Primeiro a reconciliação depois o sacrifício.
V.25- “Entra em acordo sem demora”. Enquanto os vs. 23,24 tratam da reconciliação de um irmão ofendido, os vs. 25,26 parecem indicar o conflito de uma sociedade maior – neste caso, conflito legal. Os cristãos devem trabalhar pela reconciliação em todas as áreas da vida. (Lc 12:58,59).
Da Concupiscência, adultério e divórcio.
(comp. Mt. 19:3—11; Mc 10:2-12; 1Co 7:1-16).
Vs. 27-32 – Adultério. Jesus proíbe alimentar a cobiça que leva ao ato, (roupas sensuais é uma forma de alimentar a cobiça). (Êx 20:14; Dt 5:18)
Vs.29-30. Mt 18:8,9; Mc 9:43-47. Exagero intencional, chamado hipérbole, para expressar a necessidade de sacrificar algo valioso, quando o retê-lo dá ocasião ao pecado.
V.29- “Arranca-o”. A severidade da exigência ilustra a natureza da ética radical de Jesus e nossa intensa necessidade. Jesus não está advogando automutilação, pois nem as mãos nem os olhos provocam a luxúria. Mas o coração e a mente. Os cristãos não devem apenas evitar o ato de adultério (“mão”), mas também aquelas coisas que conduzem a atitudes libidinosas (“olho”).
Vs. 31,32- Divórcio
Dt 24:1-4; cf. Mt 19:7; Mc 10:4
Relações sexuais ilícitas: Provavelmente, esta palavra designe, tanto aqui como em Mt 19:9 e em At 15:20,29; 21:25, o caso dos matrimônios proibidos pela Lei (cf. Lv 18:6-18); Nm 25:1). Também tem sido interpretado como equivalente a adultério.
Relações sexuais ilícitas: Abrange todo o ato sexual fora do casamento.
Casamento e Divórcio
Ml 2:14-16.
O casamento é uma relação exclusiva na qual um homem e uma mulher se entregam mutuamente um ao outro numa aliança vitalícia e, com base nesse voto solene, eles se tornam “uma só carne” (Gn 2:24; Ml 2:14; Mt 19; 4-6).
“A Confissão de Westminster (XXIV. 2) afirma: O matrimonio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por sucessão legítima, e da igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza” (licenciosidade sexual e imoralidade; (Gn 1:28; 2:18; 1Co 7: 2-9)”. O ideal de Deus para o casamento é para os cristãos e para os não-cristãos, mas é da vontade de Deus que os dos seu povo se casem, só com cônjuges da mesma fé (1Co 7:39; cf. 2Cr 6:14; Ed 9:10; Ne 13: 23-27). A intimidade, na sua mais profunda dimensão, é impossível quando os cônjuges não estão unidos na fé.
Paulo usa o relacionamento entre Cristo com a sua Igreja para explicar o que é o casamento cristão, de modo que ressalta a especial responsabilidade do marido, como o cabeça e protetor da esposa, e conclama a esposas pra aceitar seu marido nessa condição (Ef. 5: 21-33). A distinção de papéis não implica em que a esposa seja pessoa inferior, pois como portadores da imagem de Deus, tanto o homem como a mulher têm igual dignidade e valor e devem cumprir seus papéis com mútuo respeito, baseados no conhecimento desse fato.
Deus odeia o divórcio (Ml 2:16); contudo, determina disposições para o divórcio, que protegem a mulher divorciada (Dt 24: 1-4). Essas disposições foram promulgadas “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19:8). A compreensão mais natural do ensino de Jesus (Mt 5: 31,32; 19:8,9) é que o adultério – o pecado da infidelidade conjugal _ destrói a aliança do casamento e justifica o divórcio ( ainda que a reconciliação fosse preferível) e que aquele que se divorcia de sua esposa por qualquer razão menor torna-se culpado de adultério, quando se casa de novo, e leva a esposa a cometer adultério, se ela também se casar de novo. O princípio é que todos os casos de divórcio e de novo casamento leva ao do ideal de Deus para a relação sexual. Perguntado quando o divórcio seria legítimo Jesus respondeu que o divórcio é sempre deplorável (Mt 19: 3-6), mas não negou que os corações continuam a ser duros e que o divórcio, ainda que mau, podia às vezes ser permitido.
Paulo diz que o cristão é abandonado pelo cônjuge não-cristão não está sujeito à servidão (1 Co. 7:15). Isso evidentemente significa que o cristão pode considerar acabada a relação. Se esse fato confere o direito de um novo casamento tem sido matéria de muita disputa.
A Confissão de Westminster (XXIV. 5,6), com sábia cautela, afirma aquilo em que, à base da reflexão sobre as Escrituras acima referidas, ao longo do tempo, os cristãos Reformados concordam no que diz respeito ao divórcio:
“No caso de adultério depois do casamento, à parte inocente é licito propor o divórcio e, depois de obter o divórcio, casar com outrem, como se a parte infiel fosse morta.
Embora a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de, indevidamente, separar aqueles que Deus uniu em matrimonio, contudo nada, senão o adultério é causa suficiente par dissolver os laços matrimoniais, a não ser que haja deserção tão obstinada que não possa ser remediada pela igreja nem pelo magistrado civil. “Para a dissolução do matrimonio é necessário haver um processo público e regular, não se devendo deixar ao arbítrio e discrição das partes o decidirem em seu próprio caso”.
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