Dos Juramentos
V.33- De modo algum jureis. Jesus está se referindo a um legalismo estreito e enganador, que exige um juramento especial para obrigar o cumprimento daquilo que foi falado. A implicação de uma tal abordagem com relação à honestidade , é que só necessitamos ser verdadeiros sob juramento, (Lv 19:12; Nm 30:2; Dt 23:22).
V.37- Seja o vosso falar sim, sim é o suficiente para o crente. “O que passa disto”. Acrescentando juramento às nossas declarações, ou admitimos que não se pode confiar em nossas palavras costumeiras, ou nos rebaixamos ao nível de um mundo mentiroso. Que vem do maligno. (Jo. 8:44; Mt 23:16-22; cf. Is 66:1; Tg 5:12).
(Alguns ensinavam que certos juramentos obrigavam mais que outros, pois, para evitar maiores responsabilidades, juravam por coisas menores. Jesus ensina que todos sempre devem ser fiéis à sua própria palavra, para que não tenham necessidade de jurar).
Nota – A verdade nos relacionamentos, especialmente entre cristãos, é divinamente ordenada (Ef 4:25; Cl 3:9), e o falar a verdade é essencial à piedade autêntica (Sl 15:1-3). Deus proíbe a mentira, o engano e falsos testemunhos (Êx 20:16; Lv 19:110. Jesus faz a mentira remontar a Satanás (Jo 8:44). Aqueles que como Satanás mentem, com o objetivo de enganar, de injuriar outros são severamente condenados nas Escrituras (Sl 5:9; 12:1-4; 52:2-5; Jr 9:3-6; Ap 22:15). Um modo de reconhecer a dignidade do nosso próximo, que traz em si a imagem de Deus, é reconhecer que ele tem direito à verdade. O falar a verdade mostra respeito devido ao nosso próximo e a Deus e é fundamental à nossa crença e ao amor ao próximo.
Da Vingança Lc 6:27-30.
V. 38- Olho por olho. A intenção original de Êx. 21:24; Lv. 24:20; Dt. 19:21, é que a punição deveria ser justa e adequada ao crime. Estas limitações proibiam severamente a vingança maior, (tal como a de Lameque Gn. 4:23) e que houvesse diferentes penalidades para diferentes classes sociais. (Esta lei era conhecida como “lei de talião” limitava o castigo a uma pena correspondente à ofensa, Êx 21:23-25)
V. 39- Não resistais ao perverso. (Lm. 3:30 um tapa na face direita se considerava um insulto muito grave). Jesus mostra como deveríamos receber a injuria pessoal. Um filho de Deus deveria estar pronto a sofrer perda por assalto (v.39).
Nota- No contexto, isso significa “não busque restituição na corte”. Uma bofetada na face direita com as costas da mão significa tanto um insulto quanto uma injúria. A observância de Jesus pode lembrar as palavras do Servo do Senhor, em Is 50:6.
V.40 –42- Litígio. Regulamentos compulsórios
V.40-Túnica- Roupa de baixo.
Capa- Vestimenta externa mais cara, as vezes usada como coberta de cama (Êx. 22:26,27) e portanto não podia ser mantida durante a noite como garantia de pagamento de divida (Dt. 24:12,13).
V.41- Se alguém te obrigar. A possibilidade de um soldado romano coagir uma pessoa a servir como guia ou transportador de cargas era real, (até uma milha, 1,5 km). Mas mesmo se compelido por força a fazer alguma coisa por alguém, a pessoa pode demonstrar liberdade para fazer voluntariamente mais do que foi exigido, ao invés de fazer o serviço com má vontade.
(v. 42), mendicância; (v. 42b), empréstimo.
Do Amor ao Próximo Lc 6:32-36.
Vs. 43-47- Amarás o teu próximo. (Lv 19:18,34), resume toda a tábua da lei (confira com Mt. 22:39).
Odiaras o teu inimigo. Esta adição que não é das Escrituras, desvia-se da lei do amor. Era uma falsa conclusão derivada do ensino dos escribas, (tirada de textos como Sl 139:21, 22 e outros), vinha da estreita compreensão daquilo que significava “próximo” que para os judeus era simplesmente outro judeu. Jesus mostra que a verdadeira intenção de Lv. 19:18 é incluir até os inimigos, (Lc. 10:29-37). (Estava implícito na maneira de Israel como nação, tratava seus inimigos, em alguns casos do AT e em Salmos. Embora que a assim tenha sido Jesus o proibiu.)
Amai os vossos inimigos. O amor “Ágape” prescrito é o amor inteligente que se esforça em libertar o inimigo de seu ódio. É o amor que levou Deus a dar o seu Filho para salvar o mundo Jo. 3:16. È, portanto a prova de que aqueles, que assim amam, são os verdadeiros filhos de Deus. Êx 23:4, 5; Pv 25:21; Rm 12:14_20; 13:8-10.
V. 45- Torneis filhos, Jo 8:44.
V.48 – Sede vós perfeitos. O padrão que Deus exige do seu próprio povo é seu caráter perfeito. A perfeição de Deus inclui o amor benevolente (v.45). Mesmo que essa perfeição não seja atingida nesta vida, ela é o objetivo daqueles que se tornaram filhos do Pai. (Fl. 3:12-14).
(A palavra “perfeito”, como a Bíblia a usa em referencia aos homens, não se refere à perfeição sem pecado. Os personagens do Velho Testamento descritos como “perfeitos” obviamente não eram sem pecado (comp. Gn. 6:9; IRs. 15:14; II Rs. 20:3; I Cr. 12:38; Jó 1:1,8; Sl. 37:37). Embora algumas palavras hebraicas e gregas fossem traduzidas para “perfeito” , a idéia é geralmente de uma coisa completa em todos os detalhes (Hb. Tamam, gr. Katartizõ), alcançar um alvo ou atingir um propósito (gr. Teleioõ).
Três estágios da perfeição são revelados:
1- Perfeição posicional, já possuída por cada crente em Cristo (Hb. 10:14).
2- Perfeição relativa, isto é, maturidade espiritual (Fp. 3:15), especialmente em aspectos tais como a vontade de Deus (Cl. 4:12),
ü Amor (I Jo. 4:17, 18).
ü Santidade (IICo. 7:1)
ü Paciência (Tg. 1:4),
ü “toda a boa obra” (Hb. 13:21).
A maturidade se alcança progressivamente, como em II Co. 7:1, “aperfeiçoando a nossa santidade”, e Gl. 3:3, lit. “estais agora sendo aperfeiçoados?” e é feita através dos dons do ministério concedido para “o aperfeiçoamento dos santos” (Ef. 4:12). E
ü A perfeição final, isto é a perfeição na alma, no espírito e no corpo, que Paulo nega ter alcançado (Fp. 3:12), mas que será realizada quando da ressurreição dos mortos (Fp. 3:11). Para o cristão, nada que careça da perfeição moral de Deus é o seu padrão absoluto de conduta, mas as Escrituras reconhecem que os cristãos não alcançam a perfeição sem pecado nesta vida (comp. I Pe. 1:15,16; I Jo. 1:8-10).
Perfeitos. Lv 11:44, 45; 19:2; Dt 18:13. Com a exortação de serem perfeitos como o Pai celeste, se resume todo o ensinamento dado em 5:17-48. Já em Lc 6:36, a exortação é de serem misericordiosos, como... é misericordioso vosso Pai.
A palavra implica em desenvolvimento total, crescimento em maturidade piedosa.
Cont.. cap. 6 de Mateus.
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