da seção são o grande espetáculo atlético, os jogos Ístmicos, que se realizavam em Corinto cada dois anos..

O prêmio – indica que o apóstolo tinha o serviço e as recompensas, não a salvação e a vida (v.17, “premio”; Fp. 3:11-14 ).

V.25- Depois da ilustração no versículo 24, segue-se a aplicação, contendo ambas, uma comparação e um contraste. Em tudo se domina, pratica o autodomínio.

O apostolo quer mostrar é que os atletas que esperam vencer precisam de treino diligente – uma verdade bem ilustrada pela diligência dos atletas modernos, quer nas corridas, no futebol ou qualquer outro esporte.

Uma coroa corruptível mostra o contraste. Os atletas disciplinam-se para ganhar um premio insignificante ( nos jogos istmos era uma coroa de pinheiros, ou de louro, daí o nome “os louros da vitória”). Quanto mais devemos fazer nós os cristãos para alcançar uma coroa incorruptível (2Tm. 4:8; 1Pd. 5:4; Ap.2:10; 3:11).

 

Vs. 26,27- Segue-se a conclusão de Paulo. Introduzida por assim.

Paulo corria, não sem meta; sabia para onde ia ( Fl. 3:14 ). Como desferindo golpes no ar é uma metáfora sobre o pugilismo. A declaração não se refere ao treino, um exercício necessário e legitimo para o lutador; refere-se às falhas durante a luta. Paulo era um lutador certeiro, sempre acertando o alvo. Subjugo o meu corpo é a tradução do texto de alguns manuscritos fracos. A tradução mais autêntica seria esmurro, ou espanco. A idéia, é claro, é o da disciplina pessoal. Andar com Deus exige sacrifício pessoal, sacrifício de coisas não necessariamente más, mas que prejudicam a devoção total da alma a Deus – tais como os prazeres e interesses mundanos. Numa época de luxo, como a presente, as palavras têm verdadeiro significado para o servo de Cristo compenetrado.

Tendo pregado a outros. Uma referência ao costume de convocar os competidores à corrida por meio de um arauto (keryx, palavra derivada da mesma raiz da palavra pregar). Paulo convocara muitos à corrida da vida cristã através da pregação do Evangelho. Ele não queria ficar desqualificado depois disso. A palavra não se refere à perda da salvação. Significa literalmente desqualificado. Está claro que o apostolo estava preocupado em não ser rejeitado pelo juiz quando fosse concedido o prêmio. Ele não tinha receio que o arauto barrasse sua participação na corrida. Todos podiam correr, mas nem todos recebiam o prêmio. Paulo queria alcançar o prêmio.

(desqualificado é traduzido do gr. Adokimos, significando desaprovado. Dokimos, sem o prefixo negativo a, é traduzido para “aprovado” em Rm. 14:18; 16:10; 1Co. 11:19; 2Co. 10:18; 2Tm. 2:15; e, em Tg. 1:12, “provado”. O prefixo simplesmente muda a palavra para o sentido negativo, isto é, não aprovado, ou desaprovado. O apostolo está escrevendo sobre o serviço, não sobre a salvação. Ele não está expressando temor de que possa não ter a salvação, mas sim a sua coroa.

 

 

                                                                            Cont..

Nenhum comentário:

Postar um comentário